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Ãëàâíàÿ Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû! | |
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49 E aconteceu que voltei com meus dois mil contra os lamanitas que nos haviam perseguido. E então eis que os exércitos de Antipus os haviam alcançado e iniciara-se uma terrível batalha.
50 O exército de Antipus, fatigado por essa longa marcha em tão curto espaço de tempo, estava prestes a cair nas mãos dos lamanitas; e não houvesse eu voltado com meus dois mil, eles teriam conseguido seu intento.
51 Porque Antipus caíra pela espada e também muitos de seus comandantes, em virtude do cansaço causado pela rapidez de sua marcha—portanto os homens de Antipus, estando confusos por causa da queda de seus comandantes, começaram a ceder terreno aos lamanitas.
52 E aconteceu que os lamanitas tomaram coragem e começaram a persegui-los; e estavam assim os lamanitas a persegui-los com grande vigor, quando Helamã surgiu na sua retaguarda com seus dois mil e começaram a matá-los em grande número, de tal forma que todo o exército lamanita se deteve e voltou-se contra Helamã.
53 Ora, quando os homens de Antipus viram que os lamanitas se haviam virado, reuniram seus homens e tornaram a atacar a retaguarda dos lamanitas.
54 E então aconteceu que nós, o povo de Néfi, o povo de Antipus e eu com meus dois mil, cercamos os lamanitas e matamo-los. Sim, a ponto de verem-se obrigados a depor suas armas de guerra e também a se entregarem como prisioneiros de guerra.
55 E então aconteceu que quando eles se renderam a nós, eis que contei o número dos jovens que haviam lutado comigo, temendo que muitos deles tivessem sido mortos.
56 Mas eis que, para minha grande alegria, nenhum deles havia caído por terra; sim, e haviam lutado como que com a força de Deus; sim, nunca se soube de homens que tivessem lutado com força tão miraculosa; e com tal vigor caíram sobre os lamanitas, que os aterrorizaram; e por esta razão os lamanitas entregaram-se como prisioneiros de guerra.
57 E como não tínhamos lugar para nossos prisioneiros, de modo a vigiá-los e mantê-los longe dos exércitos lamanitas, mandamo-los portanto para a terra de Zaraenla com parte dos homens de Antipus que não haviam sido mortos; e o restante reuni a meus jovens amonitas e retornamos à cidade de Judéia.
CAPÍTULO 57
Helamã relata a tomada e a rendição de Antípara e, mais tarde, a defesa de Cumêni—Seus jovens amonitas lutam valentemente; todos são feridos mas nenhum é morto—Gide relata a matança e a fuga dos prisioneiros lamanitas. Aproximadamente 63 a.C.
1 E ENTÃO aconteceu que recebi uma epístola de Amoron, o rei, dizendo que se eu libertasse aqueles prisioneiros de guerra que havíamos feito, ele nos entregaria a cidade de Antípara.
2 Mas eu enviei uma epístola ao rei, dizendo que estávamos certos de que nosso exército era suficiente para tomar a cidade de Antípara com nossa força; e entregar-lhe os prisioneiros em troca daquela cidade seria imprudência; e que só entregaríamos nossos prisioneiros em troca de outros.
3 E Amoron recusou minha proposta, porque não queria trocar prisioneiros; por conseguinte, começamos a preparar-nos para marchar contra a cidade de Antípara.
4 Mas o povo de Antípara abandonou a cidade e fugiu para outras cidades que possuíam, a fim de fortificá-las; e assim a cidade de Antípara caiu em nossas mãos.
5 E assim terminou o vigésimo oitavo ano do governo dos juízes.
6 E aconteceu que no começo do vigésimo nono ano, recebemos uma remessa de provisões e também um reforço de seis mil homens para nosso exército, da terra de Zaraenla e das terras circunvizinhas, além de sessenta dos filhos dos amonitas que vieram juntar-se a seus irmãos, minha pequena tropa de dois mil. E eis que éramos fortes, sim, e também nos trouxeram provisões em abundância.
7 E aconteceu que era nosso desejo travar batalha com o exército que fora colocado para proteger a cidade de Cumêni.
8 E eis que te mostrarei que logo conseguimos nosso objetivo; sim, com o nosso poderoso exército, ou seja, com uma parte de nosso poderoso exército, cercamos durante a noite a cidade de Cumêni, pouco antes da hora em que receberiam uma remessa de provisões.
9 E aconteceu que acampamos ao redor da cidade por muitas noites; dormíamos porém sobre nossas espadas e mantínhamos guardas, a fim de evitar que os lamanitas caíssem sobre nós e nos matassem durante a noite, o que tentaram várias vezes; mas todas as vezes que tentaram, seu sangue foi derramado.
10 Finalmente suas provisões chegaram e eles estavam prontos para entrar na cidade à noite. E nós, ao invés de lamanitas, éramos nefitas; portanto capturamos os homens e suas provisões.
11 E apesar de os lamanitas terem sido privados de seu sustento desta forma, ainda estavam determinados a manter a cidade; portanto, tornou-se necessário que mandássemos aquelas provisões para Judéia e nossos prisioneiros para a terra de Zaraenla.
12 E aconteceu que não se passaram muitos dias antes de os lamanitas começarem a perder todas as esperanças de receber socorro; por isso entregaram a cidade em nossas mãos; e assim havíamos alcançado nosso intento de conquistar a cidade de Cumêni.
13 Mas aconteceu que nossos prisioneiros eram tão numerosos que, não obstante o grande número de nossos homens, éramos obrigados a empregar todo o nosso exército para vigiá-los ou teríamos que matá-los.
14 Pois eis que tentavam fugir em grande número e lutavam com pedras e com clavas ou com qualquer coisa em que pudessem pôr as mãos, de modo que matamos mais de dois mil deles, após se haverem rendido como prisioneiros de guerra.
15 Portanto se tornou necessário pôr fim a suas vidas ou escoltá-los, de espada em punho, até a terra de Zaraenla; e também nossas provisões eram suficientes apenas para nosso próprio povo, apesar do que havíamos tomado dos lamanitas.
16 E então, naquelas críticas circunstâncias, tornou-se um problema muito sério determinar o que faríamos com aqueles prisioneiros de guerra; não obstante, resolvemos enviá-los para a terra de Zaraenla; assim, selecionamos uma parte de nossos homens e encarregamo-los de descerem com nossos prisioneiros para a terra de Zaraenla.
17 Mas aconteceu que, na manhã seguinte, voltaram. E então eis que não lhes perguntamos a respeito dos prisioneiros; porque eis que os lamanitas estavam sobre nós e eles regressaram a tempo de impedir que caíssemos em suas mãos. Porque eis que Amoron enviara em seu auxílio uma nova remessa de provisões e também um numeroso exército de homens.
18 E aconteceu que aqueles homens que havíamos enviado com os prisioneiros voltaram justamente a tempo de detê-los, quando eles estavam prestes a nos dominar.
19 Mas eis que minha pequena tropa de dois mil e sessenta homens lutou desesperadamente; sim, permaneceram firmes diante dos lamanitas, infligindo a morte a todos os que se lhes opuseram.
20 E enquanto o resto de nosso exército estava prestes a ceder terreno aos lamanitas, eis que esses dois mil e sessenta permaneceram firmes e impávidos.
21 Sim, e eles obedeceram a cada palavra de comando e cumpriram-nas com exatidão; sim, e tudo lhes aconteceu de acordo com sua fé; e eu lembrei-me das palavras que eles me disseram ter aprendido com suas mães.
22 E agora, eis que é a estes meus filhos e aos homens que tinham sido escolhidos para conduzir os prisioneiros que devemos essa grande vitória; porque foram eles que venceram os lamanitas; portanto eles foram obrigados a retroceder para a cidade de Mânti.
23 E conservamos nossa cidade de Cumêni e não fomos todos destruídos pela espada; não obstante, sofremos grandes perdas.
24 E aconteceu que após haverem os lamanitas fugido, imediatamente ordenei que meus homens feridos fossem retirados dentre os mortos e fiz com que seus ferimentos fossem tratados.
25 E aconteceu que duzentos de meus dois mil e sessenta haviam desmaiado em virtude da perda de sangue; não obstante, de acordo com a bondade de Deus e para nossa grande surpresa e também para alegria de todo nosso exército, nenhum deles perecera; sim, e não houve entre eles um só que não tivesse recebido muitos ferimentos.
26 Ora, sua sobrevivência encheu de espanto todo o nosso exército; sim, que eles tivessem sido poupados, enquanto mil de nossos irmãos foram mortos. E, com razão, atribuímos isso ao miraculoso poder de Deus, por causa de sua extraordinária fé naquilo que haviam sido ensinados a crer—que existia um Deus justo e que todo aquele que não duvidasse seria preservado pelo seu maravilhoso poder.
27 Ora, era esta a fé possuída por aqueles de quem falei; eles são jovens, de opinião firme, e depositam continuamente sua confiança em Deus.
28 E então aconteceu que depois de havermos cuidado de nossos feridos e sepultado nossos mortos, bem como os mortos dos lamanitas, que eram muitos, eis que perguntamos a Gide o que havia acontecido com os prisioneiros que eles começaram a levar para a terra de Zaraenla.
29 Ora, Gide era o capitão-chefe do grupo designado para escoltá-los até lá.
30 E agora, estas são as palavras que Gide me disse: Eis que começamos a descer para a terra de Zaraenla com nossos prisioneiros. E aconteceu que encontramos os espiões de nossos exércitos, os quais tinham sido enviados para vigiar o acampamento dos lamanitas.
31 E eles gritaram para nós, dizendo: Eis que os exércitos dos lamanitas estão marchando para a cidade de Cumêni; e eis que cairão sobre eles, sim, e destruirão nosso povo.
32 E aconteceu que nossos prisioneiros ouviram seus gritos, o que os fez tomar coragem; e rebelaram-se contra nós.
33 E aconteceu que, em virtude de sua rebelião, fizemos cair nossas espadas sobre eles. E aconteceu que, formando um só corpo, arremessaram-se contra nossas espadas e a maior parte deles foram mortos; e os restantes conseguiram passar e fugiram.
34 E eis que depois que fugiram e não conseguimos alcançá-los, marchamos com rapidez para a cidade de Cumêni; e eis que chegamos a tempo de ajudar nossos irmãos a defenderem a cidade.
35 E eis que fomos novamente livrados das mãos de nossos inimigos. E bendito é o nome de nosso Deus, porque eis que foi ele quem nos livrou; sim, quem fez esta grande coisa por nós.
36 Ora, aconteceu que quando eu, Helamã, ouvi estas palavras de Gide, enchi-me de grande alegria por causa da bondade de Deus em preservar-nos para que não perecêssemos todos; sim, e confio em que a alma dos que morreram tenha entrado no descanso de seu Deus.
CAPÍTULO 58
Helamã, Gide e Teômner tomam a cidade de Mânti por meio de um estratagema—Os lamanitas retiram-se—Os filhos do povo de Amon permanecem firmes na defesa de sua liberdade e fé e são preservados. Aproximadamente 63–62 a.C.
1 E EIS que então aconteceu que nosso objetivo seguinte era conquistar a cidade de Mânti; mas eis que não houve meio de fazê-los sair da cidade com nossas pequenas tropas. Pois eis que se lembravam do que nós havíamos feito antes; portanto não conseguimos atraí-los para fora de suas fortalezas.
2 E eles eram tão mais numerosos do que nosso exército, que não nos atrevemos a atacá-los em suas fortalezas.
3 Sim, e tornou-se necessário empregarmos nossos homens na defesa daquelas partes de nossas terras que havíamos reconquistado; portanto, tornou-se necessário que esperássemos, a fim de recebermos mais reforços da terra de Zaraenla e também uma nova remessa de provisões.
4 E aconteceu que, assim, mandei uma embaixada ao governador de nossa terra, para colocá-lo a par do que se passava com nosso povo. E aconteceu que ficamos esperando receber provisões e reforços da terra de Zaraenla.
5 Mas eis que isso não nos ajudou muito; porque os lamanitas estavam também recebendo grandes reforços diariamente e também muitas provisões; e essa era a nossa situação naquela época.
6 E os lamanitas saíam contra nós de quando em quando, procurando destruir-nos por meio de estratagemas; apesar disso não podíamos batalhar contra eles, por causa de seus refúgios e fortificações.
7 E aconteceu que esperamos nessas difíceis circunstâncias pelo espaço de muitos meses, até estarmos a ponto de perecer por falta de alimento.
8 Mas aconteceu que recebemos alimentos, os quais foram escoltados por um exército de dois mil homens destinados a ajudar-nos; e esta foi toda a ajuda que recebemos para defender-nos e evitar que nosso país caísse nas mãos de nossos inimigos; sim, para combater um inimigo que era inumerável.
9 Ora, não sabíamos a razão dessas nossas complicações, ou seja, a causa pela qual não nos enviavam mais reforços. Portanto ficamos aflitos e também cheios de temor de que, de alguma forma, os julgamentos de Deus caíssem sobre nossa terra, provocando nossa queda e total destruição.
10 Portanto elevamos a alma a Deus em oração, para que ele nos fortalecesse e livrasse das mãos de nossos inimigos; sim, e que também nos desse força para conservar nossas cidades e nossas terras e nossos bens, para sustento de nosso povo.
11 Sim, e aconteceu que o Senhor nosso Deus nos deu a certeza de que nos livraria; sim, de tal modo que nos encheu a alma de paz e concedeu-nos grande fé e fez com que tivéssemos esperança nele para nossa libertação.
12 E criamos coragem com o pequeno reforço recebido e dispusemo-nos, com determinação, a dominar nossos inimigos e a manter nossas terras e nossos bens e nossas esposas e nossos filhos e a causa de nossa liberdade.
13 E assim avançamos com toda a nossa força contra os lamanitas que se achavam na cidade de Mânti; e armamos nossas tendas ao lado do deserto que ficava perto da cidade.
14 E aconteceu que, na manhã seguinte, quando os lamanitas viram que nos achávamos nos limites do deserto que ficava perto da cidade, enviaram espias para descobrir o número e a força de nosso exército.
15 E aconteceu que quando viram que não éramos fortes, de acordo com nosso número, e temendo que lhes cortássemos o sustento, a não ser que saíssem a batalhar contra nós e matassem-nos; e também supondo que facilmente poderiam destruir-nos com suas numerosas hostes, começaram a fazer preparativos para sair em combate contra nós.
16 E quando vimos que estavam fazendo preparativos para vir contra nós, eis que fiz com que Gide se escondesse no deserto com um pequeno número de homens e também que Teômner, com um pequeno número de homens, se escondesse no deserto.
17 Ora, Gide e seus homens estavam à direita e os outros, à esquerda; e quando se esconderam dessa maneira, eis que eu permaneci com o restante do meu exército naquele mesmo local onde antes havíamos armado nossas tendas, para quando os lamanitas saíssem a fim de lutar.
18 E aconteceu que os lamanitas saíram com seu numeroso exército contra nós. E quando estavam a ponto de cair-nos em cima com suas espadas, fiz com que meus homens, aqueles que estavam comigo, se retirassem para o deserto.
19 E aconteceu que os lamanitas nos perseguiram com grande rapidez, porque estavam imensamente desejosos de nos alcançar, para matar-nos; por isso perseguiram-nos deserto adentro; e passamos por entre Gide e Teômner de tal maneira que os lamanitas não os descobriram.
20 E aconteceu que depois de os lamanitas haverem passado, ou seja, depois de o exército haver passado, Gide e Teômner saíram de seus esconderijos e interceptaram os espias lamanitas, a fim de que não voltassem à cidade.
21 E aconteceu que após os haverem interceptado, correram para a cidade e caíram sobre as sentinelas que haviam ficado para guardar a cidade; e destruíram-nas e ocuparam a cidade.
22 Ora, isso aconteceu porque os lamanitas permitiram que todo o seu exército, com exceção de apenas algumas sentinelas, fosse levado para o deserto.
23 E aconteceu que Gide e Teômner, por esse meio, haviam conseguido apoderar-se de suas fortalezas. E aconteceu que tomamos nosso rumo, depois de muito andar pelo deserto em direção à terra de Zaraenla.
24 E quando os lamanitas viram que estavam marchando em direção à terra de Zaraenla, ficaram muito receosos, temendo que houvesse um plano para levá-los à destruição; portanto começaram a retirar-se novamente para o deserto, sim, pelo mesmo caminho que haviam trilhado.
25 E eis que anoiteceu; e eles armaram suas tendas, porque os capitães-chefes dos lamanitas supunham que os nefitas estavam cansados em virtude de sua marcha; e pensando haver feito todo o exército retroceder, não se preocuparam com a cidade de Mânti.
26 Ora, aconteceu que ao cair da noite fiz com que meus homens não dormissem, mas que rumassem por outro caminho para a terra de Mânti.
27 E em virtude dessa nossa marcha noturna, eis que, quando amanheceu, estávamos à frente dos lamanitas, de modo que chegamos antes deles à cidade de Mânti.
28 E assim aconteceu que, por meio deste estratagema, ocupamos a cidade de Mânti sem derramamento de sangue.
29 E aconteceu que quando os exércitos dos lamanitas se aproximaram da cidade e viram que estávamos preparados para enfrentá-los, ficaram muito espantados e foram tomados de grande temor, de modo que fugiram para o deserto.
30 Sim, e aconteceu que os exércitos dos lamanitas fugiram de toda esta parte da terra. Eis, porém, que levaram consigo muitas mulheres e crianças da terra.
31 E todas as cidades que haviam sido tomadas pelos lamanitas acham-se presentemente em nosso poder; e nossos pais e nossas mulheres e nossos filhos estão voltando para suas casas, com exceção somente dos que foram feitos prisioneiros e levados pelos lamanitas.
32 Mas eis que nossos exércitos são pequenos para controlar um número tão grande de cidades e territórios tão extensos.
33 Eis, porém, que confiamos em nosso Deus, que nos deu vitória sobre essas terras, de modo que retomamos as cidades e terras que nos pertenciam.
34 Ora, não sabemos a razão por que o governo não nos manda mais reforços; nem os homens que nos foram mandados sabem por que é que não recebemos maiores reforços.
35 Eis que não sabemos se haveis fracassado e haveis levado as tropas para essa parte da terra; se for este o caso, não desejamos reclamar.
36 E se não for este o caso, eis que tememos que haja alguma dissensão no governo, de modo que não nos enviam mais homens para auxiliarem-nos; porque sabemos que há um número maior de homens do que aquele que nos enviaram.
37 Mas eis que não importa—confiamos em que Deus nos livrará, apesar da fraqueza de nossos exércitos, sim, e livrar-nos-á das mãos de nossos inimigos.
38 Eis que estamos no fim do vigésimo nono ano e de posse de nossas terras; e os lamanitas fugiram para a terra de Néfi.
39 E os filhos do povo de Amon, sobre quem tenho falado tão favoravelmente, estão comigo na cidade de Mânti; e o Senhor fortaleceu-os, sim, e evitou que caíssem pela espada, de modo que nenhum deles foi morto.
40 Mas eis que receberam muitos ferimentos; não obstante, permanecem firmes na liberdade com que Deus os fez livres; e são diligentes em lembrarem-se do Senhor seu Deus diariamente; sim, esforçam-se para obedecer continuamente a seus estatutos e a seus julgamentos e a seus mandamentos; e é forte sua fé nas profecias relativas ao que está para vir.
41 E agora, meu amado irmão Morôni, que o Senhor nosso Deus, que nos remiu e tornou livres, te conserve continuamente em sua presença; sim, e favoreça este povo, para que tenhais sucesso em obter a posse de tudo o que os lamanitas nos tomaram e que se destinava a nossa subsistência. E agora, eis que concluo minha epístola. Eu sou Helamã, filho de Alma.
CAPÍTULO 59
Morôni pede a Paorã que reforce as tropas de Helamã—Os lamanitas tomam a cidade de Nefia—Morôni irrita-se com o governo. Aproximadamente 62 a.C.
1 ORA, aconteceu que no trigésimo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, depois de haver recebido e lido a epístola de Helamã, Morôni alegrou-se imensamente em virtude do bem-estar, sim, do grande êxito de Helamã, reconquistando aquelas terras que haviam sido perdidas.
2 Sim, e levou isso ao conhecimento de todo o seu povo, em toda aquela parte da terra em que se achava, a fim de que eles também se regozijassem.
3 E aconteceu que enviou imediatamente uma epístola a Paorã, pedindo-lhe que reunisse homens para reforçar Helamã, ou melhor, os exércitos de Helamã, de modo que pudesse, com facilidade, conservar aquela parte da terra que tão milagrosamente havia conseguido reconquistar.
4 E aconteceu que depois de haver enviado essa epístola à terra de Zaraenla, Morôni começou novamente a formular um plano para reaver o resto das terras e cidades que os lamanitas lhes haviam tomado.
5 E aconteceu que enquanto Morôni assim se preparava para avançar contra os lamanitas, eis que o povo de Nefia, que se reunira vindo da cidade de Morôni e da cidade de Leí e da cidade de Moriânton, foi atacado pelos lamanitas.
6 Sim, até mesmo aqueles que haviam sido compelidos a fugir da terra de Mânti e das redondezas juntaram-se aos lamanitas nesta parte da terra.
7 E assim, sendo muito numerosos, sim, e recebendo reforços diariamente, avançaram contra o povo de Nefia, sob o comando de Amoron, e começaram a matá-los num grande massacre.
8 E seus exércitos eram tão numerosos que o restante do povo de Nefia foi obrigado a fugir deles; e eles foram juntar-se ao exército de Morôni.
9 E então, como Morôni supusesse que haviam sido enviados homens para a cidade de Nefia, a fim de ajudarem o povo a defender aquela cidade, e sabendo que era mais fácil impedir que a cidade caísse nas mãos dos lamanitas do que reconquistá-la, pensou que facilmente defenderiam aquela cidade.
10 Portanto conservou todos os seus homens na defesa dos lugares que havia reconquistado.
11 E então, quando Morôni viu que a cidade de Nefia estava perdida, ficou muito desolado e começou a duvidar, por causa da iniqüidade do povo, de que eles não caíssem nas mãos de seus irmãos.
12 Ora, o mesmo aconteceu com todos os seus capitães-chefes. Eles duvidaram e também se espantaram com a iniqüidade do povo; e isto por causa da vitória dos lamanitas sobre eles.
13 E aconteceu que Morôni ficou irado contra o governo, devido a sua indiferença pela liberdade de seu país.
CAPÍTULO 60
Morôni queixa-se a Paorã da negligência do governo com os exércitos—O Senhor permite que os justos sejam mortos—Os nefitas devem usar todo o seu poder e os seus meios para livrarem-se de seus inimigos—Morôni ameaça lutar contra o governo, a menos que seus exércitos recebam ajuda. Aproximadamente 62 a.C.
1 E ACONTECEU que ele tornou a escrever ao governador da terra, que era Paorã; e estas são as palavras que escreveu, dizendo: Eis que dirijo minha epístola a Paorã, na cidade de Zaraenla, o qual é juiz supremo e governador da terra, e a todos os que foram escolhidos por este povo para governar e dirigir os negócios desta guerra.
2 Porque eis que tenho algo a dizer-lhes, a título de recriminação; pois eis que sabeis que fostes designados para reunir homens e armá-los com espadas e com cimitarras e toda sorte de armas de guerra de todo tipo e enviá-los contra os lamanitas, em qualquer parte que invadissem nossa terra.
3 E agora, eis que vos digo que eu e também meus homens, e também Helamã e seus homens, padecemos grandes sofrimentos; sim, até mesmo fome, sede e fadiga; e toda sorte de aflições de todo tipo.
4 Mas eis que se isto fosse tudo quanto tivéssemos sofrido, não murmuraríamos nem nos queixaríamos.
5 Eis, porém, que grande foi a carnificina de nosso povo; sim, milhares caíram pela espada, o que poderia ter sido evitado se tivésseis proporcionado a nossos exércitos reforço e ajuda suficientes. Sim, grande foi vossa negligência para conosco.
6 E agora, eis que desejamos saber a causa de tão grande negligência; sim, desejamos saber a causa de vossa insensibilidade.
7 Pensais que podeis sentar-vos em vossos tronos, em estado de insensível estupor, enquanto vossos inimigos estão espalhando a morte ao vosso redor? Sim, enquanto estão assassinando milhares de vossos irmãos—
8 Sim, os mesmos que dependiam de vossa proteção, sim, que vos colocaram em posição de poder socorrê-los; sim, vós poderíeis ter-lhes mandado exércitos para reforçá-los e evitado que milhares deles caíssem pela espada.
9 Mas eis que isto não é tudo; haveis deixado de enviar-lhes provisões, de modo que muitos lutaram e perderam a vida em virtude da grande preocupação que tinham com o bem-estar deste povo; sim, e isto fizeram quando estavam prestes a perecer de fome, por causa de vossa enorme negligência para com eles.
10 E agora, meus amados irmãos—pois deveríeis ser amados; sim, deveríeis ter trabalhado mais diligentemente pelo bem-estar e liberdade deste povo; mas eis que o haveis negligenciado, de modo que o sangue de milhares cairá sobre vossa cabeça, clamando vingança; sim, porque conhecidos por Deus foram todos os seus clamores e todos os seus sofrimentos—
11 Eis que pensastes poder sentar-vos em vossos tronos e, por causa da imensa bondade de Deus, nada fazer; e que ele vos livraria? Eis que, se isto pensastes, pensastes em vão.
12 Pensais que a morte de muitos de vossos irmãos tenha sido causada por sua própria iniqüidade? Eu vos digo que, se isto pensastes, pensastes em vão. Digo-vos, pois, que muitos são os que caíram pela espada; e eis que isto é para vossa condenação.
13 Pois o Senhor permite que os justos sejam mortos para que sua justiça e julgamento recaiam sobre os iníquos. Portanto não deveis supor que os justos estejam perdidos por terem sido mortos; mas eis que eles entram no descanso do Senhor seu Deus.
Äàòà ïóáëèêîâàíèÿ: 2014-11-18; Ïðî÷èòàíî: 178 | Íàðóøåíèå àâòîðñêîãî ïðàâà ñòðàíèöû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!
