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Ãëàâíàÿ Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû! | |
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32 E aconteceu que ele agiu de acordo com seus desejos e marchou para o deserto e deteve os exércitos de Amaliquias.
33 E aconteceu que Amaliquias fugiu com um pequeno número de seus homens; e os restantes foram entregues nas mãos de Morôni e levados de volta para a terra de Zaraenla.
34 Ora, Morôni, sendo um homem que fora nomeado pelos juízes supremos e pela voz do povo, tinha, por conseguinte, poder segundo sua vontade sobre os exércitos nefitas, para estabelecer e exercer autoridade sobre eles.
35 E aconteceu que todos os amaliquiaítas que se recusaram a fazer convênio de apoiar a causa da liberdade, a fim de manterem um governo livre, ele condenou à morte; e foram poucos os que renegaram o convênio de liberdade.
36 E aconteceu também que ele fez com que o estandarte da liberdade fosse hasteado em todas as torres de toda a terra ocupada pelos nefitas; e assim Morôni plantou o estandarte da liberdade entre os nefitas.
37 E eles começaram a ter novamente paz na terra; e assim mantiveram a paz naquela terra até quase o fim do décimo nono ano do governo dos juízes.
38 E Helamã e os sumos sacerdotes mantinham também a ordem na igreja; sim, pelo espaço de quatro anos tiveram muita paz e regozijo na igreja.
39 E aconteceu que muitos morreram, crendo firmemente que sua alma estava redimida pelo Senhor Jesus Cristo; assim, saíram do mundo regozijando-se.
40 E houve alguns que morreram de febres que, em certas épocas do ano, eram muito freqüentes na terra—muitos, porém, não morreram de febres por causa das excelentes qualidades das muitas plantas e raízes que Deus havia preparado para remover as causas das enfermidades a que estavam sujeitos devido à natureza do clima—
41 Muitos houve que morreram de velhice; e os que morreram com a fé em Cristo são felizes com ele, como necessariamente devemos crer.
CAPÍTULO 47
Amaliquias usa de traição, assassinatos e intrigas para tornar-se rei dos lamanitas—Os dissidentes nefitas são mais iníquos e ferozes que os lamanitas. Aproximadamente 72 a.C.
1 VOLTAREMOS agora, em nossos registros, a Amaliquias e aos que com ele fugiram para o deserto; porque eis que ele, com aqueles que o seguiram, subiu à terra de Néfi, entre os lamanitas, e instigou-os contra o povo de Néfi a tal ponto que o rei dos lamanitas enviou uma proclamação por toda a sua terra, a todo o seu povo, para que voltassem a reunir-se, a fim de batalhar contra os nefitas.
2 E aconteceu que quando a proclamação se tornou conhecida, eles ficaram amedrontadíssimos; sim, temiam desgostar o rei, como temiam também batalhar contra os nefitas, receosos de perder a vida. E aconteceu que eles não queriam, ou seja, a maioria deles não quis obedecer às ordens do rei.
3 E aconteceu que o rei ficou furioso em virtude dessa desobediência; portanto ele deu a Amaliquias o comando da parte de seu exército que obedecia a suas ordens e ordenou-lhe que os obrigasse a pegar em armas.
4 Ora, eis que este era o desejo de Amaliquias; porque, sendo um homem muito sutil na prática do mal, planejou em seu coração destronar o rei dos lamanitas.
5 E ele tinha então o comando dos lamanitas que estavam a favor do rei; e procurou conquistar as boas graças dos que não eram obedientes; portanto se dirigiu ao lugar chamado Onida, porque para lá tinham fugido todos os lamanitas; porque eles descobriram que o exército se aproximava e, supondo que viesse para destruí-los, fugiram para Onida, para o lugar de armas.
6 E haviam nomeado um homem para ser seu rei e comandante, tendo tomado a firme resolução de que ninguém os obrigaria a ir contra os nefitas.
7 E aconteceu que se reuniram no alto de um monte chamado Antipas, a fim de prepararem-se para combater.
8 Ora, não era intenção de Amaliquias combatê-los segundo as ordens do rei; eis, porém, que sua intenção era conquistar as boas graças dos exércitos dos lamanitas, para colocar-se como seu comandante e destronar o rei e tomar posse do reino.
9 E eis que aconteceu que ele fez o exército armar suas tendas no vale próximo ao monte Antipas.
10 E aconteceu que quando anoiteceu, ele enviou uma embaixada secreta ao monte Antipas, encarregada de fazer com que o comandante daqueles que se achavam no alto do monte e cujo nome era Leônti, descesse ao pé do monte, porque desejava falar-lhe.
11 E aconteceu que quando recebeu a mensagem, Leônti não ousou descer ao pé do monte. E aconteceu que Amaliquias enviou mensageiros pela segunda vez, solicitando que ele descesse. E aconteceu que Leônti não quis descer; e ele enviou mensageiros pela terceira vez.
12 E aconteceu que quando viu que não conseguia fazer com que Leônti descesse do monte, Amaliquias subiu ao monte até um ponto próximo do acampamento de Leônti; e pela quarta vez mandou sua mensagem a Leônti, pedindo-lhe que descesse e trouxesse seus guardas consigo.
13 E aconteceu que quando Leônti desceu com seus guardas até o lugar em que Amaliquias se achava, Amaliquias propôs-lhe que descesse com seu exército durante a noite e cercasse o acampamento dos homens que o rei o encarregara de comandar; e que ele, Amaliquias, os entregaria nas mãos de Leônti, se ele o nomeasse comandante imediato de todo o exército.
14 E aconteceu que Leônti desceu com seus homens e cercou os homens de Amaliquias, de modo que antes de acordarem, ao raiar do dia, foram cercados pelos exércitos de Leônti.
15 E aconteceu que quando se viram cercados, suplicaram a Amaliquias que lhes permitisse juntar-se a seus irmãos, a fim de não serem destruídos. Ora, era justamente isso que Amaliquias desejava.
16 E aconteceu que ele entregou seus homens, contrariando as ordens do rei. Ora, era isto que Amaliquias desejava, a fim de realizar seus planos de destronar o rei.
17 Ora, era costume dos lamanitas nomear o comandante imediato para ser o comandante, caso seu primeiro comandante fosse morto.
18 E aconteceu que Amaliquias fez com que um de seus servos administrasse veneno, aos poucos, a Leônti, de modo que ele morreu.
19 Ora, morto Leônti, os lamanitas nomearam Amaliquias como seu chefe e comandante geral.
20 E aconteceu que Amaliquias marchou com seus exércitos (porque havia conseguido seus intentos) para a terra de Néfi, para a cidade de Néfi, que era a cidade principal.
21 E o rei saiu-lhe ao encontro com seus guardas, supondo que Amaliquias tivesse executado suas ordens e que houvesse conseguido reunir tamanho exército para combater os nefitas.
22 Mas eis que quando o rei lhe saiu ao encontro, Amaliquias fez com que seus servos se adiantassem para encontrar o rei. E inclinaram-se perante o rei, como se o reverenciassem por sua grandeza.
23 E aconteceu que o rei estendeu a mão para levantá-los, em sinal de paz, segundo o costume dos lamanitas, costume esse que haviam aprendido com os nefitas.
24 E aconteceu que quando havia levantado o primeiro, eis que ele apunhalou o rei no coração; e ele caiu por terra.
25 Ora, os servos do rei fugiram; e os servos de Amaliquias gritaram, dizendo:
26 Eis que os servos do rei o apunhalaram no coração e ele caiu por terra e eles fugiram; vinde e vede.
27 E aconteceu que Amaliquias ordenou a seus exércitos que avançassem para ver o que havia acontecido ao rei; e quando eles chegaram e acharam o rei estendido por terra, ensangüentado, Amaliquias fingiu estar irado e disse: Todos os que amavam o rei devem partir em perseguição de seus servos, para que eles sejam mortos.
28 E aconteceu que todos os que amavam o rei, ao ouvirem estas palavras, saíram em perseguição aos servos do rei.
29 Ora, quando os servos do rei viram um exército perseguindo-os, ficaram novamente amedrontados e fugiram para o deserto; e alcançaram a terra de Zaraenla, juntando-se ao povo de Amon.
30 E o exército que os perseguia voltou, tendo-os perseguido em vão; e assim Amaliquias, com sua fraude, conquistou o coração do povo.
31 E aconteceu que, ao amanhecer, entrou ele na cidade de Néfi com seus exércitos e tomou posse da cidade.
32 E aconteceu então que a rainha, ao saber que o rei havia sido assassinado—pois Amaliquias enviara uma embaixada à rainha, informando-a de que o rei havia sido assassinado por seus servos; que ele os perseguira em vão com seus exércitos e que haviam conseguido escapar—
33 Portanto, quando a rainha recebeu essa mensagem, respondeu a Amaliquias, solicitando-lhe que poupasse o povo da cidade; e também lhe pediu que comparecesse a sua presença; e também lhe pediu que fosse acompanhado de testemunhas que pudessem testificar a respeito da morte do rei.
34 E aconteceu que Amaliquias levou o mesmo servo que matara o rei, bem como todos os que estavam com ele; e apresentaram-se à rainha no lugar em que ela se sentava; e todos testificaram que o rei fora assassinado por seus próprios servos; e disseram mais: Eles fugiram; isto não testifica contra eles? E assim satisfizeram eles a rainha no tocante à morte do rei.
35 E aconteceu que Amaliquias procurou obter as boas graças da rainha e tomou-a para esposa; e assim, por meio de fraude e da ajuda de seus astutos servos, ele conseguiu o reino; sim, foi reconhecido como rei em toda a terra, por todo o povo lamanita, que era composto de lamanitas e de lemuelitas e de ismaelitas e de todos os dissidentes dos nefitas, desde o reinado de Néfi até o tempo presente.
36 Ora, esses dissidentes, tendo os mesmos ensinamentos e informações dos nefitas, sim, tendo sido instruídos no mesmo conhecimento do Senhor, não obstante, por estranho que pareça, pouco depois de sua dissensão se tornaram mais duros e impenitentes e mais selvagens, iníquos e ferozes que os lamanitas—absorvendo as tradições dos lamanitas, entregando-se à indolência e a toda sorte de lascívia; sim, esquecendo-se por completo do Senhor seu Deus.
CAPÍTULO 48
Amaliquias incita os lamanitas contra os nefitas—Morôni prepara seu povo para defender a causa dos cristãos—Ele rejubila-se com a liberdade e a independência e é um poderoso homem de Deus. Aproximadamente 72 a.C.
1 E ENTÃO aconteceu que assim que obteve o reino, Amaliquias começou a incitar o coração dos lamanitas contra o povo de Néfi; sim, nomeou alguns homens para falarem aos lamanitas contra os nefitas, do alto de suas torres.
2 E assim incitou seu coração contra os nefitas, a tal ponto que, ao fim do décimo nono ano do governo dos juízes, havendo conseguido realizar seus intentos até então, sim, tendo-se tornado rei dos lamanitas, procurou também reinar sobre toda a terra, sim, e sobre todo o povo que estava na terra, tanto nefitas como lamanitas.
3 Assim conseguiu realizar seus desígnios, porque havia endurecido o coração dos lamanitas, cegando-lhes a mente e incitando-os à ira de tal forma que reuniu uma numerosa hoste para batalhar contra os nefitas.
4 Porque, em virtude do grande número de seu povo, estava resolvido a subjugar os nefitas e levá-los à servidão.
5 E assim nomeou capitães-chefes dentre os zoramitas, sendo eles os mais familiarizados com a força dos nefitas e com seus lugares de refúgio e com os pontos mais vulneráveis de suas cidades; por essa razão nomeou-os capitães-chefes de seus exércitos.
6 E aconteceu que levantaram acampamento e partiram em direção à terra de Zaraenla, no deserto.
7 Ora, aconteceu que enquanto Amaliquias havia assim, por meio de fraude e engano, obtido poder, Morôni, por sua vez, estivera preparando o espírito do povo para ser fiel ao Senhor seu Deus.
8 Sim, ele estivera reforçando os exércitos dos nefitas e construindo pequenos fortes, ou seja, lugares de refúgio; levantando parapeitos de terra ao redor de seus exércitos e também levantando muros de pedra a sua volta, ao redor de suas cidades e das fronteiras de suas terras; sim, ao redor de toda a terra.
9 E em suas fortificações mais fracas ele colocou maior número de homens; e assim fortificou e reforçou a terra habitada pelos nefitas.
10 E desse modo preparava-se ele para defender sua liberdade, suas terras, suas esposas e seus filhos e sua paz, a fim de viverem para o Senhor seu Deus e preservarem o que era chamado por seus inimigos a causa dos cristãos.
11 E Morôni era um homem forte e poderoso; ele era um homem de perfeita compreensão; sim, um homem que não tinha prazer no derramanento de sangue; um homem cuja alma se regozijava com a liberdade e independência de seu país e com a libertação de seus irmãos da servidão e do cativeiro.
12 Sim, um homem cujo coração transbordava de gratidão a seu Deus pelos muitos privilégios e bênçãos que concedia a seu povo; um homem que trabalhava infatigavelmente pelo bem-estar e segurança do povo.
13 Sim, e ele era um homem firme na fé em Cristo; e havia prestado juramento de defender seu povo, seus direitos e seu país e sua religião, mesmo com a própria vida.
14 Ora, os nefitas foram ensinados a defenderem-se dos inimigos, ainda que fosse necessário derramar sangue; sim, e foram também ensinados a nunca ofenderem, sim, a nunca levantarem a espada, a não ser contra um inimigo, e apenas para preservarem a própria vida.
15 E tinham fé que Deus lhes permitiria prosperar na terra ou, em outras palavras, que, se fossem fiéis na observância dos mandamentos de Deus, ele lhes permitiria prosperar na terra; sim, ele avisaria quando precisassem fugir ou preparar-se para a guerra, de acordo com o perigo;
16 E também que Deus lhes revelaria para onde deveriam ir a fim de se defenderem de seus inimigos; e se assim fizessem, o Senhor os salvaria; e esta era a fé que tinha Morôni e seu coração gloriava-se nela; não no derramamento de sangue, mas em fazer o bem, em preservar seu povo, sim, em guardar os mandamentos de Deus, sim, e em resistir à iniqüidade.
17 Sim, em verdade, em verdade vos digo que se todos os homens tivessem sido e fossem e pudessem sempre ser como Morôni, eis que os próprios poderes do inferno teriam sido abalados para sempre; sim, o diabo nunca teria poder sobre o coração dos filhos dos homens.
18 Eis que ele era um homem como Amon, o filho de Mosias, sim, e também como os outros filhos de Mosias; sim, e também como Alma e seus filhos, porque eram todos homens de Deus.
19 Ora, eis que Helamã e seus irmãos não prestavam menos serviços ao povo do que Morôni; porque pregavam a palavra de Deus e batizavam para o arrependimento todos os que davam ouvidos a suas palavras.
20 E assim prosseguiram; e os do povo humilharam-se por causa de suas palavras, a ponto de serem grandemente favorecidos pelo Senhor; e assim ficaram livres de guerras e contendas entre si; sim, pelo espaço de quatro anos.
21 Mas como eu disse, quase no fim do décimo nono ano, sim, não obstante haver paz entre eles, foram compelidos, relutantemente, a lutar com seus irmãos, os lamanitas.
22 Sim, em resumo, as guerras com os lamanitas não cessaram pelo espaço de muitos anos, apesar de sua grande relutância.
23 Ora, lamentavam pegar em armas contra os lamanitas, porque não se deleitavam com o derramamento de sangue; sim, e isso não era tudo—eles lamentavam ser o instrumento para mandar muitos de seus irmãos deste mundo para o mundo eterno, despreparados para encontrar seu Deus.
24 Entretanto não poderiam deixar-se matar, para que suas esposas e filhos fossem massacrados pela bárbara crueldade daqueles que, um dia, haviam sido seus irmãos, sim, e que, tendo divergido da igreja, os haviam abandonado, unindo-se aos lamanitas para destruí-los.
25 Sim, não poderiam tolerar que seus irmãos se regozijassem com o sangue dos nefitas enquanto houvesse algum que observasse os mandamentos de Deus, pois a promessa do Senhor era de que, se guardassem seus mandamentos, prosperariam na terra.
CAPÍTULO 49
Os invasores lamanitas não conseguem tomar as cidades fortificadas de Amonia e Noé—Amaliquias amaldiçoa Deus e jura beber o sangue de Morôni—Helamã e seus irmãos continuam a fortalecer a Igreja. Aproximadamente 72 a.C.
1 E ACONTECEU então que no décimo primeiro mês do décimo nono ano, no décimo dia do mês, os exércitos dos lamanitas foram vistos aproximando-se da terra de Amonia.
2 E eis que a cidade havia sido reconstruída e, nas fronteiras da cidade, Morôni colocara um exército; e ao seu redor amontoaram terra para protegerem-se das flechas e pedras dos lamanitas; porque eis que eles lutavam com pedras e com flechas.
3 Eis que eu disse que a cidade de Amonia havia sido reconstruída. Digo-vos, sim, que ela fora reconstruída em parte; e em virtude de os lamanitas terem-na destruído uma vez por causa da iniqüidade do povo, supuseram que ela se tornasse novamente presa fácil para eles.
4 Mas eis que grande foi seu desapontamento; porque eis que os nefitas haviam levantado um parapeito de terra ao seu redor, tão alto que os lamanitas não podiam atirar suas pedras e suas flechas de modo a produzir efeito; nem podiam atacá-los, senão pelo lugar de entrada.
5 Ora, nessa ocasião os capitães-chefes dos lamanitas ficaram grandemente surpresos com a sabedoria dos nefitas na preparação de seus lugares de defesa.
6 Ora, os chefes dos lamanitas haviam suposto, devido a sua superioridade numérica, sim, supuseram que teriam a oportunidade de atacá-los como até então haviam feito; sim, e tinham-se também preparado com escudos e couraças; e também se prepararam com vestimentas de pele, sim, vestimentas bem grossas para cobrir-lhes a nudez.
7 E achando-se assim preparados, supunham poder facilmente dominar e sujeitar seus irmãos ao jugo da escravidão; ou matá-los e massacrá-los segundo sua vontade.
8 Mas eis que, para sua total surpresa, eles estavam preparados para recebê-los de uma forma nunca antes vista entre os filhos de Leí. Ora, estavam preparados para os lamanitas, para combater segundo as instruções de Morôni.
9 E aconteceu que os lamanitas, ou seja, os amaliquiaítas, ficaram muito surpresos com a maneira pela qual eles se haviam preparado para a guerra.
10 Ora, se o rei Amaliquias houvesse descido da terra de Néfi à frente de seu exército, talvez tivesse feito com que os lamanitas atacassem os nefitas na cidade de Amonia; porque eis que ele não se importava com o sangue de seu povo.
11 Mas eis que Amaliquias não descera pessoalmente para batalhar. E eis que seus capitães-chefes não ousaram atacar os nefitas na cidade de Amonia, porque Morôni havia alterado a tática dos nefitas, de modo que os lamanitas se viram frustrados ante seus lugares de refúgio e não puderam atacá-los.
12 Portanto retrocederam para o deserto, levantaram acampamento e marcharam em direção à terra de Noé, supondo que esse seria o segundo melhor lugar para atacar os nefitas.
13 Porque não sabiam que Morôni tinha fortificado, ou seja, construído fortes de defesa para todas as cidades em toda a terra circunvizinha; por isso marcharam para a terra de Noé com firme determinação; sim, seus capitães-chefes adiantaram-se e fizeram o juramento de destruir o povo daquela cidade.
14 Mas eis que, para seu assombro, a cidade de Noé, que até então fora um local indefeso, agora se tornara forte por causa de Morôni; sim, e até excedia a força da cidade de Amonia.
15 E então, eis que nisto Morôni fora sábio; porque havia suposto que eles ficariam amedrontados com a cidade de Amonia e, como a cidade de Noé fora sempre a parte mais fraca da terra, conseqüentemente marchariam para lá, a fim de lutar; e assim aconteceu segundo seus desejos.
16 E eis que Morôni havia nomeado Leí para ser capitão-chefe dos homens daquela cidade; e era o mesmo Leí que havia lutado com os lamanitas no vale, a leste do rio Sidon.
17 E então eis que aconteceu que quando descobriram que Leí comandava a cidade, os lamanitas ficaram novamente desapontados, porque o temiam muito; não obstante, seus capitães-chefes tinham feito juramento de atacar a cidade; portanto fizeram avançar seus exércitos.
18 Ora, eis que os lamanitas não podiam penetrar em seus fortes de defesa por nenhum outro meio a não ser pela entrada, em virtude da altura do parapeito que fora levantado e da profundidade do fosso que haviam cavado em derredor, a não ser pela entrada.
19 E assim estavam os nefitas preparados para destruir todos os que tentassem escalar o forte para nele entrar por qualquer outro meio, atirando-lhes pedras e flechas.
20 Dessa forma estavam eles preparados, sim, um grupo de seus homens mais fortes, com suas espadas e suas fundas, para derrubar todos os que tentassem penetrar em sua fortaleza pela entrada; e assim estavam eles preparados para defender-se dos lamanitas.
21 E aconteceu que os capitães dos lamanitas levaram seus exércitos para a frente da entrada e começaram a contender com os nefitas, com a intenção de penetrar no forte; mas eis que foram rechaçados várias vezes, tendo sido mortos numa grande matança.
22 Ora, quando descobriram que não poderiam dominar os nefitas pela entrada, principiaram a escavar o parapeito de terra, a fim de conseguirem passagem para seus exércitos e poderem lutar em condições de igualdade; mas eis que, nessas tentativas, foram varridos pelas pedras e flechas que lhes eram atiradas; e em vez de encherem os fossos com a terra derrubada do parapeito, encheram-nos em parte com seus mortos e feridos.
23 Assim, os nefitas tinham poder total sobre seus inimigos; e assim os lamanitas tentaram destruir os nefitas até que todos os seus capitães-chefes foram mortos; sim, e mais de mil lamanitas foram mortos, enquanto, no outro lado, nem um só nefita foi morto.
24 Ficaram feridos cerca de cinqüenta homens, os quais haviam sido expostos às flechas dos lamanitas através da passagem; mas estavam protegidos por seus escudos e suas couraças e seus capacetes, de modo que seus ferimentos, muitos dos quais eram graves, eram nas pernas.
25 E aconteceu que quando viram que seus capitães-chefes estavam todos mortos, os lamanitas fugiram para o deserto. E aconteceu que voltaram à terra de Néfi a fim de informar o rei Amaliquias, que era nefita por nascimento, de suas grandes perdas.
26 E aconteceu que ele ficou muito zangado com seu povo porque não conseguira seu intento de dominar os nefitas; ele não os sujeitara ao jugo do cativeiro.
27 Sim, ele ficou muito irado e amaldiçoou a Deus, bem como a Morôni, fazendo juramento de que lhe beberia o sangue; e isto porque Morôni cumprira os mandamentos de Deus nos preparativos para proteger seu povo.
28 E aconteceu que, por outro lado, o povo de Néfi agradeceu ao Senhor seu Deus por haver-lhes demonstrado seu incomparável poder ao livrá-los das mãos de seus inimigos.
29 E assim terminou o décimo nono ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
30 Sim, e houve paz contínua entre eles, bem como grande prosperidade na igreja, em virtude da atenção e diligência para com a palavra de Deus que lhes era pregada por Helamã e Siblon e Coriânton e Amon e seus irmãos; sim, e por todos os que haviam sido ordenados segundo a santa ordem de Deus, sendo batizados para o arrependimento e enviados para pregar ao povo.
CAPÍTULO 50
Morôni fortifica as terras dos nefitas—Eles constroem muitas cidades novas—Os nefitas sofrem guerras e destruições nos dias de suas iniqüidades e abominações—Moriânton e seus dissidentes são derrotados por Teâncum—Nefia morre e seu filho Paorã ocupa a cadeira de juiz. Aproximadamente 72–67 a.C.
1 E ENTÃO aconteceu que Morôni não suspendeu seus preparativos para a guerra, ou seja, para defender seu povo dos lamanitas; pois fez com que seus exércitos, no início do vigésimo ano do governo dos juízes, começassem a cavar, levantando montes de terra ao redor de todas as cidades por toda a terra habitada pelos nefitas.
2 E no alto desses montes de terra fez com que fossem colocadas vigas, sim, estruturas de madeira da altura de um homem, circundando as cidades.
3 E sobre essas estruturas de madeira mandou construir uma paliçada de estacas em toda a volta; e elas eram fortes e altas.
4 E fez com que se levantassem torres mais altas que as paliçadas e, no topo dessas torres, fez construir lugares de defesa, de modo que as pedras e flechas dos lamanitas não pudessem feri-los.
5 E eles estavam preparados para atirar pedras lá de cima, segundo sua vontade e força; e matar todo aquele que tentasse aproximar-se das muralhas da cidade.
6 Assim preparou Morôni fortificações ao redor de todas as cidades de toda a terra, para defendê-las de seus inimigos.
7 E aconteceu que Morôni fez com que seus exércitos marchassem para o deserto leste; sim, e eles avançaram e expulsaram todos os lamanitas que estavam no deserto leste para suas próprias terras, que ficavam ao sul da terra de Zaraenla.
8 E a terra de Néfi estendia-se, em linha reta, do mar do leste para o oeste.
9 E aconteceu que quando Morôni expulsou todos os lamanitas do deserto leste, que ficava ao norte das terras sob seu domínio, fez com que os habitantes que estavam na terra de Zaraenla e arredores avançassem para o deserto leste, até as fronteiras do mar, e tomassem posse da terra.
10 E ele também colocou exércitos ao sul, nas fronteiras de seus territórios, e fez com que fossem construídas fortificações que pudessem proteger os exércitos e o povo das mãos de seus inimigos._
11 E assim isolou todas as fortificações dos lamanitas no deserto leste; sim, e também no oeste, fortificando a linha divisória dos nefitas e lamanitas entre a terra de Zaraenla e a terra de Néfi, desde o mar do oeste, passando pela cabeceira do rio Sidon—ocupando os nefitas toda a terra do norte, sim, toda a terra situada ao norte da terra de Abundância, de acordo com sua vontade.
12 Assim Morôni, com seus exércitos, que aumentavam diariamente por causa da certeza de proteção que suas defesas ofereciam, procurou eliminar a força e o poder dos lamanitas sobre suas terras, a fim de que sobre elas não tivessem poder algum.
13 E aconteceu que os nefitas iniciaram a fundação de uma cidade, a qual denominaram cidade de Morôni; e situava-se perto do mar do leste; e ficava ao sul, perto das fronteiras dos territórios lamanitas.
14 E iniciaram também os alicerces de uma cidade entre a cidade de Morôni e a cidade de Aarão, unindo as fronteiras de Aarão e Morôni; e deram à cidade, ou melhor, à terra, o nome de Nefia.
Äàòà ïóáëèêîâàíèÿ: 2014-11-18; Ïðî÷èòàíî: 178 | Íàðóøåíèå àâòîðñêîãî ïðàâà ñòðàíèöû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!
