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7 Portanto, meus filhos, desejo que pratiqueis o bem, a fim de que possa ser dito de vós e também escrito o mesmo que foi dito e escrito sobre eles.
8 E agora, meus filhos, eis que desejo algo mais de vós; e esse desejo é que não façais estas coisas para vangloriar-vos, mas que façais estas coisas para ajuntar um tesouro no céu, sim, que é eterno e jamais desaparece; sim, para que tenhais o precioso dom da vida eterna, o qual, temos motivo para crer, foi concedido a nossos pais.
9 Oh! Lembrai-vos, lembrai-vos, meus filhos, das palavras que o rei Benjamim disse a seu povo; sim, lembrai-vos de que nenhum outro caminho ou meio há pelo qual o homem possa ser salvo, a não ser por meio do sangue expiatório de Jesus Cristo, que virá; sim, lembrai-vos de que ele vem para redimir o mundo.
10 E lembrai-vos também das palavras que Amuleque disse a Zeezrom, na cidade de Amonia; pois ele disse-lhe que o Senhor certamente viria para redimir seu povo; que não viria, porém, redimi-los em seus pecados, mas redimi-los de seus pecados.
11 E ele tem poder, recebido do Pai, para redimi-los de seus pecados por causa do arrependimento; portanto enviou seus anjos para anunciarem as condições do arrependimento, que conduz ao poder do Redentor para a salvação de suas almas.
12 E agora, meus filhos, lembrai-vos, lembrai-vos de que é sobre a rocha de nosso Redentor, que é Cristo, o Filho de Deus, que deveis construir os vossos alicerces; para que, quando o diabo lançar a fúria de seus ventos, sim, seus dardos no torvelinho, sim, quando todo o seu granizo e violenta tempestade vos açoitarem, isso não tenha poder para vos arrastar ao abismo da miséria e angústia sem fim, por causa da rocha sobre a qual estais edificados, que é um alicerce seguro; e se os homens edificarem sobre esse alicerce, não cairão.
13 E aconteceu que estas foram as palavras que Helamã disse a seus filhos; sim, ensinou-lhes muitas coisas que não estão escritas e também muitas coisas que estão escritas.
14 E eles lembraram-se de suas palavras; e por isso, guardando os mandamentos de Deus, foram pregar a palavra de Deus a todo o povo de Néfi, começando pela cidade de Abundância;
15 E dali para a cidade de Gide; e da cidade de Gide para a de Muleque;
16 E de uma cidade a outra, até haverem pregado a todo o povo de Néfi que se achava na terra do sul; e de lá foram para a terra de Zaraenla, entre os lamanitas.
17 E aconteceu que pregaram com grande poder, confundindo muitos dos dissidentes que se haviam separado dos nefitas, tanto que eles se adiantaram, confessaram seus pecados e foram batizados para o arrependimento; e imediatamente voltaram para os nefitas, a fim de remediar os males que lhes haviam causado.
18 E aconteceu que Néfi e Leí pregaram aos lamanitas com grande poder e autoridade, porque haviam recebido poder e autoridade para falar, sendo também inspirados quanto ao que deveriam dizer—
19 Por conseguinte, falaram de tal maneira que encheram os lamanitas de assombro, convencendo-os de tal forma que oito mil lamanitas dos que se achavam na terra de Zaraenla e imediações receberam o batismo para o arrependimento e convenceram-se da iniqüidade das tradições de seus pais.
20 E aconteceu que Néfi e Leí saíram de lá para ir à terra de Néfi.
21 E aconteceu que foram capturados por um exército dos lamanitas e atirados na prisão; sim, naquela mesma prisão em que Amon e seus irmãos haviam sido encarcerados pelos servos de Lími.
22 E depois de haverem estado muitos dias na prisão, sem alimento, eis que lá entraram para tirá-los, a fim de matá-los.
23 E aconteceu que Néfi e Leí foram envoltos como que por fogo, de modo que não se atreviam a deitar-lhes as mãos, com medo de ser queimados. Não obstante, Néfi e Leí não se queimavam; e achavam-se como se estivessem no meio do fogo e não se queimavam.
24 E quando viram que estavam envoltos por um pilar de fogo e que não os queimava, seu coração encheu-se de coragem.
25 Porque viram que os lamanitas não se atreviam a deitar-lhes as mãos; tampouco ousavam aproximar-se, permanecendo parados como se tivessem ficado mudos de espanto.
26 E aconteceu que Néfi e Leí começaram a falar, dizendo: Não temais, pois eis que foi Deus quem vos manifestou esta maravilha, mostrando-vos assim que não podeis deitar-nos as mãos para matar-nos.
27 E eis que quando disseram estas palavras, a terra tremeu fortemente e as paredes da prisão foram sacudidas, como se estivessem prestes a ruir por terra; mas eis que não caíram. E eis que os que se achavam na prisão eram lamanitas e dissidentes nefitas.
28 E aconteceu que foram cobertos por uma nuvem de escuridão e apoderou-se deles um grande terror.
29 E aconteceu que se ouviu uma voz que parecia vir de cima da nuvem de escuridão, dizendo: Arrependei-vos, arrependei-vos e não procureis mais destruir meus servos, os quais enviei para vos anunciar boas novas.
30 E aconteceu que quando ouviram essa voz, notaram que não era uma voz de trovão nem uma voz de ruído tumultuoso, mas eis que era uma voz mansa, de perfeita suavidade, semelhante a um sussurro que penetrava até o âmago da alma—
31 E apesar da suavidade da voz, eis que a terra tremeu fortemente e as paredes da prisão tornaram a tremer, como se estivessem prestes a ruir por terra; e eis que a nuvem de escuridão que os havia coberto não se dissipou—
32 E eis que novamente a voz se fez ouvir, dizendo: Arrependei-vos, arrependei-vos, porque o reino dos céus se aproxima; e não procureis mais destruir meus servos. E aconteceu que a terra tornou a tremer e as paredes tornaram a estremecer.
33 E de novo, pela terceira vez, a voz se fez ouvir e disse-lhes palavras maravilhosas que não podem ser proferidas pelo homem; e as paredes tornaram a estremecer e a terra tremeu como se estivesse prestes a fender-se.
34 E aconteceu que os lamanitas não podiam fugir, em virtude da nuvem de escuridão que os cobrira; sim, e também ficaram imobilizados devido ao temor que deles se apoderara.
35 Ora, havia entre eles um nefita de nascimento, que já pertencera à igreja de Deus, mas havia-se separado deles.
36 E aconteceu que ele se voltou e eis que viu, através da nuvem de escuridão, os semblantes de Néfi e Leí; e eis que brilhavam intensamente, como semblantes de anjos. E viu que eles erguiam os olhos para o céu; e pareciam estar falando ou elevando a voz a algum ser que contemplavam.
37 E aconteceu que esse homem bradou à multidão que se voltasse e olhasse. E eis que receberam força para voltar-se e olhar; e viram a face de Néfi e de Leí.
38 E perguntaram ao homem: Ora, o que significa tudo isto e com quem conversam esses homens?
39 Ora, o nome do homem era Aminadabe. E Aminadabe disse-lhes: Conversam com os anjos de Deus.
40 E aconteceu que os lamanitas lhe perguntaram: O que faremos para que esta nuvem de escuridão que nos cobre seja removida?
41 E Aminadabe respondeu-lhes: Deveis arrepender-vos e clamar à voz até que tenhais fé em Cristo, sobre quem vos ensinaram Alma, Amuleque e Zeezrom; e quando fizerdes isso, a nuvem de escuridão que vos cobre será removida.
42 E aconteceu que todos começaram a clamar à voz daquele que havia sacudido a terra; sim, clamaram até que a nuvem de escuridão se dissipou.
43 E aconteceu que quando olharam ao redor e viram que a nuvem de escuridão que os cobria se dissipara, eis que perceberam estar envoltos, sim, cada alma, por um pilar de fogo.
44 E Néfi e Leí achavam-se no meio deles; sim, estavam envoltos, sim, como se estivessem no meio de um fogo ardente; contudo não lhes causava dano nem incendiava as paredes da prisão; e encheram-se daquela alegria que é inexplicável e gloriosa.
45 E eis que o Santo Espírito de Deus desceu do céu e penetrou-lhes o coração; e encheram-se, como que de fogo, e puderam dizer palavras maravilhosas.
46 E aconteceu que ouviram uma voz, sim, uma voz agradável, semelhante a um sussurro, dizendo:
47 Paz, paz seja convosco em virtude de vossa fé em meu Bem-Amado que era desde a fundação do mundo.
48 E então, quando ouviram isto, levantaram os olhos, procurando descobrir de onde vinha a voz; e eis que viram os céus abertos; e anjos desceram dos céus e ministraram entre eles.
49 E cerca de trezentas almas viram e ouviram essas coisas; e foi-lhes ordenado que se fossem e não se maravilhassem nem duvidassem.
50 E aconteceu que saíram, pregando e anunciando por todas as regiões circunvizinhas todas as coisas que tinham ouvido e visto, fazendo com que a maior parte dos lamanitas se convencesse delas em virtude da grandeza das evidências que haviam recebido.
51 E todos os que se convenceram abandonaram suas armas de guerra, bem como seu ódio e as tradições de seus pais.
52 E aconteceu que devolveram aos nefitas as terras de sua herança.
CAPÍTULO 6
Os lamanitas justos pregam a nefitas iníquos—Ambos os povos prosperam durante uma era de paz e abundância—Lúcifer, o autor do pecado, incita o coração dos iníquos e dos ladrões de Gadiânton ao assassinato e à iniqüidade—Os ladrões apoderam-se do governo nefita. Aproximadamente 29–23 a.C.
1 E ACONTECEU que quando terminou o sexagésimo segundo ano do governo dos juízes, todas essas coisas haviam acontecido e os lamanitas tinham-se tornado, na maior parte, um povo justo, a tal ponto que sua retidão excedia à dos nefitas em virtude de sua firmeza e constância na fé.
2 Porque eis que muitos nefitas se tornaram insensíveis, impenitentes e extremamente iníquos, a ponto de rejeitarem a palavra de Deus e todas as pregações e profecias que lhes foram feitas.
3 Não obstante, o povo da igreja sentiu grande alegria em face da conversão dos lamanitas, sim, em virtude de a igreja de Deus haver sido organizada entre eles. E confraternizaram-se e juntos se regozijaram; e tiveram grande alegria.
4 E aconteceu que muitos dos lamanitas desceram para a terra de Zaraenla e contaram ao povo nefita como se haviam convertido, exortando-os à fé e ao arrependimento.
5 Sim, e muitos pregaram com tão grande poder e autoridade que levaram muitos a se humilharem profundamente, convertendo-se em humildes seguidores de Deus e do Cordeiro.
6 E aconteceu que muitos dos lamanitas foram para a terra do norte; e Néfi e Leí também foram para a terra do norte a fim de pregar ao povo. E assim terminou o sexagésimo terceiro ano.
7 E eis que houve paz em toda a terra, tanto que os nefitas iam a qualquer parte da terra que quisessem, fosse entre os nefitas ou entre os lamanitas.
8 E aconteceu que os lamanitas também iam aonde desejavam, tanto entre os lamanitas como entre os nefitas; e, assim, havia livre intercâmbio entre eles para comprar, vender e obter lucro, segundo seus desejos.
9 E aconteceu que se tornaram imensamente ricos, tanto os lamanitas quanto os nefitas; e havia grande abundância de ouro e de prata e de toda sorte de metais preciosos, tanto na terra do sul como na do norte.
10 Ora, a terra do sul foi chamada Leí e a terra do norte foi chamada Muleque, segundo o filho de Zedequias; porque o Senhor havia conduzido Muleque para a terra do norte e Leí para a terra do sul.
11 E eis que em ambas essas terras havia todo tipo de ouro e de prata e de minerais preciosos de toda espécie; e havia também hábeis artífices que trabalhavam e refinavam toda espécie de minério; e assim, tornaram-se ricos.
12 Eles cultivaram cereais em abundância, tanto no norte como no sul; e prosperaram muito, tanto no norte como no sul. E multiplicaram-se e tornaram-se extremamente fortes na terra e criaram muitos rebanhos e manadas, sim, muitos animais cevados.
13 Eis que suas mulheres trabalhavam e fiavam e faziam toda sorte de tecidos de linho fino; e tecidos de todo tipo para cobrir sua nudez. E assim transcorreu em paz o sexagésimo quarto ano.
14 E no sexagésimo quinto ano tiveram também muita alegria e paz, sim, muita pregação e muitas profecias relativas ao que haveria de acontecer. E assim se passou o sexagésimo quinto ano.
15 E aconteceu que no sexagésimo sexto ano do governo dos juízes, eis que Cezorã foi assassinado por mão desconhecida, quando sentado na cadeira de juiz. E aconteceu que no mesmo ano seu filho, que havia sido nomeado pelo povo para substituí-lo, foi também assassinado. E assim terminou o sexagésimo sexto ano.
16 E no começo do sexagésimo sétimo ano o povo começou a ficar extremamente iníquo outra vez.
17 Pois eis que o Senhor os havia abençoado com riquezas do mundo por tanto tempo, que não haviam sido instigados a irar-se nem a guerrear nem a derramar sangue; por conseguinte começaram a pôr o coração nas riquezas; sim, começaram a visar a lucros, para elevarem-se uns acima dos outros; portanto principiaram a cometer assassinatos secretos e a roubar e a saquear, a fim de obter lucros.
18 E então eis que esses assassinos e saqueadores pertenciam a um grupo que havia sido formado por Quiscúmen e Gadiânton. E então aconteceu que havia muitos do bando de Gadiânton, mesmo entre os nefitas. Eis, porém, que eram mais numerosos entre a parte mais iníqua dos lamanitas; e eram conhecidos como os ladrões e assassinos de Gadiânton.
19 E foram eles que assassinaram Cezorã, o juiz supremo, e seu filho, quando na cadeira de juiz; e eis que não foram encontrados.
20 E então aconteceu que os lamanitas, quando descobriram que havia ladrões entre eles, afligiram-se muito; e usaram de todos os meios ao seu alcance para exterminá-los da face da terra.
21 Eis, porém, que Satanás incitou de tal modo o coração da maioria dos nefitas que eles se uniram a esse bando de ladrões, participando de seus convênios e seus juramentos de que se protegeriam e preservariam mutuamente em quaisquer circunstâncias difíceis em que se encontrassem, para não serem castigados por seus assassinatos e suas pilhagens e seus roubos.
22 E aconteceu que tinham seus sinais, sim, seus sinais secretos e suas palavras secretas; e isto para que pudessem reconhecer um irmão que tivesse entrado no convênio, para que, qualquer que fosse a iniqüidade cometida por ele, não fosse prejudicado pelos irmãos nem por qualquer dos que pertencessem a seu bando e que tivessem feito esse convênio.
23 E assim podiam matar e saquear e roubar e entregar-se à luxúria e a toda sorte de iniqüidades contrárias às leis de seu país e também às leis de seu Deus.
24 E quem quer que pertencesse a seu bando e revelasse ao mundo suas iniqüidades e suas abominações seria julgado, não de acordo com as leis de seu país, mas segundo as leis de sua iniqüidade, que haviam sido instituídas por Gadiânton e Quiscúmen.
25 Ora, eis que foram esses os juramentos e convênios secretos que Alma ordenou a seu filho não revelar ao mundo, para que não viessem a se tornar um meio de destruição do povo.
26 Ora, eis que esses juramentos e convênios secretos não chegaram a Gadiânton por meio dos registros confiados a Helamã; mas eis que foram postos no coração de Gadiânton pelo mesmo ser que induziu nossos primeiros pais a comerem do fruto proibido—
27 Sim, aquele mesmo ser que conspirou com Caim, dizendo-lhe que, se matasse seu irmão Abel, o mundo não o saberia. E conspirou com Caim e seus seguidores daí em diante.
28 E foi também esse mesmo ser que pôs no coração do povo a idéia de construir uma torre tão alta que alcançasse o céu. E foi esse mesmo ser que enganou o povo que veio daquela torre para esta terra; que espalhou obras de trevas e abominações por toda a face da terra até arrastar este povo à mais completa destruição e ao inferno sem fim.
29 Sim, o mesmo ser que inculcou no coração de Gadiânton a continuação de obras tenebrosas e assassinatos secretos; e tem-nas propagado desde o princípio do homem até agora.
30 E eis que é ele o autor de todo pecado. E eis que leva avante suas obras de trevas e assassinatos secretos; e transmite suas conspirações e seus juramentos e seus convênios e seus planos de terrível iniqüidade, de geração em geração, à medida que consegue apoderar-se do coração dos filhos dos homens.
31 E agora, eis que ele havia conseguido grande poder sobre o coração dos nefitas; sim, de tal forma que se haviam tornado terrivelmente iníquos; sim, a maioria deles se haviam desviado do caminho da retidão; e espezinharam os mandamentos de Deus e seguiram seus próprios caminhos e construíram, com seu ouro e sua prata, ídolos para si próprios.
32 E aconteceu que todas essas iniqüidades ocorreram no espaço de não muitos anos, sendo que a maior parte delas começou entre eles no sexagésimo sétimo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
33 E suas iniqüidades agravaram-se também no sexagésimo oitavo ano, para grande tristeza e lamentação dos justos.
34 E assim vemos que os nefitas começaram a degenerar, caindo na incredulidade, e a aumentar suas iniqüidades e abominações, ao passo que os lamanitas começaram a crescer extraordinariamente no conhecimento de seu Deus; sim, eles principiaram a observar seus estatutos e mandamentos e a andar em verdade e retidão perante ele.
35 E assim vemos que o Espírito do Senhor começou a afastar-se dos nefitas, em vista de suas iniqüidades e da dureza de seu coração.
36 E assim vemos que o Senhor começou a derramar seu Espírito sobre os lamanitas, em virtude da facilidade e empenho que mostravam em crer nas suas palavras.
37 E aconteceu que os lamanitas perseguiram o bando de ladrões de Gadiânton; e pregaram a palavra de Deus aos mais iníquos dentre eles, de modo que esse bando de ladrões ficou inteiramente destruído entre os lamanitas.
38 E aconteceu, por outro lado, que os nefitas ajudaram e apoiaram esses ladrões, começando pelos mais iníquos deles, até que eles se espalharam por toda a terra dos nefitas e seduziram a maior parte dos justos, que passaram a crer em suas obras e a participar de seus saques, associando-se a eles em seus homicídios e combinações secretas.
39 E assim obtiveram total controle do governo, tanto que espezinharam e feriram e maltrataram e desprezaram os pobres e os mansos e os humildes seguidores de Deus.
40 E assim vemos que se achavam num estado terrível, amadurecendo para uma destruição eterna.
41 E assim terminou o sexagésimo oitavo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
Profecia de Néfi, filho de Helamã—Deus ameaça visitar o povo de Néfi em sua cólera, até sua inteira destruição, caso não se arrependa de suas iniqüidades. Deus fere o povo de Néfi com uma pestilência; o povo arrepende-se e volta-se para ele. Samuel, um lamanita, profetiza aos nefitas.
Abrange os capítulos 7 a 16.
CAPÍTULO 7
Néfi é rejeitado no norte e volta para Zaraenla—Ele ora na torre de seu jardim e depois chama o povo ao arrependimento, para que não pereça. Aproximadamente 23–21 a.C.
1 EIS que aconteceu, no sexagésimo nono ano em que os juízes governaram o povo nefita, que Néfi, filho de Helamã, retornou da terra do norte para a terra de Zaraenla.
2 Pois ele havia estado com o povo que habitava a terra do norte e pregara-lhes a palavra de Deus; e profetizara-lhes muitas coisas;
3 E rejeitaram todas as suas palavras, de modo que Néfi não pôde permanecer no meio deles e voltou para sua terra de origem.
4 E vendo o povo naquele estado de tão terrível iniqüidade e aqueles ladrões de Gadiânton ocupando as cadeiras dos juízes—tendo usurpado o poder e a autoridade da terra; desprezando os mandamentos de Deus e em nada sendo dignos perante ele; não fazendo justiça aos filhos dos homens;
5 Condenando os justos, em virtude de sua retidão; deixando os culpados e iníquos impunes, por causa de seu dinheiro; e ainda mais, mantendo-os em altos cargos de governo para dirigirem e fazerem o que bem quisessem, a fim de enriquecerem e gozarem as glórias do mundo e, também, para mais facilmente poderem cometer adultério e roubar e matar e proceder de acordo com a própria vontade—
6 Ora, esta grande iniqüidade tomara conta dos nefitas no espaço de poucos anos; e quando Néfi viu isto, encheu-se-lhe o coração de mágoa dentro do peito; e exclamou, na agonia de sua alma:
7 Oh! Se eu tivesse vivido nos dias em que meu pai Néfi saiu da terra de Jerusalém, para que eu me regozijasse com ele na terra da promissão! Então seu povo era fácil de persuadir, firme na obediência aos mandamentos de Deus, lento em ser induzido à prática de iniqüidades; e era rápido em dar ouvidos às palavras do Senhor—
8 Sim, se eu pudesse ter vivido naqueles dias, então minha alma se teria regozijado com a retidão de meus irmãos!
9 Mas eis que me toca viver nestes dias e sentir a alma cheia de amargura por causa dessa iniqüidade de meus irmãos.
10 Ora, eis que isso aconteceu em uma torre que se achava no jardim de Néfi, que ficava perto da estrada que conduzia ao mercado principal da cidade de Zaraenla; e inclinou-se Néfi nessa torre que ficava em seu jardim, torre essa que também ficava perto do portão do jardim, que se abria para a estrada.
11 E aconteceu que certos homens, passando por ali, viram Néfi que, na torre, elevava a alma a Deus; e correram e contaram ao povo o que haviam visto. E o povo reuniu-se em multidões para saber a causa de tão grande lamentação pela iniqüidade do povo.
12 E então, quando se levantou, viu Néfi as multidões que se haviam reunido.
13 E aconteceu que abriu a boca e disse-lhes: Por que vos haveis reunido? Para que eu vos fale de vossas iniqüidades?
14 Sim, porque eu subi a minha torre para elevar a alma a Deus, devido à profunda tristeza de meu coração causada por vossas iniqüidades!
15 E por causa de meus clamores e lamentos vos haveis reunido e estais admirados; sim, tendes muito de que ficar admirados; sim, deveríeis estar admirados por haverdes permitido que o diabo tivesse tanto poder sobre vosso coração.
16 Sim, como pudestes ser seduzidos por aquele que procura mergulhar-vos a alma em miséria sem fim e angústia interminável?
17 Oh! Arrependei-vos, arrependei-vos! Por que desejais morrer? Voltai-vos, voltai-vos para o Senhor vosso Deus. Por que vos abandonou ele?
18 Porque haveis endurecido o coração; sim, porque não quereis dar ouvidos à voz do Bom Pastor; sim, haveis provocado sua cólera contra vós.
19 E a não ser que vos arrependais, eis que, ao invés de vos reunir, ele vos dispersará, para que vos torneis alimento de cães e feras.
20 Oh! Como pudestes vos esquecer de vosso Deus, no próprio dia em que ele vos libertou?
21 Mas eis que é para obterdes lucros, para serdes louvados pelos homens, sim, e para adquirirdes ouro e prata. E haveis colocado o coração nas riquezas e coisas vãs deste mundo; e por elas assassinais e saqueais e roubais e levantais falsos testemunhos contra o próximo, entregando-vos a toda sorte de iniqüidades.
22 E ai de vós por essa razão, a menos que vos arrependais. Pois se não vos arrependerdes, eis que esta grande cidade e também todas as grandes cidades circunvizinhas que ficam na terra de nossa possessão serão tomadas e não tereis lugar nelas; pois eis que o Senhor não vos concederá forças para resistirdes a vossos inimigos, como tem feito até agora.
23 Pois eis que assim diz o Senhor: Não manifestarei minha força aos ímpios, a um mais do que a outro, a não ser aos que se arrependem de seus pecados e ouvem minhas palavras. Agora, meus irmãos, quisera que compreendêsseis que será melhor para os lamanitas do que para vós, a não ser que vos arrependais.
24 Pois eis que eles são mais justos do que vós, porque não pecaram contra esse grande conhecimento que haveis recebido. Portanto o Senhor será misericordioso para com eles; sim, prolongará seus dias e aumentará sua posteridade, ao passo que sereis completamente destruídos, a não ser que vos arrependais.
25 Sim, ai de vós por causa da grande abominação que se introduziu em vosso meio; e vos haveis unido a ela, sim, a esse bando secreto que foi organizado por Gadiânton!
26 Sim, ai de vós por causa do orgulho que permitistes entrar em vosso coração e que vos engrandeceu além do que é devido por causa de vossas enormes riquezas!
27 Sim, ai de vós por causa de vossas iniqüidades e abominações!
28 E a não ser que vos arrependais, perecereis; sim, até vossas terras vos serão tomadas e sereis varridos da face da Terra.
29 Ora, eis que não digo por mim mesmo que estas coisas sucederão, porque não é por mim mesmo que sei estas coisas; mas eis que sei que estas coisas são verdadeiras porque o Senhor Deus mas deu a conhecer; portanto testifico que sucederão.
CAPÍTULO 8
Juízes corruptos procuram incitar o povo contra Néfi—Abraão, Moisés, Zenos, Zenoque, Ezias, Isaías, Jeremias, Leí e Néfi, todos testificaram a respeito de Cristo—Por inspiração, Néfi anuncia o assassinato do juiz supremo. Aproximadamente 23–21 a.C.
1 E ENTÃO aconteceu que quando Néfi disse essas palavras, eis que havia homens que eram juízes e também pertenciam ao bando secreto de Gadiânton, os quais ficaram encolerizados e clamaram contra ele, dizendo ao povo: Por que não agarrais esse homem e não o trazeis para ser condenado de acordo com o crime que cometeu?
2 Por que olhais para esse homem e ficais ouvindo-o ultrajar este povo e nossa lei?
3 Porque eis que Néfi lhes falara a respeito da corrupção de suas leis; sim, e muitas coisas disse-lhes Néfi, que não podem ser escritas; e nada disse ele que fosse contrário aos mandamentos de Deus.
4 E esses juízes encolerizaram-se com ele, porque lhes falou abertamente a respeito de suas obras de trevas; não obstante, não se atreviam a deitar-lhe as mãos, temendo que o povo se voltasse contra eles.
Дата публикования: 2014-11-18; Прочитано: 171 | Нарушение авторского права страницы | Мы поможем в написании вашей работы!
