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Ãëàâíàÿ Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû! | |
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CAPÍTULO 1
Paorã II torna-se juiz supremo e é assassinado por Quiscúmen—Pacumêni ocupa a cadeira de juiz—Coriântumr lidera os exércitos lamanitas, toma Zaraenla e mata Pacumêni—Moronia derrota os lamanitas e recupera Zaraenla; Coriântumr é morto. Aproximadamente 52–50 a.C.
1 E ENTÃO, eis que aconteceu que no começo do quadragésimo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, surgiu uma séria dificuldade entre o povo nefita.
2 Pois eis que Paorã havia morrido, trilhando o caminho de toda a Terra; por essa razão surgiu uma séria contenda sobre qual dos irmãos, filhos de Paorã, ocuparia a cadeira de juiz.
3 Ora, estes são os nomes dos que disputaram a cadeira de juiz e que também causaram contendas entre o povo: Paorã, Paânqui e Pacumêni.
4 Ora, estes não são todos os filhos de Paorã (porque ele tinha muitos), mas são os que disputaram a cadeira de juiz; portanto causaram três divisões entre o povo.
5 Não obstante, aconteceu que Paorã foi eleito, pela voz do povo, juiz supremo e governador do povo de Néfi.
6 E aconteceu que Pacumêni, vendo que não podia obter a cadeira de juiz, uniu-se à voz do povo.
7 Mas eis que Paânqui e aqueles que o queriam como governador ficaram muito irados; por isso ele estava a ponto de, por meio de lisonjas, persuadir o povo a rebelar-se contra seus irmãos.
8 E aconteceu que quando estava prestes a fazer isso, eis que foi aprisionado e julgado de acordo com a voz do povo, tendo sido condenado à morte porque se rebelara e procurara destruir a liberdade do povo.
9 Ora, quando aqueles que desejavam que ele fosse seu governador viram que havia sido condenado à morte, ficaram encolerizados e eis que mandaram um certo Quiscúmen até a cadeira de juiz de Paorã; e ele assassinou Paorã quando este se achava sentado na cadeira de juiz.
10 E Quiscúmen foi perseguido pelos servos de Paorã, mas eis que tão rápida foi a sua fuga, que ninguém conseguiu alcançá-lo.
11 E ele reuniu-se com os que o haviam enviado e todos eles fizeram um convênio, sim, jurando por seu eterno Criador que a ninguém diriam que Quiscúmen assassinara Paorã.
12 Portanto Quiscúmen não foi reconhecido pelo povo de Néfi, porque estava disfarçado quando matou Paorã. E Quiscúmen e seu bando que fizera convênio com ele misturaram-se com o povo, de maneira que não puderam encontrar todos; porém todos os que foram encontrados foram condenados à morte.
13 E então, eis que Pacumêni foi eleito, pela voz do povo, juiz superior e governador do povo, para governar em lugar de seu irmão, Paorã; e isto segundo seu direito. E tudo isso se passou no quadragésimo ano do governo dos juízes; e assim terminou.
14 E aconteceu que no quadragésimo primeiro ano do governo dos juízes, os lamanitas reuniram um inumerável exército de homens e armaram-nos com espadas e com cimitarras e com arcos e com flechas; e com capacetes e com couraças e com todo tipo de escudos de toda espécie.
15 E desceram outra vez para batalhar contra os nefitas; e eram guiados por um homem que se chamava Coriântumr, descendente de Zaraenla e dissidente dos nefitas; e ele era um homem grande e forte.
16 Assim, o rei dos lamanitas, cujo nome era Tubalote, que era filho de Amoron, supondo que Coriântumr, sendo um homem forte, poderia fazer frente aos nefitas com sua força e também com sua grande sabedoria, de maneira que, enviando-o, dominaria os nefitas—
17 Incitou-os portanto à cólera e reuniu seus exércitos e nomeou Coriântumr como líder; e fez com que eles descessem à terra de Zaraenla para combater os nefitas.
18 E aconteceu que, por causa de tantas contendas e tantas dificuldades no governo, os nefitas não mantiveram número suficiente de guardas na terra de Zaraenla; porque pensaram que os lamanitas não ousariam invadir o coração de suas terras para atacar a grande cidade de Zaraenla.
19 Mas aconteceu que Coriântumr marchou à frente de seu numeroso exército e atacou os habitantes da cidade; e sua marcha foi tão rápida que os nefitas não tiveram tempo de reunir seus exércitos.
20 Portanto Coriântumr matou a guarda que se achava às portas da cidade e avançou com todo o seu exército para dentro da cidade, matando todos os que se lhes opuseram, de modo que tomaram toda a cidade.
21 E aconteceu que Pacumêni, que era o juiz supremo, fugiu de Coriântumr até as muralhas da cidade. E aconteceu que Coriântumr o golpeou contra a muralha, de modo que ele morreu; e assim terminaram os dias de Pacumêni.
22 Ora, quando Coriântumr viu que se havia apoderado da cidade de Zaraenla e viu que os nefitas haviam fugido deles e haviam sido mortos e postos em cativeiro e aprisionados; e que havia tomado a praça mais forte de toda a terra, seu coração encheu-se de coragem, de modo que estava pronto para atacar toda a terra.
23 E então ele não se deteve na terra de Zaraenla, mas marchou com um grande exército em direção à cidade de Abundância; porque estava determinado a avançar e abrir caminho à espada, a fim de conquistar a parte norte da terra.
24 E supondo que as forças principais deles se achassem na parte central da terra, marchou contra eles, não lhes dando tempo de reunir-se, a não ser em pequenos grupos; e desta forma caiu sobre eles, matando-os.
25 Eis, porém, que esta marcha de Coriântumr pela parte central da terra ofereceu grande vantagem a Moronia, apesar de ser grande o número de nefitas que haviam sido mortos.
26 Pois eis que Moronia supôs que os lamanitas não ousariam invadir a parte central da terra, mas que atacariam as cidades fronteiriças, como haviam feito até então. Por essa razão Moronia fizera com que seus fortes exércitos defendessem aquelas partes próximas às fronteiras.
27 Eis, porém, que os lamanitas não se atemorizaram como ele desejava, mas haviam invadido a parte central da terra e tomado a capital, que era a cidade de Zaraenla; e estavam marchando pelas partes principais da terra, matando o povo numa grande carnificina, tanto homens como mulheres e crianças, ocupando muitas cidades e muitas fortalezas.
28 Mas quando Moronia descobriu isso, imediatamente mandou Leí com um exército para detê-los antes que atingissem a terra de Abundância.
29 E ele assim fez; e deteve-os antes que chegassem à terra de Abundância e atacou-os, de modo que eles começaram a retroceder em direção à terra de Zaraenla.
30 E aconteceu que Moronia cortou a sua retirada e travou combate com eles; e o combate tornou-se extremamente sangrento; sim, muitos foram mortos e, entre os que foram mortos, estava também Coriântumr.
31 E então eis que os lamanitas não podiam retroceder nem pelo norte nem pelo sul, nem pelo leste nem pelo oeste, porquanto se achavam cercados de todos os lados pelos nefitas.
32 E assim Coriântumr havia atirado os lamanitas no meio dos nefitas, de modo que ficaram em poder dos nefitas; e ele próprio foi morto; e os lamanitas entregaram-se nas mãos dos nefitas.
33 E aconteceu que Moronia novamente tomou posse da cidade de Zaraenla e ordenou que os lamanitas que haviam sido aprisionados partissem da terra em paz.
34 E assim terminou o quadragésimo primeiro ano do governo dos juízes.
CAPÍTULO 2
Helamã, filho de Helamã, torna-se juiz supremo—Gadiânton lidera o bando de Quiscúmen—O servo de Helamã mata Quiscúmen e o bando de Gadiânton foge para o deserto. Aproximadamente 50–49 a.C.
1 E ACONTECEU que no quadragésimo segundo ano do governo dos juízes, depois de Moronia haver restabelecido a paz entre os nefitas e lamanitas, eis que ninguém havia para ocupar a cadeira de juiz; portanto o povo começou novamente a contender a respeito de quem deveria ocupar a cadeira de juiz.
2 E aconteceu que Helamã, que era filho de Helamã, foi escolhido pela voz do povo para ocupar a cadeira de juiz.
3 Mas eis que Quiscúmen, que assassinara Paorã, pôs-se à espreita, para também destruir Helamã; e ele foi apoiado por seu bando, que havia feito um pacto para que ninguém ficasse sabendo de suas iniqüidades.
4 Pois havia um certo Gadiânton, que era sobremaneira hábil no falar e também muito astuto para levar a efeito planos secretos de assassinatos e pilhagens; portanto se tornou o chefe do bando de Quiscúmen.
5 Por conseguinte, lisonjeando-os e também lisonjeando Quiscúmen, prometera conceder àqueles que pertenciam ao seu bando poder e autoridade sobre o povo, se eles o colocassem na cadeira de juiz; portanto Quiscúmen procurou destruir Helamã—
6 E aconteceu que quando se dirigia para a cadeira de juiz a fim de destruir Helamã, eis que um dos servos de Helamã, que havia saído durante a noite e obtido, por meio de um disfarce, conhecimento dos planos que haviam sido forjados pelo bando para destruir Helamã—
7 E aconteceu que ele encontrou Quiscúmen e deu-lhe um sinal; portanto Quiscúmen lhe revelou seu objetivo, pedindo-lhe que o conduzisse à cadeira do juiz, a fim de que ele assassinasse Helamã.
8 E quando o servo de Helamã se inteirou das intenções de Quiscúmen e de que seu objetivo era matar; e de que o objetivo dos que pertenciam ao seu bando era matar e roubar e obter poder (e eram estes seus planos secretos e suas combinações), o servo de Helamã disse a Quiscúmen: Vamos até a cadeira do juiz.
9 Ora, isto agradou consideravelmente a Quiscúmen, pois supôs que poderia executar seus desígnios; mas eis que, ao se encaminharem para a cadeira de juiz, o servo de Helamã apunhalou Quiscúmen no coração, de modo que ele caiu morto sem um gemido. E ele correu para contar a Helamã tudo o que tinha visto, ouvido e feito.
10 E aconteceu que Helamã ordenou que prendessem esse bando de ladrões e assassinos secretos, a fim de que fossem executados de acordo com a lei.
11 Eis, porém, que ao perceber que Quiscúmen não voltava, Gadiânton ficou com medo de ser destruído; conseqüentemente, fez com que seu bando o seguisse. E fugiram da terra para o deserto por um caminho secreto, de modo que quando Helamã os mandou prender, não foram encontrados em lugar algum.
12 E mais sobre esse Gadiânton será exposto adiante. E assim terminou o quadragésimo segundo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
13 E eis que no fim deste livro vereis que esse mesmo Gadiânton veio a ser a causa da ruína, sim, da destruição quase completa do povo de Néfi.
14 Eis que não me refiro ao fim do livro de Helamã, mas refiro-me ao fim do livro de Néfi, do qual tirei todo o relato que escrevi.
CAPÍTULO 3
Muitos nefitas emigram para a terra do norte—Eles constroem casas de cimento e fazem muitos registros—Dezenas de milhares de pessoas são convertidas e batizadas—A palavra de Deus leva os homens à salvação—Néfi, o filho de Helamã, ocupa a cadeira de juiz. Aproximadamente 49–39 a.C.
1 E ENTÃO aconteceu que no quadragésimo terceiro ano do governo dos juízes não houve contendas entre o povo de Néfi, com exceção de algumas demonstrações de orgulho verificadas na igreja, as quais causaram pequenas dissensões entre o povo e foram resolvidas no fim do quadragésimo terceiro ano.
2 E não houve contendas entre o povo no quadragésimo quarto ano; tampouco houve muitas contendas no quadragésimo quinto ano.
3 E aconteceu que no quadragésimo sexto ano houve muitas contendas e muitas dissensões, em virtude das quais muitos deixaram a terra de Zaraenla e foram para a terra do norte, a fim de herdar a terra.
4 E viajaram para muito longe, chegando a grandes extensões de água e muitos rios.
5 Sim, e espalharam-se por todas as partes da terra, por todas as partes que não estavam desoladas e sem árvores devido aos muitos habitantes que haviam vivido naquela terra anteriormente.
6 Ora, nenhuma parte da terra estava desolada, salvo no tocante a árvores; mas em virtude da grande destruição do povo que antes habitara a terra, chamaram-na desolada.
7 E como eram escassas as árvores na terra, o povo que para lá seguiu se tornou perito em trabalhos de cimento; portanto construíram casas de cimento, nas quais passaram a habitar.
8 E aconteceu que se multiplicaram e espalharam-se e foram da terra do sul para a terra do norte; e espalharam-se de tal forma que começaram a cobrir a face de toda a terra, desde o mar do sul até o mar do norte, do mar do oeste até o mar do leste.
9 E o povo que estava na terra do norte vivia em tendas e em casas de cimento, deixando crescer todas as árvores que brotavam na face da terra, a fim de que mais tarde tivessem madeira para construir suas casas, sim, suas cidades e seus templos e suas sinagogas e seus santuários; e todo tipo de edifícios.
10 E aconteceu que como a madeira era muito escassa na terra do norte, fizeram com que muita madeira lhes fosse enviada por barco.
11 E assim tornaram possível que o povo da terra do norte construísse muitas cidades, tanto com madeira como com cimento.
12 E aconteceu que havia entre o povo de Amon muitos que eram lamanitas de nascimento, que também foram para aquela terra.
13 Ora, há muitos registros desses feitos, detalhados e extensos, escritos por muitos deste povo e relativos a eles.
14 Mas eis que uma centésima parte dos feitos deste povo, sim, a história dos lamanitas e dos nefitas e suas guerras e contendas e dissensões; e de suas pregações e de suas profecias; e de suas viagens marítimas e construção de barcos; e construção de templos e de sinagogas e seus santuários; e de sua retidão e suas iniqüidades e seus assassinatos e seus roubos e suas pilhagens e todo tipo de abominações e libertinagens, não pode ser incluída nesta obra.
15 Mas eis que há muitos livros e muitos registros de toda espécie que foram escritos principalmente pelos nefitas.
16 E eles foram transmitidos de uma geração a outra pelos nefitas, até que eles caíram em transgressão e foram assassinados, roubados e perseguidos e expulsos e mortos e espalhados pela face da terra; e misturaram-se com os lamanitas até não serem mais chamados de nefitas, tornando-se iníquos e selvagens e ferozes, sim, até se transformarem em lamanitas.
17 E agora retorno ao meu relato; portanto tudo que eu disse aconteceu após ter havido grandes contendas e distúrbios e guerras e dissensões entre o povo de Néfi.
18 O quadragésimo sexto ano do reinado dos juízes terminou.
19 E aconteceu que havia ainda muita contenda na terra, sim, no quadragésimo sétimo ano; e também no quadragésimo oitavo ano.
20 Não obstante, Helamã ocupou a cadeira de juiz com retidão e eqüidade; sim, esforçou-se para observar os estatutos e os juízos e os mandamentos de Deus; e fez continuamente o que era reto aos olhos de Deus; e andou nos caminhos de seu pai, de modo que prosperou na terra.
21 E aconteceu que teve dois filhos. Deu ao mais velho o nome de Néfi e, ao mais novo, o nome de Leí. E principiaram a crescer no Senhor.
22 E aconteceu que no fim do quadragésimo oitavo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, começaram a cessar um pouco as dissensões e guerras entre o povo de Néfi.
23 E aconteceu que no quadragésimo nono ano do governo dos juízes, houve paz contínua na terra, com exceção das combinações secretas que Gadiânton, o ladrão, estabelecera nas partes mais povoadas da terra e que, na época, não eram do conhecimento daqueles que estavam à frente do governo; portanto não haviam sido eliminadas daquela terra.
24 E aconteceu que nesse mesmo ano houve grande progresso na igreja, o que fez com que milhares se unissem à igreja e fossem batizados para o arrependimento.
25 E foi tanta a prosperidade da igreja e tão numerosas as bênçãos derramadas sobre o povo, que até os sumos sacerdotes e mestres ficaram sobremaneira admirados.
26 E aconteceu que a obra do Senhor prosperou, batizando-se e unindo-se à igreja de Deus muitas almas, sim, dezenas de milhares.
27 Assim podemos ver que o Senhor é misericordioso para com todos os que invocam seu santo nome com sinceridade de coração.
28 Sim, vemos portanto que a porta do céu está aberta a todos, sim, a todos os que vierem a crer no nome de Jesus Cristo, que é o Filho de Deus.
29 Sim, vemos que quem o desejar poderá aderir à palavra de Deus, que é viva e eficaz, que romperá ao meio todas as artimanhas e as armadilhas e os artifícios do diabo; e guiará o homem de Cristo por um caminho estreito e apertado, através daquele abismo eterno de miséria que foi preparado para tragar os iníquos—
30 E depositar sua alma, sim, sua alma imortal, à mão direita de Deus no reino dos céus, para sentar-se com Abraão e Isaque e Jacó; e com todos os nossos santos pais, para não mais sair.
31 E nesse ano houve regozijo contínuo na terra de Zaraenla e em todas as regiões vizinhas, sim, em toda a terra habitada pelos nefitas.
32 E aconteceu que reinou paz e imensa alegria durante todo o resto do quadragésimo nono ano; sim, e também houve paz contínua e grande alegria no qüinquagésimo ano do governo dos juízes.
33 E houve paz também no qüinquagésimo primeiro ano do reinado dos juízes, salvo pelo orgulho que começou a manifestar-se na igreja; não na igreja de Deus, mas no coração daqueles que professavam pertencer à igreja de Deus.
34 E encheram-se de orgulho, a ponto de perseguirem muitos de seus irmãos. Ora, esse foi um grande mal que fez com que a parte mais humilde do povo padecesse grande perseguição e passasse por muitas aflições.
35 Não obstante, jejuavam e oravam freqüentemente e tornavam-se cada vez mais fortes em sua humildade e cada vez mais firmes na fé em Cristo, enchendo a alma de alegria e consolo, sim, purificando e santificando o coração, santificação essa resultante da entrega de seu coração a Deus.
36 E aconteceu que o qüinquagésimo segundo ano também terminou em paz, salvo pelo excessivo orgulho que se apoderara do coração do povo; e isso devido a suas enormes riquezas e prosperidade na terra; e aumentava dia após dia.
37 E aconteceu que no qüinquagésimo terceiro ano do governo dos juízes morreu Helamã; e Néfi, seu filho mais velho, começou a governar em seu lugar. E aconteceu que ele ocupou a cadeira de juiz com justiça e eqüidade; sim, ele guardou os mandamentos de Deus e andou nos caminhos de seu pai.
CAPÍTULO 4
Dissidentes nefitas e os lamanitas unem forças e tomam a terra de Zaraenla—As derrotas dos nefitas ocorrem por causa de sua iniqüidade—A Igreja decai e o povo torna-se fraco, da mesma forma que os lamanitas. Aproximadamente 38–30 a.C.
1 E ACONTECEU que no qüinquagésimo quarto ano houve muitas dissensões na igreja e houve também uma contenda entre o povo, de modo que muito sangue foi derramado.
2 E os rebeldes foram mortos e expulsos da terra e uniram-se ao rei dos lamanitas.
3 E aconteceu que fizeram o possível para incitar os lamanitas a lutarem contra os nefitas; mas eis que os lamanitas estavam de tal forma amedrontados que não deram ouvidos às palavras desses dissidentes.
4 Mas aconteceu que no qüinquagésimo sexto ano do governo dos juízes houve dissidentes que se passaram dos nefitas para os lamanitas; e conseguiram, com os outros, incitá-los à ira contra os nefitas; e passaram todo aquele ano preparando-se para a guerra.
5 E no qüinquagésimo sétimo ano desceram para atacar os nefitas, principiando assim a obra de morte; sim, de tal forma que no qüinquagésimo oitavo ano do governo dos juízes conseguiram apoderar-se da terra de Zaraenla; sim, e também de todas as terras, até a terra que ficava próxima à terra de Abundância.
6 E os nefitas e os exércitos de Moronia foram rechaçados para a terra de Abundância.
7 E aí se fortificaram contra os lamanitas, desde o mar do oeste até o leste; e essa linha que haviam fortificado e guarnecido de tropas para a defesa da região norte tinha a extensão de um dia de viagem para um nefita.
8 E assim, aqueles dissidentes dos nefitas, com o auxílio de um numeroso exército de lamanitas, apoderaram-se de todos os territórios dos nefitas que ficavam na terra do sul. E tudo isso ocorreu no qüinquagésimo oitavo e no qüinquagésimo nono ano do governo dos juízes.
9 E aconteceu, no sexagésimo ano do governo dos juízes, que Moronia conseguiu ocupar, com seus exércitos, muitas partes da terra; sim, eles reconquistaram muitas cidades que haviam caído nas mãos dos lamanitas.
10 E aconteceu que no sexagésimo primeiro ano do governo dos juízes conseguiram reconquistar a metade de todas as suas terras.
11 Ora, essa grande perda dos nefitas e a terrível carnificina havida entre eles não teriam acontecido se não fosse pelas iniqüidades e abominações existentes em seu meio; sim, mesmo entre os que professavam pertencer à igreja de Deus.
12 E foi pelo orgulho de seu coração, por causa de suas imensas riquezas, sim, em virtude de oprimirem os pobres, negando alimento aos que tinham fome e roupa aos que estavam nus, esbofeteando seus humildes irmãos, zombando de tudo quanto era sagrado, negando o espírito de profecia e de revelação, assassinando, roubando, mentindo, furtando, cometendo adultério, levantando-se em grandes contendas e desertando para a terra de Néfi, entre os lamanitas—
13 E por causa dessa sua grande iniqüidade e vanglória pela própria força, foram abandonados a sua própria força; portanto não prosperaram, mas foram afligidos e perseguidos e expulsos pelos lamanitas até perderem quase todas as suas terras.
14 Mas eis que Moronia pregou muitas coisas ao povo, por causa de sua iniqüidade; e também Néfi e Leí, que eram os filhos de Helamã, pregaram muitas coisas ao povo, sim, e muitas coisas profetizaram-lhes, relativas a suas iniqüidades e ao que lhes adviria se não se arrependessem de seus pecados.
15 E aconteceu que se arrependeram e, à medida que se arrependeram, começaram a prosperar.
16 Pois Moronia, ao ver que eles se haviam arrependido, aventurou-se a conduzi-los de lugar em lugar e de cidade em cidade até reconquistarem a metade de suas propriedades e a metade de suas terras.
17 E assim terminou o sexagésimo primeiro ano do governo dos juízes.
18 E aconteceu que no sexagésimo segundo ano do governo dos juízes, Moronia já não conseguiu tomar territórios dos lamanitas.
19 Por essa razão desistiram do propósito de reconquistar o restante de suas terras, porque tão numerosos eram os lamanitas que se tornou impossível aos nefitas sobrepujá-los; portanto Moronia empregou todos os seus exércitos para conservar as partes que haviam retomado.
20 E aconteceu que, devido ao grande número de lamanitas, os nefitas ficaram com muito medo de serem dominados e pisados e mortos e destruídos.
21 Sim, começaram a lembrar-se das profecias de Alma, bem como das palavras de Mosias; e viram que tinham sido um povo obstinado e que haviam rejeitado os mandamentos de Deus.
22 E que haviam alterado e menosprezado as leis de Mosias, ou seja, as que o Senhor o encarregara de dar ao povo; e viram que suas leis se haviam corrompido e que o povo se tornara iníquo, à semelhança dos lamanitas.
23 E em virtude de sua iniqüidade, a igreja começou a decair; e eles começaram a perder a crença no espírito de profecia e no espírito de revelação; e defrontaram-se com os julgamentos de Deus.
24 E viram que se haviam tornado fracos como seus irmãos, os lamanitas, e que o Espírito do Senhor não mais os preservava; sim, havia-se afastado deles, porque o Espírito do Senhor não habita em templos impuros—
25 Portanto o Senhor deixou de protegê-los com seu miraculoso e incomparável poder, porque haviam caído em um estado de descrença e terrível iniqüidade; e viram que os lamanitas eram muito mais numerosos do que eles e que, a não ser que se apegassem ao Senhor seu Deus, inevitavelmente pereceriam.
26 Pois eis que viram ser a força dos lamanitas tão grande quanto a sua, homem por homem. E assim haviam caído nessa grande transgressão; sim, dessa maneira em poucos anos haviam-se tornado fracos por causa de suas transgressões.
CAPÍTULO 5
Néfi e Leí dedicam-se a pregar—Seus nomes levam-nos a moldar a vida pela de seus antepassados—Cristo redime aqueles que se arrependem—Néfi e Leí convertem muitos e são aprisionados e fogo circunda-os—Uma nuvem de escuridão encobre trezentas pessoas—A terra treme e uma voz ordena aos homens que se arrependam—Néfi e Leí conversam com anjos e a multidão é circundada por fogo. Aproximadamente 30 a.C.
1 E ACONTECEU que, nesse mesmo ano, eis que Néfi entregou a cadeira de juiz a um homem chamado Cezorã.
2 Porque como suas leis e governos eram estabelecidos pela voz do povo e os que preferiam o mal eram mais numerosos do que os que preferiam o bem, estavam, portanto, amadurecendo para a destruição, porque as leis haviam sido corrompidas.
3 Sim, e não apenas isso; eles eram um povo obstinado, de tal modo que não podiam ser governados pela lei nem pela justiça, a não ser para sua destruição.
4 E aconteceu que Néfi se cansara da iniqüidade deles; e renunciou à cadeira de juiz e dedicou-se a pregar a palavra de Deus pelo resto de seus dias, o mesmo fazendo seu irmão, Leí, pelo resto de seus dias.
5 Porque se lembraram das palavras que Helamã, seu pai, lhes dissera. E são estas as palavras:
6 Eis que, meus filhos, eu desejo que vos lembreis de guardar os mandamentos de Deus; e quisera que declarásseis ao povo estas palavras. Eis que eu vos dei os nomes de nossos primeiros pais, que vieram da terra de Jerusalém; e assim fiz para que, quando vos lembrardes de vossos nomes, vos lembreis deles; e quando vos lembrardes deles, vos lembreis de suas obras; e quando vos lembrardes de suas obras, saibais que foi dito e também escrito que elas foram boas.
Äàòà ïóáëèêîâàíèÿ: 2014-11-18; Ïðî÷èòàíî: 170 | Íàðóøåíèå àâòîðñêîãî ïðàâà ñòðàíèöû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!
