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Livro de Mórmon 36 страница



5 E a partir daí, essa cidade tornou-se uma grande fortaleza; e nessa cidade mantiveram os prisioneiros lamanitas; sim, dentro de uma muralha que os haviam feito levantar com as próprias mãos. Ora, Morôni foi obrigado a fazer com que os lamanitas trabalhassem, porque era fácil vigiá-los enquanto trabalhavam; e ele desejava utilizar todas as suas forças quando fosse atacar os lamanitas.

6 E aconteceu que Morôni tinha, assim, conseguido obter uma vitória sobre um dos maiores exércitos dos lamanitas e havia-se apoderado da cidade de Muleque, que era uma das praças mais fortes dos lamanitas na terra de Néfi; e assim ele também construíra um forte para prender seus prisioneiros.

7 E aconteceu que ele não mais tentou uma batalha com os lamanitas naquele ano, mas empregou seus homens em preparativos para a guerra, sim, e na construção de fortificações para defender-se dos lamanitas, sim, e também para livrar suas mulheres e seus filhos da fome e aflição e fornecer alimentos para seus exércitos.

8 E então aconteceu que os exércitos dos lamanitas, no mar do oeste, ao sul, durante a ausência de Morôni e devido a algumas intrigas entre os nefitas, que causaram dissensões entre eles, haviam conseguido certa vantagem sobre os nefitas; sim, tanto que se apoderaram de várias de suas cidades naquela parte da terra.

9 E assim, por causa de suas iniqüidades, sim, por causa de dissensões e intrigas entre eles próprios, viram-se nas mais perigosas situações.

10 E agora eis que tenho algo a dizer a respeito dos do povo de Amon, que no começo eram lamanitas, mas que, por Amon e seus irmãos, ou melhor, pelo poder e pela palavra de Deus, foram convertidos ao Senhor; e haviam sido levados para a terra de Zaraenla, sendo, a partir daí, protegidos pelos nefitas.

11 E por causa de seu juramento não mais haviam pegado em armas para combater seus irmãos, porque eles haviam feito juramento de que nunca mais derramariam sangue; e, de acordo com seu juramento, teriam perecido; sim, ter-se-iam deixado cair nas mãos de seus irmãos, não fora pela piedade que Amon e seus irmãos tiveram deles e por seu grande amor a eles.

12 E por essa razão foram levados para a terra de Zaraenla; e haviam sido sempre protegidos pelos nefitas.

13 Mas aconteceu que quando viram o perigo e as muitas aflições e tribulações que os nefitas padeciam por eles, encheram-se de compaixão e desejaram pegar em armas em defesa de seu país.

14 Mas eis que quando estavam prestes a pegar suas armas de guerra, foram dissuadidos por Helamã e seus irmãos, porque estavam prestes a quebrar o juramento que haviam feito.

15 E Helamã temia que, caso o fizessem, suas almas se perdessem; por essa razão, todos aqueles que haviam feito este convênio foram obrigados a presenciar as aflições de seus irmãos nas perigosas condições em que se encontravam naqueles dias.

16 Mas eis que aconteceu que eles tinham muitos filhos que não haviam feito convênio de não pegar suas armas de guerra para defender-se de seus inimigos; portanto, reuniram-se todos os que podiam pegar em armas e adotaram o nome de nefitas.

17 E fizeram convênio de lutar pela liberdade dos nefitas, sim, de proteger a terra, ainda que com sacrifício da própria vida; sim, fizeram convênio de jamais renunciar a sua liberdade, mas de lutar em todas as circunstâncias para proteger os nefitas e a si próprios do cativeiro.

18 Ora, eis que havia dois mil desses jovens que fizeram este convênio e pegaram em armas de guerra para defender seu país.

19 E então eis que eles, além de nunca terem representado um peso para os nefitas, tornaram-se também, nessa ocasião, um grande apoio; porque tomaram suas armas de guerra e desejaram que Helamã fosse seu chefe.

20 E eram todos jovens e muito valorosos quanto à coragem e também vigor e atividade; mas eis que isto não era tudo—eles eram homens fiéis em todas as ocasiões e em todas as coisas que lhes eram confiadas.

21 Sim, eles eram homens íntegros e sóbrios, pois haviam aprendido a guardar os mandamentos de Deus e a andar retamente perante ele.

22 E então aconteceu que Helamã marchou à frente desses dois mil jovens soldados, para ajudar o povo nas fronteiras da terra, ao sul, junto ao mar do oeste.

23 E assim terminou o vigésimo oitavo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.

CAPÍTULO 54

Amoron e Morôni negociam a troca de prisioneiros—Morôni exige que os lamanitas se retirem e cessem os seus ataques assassinos—Amoron exige que os nefitas deponham suas armas e submetam-se aos lamanitas. Aproximadamente 63 a.C.

1 E ENTÃO aconteceu que no início do vigésimo nono ano dos juízes, Amoron enviou uma mensagem a Morôni, propondo a troca de prisioneiros.

2 E aconteceu que Morôni se rejubilou muito com essa solicitação, porque desejava as provisões destinadas ao sustento dos prisioneiros lamanitas para sustentar seu próprio povo; e ele também desejava seu povo de volta, para reforçar seu exército.

3 Ora, os lamanitas haviam aprisionado muitas mulheres e crianças e não havia mulher alguma nem criança entre todos os prisioneiros de Morôni, ou seja, os prisioneiros feitos por Morôni. Por essa razão Morôni resolveu usar de um estratagema para conseguir dos lamanitas tantos prisioneiros nefitas quantos possível.

4 Assim, escreveu uma epístola, enviando-a pelo servo de Amoron, o mesmo que havia levado a epístola a Morôni. Ora, estas são as palavras que escreveu a Amoron:

5 Eis que, Amoron, eu te escrevi algo concernente a esta guerra que empreendeste contra meu povo, ou melhor, que teu irmão empreendeu contra eles e que ainda estás determinado a continuar após sua morte.

6 Eis que eu quisera dizer-te algo a respeito da justiça de Deus e da espada de sua ira todo-poderosa, que está suspensa sobre ti a não ser que te arrependas e retires teus exércitos para tuas próprias terras, ou seja, a terra de tua possessão, que é a terra de Néfi.

7 Sim, quisera dizer-te estas coisas se fosses capaz de ouvi-las; sim, quisera falar-te a respeito do terrível inferno que aguarda assassinos como tu e teu irmão, a menos que te arrependas e renuncies a teus propósitos assassinos e regresses com teus exércitos a tuas próprias terras.

8 Mas como uma vez rejeitaste estas coisas e lutaste contra o povo do Senhor, suponho que da mesma forma voltes a fazê-lo.

9 E agora, eis que estamos preparados para receber-te; sim, e a não ser que renuncies a teus propósitos, eis que atrairás sobre ti a cólera daquele Deus que rejeitaste, para tua completa destruição.

10 Mas, como vive o Senhor, nossos exércitos atacar-te-ão caso não te retires; e bem cedo serás visitado pela morte, pois conservaremos nossas cidades e nossas terras; sim, e preservaremos nossa religião e a causa de nosso Deus.

11 Mas eis que julgo falar-te destas coisas em vão; pois parece-me que és filho do inferno; por conseguinte, termino esta epístola informando-te de que não farei a troca de prisioneiros a não ser com a condição de me entregares um homem com a esposa e os filhos em troca de cada prisioneiro; se estiveres de acordo, efetuarei a troca.

12 E eis que, se não fizeres isto, marcharei contra ti com meus exércitos; sim, armarei até mesmo minhas mulheres e meus filhos e avançarei contra ti, perseguindo-te até tua própria terra, que é a terra de nossa primeira herança; sim, e será sangue por sangue, sim, vida por vida; e dar-te-ei combate até que sejas eliminado da face da Terra.

13 Eis que estou irado e também meu povo; tens procurado matar-nos e nós temos procurado tão-somente defender-nos. Eis porém que, se ainda procurares destruir-nos, procuraremos destruir-te, sim, e procuraremos apoderar-nos de nossa terra, a terra de nossa primeira herança.

14 Agora encerro minha epístola. Eu sou Morôni, eu sou um chefe do povo nefita.

15 Ora, aconteceu que ao receber essa epístola, Amoron ficou encolerizado; e escreveu outra epístola a Morôni e são estas as palavras que escreveu:

16 Eu sou Amoron, rei dos lamanitas; sou irmão de Amaliquias, a quem assassinaste. E eis que vingarei seu sangue sobre ti, sim, e irei contra ti com meus exércitos, porque não temo tuas ameaças.

17 Pois eis que teus pais enganaram seus irmãos a ponto de roubar-lhes o direito de governo, quando legitimamente lhes pertencia.

18 E agora eis que, se depuseres tuas armas e te sujeitares a seres governado por aqueles a quem pertence o direito de governo, então farei com que meu povo deponha as armas e cesse de guerrear.

19 Eis que tens feito muitas ameaças contra mim e meu povo; nós, porém, não tememos tuas ameaças.

20 Não obstante, com satisfação concordarei em trocar prisioneiros em conformidade com tua proposta, a fim de poder economizar alimento para meus homens de guerra; e empreenderemos uma guerra que será eterna, até que submetamos os nefitas a nossa autoridade ou que os exterminemos para sempre.

21 E relativamente a esse Deus que dizes termos rejeitado, eis que nós não conhecemos tal ser; vós, tampouco; mas se existir tal ser, nós sabemos apenas que ele nos criou tal como a vós.

22 E se é que existe um diabo e um inferno, eis que não te mandará para lá, a fim de que vivas com meu irmão que foi por ti assassinado e que tu insinuaste ter ido para lá? Mas eis que estas coisas não importam.

23 Eu sou Amoron e descendente de Zorã, a quem teus pais pressionaram e trouxeram de Jerusalém.

24 E eis agora que sou um bravo lamanita; eis que esta guerra foi empreendida para vingar as ofensas cometidas contra eles e para obter e manter seus direitos ao governo; e termino minha epístola a Morôni.

CAPÍTULO 55

Morôni recusa-se a trocar prisioneiros—Os guardas lamanitas são induzidos a embebedarem-se e os prisioneiros nefitas são libertados—A cidade de Gide é tomada sem derramamento de sangue. Aproximadamente 63–62 a.C.

1 ORA, aconteceu que quando recebeu esta epístola, Morôni ficou ainda mais irado, porque sabia que Amoron tinha perfeito conhecimento de sua fraude; sim, ele sabia que Amoron não ignorava que aquela guerra contra os nefitas era movida por uma causa injusta.

2 E disse: Eis que não farei a troca de prisioneiros com Amoron a não ser que ele abandone seus propósitos, como declarei em minha epístola, porque não permitirei que adquira mais poder do que já tem.

3 Eis que sei onde os lamanitas retêm os de meu povo que foram feitos prisioneiros; e uma vez que Amoron não concordou com minha proposta, eis que agirei de acordo com minhas palavras; sim, semearei a morte entre eles até que peçam a paz.

4 E então aconteceu que quando disse essas palavras, Morôni fez com que fosse dada uma busca entre seus homens para ver se havia entre eles um homem que fosse descendente de Lamã.

5 E aconteceu que encontraram um, cujo nome era Lamã; e era um dos servos do rei que fora assassinado por Amaliquias.

6 Ora, Morôni fez com que Lamã e um pequeno número de seus homens fossem até os guardas que vigiavam os nefitas.

7 Ora, os nefitas estavam presos na cidade de Gide; portanto Morôni designou Lamã e fez com que um pequeno número de homens o acompanhasse.

8 E quando chegou a noite, Lamã dirigiu-se aos guardas que vigiavam os nefitas e eis que eles o viram e detiveram-no; mas ele disse-lhes: Não temais; eis que sou um lamanita. Eis que escapamos dos nefitas e eles dormem; e eis que trouxemos seu vinho conosco.

9 Ora, quando os lamanitas ouviram estas palavras, receberam-no com alegria; e disseram-lhe: Dá-nos de teu vinho para que bebamos; alegra-nos que tenhas trazido vinho, pois estamos cansados.

10 Mas Lamã disse-lhes: Guardemos este vinho para quando formos atacar os nefitas. Estas palavras, porém, só os fizeram ficar mais desejosos de beber o vinho;

11 Disseram, pois: Estamos cansados; bebamos portanto o vinho; dentro em pouco receberemos nossa ração de vinho, que nos fortalecerá para marcharmos contra os nefitas.

12 E Lamã disse-lhes: Podeis fazer o que desejais.

13 E aconteceu que beberam o vinho à vontade e era de gosto agradável; portanto, beberam-no ainda mais. E era forte, pois havia sido preparado com toda a sua concentração.

14 E aconteceu que beberam e ficaram alegres e logo estavam todos embriagados.

15 E então, quando viram que todos estavam embriagados e tinham caído em profundo sono, Lamã e seus homens voltaram para junto de Morôni e relataram-lhe tudo o que havia sucedido.

16 Ora, isto estava de acordo com o plano de Morôni. E Morôni preparara seus homens com armas de guerra; e ele foi à cidade de Gide, enquanto os lamanitas se achavam mergulhados em profundo sono e embriagados, e atirou armas de guerra aos prisioneiros, de modo que todos ficaram armados.

17 Sim, até as mulheres deles e todos os seus filhos, todos os que eram capazes de manejar uma arma de guerra quando Morôni armou todos aqueles prisioneiros. E tudo isto foi executado no maior silêncio.

18 Caso, porém, tivessem eles despertado os lamanitas, eis que estavam embriagados; e os nefitas poderiam tê-los matado.

19 Mas eis que não era esse o desejo de Morôni; ele não se aprazia em assassínios ou derramamento de sangue, mas aprazia-se em salvar seu povo da destruição. E para não incorrer em injustiça, não queria cair sobre os lamanitas e destruí-los enquanto estivessem embriagados.

20 Ele, porém, havia realizado seus desejos, pois armara os prisioneiros nefitas que se achavam dentro das muralhas da cidade, possibilitando-lhes apoderar-se das partes que ficavam dentro das muralhas.

21 E então fez com que os homens que estavam com ele recuassem um pouco e cercassem os exércitos dos lamanitas.

22 Ora, eis que isso foi feito durante a noite, de modo que, ao acordarem pela manhã, os lamanitas viram que estavam cercados pelos nefitas do lado de fora e que, do lado de dentro, seus prisioneiros estavam armados.

23 E assim viram que os nefitas os tinham em seu poder; e nessas circunstâncias compreenderam que não seria oportuno lutar com os nefitas; portanto seus capitães-chefes exigiram suas armas de guerra e eles entregaram-nas e atiraram-nas aos pés dos nefitas, suplicando misericórdia.

24 Ora, eis que era esse o desejo de Morôni; fê-los, pois, prisioneiros de guerra e tomou posse da cidade e libertou todos os prisioneiros que eram nefitas; e eles juntaram-se ao exército de Morôni e foram uma grande força para o exército.

25 E aconteceu que ele fez com que os lamanitas que aprisionara começassem a trabalhar, reforçando as fortificações ao redor da cidade de Gide.

26 E aconteceu que depois de haver fortificado a cidade de Gide de acordo com seus desejos, fez com que os prisioneiros fossem levados para a cidade de Abundância; e guardou também esta cidade com forças muito poderosas.

27 E aconteceu que, apesar de todas as intrigas dos lamanitas, os nefitas conservaram e protegeram todos os prisioneiros que haviam feito, mantendo também todo o terreno e a vantajosa posição que haviam reconquistado.

28 E aconteceu que os nefitas principiaram novamente a triunfar e a recuperar seus direitos e privilégios.

29 Muitas vezes os lamanitas tentaram cercá-los durante a noite, mas, nessas tentativas, muitos de seus homens foram aprisionados.

30 E muitas vezes tentaram dar vinho aos nefitas, a fim de matá-los com veneno ou por embriaguez.

31 Mas eis que os nefitas não eram lentos em lembrar-se do Senhor seu Deus em sua hora de aflição. Não caíam nas suas armadilhas; sim, não bebiam seu vinho sem primeiro dá-lo a alguns dos prisioneiros lamanitas.

32 E assim tomavam precauções para que nenhum veneno lhes fosse dado, porque, se o seu vinho envenenasse um lamanita, envenenaria também um nefita; e dessa forma testavam todas as suas bebidas.

33 E então aconteceu que foi necessário que Morôni fizesse preparativos para atacar a cidade de Moriânton; pois eis que os lamanitas, com seu trabalho, haviam fortificado a cidade de Moriânton até transformarem-na numa praça de guerra extremamente forte.

34 E eles estavam continuamente levando novas forças para aquela cidade e também novas provisões.

35 E assim terminou o vigésimo nono ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.

CAPÍTULO 56

Helamã envia uma epístola a Morôni, relatando a situação da guerra com os lamanitas—Antipus e Helamã obtêm uma grande vitória sobre os lamanitas—Os dois mil jovens filhos de Helamã lutam com força miraculosa e nenhum deles é morto. Vers. 1, aproximadamente 62 a.C.; Vers. 2–19, aproximadamente 66 a.C.; e Vers. 20–57, aproximadamente 65–64 a.C.

1 E ENTÃO aconteceu que no começo do trigésimo ano do governo dos juízes, no segundo dia do primeiro mês, Morôni recebeu uma epístola de Helamã, relatando as condições do povo naquela parte da terra.

2 E são estas as palavras que escreveu, dizendo: Meu amado irmão Morôni, tanto no Senhor como nas tribulações de nossa guerra; eis que, meu amado irmão, tenho algo a dizer-te com relação a nossa guerra nesta parte da terra.

3 Eis que dois mil dos filhos daqueles homens que Amon trouxe da terra de Néfi—ora, sabes que eram descendentes de Lamã, que era o filho mais velho de nosso pai Leí;

4 Ora, não necessito repetir suas tradições ou sua incredulidade, pois conheces todas estas coisas—

5 Basta-me portanto dizer que dois mil desses jovens pegaram em armas de guerra e desejaram que eu fosse seu comandante; e saímos a defender nosso país.

6 E agora, sabes também do convênio que seus pais fizeram de que não pegariam em armas de guerra contra seus irmãos, para derramar sangue.

7 No vigésimo sexto ano, porém, ao verem as angústias e tribulações que padecíamos por eles, estiveram a ponto de quebrar o convênio que haviam feito e pegar em armas de guerra em nossa defesa.

8 Mas não permiti que quebrassem o convênio que haviam feito, acreditando que Deus nos fortaleceria, de modo que não padeceríamos mais, se eles cumprissem o juramento que haviam feito.

9 Eis aqui, porém, algo com que nos podemos alegrar muito. Pois eis que no vigésimo sexto ano, eu, Helamã, marchei à frente desses dois mil jovens para a cidade de Judéia, a fim de ajudar Antipus, a quem havias nomeado chefe do povo naquela parte da terra.

10 E eu incorporei meus dois mil filhos (porque são dignos de ser chamados filhos) ao exército de Antipus e, com essa força, Antipus alegrou-se imensamente; porque eis que seu exército havia sido reduzido pelos lamanitas, que haviam matado um grande número de nossos homens, razão pela qual temos motivo para lamentar-nos.

11 Não obstante, podemos consolar-nos quanto a isto—eles morreram pela causa de seu país e de seu Deus; sim, e são felizes.

12 E os lamanitas tinham também conservado muitos prisioneiros, todos eles capitães-chefes, porque nenhum outro haviam deixado com vida. E supomos que eles estejam agora na terra de Néfi, caso não tenham sido mortos.

13 E agora, estas são as cidades que foram ocupadas pelos lamanitas, com derramamento do sangue de tantos de nossos valentes homens:

14 A terra de Mânti, ou seja, a cidade de Mânti, e a cidade de Zeezrom e a cidade de Cumêni e a cidade de Antípara.

15 E são essas as cidades que ocupavam quando eu cheguei à cidade de Judéia; e encontrei Antipus e seus homens trabalhando com toda sua força para fortificar a cidade.

16 Sim, e achavam-se abatidos física e espiritualmente, porque haviam guerreado valorosamente durante o dia e trabalhado durante a noite para conservar suas cidades; e assim haviam sofrido grandes aflições de todo tipo.

17 E estavam, então, determinados a vencer nesse local ou a morrer; portanto bem podes imaginar que esta pequena força que trouxe comigo, sim, aqueles meus filhos, proporcionou-lhes grandes esperanças e muita alegria.

18 E então aconteceu que quando descobriram que Antipus havia recebido um reforço maior para seu exército, os lamanitas viram-se obrigados, por ordem de Amoron, a não lutar contra a cidade de Judéia, ou seja, contra nós.

19 E assim fomos favorecidos pelo Senhor; porquanto, se nos tivessem atacado nesse estado de fraqueza, teriam talvez destruído nosso pequeno exército; mas assim fomos preservados.

20 Haviam recebido ordem de Amoron de conservarem as cidades conquistadas. E assim terminou o ano vigésimo sexto. E no começo do vigésimo sétimo ano, havíamo-nos preparado para defender tanto nossa cidade como a nós mesmos.

21 Ora, estávamos desejosos de que os lamanitas nos viessem atacar, porque não desejávamos atacá-los em suas fortificações.

22 E aconteceu que colocamos espias em vários lugares para observar os movimentos dos lamanitas e impedir que eles passassem por nós, durante a noite ou durante o dia, para atacar nossas outras cidades situadas ao norte.

23 Porque sabíamos que nessas cidades eles não eram suficientemente fortes para enfrentar os lamanitas; portanto queríamos cair sobre eles em sua retaguarda, caso passassem por nós, e assim cobrir-lhes a retaguarda ao mesmo tempo em que eram atacados pela frente. Supúnhamos poder dominá-los, mas eis que fomos frustrados neste nosso desejo.

24 Eles não se atreveram a passar por nós com todo o seu exército nem com uma parte dele, temendo não serem suficientemente fortes e caírem.

25 Tampouco se atreveram a marchar contra a cidade de Zaraenla; nem ousaram atravessar a cabeceira do Sidon para chegar à cidade de Nefiá.

26 E assim, com suas forças, estavam determinados a conservar as cidades que haviam conquistado.

27 E então aconteceu que no segundo mês desse ano, muitas provisões nos foram trazidas pelos pais daqueles meus dois mil filhos.

28 E também dois mil homens nos foram enviados da terra de Zaraenla. E assim estávamos preparados com dez mil homens e com provisões para eles e também para suas esposas e seus filhos.

29 E os lamanitas, vendo assim que nossas forças aumentavam diariamente e que provisões chegavam para nosso sustento, começaram a ficar com medo e a sair, para ver se lhes era possível impedir que continuássemos a receber provisões e reforços.

30 Ora, quando vimos que os lamanitas começaram a inquietar-se, pensamos em utilizar-nos de um estratagema contra eles; portanto Antipus ordenou que eu marchasse com meus filhinhos para uma cidade vizinha, fazendo parecer que transportávamos provisões para uma cidade vizinha.

31 E devíamos passar perto da cidade de Antípara, como se estivéssemos indo a uma cidade mais adiante, nas fronteiras junto à costa.

32 E aconteceu que seguimos como se estivéssemos levando nossas provisões para aquela cidade.

33 E aconteceu que Antipus saiu com parte de seu exército, deixando o resto para defender a cidade. Ele, porém, não seguiu senão depois de haver eu marchado com meu pequeno exército e me aproximado da cidade de Antípara.

34 Ora, na cidade de Antípara estava concentrado o exército mais forte dos lamanitas, sim, o mais numeroso.

35 E aconteceu que quando foram informados por seus espias, saíram com seu exército e marcharam contra nós.

36 E aconteceu que fugimos deles para o norte. E assim fizemos com que o mais poderoso exército dos lamanitas nos seguisse.

37 Sim, até uma considerável distância, de modo que quando viram que o exército de Antipus os perseguia com toda a sua força, não se voltaram nem para a direita nem para a esquerda, mas continuaram a perseguir-nos em linha reta; e supomos que era seu intento matar-nos antes que Antipus os alcançasse; e isto para não serem cercados por nossos homens.

38 E então Antipus, vendo o perigo por que passávamos, apressou a marcha de seu exército. Mas eis que anoiteceu; e por isso eles não nos alcançaram nem foram alcançados por Antipus; portanto acampamos para passar a noite.

39 E aconteceu que, antes de amanhecer, eis que os lamanitas se puseram a perseguir-nos. Ora, não éramos suficientemente fortes para lutar com eles; sim, eu não permitiria que meus filhinhos caíssem em suas mãos; portanto continuamos nossa marcha rumo ao deserto.

40 Ora, eles não ousavam voltar-se nem para a direita nem para a esquerda, por temerem ficar cercados; e eu também não me voltava nem para a direita nem para a esquerda, temendo que me alcançassem e não pudéssemos enfrentá-los; e que eles nos matassem e escapassem; prosseguimos, pois, na fuga pelo deserto todo aquele dia, até que desceu a noite.

41 E aconteceu novamente que, ao amanhecer, vimos os lamanitas sobre nós e fugimos deles.

42 Mas aconteceu que eles não foram longe em sua perseguição; e era a manhã do terceiro dia do sétimo mês.

43 E agora, se haviam sido alcançados por Antipus não sabíamos, mas eu disse a meus homens: Eis que não sabemos se pararam com a intenção de que marchemos contra eles para nos apanharem em sua armadilha.

44 Portanto, que dizeis, meus filhos? Quereis ir combatê-los?

45 E agora eu te digo, meu amado irmão Morôni, que eu nunca presenciara tão grande coragem, não, nem entre todos os nefitas!

46 Pois como eu sempre os chamara meus filhos (visto que eram todos muito jovens), responderam-me: Pai, eis que nosso Deus está conosco e não permitirá que sejamos vencidos; então avancemos. Não mataríamos nossos irmãos se eles nos deixassem em paz; portanto vamos, para que eles não derrotem o exército de Antipus.

47 Ora, eles nunca haviam lutado. Não obstante, não temiam a morte; e pensavam mais na liberdade de seus pais do que em sua própria vida; sim, eles tinham sido ensinados por suas mães que, se não duvidassem, Deus os livraria.

48 E repetiram-me as palavras de suas mães, dizendo: Não duvidamos de que nossas mães o soubessem.





Дата публикования: 2014-11-18; Прочитано: 189 | Нарушение авторского права страницы | Мы поможем в написании вашей работы!



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