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Ãëàâíàÿ Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû! | |
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15 E naquele mesmo ano iniciaram também a construção de muitas cidades no norte, uma de modo singular, à qual deram o nome de Leí, que ficava ao norte, próxima à costa.
16 E assim terminou o vigésimo ano.
17 E nesse estado de prosperidade achava-se o povo de Néfi no começo do vigésimo primeiro ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
18 E eles prosperaram muito e tornaram-se muito ricos; sim, multiplicaram-se e tornaram-se fortes na terra.
19 E assim vemos quão misericordiosos e justos são todos os procedimentos do Senhor para o cumprimento de todas as suas palavras aos filhos dos homens; sim, mesmo agora podemos ver como foram cumpridas as palavras que ele dirigiu a Leí, dizendo:
20 Bem-aventurados sois, tu e teus filhos; e eles serão abençoados e, se guardarem meus mandamentos, prosperarão na terra. Mas lembra-te de que, se não guardarem meus mandamentos, serão afastados da presença do Senhor.
21 E vemos que essas promessas ao povo de Néfi foram cumpridas; porque foram suas desavenças e suas contendas, sim, seus homicídios e suas pilhagens, sua idolatria, sua libertinagem e suas abominações que lhes trouxeram guerras e destruição.
22 E os fiéis no cumprimento dos mandamentos de Deus foram sempre libertados, ao passo que milhares de seus irmãos iníquos foram reduzidos à escravidão ou pereceram pela espada ou degeneraram, caindo na incredulidade, e misturaram-se aos lamanitas.
23 Mas eis que nunca houve época mais feliz para o povo de Néfi, desde os tempos de Néfi, do que os dias de Morôni, sim, mesmo agora, no vigésimo primeiro ano do governo dos juízes.
24 E aconteceu que o vigésimo segundo ano do governo dos juízes também terminou em paz; sim, e também o vigésimo terceiro ano.
25 E aconteceu que no começo do vigésimo quarto ano do governo dos juízes, teria também havido paz para o povo de Néfi se entre eles não tivesse surgido uma contenda relativa à terra de Leí e à terra de Moriânton, que confinava com a terra de Leí, ficando ambas próximas à costa.
26 Pois eis que o povo que habitava a terra de Moriânton reivindicou uma parte da terra de Leí; assim começou uma acalorada contenda entre eles, a ponto de ter o povo de Moriânton pegado em armas contra seus irmãos, estando determinados a exterminá-los pela espada.
27 Mas eis que o povo que habitava a terra de Leí fugiu para o acampamento de Morôni e pediu-lhe ajuda; pois eis que não se achavam em erro.
28 E aconteceu que quando o povo de Moriânton, que era guiado por um homem chamado Moriânton, descobriu que o povo de Leí havia fugido para o acampamento de Morôni, teve muito medo de que o exército de Morôni caísse sobre eles e os destruísse.
29 Portanto, Moriânton convenceu-os de que deveriam fugir para a terra que ficava ao norte, a qual era coberta por grandes extensões de água, e ocupar a terra que ficava ao norte.
30 E eis que teriam executado esse plano (o que teria sido lamentável), mas eis que Moriânton, que era um homem muito violento, zangou-se com uma de suas servas e sobre ela atirou-se, espancando-a.
31 E aconteceu que ela fugiu e foi para o acampamento de Morôni e relatou todo o acontecido; e também a intenção que tinham eles de fugir para a terra do norte.
32 Ora, eis que o povo que estava na terra de Abundância, ou melhor, Morôni, temeu que eles se deixassem levar pelas palavras de Moriânton e se unissem ao povo dele; e assim ele se apoderaria daquelas partes da terra, o que daria origem a sérias conseqüências para o povo de Néfi, sim, conseqüências que levariam à perda de sua liberdade.
33 Por conseguinte, Morôni enviou um exército com seus apetrechos para interceptar o povo de Moriânton, para impedir sua fuga para a terra do norte.
34 E aconteceu que não os interceptaram até eles chegarem às fronteiras da terra de Desolação; e lá os detiveram, na estreita passagem que levava à terra do norte, perto do mar, sim, perto do mar tanto a leste como a oeste.
35 E aconteceu que o exército enviado por Morôni, sob o comando de um homem chamado Teâncum, defrontou-se com o povo de Moriânton; e tão obstinado estava o povo de Moriânton (incitado por sua iniqüidade e suas palavras lisonjeiras), que teve início uma batalha entre eles, na qual Teâncum matou Moriânton e derrotou os de seu exército e tomou-os como prisioneiros e voltou ao acampamento de Morôni. E assim terminou o vigésimo quarto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
36 E assim o povo de Moriânton foi levado de volta. E após haverem feito um tratado de paz, foram reencaminhados à terra de Moriânton; e efetuou-se uma união deles com o povo de Leí; e eles foram também reencaminhados a suas terras.
37 E aconteceu que no mesmo ano em que a paz foi restabelecida entre o povo de Néfi, morreu Nefia, o segundo juiz supremo, tendo ocupado a cadeira de juiz com perfeita retidão perante Deus.
38 Não obstante, havia-se recusado a tomar posse dos registros e daquelas coisas que Alma e seus pais consideravam muito sagradas. Por conseguinte Alma os havia confiado a seu filho Helamã.
39 Eis que aconteceu ter sido o filho de Nefia indicado para ocupar a cadeira de juiz em lugar de seu pai; sim, foi nomeado juiz supremo e governador do povo, com o juramento e a ordenança sagrada de julgar com justiça e manter a paz e a liberdade do povo e de conceder-lhe o privilégio sagrado de adorar ao Senhor seu Deus, sim, de apoiar e manter a causa de Deus durante todos os seus dias e de fazer justiça aos iníquos, de acordo com seus crimes.
40 Ora, eis que seu nome era Paorã; e Paorã ocupou a cadeira de seu pai e começou a governar o povo de Néfi no fim do vigésimo quarto ano.
CAPÍTULO 51
Os realistas procuram mudar a lei e instituir um rei—Paorã e os homens livres são apoiados pela voz do povo—Morôni obriga os realistas a defenderem seu país; caso contrário, serão executados—Amaliquias e os lamanitas capturam muitas cidades fortificadas—Teâncum repele a invasão lamanita e mata Amaliquias em sua tenda. Aproximadamente 67–66 a.C.
1 E ENTÃO aconteceu, no começo do vigésimo quinto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, tendo eles estabelecido paz entre o povo de Leí e o povo de Moriânton a respeito de suas terras e tendo iniciado em paz o vigésimo quinto ano;
2 Embora a paz total não tenha sido mantida por muito tempo na terra, porque surgiu uma discórdia entre o povo concernente a Paorã, o juiz supremo, pois eis que uma parte do povo desejava que alguns pontos específicos da lei fossem alterados.
3 Mas eis que Paorã não desejava nem consentiu que se alterasse a lei; de modo que não deu ouvidos aos que lhe enviaram sua voz com suas petições referentes à alteração da lei.
4 Por isso, aqueles que desejavam a modificação da lei ficaram irados contra ele e não quiseram que continuasse como juiz supremo da terra. Originou-se então acalorada disputa sobre o assunto, mas não chegou a haver derramamento de sangue.
5 E aconteceu que aqueles que desejavam ver Paorã destituído do cargo de juiz supremo foram chamados realistas, porque desejavam que a lei fosse modificada de uma forma que derrubasse o governo livre e instituísse um rei na terra.
6 E os que desejavam que Paorã continuasse sendo o juiz supremo da terra tomaram o nome de homens livres; e assim, dividiram-se, porque os homens livres haviam feito o juramento, ou seja, o convênio de manter seus direitos e os privilégios de sua religião por meio de um governo livre.
7 E aconteceu que essa questão foi decidida pela voz do povo. E aconteceu que a voz do povo foi favorável aos homens livres; e Paorã manteve-se na cadeira de juiz, o que causou muita satisfação aos irmãos de Paorã e também a muitos do povo da liberdade, que também reduziram os realistas ao silêncio, de maneira que não se atreveram a fazer oposição, mas viram-se obrigados a apoiar a causa da liberdade.
8 Ora, os que estavam a favor de reis eram pessoas de alta linhagem e procuravam tornar-se reis; e eram apoiados por aqueles que ambicionavam poder e autoridade sobre o povo.
9 Mas eis que essa foi uma época crítica para tais discórdias entre o povo de Néfi; porque eis que Amaliquias tornara a incitar o coração dos lamanitas contra os nefitas e estava reunindo soldados de todas as partes de sua terra e armando-os e preparando-os com todo o cuidado para a guerra; pois ele havia jurado que beberia o sangue de Morôni.
10 Veremos, porém, que a promessa que ele fizera fora precipitada. Não obstante, ele preparou-se e preparou seus exércitos para guerrear os nefitas.
11 Ora, seus exércitos não eram tão grandes como antes haviam sido, por causa dos muitos milhares que haviam sido mortos pelas mãos dos nefitas; mas apesar de suas grandes perdas, Amaliquias reunira um formidável exército, a ponto de não recear descer à terra de Zaraenla.
12 Sim, o próprio Amaliquias desceu à frente dos lamanitas. E isto aconteceu no vigésimo quinto ano do governo dos juízes; e foi ao mesmo tempo em que eles começaram a resolver suas contendas relativas ao juiz supremo, Paorã.
13 E aconteceu que quando tiveram conhecimento de que os lamanitas vinham descendo para batalhar contra eles, os homens que eram chamados realistas ficaram muito contentes e recusaram-se a pegar em armas, porque estavam tão irados com o juiz supremo e também com o povo da liberdade que não quiseram pegar em armas para defender seu país.
14 E aconteceu que Morôni, quando viu isso e viu também que os lamanitas estavam atravessando as fronteiras da terra, ficou sumamente irado com a obstinação daquele povo por cuja preservação ele trabalhara com tanto empenho; sim, ficou muito contrariado, enchendo-se-lhe a alma de ira contra eles.
15 E aconteceu que enviou uma petição com a voz do povo ao governador da terra, solicitando-lhe que a lesse e desse a ele (Morôni) poder para obrigar aqueles dissidentes a defenderem seu país ou para condená-los à morte.
16 Porque sua primeira preocupação era pôr termo àquelas contendas e dissensões entre o povo; porque eis que, até então, isso havia sido a causa de toda a sua destruição. E aconteceu que foi feito de acordo com a voz do povo.
17 E aconteceu que Morôni ordenou a seu exército que se lançasse contra os realistas para abater-lhes o orgulho e a altivez e derrubá-los por terra; ou deveriam pegar em armas e ajudar a apoiar a causa da liberdade.
18 E aconteceu que os exércitos marcharam contra eles; e abateram-lhes o orgulho e a altivez de tal modo que, ao pegarem em armas para lutar contra os homens de Morôni, foram logo mortos e derrubados por terra.
19 E aconteceu que era quatro mil o número dos dissidentes derrubados pela espada; e os seus chefes que não morreram na luta foram levados para a prisão, porque naquele momento não havia tempo para julgá-los.
20 E os restantes daqueles dissidentes, em vez de se deixarem matar pela espada, renderam-se ao estandarte da liberdade e foram compelidos a hastear o estandarte da liberdade em suas torres e em suas cidades e a pegar em armas para a defesa de seu país.
21 E assim Morôni pôs fim àqueles realistas, de modo que não restou homem algum que fosse conhecido pela denominação de realista; e, desta maneira, pôs fim à obstinação e ao orgulho daqueles que diziam ter sangue nobre; e foram obrigados a ser humildes como seus irmãos e a lutar valentemente em defesa de sua liberdade.
22 Então aconteceu que, enquanto Morôni estava assim acabando com as guerras e contendas entre seu próprio povo, sujeitando-o à paz e à civilização e fazendo regulamentos a fim de preparar-se para a guerra contra os lamanitas, eis que os lamanitas penetraram na terra de Morôni, situada nas fronteiras perto do mar.
23 E aconteceu que os nefitas não estavam suficientemente fortes na cidade de Morôni e, por isso, foram expulsos por Amaliquias, que matou muitos deles. E aconteceu que Amaliquias tomou posse da cidade, sim, apoderou-se de todas as suas fortificações.
24 E os que fugiram da cidade de Morôni foram para a cidade de Nefia; e também os habitantes da cidade de Leí reuniram-se e prepararam-se, ficando prontos para enfrentar os lamanitas.
25 Mas aconteceu que Amaliquias não permitiu que os lamanitas atacassem a cidade de Nefia, mas conservou-os perto do mar, deixando homens em todas as cidades para mantê-las e defendê-las.
26 E assim seguiu ele ocupando muitas cidades, a cidade de Nefia e a cidade de Leí e a cidade de Moriânton e a cidade de Ômner e a cidade de Gide e a cidade de Muleque, as quais ficavam todas situadas nas fronteiras do leste, perto do mar.
27 E assim, pela astúcia de Amaliquias, com suas inúmeras hostes os lamanitas se haviam apoderado de muitas cidades, as quais estavam todas fortificadas solidamente segundo o tipo das fortificações de Morôni; e todas elas serviram de fortaleza para os lamanitas.
28 E aconteceu que marcharam para as fronteiras da terra de Abundância, fazendo os nefitas retrocederem e matando muitos deles.
29 Mas aconteceu que foram enfrentados por Teâncum, que havia matado Moriânton e detido a fuga de seu povo.
30 E aconteceu que ele também deteve Amaliquias, que marchava com seu numeroso exército para apoderar-se da terra de Abundância e também da terra do norte.
31 Mas eis que Amaliquias ficou grandemente desapontado ao ser repelido por Teâncum e seus homens, que eram grandes guerreiros; pois cada um dos homens de Teâncum sobrepujava os lamanitas em força e destreza de guerra, de modo que obtiveram vantagem sobre os lamanitas.
32 E aconteceu que eles os atacaram e mataram até o escurecer. E aconteceu que Teâncum e seus homens armaram suas tendas nas fronteiras da terra de Abundância; e Amaliquias armou suas tendas na praia, nas fronteiras junto à costa; e deste modo foram eles rechaçados.
33 E aconteceu que, depois de anoitecer, Teâncum e seu servo saíram furtivamente e dirigiram-se ao acampamento de Amaliquias; e eis que o sono os havia dominado em virtude de sua grande fadiga, causada pelos labores e pelo calor do dia.
34 E aconteceu que Teâncum penetrou secretamente na tenda do rei e atravessou-lhe o coração com uma lança; e causou a morte imediata do rei, de modo que não chegou a despertar seus servos.
35 E regressou secretamente ao seu acampamento e eis que seus homens dormiam; e despertou-os e relatou-lhes tudo o que havia feito.
36 E fez com que seus exércitos ficassem de prontidão, por medo de que os lamanitas tivessem despertado e fossem atacá-los.
37 E assim terminou o vigésimo quinto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi; e assim terminaram os dias de Amaliquias.
CAPÍTULO 52
Amoron sucede a Amaliquias como rei dos lamanitas—Morôni, Teâncum e Leí guiam os nefitas em uma guerra vitoriosa contra os lamanitas—A cidade de Muleque é retomada e Jacó, o zoramita, é morto. Aproximadamente 66–64 a.C.
1 E ENTÃO aconteceu, no vigésimo sexto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, que quando despertaram na primeira manhã do primeiro mês, eis que os lamanitas descobriram que Amaliquias estava morto em sua tenda; e também viram que Teâncum estava pronto para atacá-los naquele dia.
2 E então, quando os lamanitas viram isso, ficaram amedrontados; e abandonando a idéia de marchar para a terra do norte, retiraram-se com todo o seu exército para a cidade de Muleque, procurando proteção em suas fortificações.
3 E aconteceu que o irmão de Amaliquias foi nomeado rei do povo; e seu nome era Amoron; assim, o rei Amoron, irmão do rei Amaliquias, foi nomeado para reinar em seu lugar.
4 E aconteceu que ordenou a seu povo que conservasse aquelas cidades que eles haviam tomado à custa de derramamento de sangue; porque eles não haviam tomado cidade alguma sem grande perda de sangue.
5 E vendo então Teâncum que os lamanitas estavam determinados a manter as cidades que haviam tomado, bem como as partes da terra das quais se haviam apoderado, e considerando também a enormidade de seu número, Teâncum achou prudente não tentar atacá-los em seus fortes.
6 Conservou, porém, seus homens em vários lugares, como se estivessem fazendo preparativos para a guerra; sim, e na verdade preparava-se para defender-se deles, erguendo muralhas em vários pontos e construindo lugares de refúgio.
7 E aconteceu que ele continuou assim se preparando para a guerra, até que Morôni lhe enviou um grande número de homens para fortalecerem seu exército.
8 E Morôni enviou-lhe também ordem de conservar todos os prisioneiros que lhe caíssem nas mãos, porque como os lamanitas haviam feito muitos prisioneiros, ele deveria conservar todos os prisioneiros dos lamanitas, como resgate por aqueles que os lamanitas haviam capturado.
9 E ordenou-lhe também que fortificasse a terra de Abundância e assegurasse a estreita passagem que levava à terra do norte, a fim de que os lamanitas não conquistassem aquele ponto e tivessem poder para atacá-los de todos os lados.
10 E Morôni também mandou dizer-lhe que defendesse cuidadosamente aquela parte da terra e que procurasse todas as oportunidades para castigar os lamanitas naquela parte, tanto quanto lhe fosse possível, para que talvez pudesse retomar, por meio de estratagema ou de alguma outra forma, as cidades circunvizinhas que haviam sido tiradas de suas mãos; e que ele também fortificasse e reforçasse todas as cidades que não haviam caído em poder dos lamanitas.
11 E ele também lhe disse: Reunir-me-ia a vós, mas eis que os lamanitas nos atacam nas fronteiras da terra, junto ao mar do oeste, e eis que eu vou enfrentá-los. Por essa razão não posso reunir-me a vós.
12 Ora, o rei (Amoron) havia deixado a terra de Zaraenla e levara ao conhecimento da rainha a morte de seu irmão; e reunira um grande número de homens e marchara contra os nefitas nas fronteiras junto ao mar do oeste.
13 E assim procurou atacar os nefitas e atrair uma parte de seu exército para aquela região da terra, enquanto dava ordem, àqueles que deixara para ocupar as cidades que ele tomara, de também atacarem os nefitas nas fronteiras, junto ao mar do leste; e de ocupar suas terras na medida do possível, segundo a força de seus exércitos.
14 E nessas perigosas circunstâncias achavam-se os nefitas no fim do vigésimo sexto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
15 Mas eis que aconteceu, no vigésimo sétimo ano do governo dos juízes, que Teâncum, comandado por Morôni—que havia colocado exércitos para proteger as fronteiras do sul e do oeste da terra e principiado sua marcha rumo à terra de Abundância, a fim de ajudar Teâncum e seus homens a retomarem as cidades que haviam perdido—
16 E aconteceu que Teâncum recebera ordem de atacar a cidade de Muleque e de retomá-la, se possível.
17 E aconteceu que Teâncum se preparou para atacar a cidade de Muleque e marchar com seu exército contra os lamanitas; verificou, porém, que era impossível dominá-los enquanto eles estivessem dentro de suas fortificações. Por conseguinte, desistiu desse propósito e retornou à cidade de Abundância para esperar a chegada de Morôni, que deveria reforçar seu exército.
18 E aconteceu que Morôni chegou com seu exército à terra de Abundância no fim do vigésimo sétimo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
19 E no começo do vigésimo oitavo ano, Morôni e Teâncum e muitos dos capitães-chefes realizaram um conselho de guerra a fim de decidirem o que poderiam fazer para que os lamanitas saíssem para batalhar contra eles; ou como poderiam, por algum meio, atraí-los para fora de suas fortalezas, a fim de obterem vantagem sobre eles e reconquistarem a cidade de Muleque.
20 E aconteceu que enviaram emissários ao comandante do exército dos lamanitas que protegia a cidade de Muleque, cujo nome era Jacó, convidando-o a sair com seus exércitos para enfrentá-los nas planícies entre as duas cidades. Mas eis que Jacó, que era zoramita, não quis sair com seu exército para enfrentá-los nas planícies.
21 E aconteceu que Morôni, não tendo mais esperança de enfrentá-los em igualdade de condições, recorreu portanto a um estratagema, a fim de atrair os lamanitas para fora de suas fortalezas.
22 Portanto fez com que Teâncum tomasse um pequeno número de homens e marchasse para perto da costa; e Morôni e seu exército seguiram durante a noite para o deserto, a oeste da cidade de Muleque; e assim, pela manhã, quando os guardas dos lamanitas descobriram Teâncum, correram para avisar Jacó, seu chefe.
23 E aconteceu que os exércitos dos lamanitas marcharam contra Teâncum, julgando que, por serem numerosos, dominariam Teâncum devido a seu número reduzido. E Teâncum, ao ver que o exército dos lamanitas avançava contra ele, começou a retroceder rumo ao norte, pela costa.
24 E aconteceu que quando viram que ele começou a fugir, os lamanitas armaram-se de coragem e começaram a persegui-los com vigor. E enquanto Teâncum ia assim atraindo para longe os lamanitas, que em vão os perseguiam, eis que Morôni ordenou a uma parte de seu exército que se achava com ele, que penetrasse na cidade e a ocupasse.
25 E eles assim fizeram e mataram todos os que haviam sido deixados para proteger a cidade, sim, todos aqueles que não quiseram entregar suas armas de guerra.
26 E assim Morôni se apoderou da cidade de Muleque com uma parte de seu exército, enquanto marchava com os soldados restantes para enfrentar os lamanitas quando voltassem da perseguição a Teâncum.
27 E aconteceu que os lamanitas perseguiram Teâncum até perto da cidade de Abundância, onde Leí os enfrentou com um pequeno exército que havia sido deixado para proteger a cidade de Abundância.
28 E então eis que quando os capitães-chefes dos lamanitas viram Leí com seu exército marchando contra eles, fugiram em grande confusão, temendo não chegar à cidade de Muleque antes que Leí os alcançasse; pois estavam cansados em virtude de sua marcha; e os homens de Leí estavam descansados.
29 Ora, os lamanitas não sabiam que Morôni se achava em sua retaguarda com seu exército; e tudo o que temiam era Leí e seus homens.
30 Ora, Leí não desejava alcançá-los até que encontrassem Morôni e seu exército.
31 E aconteceu que antes que tivessem retrocedido muito, os lamanitas foram cercados pelos nefitas, pelos homens de Morôni de um lado e, do outro, pelos de Leí, todos eles descansados e cheios de vigor; os lamanitas, porém, estavam cansados por causa da sua longa marcha.
32 E Morôni ordenou a seus homens que os atacassem até que entregassem suas armas de guerra.
33 E aconteceu que Jacó, sendo seu chefe, sendo também zoramita e tendo um espírito indomável, levou os lamanitas a batalharem contra Morôni com grande fúria.
34 Achando-se Morôni no caminho deles, Jacó portanto decidiu matá-los e abrir caminho para a cidade de Muleque. Mas eis que Morôni e seus homens eram mais fortes; portanto não deram passagem aos lamanitas.
35 E aconteceu que lutaram com grande furor de ambos os lados; e houve muitos mortos de parte a parte; sim, e Morôni foi ferido e Jacó, morto.
36 E com tal fúria Leí e seus fortes homens atacaram sua retaguarda que os lamanitas, na retaguarda, entregaram suas armas de guerra; e os restantes, estando muito confusos, não sabiam para onde ir ou onde atacar.
37 Ora, Morôni, vendo essa confusão, disse-lhes: Se trouxerdes vossas armas de guerra e as entregardes, eis que evitaremos derramar vosso sangue.
38 E aconteceu que quando os lamanitas ouviram estas palavras, seus capitães-chefes—todos os que não haviam sido mortos—adiantaram-se e depuseram suas armas de guerra aos pés de Morôni, ordenando também a seus homens que fizessem o mesmo.
39 Mas eis que muitos não o fizeram; e aqueles que não entregaram suas espadas foram presos e amarrados; e suas armas de guerra foram apreendidas; e foram obrigados a marchar com seus irmãos para a terra de Abundância.
40 Ora, o número de prisioneiros feitos era superior ao número de mortos, sim, superior ao número de mortos de ambos os lados.
CAPÍTULO 53
Os prisioneiros lamanitas são usados para fortificar a cidade de Abundância—Dissensões entre os nefitas dão lugar a vitórias lamanitas—Helamã assume o comando de dois mil jovens, filhos do povo de Amon. Aproximadamente 64–63 a.C.
1 E ACONTECEU que puseram guardas para vigiar os prisioneiros lamanitas e obrigaram-nos a enterrar seus mortos, sim, e também os mortos dos nefitas; e Morôni colocou homens para vigiá-los enquanto executavam seus trabalhos.
2 E Morôni dirigiu-se à cidade de Muleque, com Leí; e assumiu o comando da cidade e passou-o a Leí. Ora, eis que este Leí era um homem que havia estado com Morôni na maior parte de suas batalhas; e era um homem como Morôni e regozijavam-se com a segurança um do outro; sim, amavam-se um ao outro e eram também amados por todo o povo de Néfi.
3 E aconteceu que depois de haverem os lamanitas terminado de sepultar seus mortos e também os mortos dos nefitas, foram levados de volta à terra de Abundância; e Teâncum, por ordem de Morôni, fez com que eles começassem a trabalhar na construção de um fosso ao redor da terra, ou seja, da cidade de Abundância.
4 E fez com que eles construíssem um parapeito de madeira sobre a borda interior do fosso; e eles atiraram a terra desse fosso contra o parapeito de madeira; e assim fizeram com que os lamanitas trabalhassem até cercar a cidade de Abundância com uma forte muralha de madeira e terra, de grande altura.
Äàòà ïóáëèêîâàíèÿ: 2014-11-18; Ïðî÷èòàíî: 185 | Íàðóøåíèå àâòîðñêîãî ïðàâà ñòðàíèöû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!
