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Ãëàâíàÿ Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû! | |
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14 E agora, eis que vos digo: Tenho muito medo de que os julgamentos de Deus recaiam sobre este povo por causa de sua extrema indolência, sim, a indolência de nosso governo e sua extrema negligência para com seus irmãos, sim, para com aqueles que foram mortos.
15 Porque, se não fosse pela iniqüidade que se iniciou com nossos governantes, poderíamos ter resistido a nossos inimigos, de modo que nenhum poder eles teriam tido sobre nós.
16 Sim, se não fosse pela guerra que surgiu entre nós; sim, se não fosse por esses realistas que tanto derramamento de sangue causaram em nosso meio; sim, se em lugar de havermos lutado entre nós, houvéssemos reunido nossas forças como fizemos até agora; sim, não fosse o anseio de poder e autoridade sobre nós que possuíam os realistas; tivessem eles sido fiéis à causa da nossa liberdade, unindo-se a nós e marchado contra nossos inimigos, em vez de tomarem suas espadas contra nós, causando tanto derramamento de sangue; sim, se tivéssemos marchado contra eles na força do Senhor, teríamos dispersado nossos inimigos, porque isso teria sido feito segundo o cumprimento de sua palavra.
17 Mas eis que agora os lamanitas estão caindo sobre nós, apoderando-se de nossas terras e assassinando nosso povo pela espada, sim, nossas mulheres e nossos filhos; e levando-os também como prisioneiros e fazendo-os sofrer toda sorte de aflições; e isto por causa da grande iniqüidade daqueles que estão buscando o poder e a autoridade, sim, os realistas.
18 Por que deveria eu estender-me sobre este assunto? Porque não sabemos se estais tentando obter autoridade. Não sabemos se vós sois também traidores de nosso país.
19 Ou será que nos negligenciastes por vos achardes no coração de nosso país, cercados de segurança e, por isso, não nos mandastes alimentos nem homens para reforçar nossos exércitos?
20 Haveis esquecido os mandamentos do Senhor vosso Deus? Sim, haveis esquecido o cativeiro de nossos pais? Haveis esquecido as muitas vezes que fomos libertados das mãos de nossos inimigos?
21 Ou pensais que o Senhor continuará a livrar-nos enquanto nos sentamos em nossos tronos e não fazemos uso dos meios que o Senhor nos concedeu?
22 Sim, permanecereis na ociosidade, rodeados de milhares, sim, dezenas de milhares que também permanecem na ociosidade, enquanto nas fronteiras da terra há milhares que estão caindo pela espada, sim, feridos e sangrando?
23 Pensais passar por inocentes aos olhos de Deus, permanecendo inertes a contemplar estas coisas? Eis que vos digo que não. Ora, gostaria de lembrar-vos que Deus disse que se deve limpar primeiro o vaso interior e depois se limpará também o vaso exterior.
24 E agora, a não ser que vos arrependais do que haveis feito e que comeceis a agir e a enviar alimentos e homens, procedendo da mesma forma para com Helamã, a fim de que ele possa defender as partes de nosso país reconquistadas por ele e para que também reconquistemos o restante de nossas terras nessas partes, eis que nos veremos obrigados a não mais batalhar contra os lamanitas até que limpemos nosso vaso interior, sim, o grande cabeça de nosso governo.
25 E a não ser que concordeis com minha epístola e demonstreis um verdadeiro espírito de liberdade e vos esforceis para fortalecer e reforçar nossos exércitos e lhes concedais alimentos para seu sustento, eis que deixarei parte de meus homens livres para defenderem esta parte de nossa terra e deixarei com eles a força e a bênção de Deus, a fim de que nenhum outro poder prevaleça contra eles—
26 E isso em virtude de sua grande fé e paciência nas tribulações—
27 E irei até vós; e se houver algum de vós que aspire à liberdade, sim, se restar ainda uma centelha que seja de liberdade, eis que fomentarei insurreições entre vós até que sejam extintos os que querem usurpar o poder e a autoridade.
28 Sim, eis que não temo vosso poder nem vossa autoridade, mas é a meu Deus que eu temo; e é de acordo com seus mandamentos que empunho minha espada para defender a causa de meu país; e é por causa de vossa iniqüidade que sofremos tantas perdas.
29 Eis que é hora, sim, é chegada a hora em que, a não ser que vos apresseis para defender vosso país e vossos pequeninos, a espada da justiça que pende sobre vós cairá sobre vós e visitar-vos-á até vossa completa destruição.
30 Eis que espero vossa ajuda; e a não ser que nos socorrais, eis que irei até vós, sim, na terra de Zaraenla; e golpear-vos-ei com a espada, de modo que já não tereis poder para impedir o progresso deste povo na causa de nossa liberdade.
31 Porque eis que o Senhor não permitirá que vivais e vos torneis fortes em vossas iniqüidades, para destruirdes seu povo justo.
32 Eis que podeis supor que o Senhor vos poupará e condenará os lamanitas, quando foi a tradição dos pais deles que causou seu ódio, sim, e este foi redobrado por aqueles que dissentiram de nós, enquanto a vossa iniqüidade teve origem no amor à glória e às coisas vãs do mundo?
33 Sabeis que estais transgredindo as leis de Deus e que as espezinhais. Eis que o Senhor me disse: Se aqueles a quem escolhestes para governantes não se arrependerem de seus pecados e iniqüidades, subireis para batalhar contra eles.
34 E agora eis que eu, Morôni, estou obrigado, segundo o convênio que fiz, a obedecer aos mandamentos de Deus; portanto desejaria que obedecêsseis à palavra de Deus e me enviásseis rapidamente vossas provisões e vossos homens; e também a Helamã.
35 E eis que, se assim não procederdes, irei até vós rapidamente; porque eis que Deus não permitirá que pereçamos de fome; portanto ele nos dará do vosso alimento, ainda que seja pela espada. Agora tratai de cumprir a palavra de Deus.
36 Eis que eu sou Morôni, vosso capitão-chefe. Não busco poder, mas procuro abatê-lo. Não busco as honras do mundo, mas a glória de meu Deus e a liberdade e bem-estar de meu país. E assim termino minha epístola.
CAPÍTULO 61
Paorã informa Morôni da insurreição e revolta contra o governo—Os realistas tomam Zaraenla e fazem aliança com os lamanitas—Paorã pede ajuda militar contra os rebeldes. Aproximadamente 62 a.C.
1 EIS que aconteceu então que, logo após haver Morôni enviado sua epístola ao governador-chefe, recebeu uma resposta de Paorã, o governador-chefe. E são estas as palavras que recebeu:
2 Eu, Paorã, que sou governador-chefe desta terra, envio estas palavras a Morôni, capitão-chefe do exército. Eis que te digo, Morôni, que não me regozijo com vossas grandes aflições; sim, elas afligem-me a alma.
3 Eis, porém, que há quem se regozije com vossas aflições; sim, a ponto de rebelarem-se contra mim e também contra aqueles de meu povo que são homens livres; sim, e os que se rebelaram são muito numerosos.
4 E os que tentaram se apoderar de minha cadeira de juiz são a causa desta grande iniqüidade; pois usaram de grandes lisonjas e influenciaram o coração de muitos, o que será motivo de severas aflições entre nós; eles retiveram nossas provisões e intimidaram nossos homens livres, de modo que não foram ter convosco.
5 E eis que eles me fizeram retroceder e fugi para a terra de Gideão com todos os homens que me foi possível reunir.
6 E eis que enviei uma proclamação a toda esta parte da terra; e eis que eles se estão juntando a nós em grande número, diariamente, para pegar em armas na defesa de seu país e de sua liberdade; e para vingar as nossas afrontas.
7 E eles juntaram-se a nós, de modo que aqueles que se rebelaram contra nós estão sendo desafiados; sim, de modo que nos temem e não ousam vir guerrear-nos.
8 Eles apoderaram-se da terra, ou seja, da cidade de Zaraenla; nomearam um rei para eles, o qual escreveu ao rei dos lamanitas, fazendo com ele aliança. Nessa aliança ele concordou em manter a cidade de Zaraenla, supondo que, assim fazendo, possibilitará aos lamanitas a conquista do restante da terra e será proclamado rei deste povo, quando forem conquistados pelos lamanitas.
9 E agora, em tua epístola censuraste-me, mas isso não importa. Não estou zangado; antes, regozijo-me pela grandeza de teu coração. Eu, Paorã, não busco poder; procuro somente conservar minha cadeira de juiz para preservar os direitos e a liberdade de meu povo. Minha alma permanece firme nessa liberdade com a qual Deus nos fez livres.
10 E agora, eis que resistiremos à iniqüidade, mesmo com derramamento de sangue. E não derramaríamos o sangue dos lamanitas se eles permanecessem em sua própria terra.
11 Não derramaríamos o sangue de nossos irmãos se eles não se rebelassem e levantassem a espada contra nós.
12 Submeter-nos-íamos ao jugo da servidão, se isso fosse requisito da justiça de Deus ou se ele nos ordenasse que o fizéssemos.
13 Mas eis que ele não manda que nos submetamos aos nossos inimigos, mas que tenhamos confiança nele e ele nos livrará.
14 Portanto, meu amado irmão Morôni, resistamos ao mal; e ao mal que não pudermos resistir com nossas palavras, sim, como revoltas e dissensões, resistamos com nossas espadas, a fim de conservarmos nossa liberdade, a fim de regozijarmo-nos no grande privilégio de nossa igreja e na causa de nosso Redentor e nosso Deus.
15 Portanto vem a mim rapidamente com alguns de teus homens e deixa os restantes sob o comando de Leí e Teâncum; dá-lhes autoridade para dirigirem a guerra nessa parte da terra segundo o Espírito de Deus, que é também o espírito de liberdade que está neles.
16 Eis que lhes mandei algumas provisões para que não pereçam, até que possas juntar-te a mim.
17 Reúne todas as forças que puderes, durante tua marcha para cá, e seguiremos rapidamente contra aqueles dissidentes, com a força de nosso Deus, segundo a fé que possuímos.
18 E ocuparemos a cidade de Zaraenla, a fim de obter mais víveres para serem enviados a Leí e a Teâncum; sim, marcharemos contra eles com a força do Senhor e poremos fim a esta grande iniqüidade.
19 E agora, Morôni, alegro-me por haver recebido tua epístola, porque estava um tanto preocupado quanto ao que deveríamos fazer, se era justo marchar contra nossos irmãos.
20 Disseste, porém, que, a não ser que se arrependam, o Senhor te ordenou que marchásses contra eles.
21 Procura fortalecer Leí e Teâncum no Senhor; dize-lhes que nada temam, porque Deus os livrará; sim, e também todos os que permanecerem firmes na liberdade com que Deus os fez livres. E agora termino minha epístola a meu amado irmão Morôni.
CAPÍTULO 62
Morôni marcha em auxílio de Paorã, na terra de Gideão—Os realistas que se recusam a defender seu país são executados—Paorã e Morôni retomam Nefia—Muitos lamanitas juntam-se ao povo de Amon—Teâncum mata Amoron e, por sua vez, é morto—Os lamanitas são expulsos da terra e a paz é estabelecida—Helamã retorna ao ministério e edifica a Igreja. Aproximadamente 62–57 a.C.
1 E ENTÃO aconteceu que quando Morôni recebeu esta epístola, seu coração encheu-se de coragem e de imensa alegria, devido à fidelidade de Paorã e por não ser ele um traidor da liberdade e da causa de sua pátria;
2 Mas também se lamentou muito por causa da iniqüidade daqueles que afastaram Paorã da cadeira de juiz, sim, em suma, por causa daqueles que se rebelaram contra seu país e seu Deus.
3 E aconteceu que Morôni tomou um pequeno número de homens, segundo o desejo de Paorã, e entregou a Leí e a Teâncum o comando do restante de seu exército e marchou para a terra de Gideão.
4 E hasteou o estandarte da liberdade em todos os lugares em que entrou e incorporou todas as forças que pôde em sua marcha para a terra de Gideão.
5 E aconteceu que milhares se reuniram sob seu estandarte e empunharam as espadas em defesa de sua liberdade, a fim de não caírem em cativeiro.
6 E assim, quando Morôni reuniu todos os homens que lhe foi possível no transcurso de sua marcha, dirigiu-se para a terra de Gideão; e unindo suas forças às de Paorã, tornaram-se muito fortes, até mais fortes que os homens de Pácus, rei dos dissidentes que haviam expulsado os homens livres da terra de Zaraenla e ocupado a terra.
7 E aconteceu que Morôni e Paorã desceram com seus exércitos à terra de Zaraenla e marcharam contra a cidade; e enfrentaram os homens de Pácus, batalhando contra eles.
8 E eis que Pácus foi morto, seus homens foram aprisionados e Paorã foi reconduzido à cadeira de juiz.
9 E os homens de Pácus foram julgados de acordo com a lei, o mesmo acontecendo aos realistas que haviam sido dominados e presos; e foram executados segundo a lei; sim, os homens de Pácus e os realistas, todos os que não quiseram pegar em armas na defesa de seu país, mas que lutaram contra ele, foram executados.
10 E assim, foi necessária a observância rigorosa dessa lei para segurança do país. Sim, e todos os que negavam sua liberdade eram rapidamente executados de acordo com a lei.
11 E assim terminou o trigésimo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, tendo Morôni e Paorã restaurado a paz na terra de Zaraenla entre seu próprio povo, tendo infligido a morte a todos os que não eram fiéis à causa da liberdade.
12 E aconteceu, no começo do trigésimo primeiro ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, que Morôni providenciou o envio imediato de provisões e também enviou um exército de seis mil homens a Helamã, a fim de ajudá-lo a defender aquela parte da terra.
13 E também providenciou para que um exército de seis mil homens, com suficiente quantidade de víveres, fosse enviado aos exércitos de Leí e Teâncum. E aconteceu que isto foi feito para fortificar a terra contra os lamanitas.
14 E aconteceu que Morôni e Paorã, tendo deixado um grande número de homens na terra de Zaraenla, marcharam com um grande numero de homens em direção à terra de Nefia, dispostos a derrotar os lamanitas naquela cidade.
15 E aconteceu que quando marchavam para aquela terra, capturaram um grande número de lamanitas e mataram muitos deles; e apoderaram-se de suas provisões e armas de guerra.
16 E aconteceu que depois de havê-los capturado, obrigaram-nos a fazer um convênio de que não mais pegariam suas armas de guerra contra os nefitas.
17 E após terem feito este convênio, enviaram-nos para habitar com o povo de Amon; e era de aproximadamente quatro mil o número dos que não haviam sido mortos.
18 E aconteceu que após tê-los despedido, continuaram sua marcha em direção à terra de Nefia. E aconteceu que quando chegaram à cidade de Nefia, armaram suas tendas nas planícies de Nefia, que ficam próximas à cidade de Nefia.
19 Ora, Morôni desejava que os lamanitas saíssem para batalhar contra eles nas planícies; mas os lamanitas, sabendo de sua grande coragem e vendo como eram numerosos, não ousaram sair contra eles; portanto não saíram para combatê-los naquele dia.
20 E quando anoiteceu, Morôni saiu na escuridão da noite e subiu ao alto da muralha para descobrir em que parte da cidade os lamanitas se achavam acampados com seu exército.
21 E aconteceu que eles se encontravam no leste, perto da entrada; e estavam todos dormindo. E então Morôni voltou para seu exército e fez com que preparassem rapidamente fortes cordas e escadas, a fim de serem descidas, do alto da muralha, para o seu interior.
22 E aconteceu que Morôni fez com que seus homens avançassem e galgassem o alto da muralha e descessem naquela parte da cidade, sim, na parte ocidental, onde os lamanitas não se achavam acampados com seus exércitos.
23 E aconteceu que todos desceram à cidade durante a noite, pelas suas fortes cordas e escadas; assim, quando amanheceu, estavam todos dentro das muralhas da cidade.
24 E então, quando acordaram e viram que os exércitos de Morôni se achavam dentro das muralhas, os lamanitas ficaram tão amedrontados que fugiram pela passagem.
25 E então, quando viu que estavam fugindo dele, Morôni fez com que seus homens marchassem contra eles; e mataram muitos e cercaram muitos outros e aprisionaram-nos; e os restantes fugiram para a terra de Morôni, que ficava nas fronteiras junto à costa.
26 Assim, Morôni e Paorã ocuparam a cidade de Nefia sem perder um só homem; e muitos dos lamanitas foram mortos.
27 Ora, aconteceu que muitos dos lamanitas que foram aprisionados desejavam juntar-se ao povo de Amon e tornar-se um povo livre.
28 E aconteceu que a todos os que manifestaram esse desejo, foi concedido segundo seus desejos.
29 De modo que todos os prisioneiros lamanitas se uniram ao povo de Amon e começaram a trabalhar com afã, lavrando a terra, semeando toda espécie de grãos e criando rebanhos e manadas de toda espécie; e assim os nefitas foram aliviados de uma grande carga; sim, pois viram-se livres de todos os prisioneiros lamanitas.
30 Ora, aconteceu que Morôni, depois de haver ocupado a cidade de Nefia—tendo feito muitos prisioneiros, o que reduziu consideravelmente os exércitos dos lamanitas; e tendo recuperado muitos nefitas que haviam sido presos, o que reforçou consideravelmente o exército de Morôni—saiu Morôni por essa razão da terra de Nefia para a terra de Leí.
31 E aconteceu que quando viram que Morôni marchava contra eles, os lamanitas novamente ficaram amedrontados e fugiram do exército de Morôni.
32 E aconteceu que Morôni e seu exército os perseguiram de cidade em cidade até que encontraram Leí e Teâncum. E os lamanitas fugiram de Leí e Teâncum e desceram pelas fronteiras perto da costa, até chegarem à terra de Morôni.
33 E todos os exércitos dos lamanitas reuniram-se formando um só corpo, na terra de Morôni. Ora, Amoron, rei dos lamanitas, estava também com eles.
34 E aconteceu que Morôni e Leí e Teâncum acamparam com seus exércitos nas fronteiras da terra de Morôni, de modo que os lamanitas ficaram cercados, nas fronteiras, pelo deserto ao sul; e, nas fronteiras, pelo deserto a leste.
35 E assim acamparam para passar a noite. Porque eis que tanto os nefitas como os lamanitas estavam cansados, em virtude da extensa marcha; portanto não formularam estratagema algum durante a noite, com exceção de Teâncum; pois ele estava extremamente irado contra Amoron, visto que considerava Amoron e Amaliquias, seu irmão, a causa dessa grande e duradoura guerra entre eles e os lamanitas, a qual resultara em tanta luta e derramamento de sangue, sim, e em tanta fome.
36 E aconteceu que Teâncum, em sua ira, penetrou no acampamento dos lamanitas, descendo pelas muralhas da cidade. E foi de lugar em lugar, com uma corda, até que encontrou o rei; e arremessou-lhe uma lança que penetrou junto ao coração. Mas eis que o rei, antes de morrer, despertou seus servos, de modo que eles perseguiram Teâncum e mataram-no.
37 Ora, aconteceu que quando souberam que Teâncum estava morto, Leí e Morôni ficaram muito tristes; porque eis que ele havia sido um homem que lutara valentemente por seu país, sim, um verdadeiro amigo da liberdade; e havia passado por muitas e grandes aflições. Eis, porém, que estava morto e seguira o caminho de toda a Terra.
38 Ora, aconteceu que na manhã seguinte Morôni avançou contra os lamanitas, matando-os em uma grande carnificina; e expulsaram-nos da terra; e eles fugiram, não voltando mais, naquela ocasião, a atacar os nefitas.
39 E assim terminou o trigésimo primeiro ano em que os juízes governaram o povo de Néfi; e eles haviam tido guerras e derramamento de sangue e fome e aflições pelo espaço de muitos anos.
40 E houvera muitos crimes e contendas e dissensões e toda sorte de iniqüidades entre o povo de Néfi; no entanto, por amor aos justos, sim, por causa das orações dos justos, eles foram poupados.
41 Mas eis que, por causa da longa duração da guerra entre nefitas e lamanitas, muitos se tornaram insensíveis devido à longa duração da guerra; e muitos foram abrandados em virtude de suas aflições, de modo que se humilharam perante Deus com a mais profunda humildade.
42 E aconteceu que depois de haver fortificado as partes da terra que estavam mais expostas aos lamanitas, até se tornarem suficientemente fortes, Morôni voltou para a cidade de Zaraenla; e também Helamã regressou ao local de sua herança; e uma vez mais houve paz entre o povo de Néfi.
43 E Morôni entregou o comando de seus exércitos às mãos de seu filho, cujo nome era Moronia; e retirou-se para sua própria casa, a fim de passar o resto de seus dias em paz.
44 E Paorã voltou para a cadeira de juiz; e Helamã voltou a pregar ao povo a palavra de Deus; pois em vista de tantas guerras e contendas, tornara-se necessário que novamente se procedesse a uma regulamentação na igreja.
45 Portanto Helamã e seus irmãos saíram declarando a palavra de Deus com grande poder, convencendo a muitos de suas iniqüidades, o que fez com que se arrependessem de seus pecados e fossem batizados para o Senhor seu Deus.
46 E aconteceu que organizaram novamente a igreja de Deus por toda a terra.
47 Sim, e foram feitos regulamentos relativos à lei. E foram escolhidos os seus juízes e os seus juízes superiores.
48 E o povo de Néfi começou outra vez a prosperar na terra e a multiplicar-se e a tornar-se novamente muito poderoso. E principiaram a ficar excessivamente ricos.
49 Entretanto, apesar de suas riquezas, de seu poder e de sua prosperidade, não se encheram de orgulho nem eram vagarosos em lembrar-se do Senhor seu Deus; mas humilhavam-se profundamente perante ele.
50 Sim, lembravam-se das grandes coisas que o Senhor havia feito por eles, de que os havia livrado da morte e do cativeiro e de prisões e de toda sorte de sofrimentos; e de que ele os havia libertado das mãos de seus inimigos.
51 E oravam constantemente ao Senhor seu Deus, tanto que o Senhor os abençoou segundo sua palavra, de modo que se tornaram fortes e prosperaram na terra.
52 E aconteceu que todas essas coisas foram feitas. E Helamã morreu no trigésimo quinto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
CAPÍTULO 63
Siblon e, posteriormente, Helamã tomam posse dos registros sagrados—Muitos nefitas viajam para a terra do norte—Hagote constrói navios que navegam no mar do oeste—Moronia derrota os lamanitas em batalha. Aproximadamente 56–52 a.C.
1 E ACONTECEU, no começo do trigésimo sexto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, que Siblon se encarregou das coisas sagradas que Alma havia confiado a Helamã.
2 E ele era um homem justo e andava retamente perante Deus; e procurava praticar continuamente o bem e guardar os mandamentos do Senhor seu Deus; e o mesmo fazia seu irmão.
3 E aconteceu que Morôni também morreu; e assim terminou o trigésimo sexto ano do governo dos juízes.
4 E aconteceu que no trigésimo sétimo ano do governo dos juízes, um grande grupo, composto de cerca de cinco mil e quatrocentos homens com suas mulheres e filhos, saiu de Zaraenla para a terra que ficava ao norte.
5 E aconteceu que Hagote, que era um homem muito curioso, construiu um navio muito grande nos limites da terra de Abundância, perto da terra de Desolação, e lançou-o ao mar do oeste, perto da estreita faixa de terra que conduzia à terra do norte.
6 E eis que muitos nefitas e também muitas mulheres e crianças nele embarcaram com muitas provisões e navegaram rumo ao norte. E assim terminou o trigésimo sétimo ano.
7 E no trigésimo oitavo ano, esse homem construiu outros navios. E o primeiro navio também voltou, nele embarcando muito mais gente; e eles levaram muitas provisões, partindo novamente para a terra do norte.
8 E aconteceu que nunca mais se soube deles. E supomos que se tenham afogado nas profundezas do mar. E aconteceu que um outro navio também partiu; e para onde foi, não sabemos.
9 E aconteceu que nesse ano muita gente foi para a terra do norte; e assim terminou o trigésimo oitavo ano.
10 E aconteceu que no trigésimo nono ano do governo dos juízes, Siblon também morreu e Coriânton havia ido à terra do norte, em um navio, para levar provisões ao povo que fora para aquela terra.
11 Portanto se tornou necessário que, antes de sua morte, Siblon entregasse as coisas sagradas ao filho de Helamã, que se chamava Helamã, sendo chamado pelo nome de seu pai.
12 Ora, eis que todas aquelas gravações que se achavam em poder de Helamã foram transcritas e transmitidas aos filhos dos homens por toda a terra, excetuando-se as partes que Alma havia ordenado que não fossem reveladas.
13 Não obstante, essas coisas deviam ser conservadas como sagradas e transmitidas de uma geração à outra; portanto nesse ano haviam sido confiadas a Helamã, antes da morte de Siblon.
14 E aconteceu, também nesse ano, que houve alguns dissidentes que se juntaram aos lamanitas; e novamente foram incitados à ira contra os nefitas.
15 E também, nesse mesmo ano desceram com um numeroso exército para guerrear o povo de Moronia, ou seja, o exército de Moronia, sendo derrotados e repelidos novamente para suas próprias terras, sofrendo grandes perdas.
16 E assim terminou o trigésimo nono ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
17 E assim terminou o relato de Alma e de Helamã, seu filho, e também de Siblon, que era seu filho.
LIVRO DE
HELAMÃ
Capítulos:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16
Relato sobre os nefitas. Suas guerras, contendas e dissensões. E também as profecias de muitos santos profetas antes da vinda de Cristo, segundo os registros de Helamã, que era filho de Helamã, e também segundo os registros de seus filhos até a vinda de Cristo. Muitos lamanitas são convertidos. Relato de sua conversão. Relato da retidão dos lamanitas e das iniqüidades e abominações dos nefitas, segundo o registro de Helamã e seus filhos, até a vinda de Cristo, relato esse chamado Livro de Helamã.
Äàòà ïóáëèêîâàíèÿ: 2014-11-18; Ïðî÷èòàíî: 158 | Íàðóøåíèå àâòîðñêîãî ïðàâà ñòðàíèöû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!
