Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 33 ñòðàíèöà



23 Mas aconteceu que tão logo partiram para o deserto, Morôni enviou espias ao deserto para vigiar seu acampamento; e Morôni também, tendo conhecimento das profecias de Alma, enviou-lhe alguns homens, pedindo-lhe que perguntasse ao Senhor aonde os exércitos dos nefitas deveriam ir, a fim de defenderem-se dos lamanitas.

24 E aconteceu que a palavra do Senhor veio a Alma e Alma informou aos mensageiros de Morôni que os exércitos dos lamanitas estavam marchando pelo deserto, para chegarem à terra de Mânti e principiarem a atacar a parte mais fraca do povo. E esses mensageiros levaram a mensagem a Morôni.

25 Ora, Morôni, deixando uma parte de seu exército na terra de Jérson para que de nenhuma forma uma parte dos lamanitas entrasse naquela terra e se apoderasse da cidade, tomou a parte restante de seu exército e marchou para a terra de Mânti.

26 E fez com que todo o povo daquela parte da terra se juntasse para combater os lamanitas, a fim de defender suas terras e seu país, seus direitos e sua liberdade; por conseguinte, estavam preparados para a hora da chegada dos lamanitas.

27 E aconteceu que Morôni fez com que seu exército se escondesse no vale próximo às margens do rio Sidon, que ficava situado a oeste do rio Sidon, no deserto.

28 E Morôni espalhou espias por vários lugares, a fim de saber quando o exército lamanita chegaria.

29 E então, como Morôni sabia da intenção dos lamanitas, que era destruir seus irmãos ou subjugá-los e torná-los escravos a fim de estabelecerem um reino para si próprios por toda a terra;

30 E também sabendo ele que o único desejo dos nefitas era preservar suas terras e sua liberdade e sua igreja, não considerou pecado, portanto, defendê-los por meio de estratagemas; assim descobriu, por intermédio de seus espias, qual o caminho que os lamanitas iriam seguir.

31 Por essa razão dividiu o exército, levando uma parte para o vale e ocultando-a a leste e ao sul da colina de Ripla;

32 E o restante ele ocultou no vale do oeste, a oeste do rio Sidon, e assim entrando pelas fronteiras da terra de Mânti.

33 Dessa forma, havendo disposto o exército segundo seu desejo, estava ele preparado para enfrentá-los.

34 E aconteceu que os lamanitas subiram pelo norte da colina onde se achava escondida uma parte do exército de Morôni.

35 E assim que os lamanitas passaram pela colina de Ripla e entraram no vale e começaram a atravessar o rio Sidon, o exército que estava escondido ao sul da colina, comandado por um homem chamado Leí, avançou e cercou os lamanitas na parte leste de sua retaguarda.

36 E aconteceu que quando perceberam que os nefitas avançavam contra eles pela retaguarda, os lamanitas voltaram-se e começaram a lutar com o exército de Leí.

37 E começou a matança em ambas as facções, porém foi mais terrível entre os lamanitas, porque sua nudez estava exposta aos violentos golpes dos nefitas que, com suas espadas e cimitarras, os feriam mortalmente quase a cada golpe.

38 Enquanto isso, nas fileiras dos nefitas, apenas de vez em quando caía um homem pela espada e por perda de sangue, pois achavam-se protegidos nas partes mais vitais do corpo, ou seja, as partes mais vitais do corpo estavam protegidas dos golpes dos lamanitas por suas couraças e seus escudos e seus capacetes; e assim os nefitas continuaram a espalhar a morte entre os lamanitas.

39 E aconteceu que os lamanitas se apavoraram por causa da grande destruição entre eles e começaram a fugir em direção ao rio Sidon.

40 E foram perseguidos por Leí e seus homens; e foram impelidos por Leí para as águas do Sidon e atravessaram as águas do Sidon. E Leí deteve seus exércitos na margem do rio Sidon, para que não o cruzassem.

41 E aconteceu que Morôni e seu exército enfrentaram os lamanitas no vale, na outra margem do rio Sidon, e começaram a atacá-los e a matá-los.

42 E os lamanitas novamente fugiram deles em direção à terra de Mânti e foram outra vez atacados pelos exércitos de Morôni.

43 Ora, desta vez os lamanitas lutaram ferozmente, sim, nunca se soubera que os lamanitas houvessem lutado com tão grande força e coragem; não, nunca, desde o princípio.

44 E foram movidos pelos zoramitas e amalequitas, que eram seus capitães-chefes e comandantes; e por Zeraemna, que era seu capitão-chefe, ou seja, seu principal chefe e comandante; sim, lutaram como dragões e muitos dos nefitas pereceram em suas mãos, sim, porque eles partiram em dois muitos dos seus capacetes e perfuraram muitas de suas couraças e cortaram os braços de muitos; e assim os lamanitas lutaram com raiva feroz.

45 Não obstante, os nefitas eram movidos por uma causa melhor, porque não estavam lutando pela monarquia nem pelo poder, mas lutavam por seus lares e sua liberdade, suas esposas e seus filhos e por tudo que possuíam; sim, por seus ritos de adoração e sua igreja.

46 E faziam o que consideravam ser seu dever perante Deus; porque o Senhor lhes dissera, bem como a seus pais: Se não fordes culpados da primeira ofensa nem da segunda, não vos deixareis matar pelas mãos de vossos inimigos.

47 E novamente disse o Senhor: Defendereis vossas famílias mesmo até o derramamento de sangue. Por esta razão estavam os nefitas lutando com os lamanitas, a fim de defenderem-se, defenderem suas famílias e suas terras, seu país e seus direitos e sua religião.

48 E aconteceu que quando viram a ferocidade e a ira dos lamanitas, os homens de Morôni quiseram recuar e fugir deles. E Morôni, percebendo seu intento, enviou-lhes mensagens que lhes inspiraram o coração com estes pensamentos—sim, pensamentos sobre suas terras, sua liberdade, sim, sua libertação do cativeiro.

49 E aconteceu que eles voltaram a atacar os lamanitas e clamaram a uma só voz ao Senhor seu Deus por sua liberdade e sua libertação do cativeiro.

50 E começaram a resistir aos lamanitas com vigor; e na mesma hora em que clamaram ao Senhor por sua liberdade, os lamanitas começaram a fugir deles; e fugiram até às águas do Sidon.

51 Ora, os lamanitas eram mais numerosos, sim, mais que o dobro dos nefitas. Não obstante, foram perseguidos de tal forma que se juntaram em um só grupo, no vale às margens do rio Sidon.

52 Assim, os exércitos de Morôni cercaram-nos, sim, pelos dois lados do rio, pois eis que a leste se achavam os homens de Leí.

53 Assim, quando Zeraemna viu os homens de Leí a leste do rio Sidon e o exército de Morôni a oeste do rio Sidon e viu que estavam cercados pelos nefitas, o terror apoderou-se deles.

54 Ora, Morôni, vendo seu terror, ordenou a seus homens que cessassem de derramar o sangue deles.

CAPÍTULO 44

Morôni ordena aos lamanitas que façam um convênio de paz; do contrário serão destruídos—Zeraemna rejeita a oferta e a batalha recomeça—Os exércitos de Morôni derrotam os lamanitas. Aproximadamente 74–73 a.C.

1 E ACONTECEU que pararam e recuaram um pouco. E Morôni disse a Zeraemna: Eis, Zeraemna, que não desejamos ser sanguinários. Sabeis que estais em nossas mãos, mas não vos desejamos matar.

2 Eis que não viemos batalhar contra vós para derramar vosso sangue pelo poder; nem desejamos reduzir ninguém ao jugo da escravidão. Esta, porém, é a verdadeira causa que vos levou a atacar-nos; sim, estais irados contra nós em virtude de nossa religião.

3 Agora, porém, vedes que o Senhor está conosco; e vedes que ele vos entregou em nossas mãos. E agora desejaria que compreendêsseis que isto nos acontece por causa de nossa religião e de nossa fé em Cristo. E agora vedes que não podeis destruir esta nossa fé.

4 Ora, vedes que esta é a verdadeira fé em Deus; sim, vedes que Deus nos manterá e conservará e preservará enquanto formos fiéis a ele e a nossa fé e a nossa religião; e nunca permitirá o Senhor que sejamos destruídos, a não ser que caiamos em transgressão e renunciemos a nossa fé.

5 E agora, Zeraemna, eu te ordeno, em nome do Deus Todo-Poderoso, que nos fortaleceu os braços, dando-nos poder sobre vós, por nossa fé, por nossa religião e por nossos ritos de adoração e por nossa igreja e pelo sagrado sustento que devemos a nossas esposas e nossos filhos, por essa liberdade que nos prende a nossas terras e nosso país; sim, e também pela observância da sagrada palavra de Deus, à qual devemos toda a nossa felicidade; e por tudo quanto nos é mais caro—

6 Sim, e isto não é tudo; ordeno-vos, por todo o amor que tiverdes pela vida, que nos entregueis vossas armas de guerra; e procuraremos não mais derramar vosso sangue, poupando-vos a vida se seguirdes vosso caminho e não tornardes a fazer guerra contra nós.

7 E agora, se não fizerdes isto, eis que estais em nossas mãos e ordenarei a meus homens que caiam sobre vós e desfiram golpes mortais em vosso corpo para exterminar-vos; e então veremos quem terá poder sobre este povo; sim, veremos quem será levado em cativeiro.

8 E então aconteceu que Zeraemna, ao ouvir estas palavras, adiantou-se e entregou sua espada e sua cimitarra e seu arco nas mãos de Morôni, dizendo-lhe: Eis nossas armas de guerra; nós vo-las entregaremos, mas não nos sujeitaremos a prestar-vos um juramento, o qual sabemos que nós, assim como nossos filhos, iremos quebrar; tomai porém nossas armas de guerra e permiti que partamos para o deserto; do contrário conservaremos nossas espadas e pereceremos ou conquistaremos.

9 Eis que não somos de vossa fé; não cremos que foi Deus quem nos entregou em vossas mãos, mas acreditamos é que foi vossa astúcia que vos salvou de nossas espadas. Eis que foram vossas couraças e vossos escudos que vos preservaram a vida.

10 E então, quando Zeraemna acabou de dizer estas palavras, Morôni devolveu-lhe a espada e as armas de guerra que havia recebido, dizendo: Eis que terminaremos a luta.

11 Ora, não posso revogar as palavras que proferi; por conseguinte, como vive o Senhor, não partireis a não ser sob o juramento de que não voltareis a pelejar contra nós. Ora, como estais em nossas mãos, derramaremos vosso sangue pelo chão a menos que vos submetais às condições que propus.

12 E então, quando Morôni disse estas palavras, Zeraemna tomou a espada e, irado contra Morôni, investiu contra ele com a intenção de matá-lo; mas ao levantar a espada, eis que um dos soldados de Morôni a golpeou, atirando-a por terra e quebrando-a pelo punho; e ele também golpeou Zeraemna, arrancando-lhe o couro cabeludo, que caiu por terra. E Zeraemna retrocedeu para o meio de seus soldados.

13 E aconteceu que o soldado que ali estava e que escalpelara Zeraemna pegou do chão o escalpo pelos cabelos e colocou-o na ponta de sua espada e estendeu-o em direção a eles, dizendo-lhes em alta voz:

14 Assim como caiu por terra este escalpo, que é o escalpo de vosso chefe, também caireis por terra se não depuserdes vossas armas de guerra e partirdes com um convênio de paz.

15 Ora, muitos, ao ouvirem estas palavras e verem o escalpo na espada, ficaram atemorizados; e muitos se adiantaram e depuseram suas armas aos pés de Morôni e fizeram um convênio de paz. E a todos os que fizeram esse convênio foi permitido partir para o deserto.

16 Ora, aconteceu que Zeraemna ficou muito irado e instigou o restante de seus soldados à cólera, para combaterem mais vigorosamente os nefitas.

17 E Morôni estava irado por causa da teimosia dos lamanitas; portanto ordenou a seu povo que os atacasse e matasse. E aconteceu que começaram a matá-los; sim, e os lamanitas lutaram com suas espadas e sua força.

18 Mas eis que com a pele nua e a cabeça desprotegida, ficaram expostos às afiadas espadas dos nefitas; sim, eis que foram traspassados e feridos; sim, e caíram rapidamente ante as espadas dos nefitas e começaram a ser derrubados, como profetizara o soldado de Morôni.

19 Ora, Zeraemna, quando viu que estavam todos prestes a ser destruídos, clamou vigorosamente a Morôni, prometendo que ele e seu povo fariam convênio com eles de nunca mais tornarem a fazer guerra contra eles, se poupassem a vida dos restantes.

20 E aconteceu que Morôni fez com que cessasse outra vez a matança. Tirou as armas de guerra dos lamanitas e, após haverem feito com ele um convênio de paz, tiveram permissão de partir para o deserto.

21 Ora, o número de seus mortos não foi contado, por ser muito grande; sim, o número de seus mortos foi muito grande, tanto do lado dos nefitas quanto dos lamanitas.

22 E aconteceu que atiraram seus mortos nas águas do Sidon e eles foram levados e estão sepultados nas profundezas do mar.

23 E os exércitos dos nefitas, ou seja, de Morôni, voltaram para suas casas e suas terras.

24 E assim terminou o décimo oitavo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi. E assim terminou o registro de Alma, que foi escrito nas placas de Néfi.

Relato sobre o povo de Néfi e suas guerras e discórdias nos dias de Helamã, segundo o registro que Helamã fez em seus dias.

Abrange os capítulos 45 a 62.

CAPÍTULO 45

Helamã crê nas palavras de Alma—Alma profetiza a destruição dos nefitas—Ele abençoa e amaldiçoa a terra—Alma pode ter sido arrebatado pelo Espírito, como Moisés—Crescem as dissensões na Igreja. Aproximadamente 73 a.C.

1 ORA, então aconteceu que o povo de Néfi se alegrou imensamente porque o Senhor tornara a livrá-lo das mãos de seus inimigos; portanto renderam graças ao Senhor seu Deus; sim, jejuaram e oraram muito e adoraram a Deus com grande alegria.

2 E aconteceu, no décimo nono ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, que Alma se dirigiu a seu filho Helamã e perguntou-lhe: Crês nas palavras que te disse a respeito daqueles registros que foram escritos?

3 E Helamã respondeu-lhe: Sim, eu creio.

4 E Alma disse novamente: Crês em Jesus Cristo, aquele que há de vir?

5 E ele respondeu: Sim, creio em todas as palavras que disseste.

6 E Alma tornou a perguntar: Guardarás meus mandamentos?

7 E ele respondeu: Sim, guardarei teus mandamentos com todo o meu coração.

8 Então Alma lhe disse: Bendito és tu; e o Senhor far-te-á prosperar nesta terra.

9 Mas eis que tenho algo a te profetizar, mas o que eu te profetizar a ninguém revelarás; sim, o que eu te profetizar não deverá ser divulgado até que a profecia seja cumprida; por conseguinte, escreve o que te vou dizer.

10 E estas são as palavras: Eis que vejo, segundo o espírito de revelação que está em mim, que quatrocentos anos depois do aparecimento de Jesus Cristo a este povo, os nefitas, eles degenerarão, caindo na incredulidade.

11 Sim, então eles verão guerras e pestes, sim, fome e derramamento de sangue até que o povo de Néfi seja extinto—

12 Sim, e isto porque eles degenerarão, caindo na incredulidade; e entregar-se-ão a obras de trevas e à lascívia e a toda sorte de iniqüidades; sim, digo-te que, porque pecarão contra tão grande luz e conhecimento, sim, digo-te que, a partir desse dia, não passará a quarta geração antes que venha esta grande iniqüidade.

13 E quando esse grande dia chegar, eis que muito cedo virá a hora em que os que agora vivem, ou seja, a semente dos que agora são contados com o povo de Néfi, já não será contada com o povo de Néfi.

14 Aquele, porém, que sobreviver e não for destruído nesse grande e terrível dia, será contado com os lamanitas; e tornar-se-ão todos como eles, a não ser alguns que serão chamados de discípulos do Senhor; e eles serão perseguidos pelos lamanitas até que sejam extintos. E agora, em virtude da iniqüidade, esta profecia será cumprida.

15 E então aconteceu que depois de Alma dizer estas coisas a Helamã, abençoou-o, bem como a seus outros filhos, e também abençoou a terra por causa dos justos.

16 E disse: Assim diz o Senhor Deus—Maldita será a terra, sim, esta terra, para a destruição de toda nação, tribo, língua e povo que cometer iniqüidade, quando eles estiverem plenamente amadurecidos; e acontecerá como digo; pois esta é a maldição e a bênção de Deus sobre a terra, porque o Senhor não pode encarar o pecado com o mínimo grau de tolerância.

17 E então, após haver Alma pronunciado estas palavras, abençoou a igreja, sim, todos os que permanecessem firmes na fé dali em diante.

18 E depois de haver feito isto, Alma partiu da terra de Zaraenla como se fosse para a terra de Meleque. E aconteceu que nada mais se ouviu a respeito dele; e de sua morte ou sepultura, nada sabemos.

19 Eis que o que sabemos é que foi um homem justo; e na igreja espalhou-se o rumor de haver sido ele arrebatado pelo Espírito ou sepultado pela mão do Senhor, como Moisés. Eis que as escrituras, porém, dizem que o Senhor levou Moisés para junto de si; e supomos que ele também recebeu Alma junto de si, no espírito; eis por que nada sabemos sobre sua morte e sepultamento;

20 E então aconteceu, no começo do décimo nono ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, que Helamã andou entre o povo a fim de pregar-lhe a palavra.

21 Pois eis que, em virtude de suas guerras com os lamanitas e das muitas pequenas dissensões e distúrbios entre o povo, tornou-se necessário que a palavra de Deus fosse declarada entre eles; sim, e que houvesse uma regulamentação em toda a igreja.

22 Assim Helamã e seus irmãos foram reorganizar a igreja em toda a terra, sim, em todas as cidades de toda a terra pertencente ao povo de Néfi. E aconteceu que nomearam sacerdotes e mestres por toda aquela terra, para todas as igrejas.

23 E então aconteceu que depois de haverem Helamã e seus irmãos nomeado sacerdotes e mestres para as igrejas, originou-se uma dissensão no meio deles e não mais deram ouvidos às palavras de Helamã e seus irmãos;

24 Mas tornaram-se orgulhosos e seu coração encheu-se de vaidade devido a suas enormes riquezas; portanto se tornaram ricos a seus próprios olhos e não davam ouvidos às palavras deles para que andassem retamente perante Deus.

CAPÍTULO 46

Amaliquias conspira para ser rei—Morôni levanta o estandarte da liberdade—Ele conclama o povo a defender sua religião—Os verdadeiros crentes são chamados cristãos—Será preservado um remanescente de José—Amaliquias e os dissidentes fogem para a terra de Néfi—Os que não apóiam a causa da liberdade são executados. Aproximadamente 73–72 a.C.

1 E ACONTECEU que todos os que não atenderam às palavras de Helamã e seus irmãos, uniram-se contra eles.

2 E então eis que ficaram muito irados, tanto que estavam determinados a matá-los.

3 Ora, o chefe dos que se haviam revoltado contra seus irmãos era um homem grande e forte; e seu nome era Amaliquias.

4 E Amaliquias desejava ser rei; e aqueles que estavam irados também desejavam que ele fosse seu rei; e a maioria deles eram juízes menores da terra e estavam em busca de poder.

5 E tinham sido convencidos, pelas lisonjas de Amaliquias, de que, se o apoiassem e fizessem dele o seu rei, ele os tornaria governantes do povo.

6 Assim, foram instigados por Amaliquias a promover desordens, apesar das pregações de Helamã e seus irmãos; sim, apesar de seu enorme zelo pela igreja, pois eram sumos sacerdotes da igreja.

7 E houve muitos na igreja que acreditaram nas palavras lisonjeiras de Amaliquias; por conseguinte, separaram-se até da igreja; e assim, as condições do povo de Néfi eram muito precárias e perigosas, não obstante sua grande vitória sobre os lamanitas e seu enorme regozijo por terem sido libertados pela mão do Senhor.

8 Vemos, assim, quão rapidamente os filhos dos homens se esquecem do Senhor seu Deus; sim, quão rapidamente praticam iniqüidades e deixam-se levar pelo maligno.

9 Sim, e também vemos a grande iniqüidade que um homem muito iníquo pode fazer com que ocorra entre os filhos dos homens.

10 Sim, vemos que Amaliquias, por ser um homem de astutos ardis e um homem de muitas palavras lisonjeiras, incitou o coração de muitos a praticar iniqüidades; sim, e a procurar destruir a igreja de Deus e a destruir o alicerce de liberdade que Deus lhes concedera, ou seja, a bênção que Deus enviara à face da terra por amor aos justos.

11 E então aconteceu que quando Morôni, que era o comandante geral dos exércitos nefitas, soube dessas dissensões, ficou irado contra Amaliquias.

12 E aconteceu que rasgou sua túnica e, pegando um pedaço dela, nele escreveu: Em lembrança de nosso Deus, nossa religião e nossa liberdade e nossa paz, nossas esposas e nossos filhos—e amarrou-o na ponta de um mastro.

13 E ele colocou seu capacete e sua couraça e seus escudos e cingiu os lombos com sua armadura; e pegou o mastro em cuja ponta se achava a túnica rasgada (a que ele chamou estandarte da liberdade); e inclinou-se até o solo e orou fervorosamente a seu Deus, a fim de que as bênçãos da liberdade repousassem sobre seus irmãos enquanto restasse um grupo de cristãos para habitar a terra—

14 Porque assim eram chamados todos os verdadeiros crentes em Cristo, que pertenciam à igreja de Deus, pelos que não pertenciam à igreja.

15 E os que pertenciam à igreja eram fiéis; sim, todos os que eram crentes verdadeiros em Cristo tomavam sobre si alegremente o nome de Cristo, ou seja, de cristãos, como eram chamados em virtude de sua crença no Cristo que haveria de vir.

16 E assim, nessa ocasião Morôni orou para que fosse favorecida a causa dos cristãos e a liberdade da terra.

17 E aconteceu que depois de haver derramado a alma a Deus, chamou toda a terra que ficava situada ao sul da terra de Desolação, sim, resumindo, toda a terra, tanto ao norte como ao sul, de terra escolhida e terra da liberdade.

18 E disse: Certamente Deus não permitirá que nós, que somos desprezados por tomar sobre nós o nome de Cristo, sejamos pisados e destruídos até provocarmos isso com nossas próprias transgressões.

19 E tendo dito estas palavras, Morôni foi para o meio do povo fazendo tremular a parte rasgada de sua túnica no ar, para que todos vissem o que havia escrito na parte rasgada; e clamou em alta voz, dizendo:

20 Eis que todos os que desejarem defender este estandarte na terra, aproximem-se na força do Senhor e façam convênio de que defenderão seus direitos e sua religião, para que o Senhor Deus os abençoe.

21 E aconteceu que quando Morôni disse estas palavras, eis que o povo se aproximou com os lombos cingidos por suas armaduras, rasgando as vestes como símbolo, ou melhor, como convênio de que não abandonariam o Senhor seu Deus; ou, em outras palavras, se eles transgredissem os mandamentos de Deus, ou melhor, se caíssem em transgressão e se envergonhassem de tomar sobre si o nome de Cristo, o Senhor os destroçaria da mesma forma que haviam rasgado as suas vestes.

22 Ora, este foi o convênio que fizeram; e atiraram suas vestes aos pés de Morôni, dizendo: Fazemos convênio com nosso Deus de que seremos destruídos, assim como o foram nossos irmãos da terra do norte, se cairmos em transgressão; sim, ele pode atirar-nos aos pés de nossos inimigos, assim como atiramos nossas vestes a teus pés para serem pisadas, se cairmos em transgressão.

23 Morôni disse-lhes: Eis que somos um remanescente da semente de Jacó; sim, somos um remanescente da semente de José, cuja túnica foi rasgada em muitos pedaços por seus irmãos; sim, e agora, eis que devemos lembrar-nos de guardar os mandamentos de Deus; caso contrário, nossas vestes serão rasgadas por nossos irmãos e seremos atirados na prisão ou vendidos ou mortos.

24 Sim, preservemos nossa liberdade, como um remanescente de José; sim, lembremo-nos das palavras de Jacó, antes de sua morte, pois eis que ele viu que uma parte do que restou da túnica de José fora preservada e não se havia estragado. E ele disse: Assim como este remanescente das vestes de meu filho foi preservado, também um remanescente da semente de meu filho será preservado pela mão de Deus, que o tomará para si, enquanto o restante da semente de José perecerá, como o restante de sua túnica.

25 Ora, eis que isto me enche a alma de dor; não obstante, minha alma alegra-se por meu filho, uma vez que essa parte de sua semente será conduzida a Deus.

26 Ora, eis que foi essa a linguagem de Jacó.

27 E agora, quem sabe se o remanescente da semente de José, que perecerá como suas vestes, não são esses que divergiram de nós? Sim, e talvez sejamos nós mesmos, se não nos mantivermos firmes na fé em Cristo.

28 E então aconteceu que, tendo pronunciado estas palavras, Morôni foi e também enviou seus homens a todas as partes da terra onde havia dissensões; e congregou todos os que desejavam conservar sua liberdade para se oporem a Amaliquias e aos dissidentes, que se chamavam amaliquiaítas.

29 E aconteceu que quando Amaliquias viu que o povo de Morôni era mais numeroso que os amaliquiaítas—e viu também que seu povo duvidava da justiça da causa que havia abraçado—portanto, temendo não poder conseguir seu objetivo, partiu para a terra de Néfi com os que o quiseram acompanhar;

30 Ora, Morôni julgou não ser conveniente que os lamanitas se fortalecessem mais; assim, pensou em interceptar o povo de Amaliquias ou capturá-lo e trazê-lo de volta e matar Amaliquias; sim, porque sabia que ele iria incitar os lamanitas contra eles e fazer com que os lamanitas batalhassem contra eles; e sabia que Amaliquias faria isso para alcançar seus propósitos.

31 Portanto Morôni julgou oportuno tomar seus exércitos, que se haviam reunido e se armado e que haviam feito o convênio de preservar a paz—E aconteceu que ele tomou seu exército e marchou com suas tendas para o deserto, a fim de interceptar Amaliquias no deserto.





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