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Ãëàâíàÿ Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû! | |
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36 E aconteceu que, tendo pronunciado essas palavras, Alma impôs as mãos sobre todos os que estavam com ele. E eis que, ao impor-lhes as mãos, encheram-se do Santo Espírito.
37 Depois disso separaram-se uns dos outros, não pensando no que iriam comer ou no que iriam beber nem no que iriam vestir.
38 E o Senhor proveu-os de tudo, para que não tivessem fome nem tivessem sede; sim, e deu-lhes força para que não padecessem qualquer espécie de aflição que não pudesse ser sobrepujada pela alegria em Cristo. Ora, isso aconteceu por causa da oração de Alma; e isto porque havia orado com fé.
CAPÍTULO 32
Alma ensina os pobres, cujas aflições os haviam tornado humildes—Fé é uma esperança naquilo que não se vê e que é verdadeiro—Alma testifica que anjos ministram entre homens, mulheres e crianças—Alma compara a palavra a uma semente—Ela deve ser plantada e cuidada—Então se transforma em uma árvore da qual se colhe o fruto da vida eterna. Aproximadamente 74 a.C.
1 E ACONTECEU que saíram e começaram a pregar a palavra de Deus ao povo, entrando em suas sinagogas e em suas casas; sim, e até pregavam a palavra nas ruas.
2 E aconteceu que, depois de muito trabalho, começaram a ter êxito com a classe pobre; pois eis que os pobres eram expulsos das sinagogas por causa de suas vestimentas grosseiras.
3 Portanto não lhes era permitida a entrada nas sinagogas para adorarem a Deus, sendo considerados como imundície porque eram pobres; sim, eram considerados por seus irmãos como escória e eram pobres quanto às coisas do mundo; eram também humildes de coração.
4 Ora, enquanto Alma estava pregando e ensinando ao povo no monte Onida, aproximou-se uma grande multidão que se compunha daqueles de quem estávamos falando, que eram os humildes de coração por causa da sua pobreza quanto às coisas do mundo.
5 E aproximaram-se de Alma e o mais influente deles disse-lhe: Que deverão fazer estes meus irmãos, pois são desprezados por todos devido a sua pobreza; sim, e principalmente por nossos sacerdotes, pois expulsaram-nos de nossas sinagogas, em cuja construção trabalhamos muito com nossas próprias mãos; e expulsaram-nos devido a nossa grande pobreza e não temos um lugar onde adorar nosso Deus; que devemos fazer?
6 E então, quando ouviu isso, Alma voltou-se para ele e olhou com grande alegria, pois viu que suas aflições verdadeiramente os haviam tornado humildes e que estavam preparados para ouvir a palavra.
7 Portanto ele não falou mais à outra multidão; mas estendeu a mão e clamou aos que via e eram verdadeiramente penitentes; e disse-lhes:
8 Vejo que sois humildes de coração; e, se assim é, benditos sois.
9 Eis que vosso irmão me perguntou: Que devemos fazer?—pois somos expulsos de nossas sinagogas, de modo que não podemos adorar a nosso Deus.
10 Eis que vos digo: Supondes que não podeis adorar a Deus a não ser em vossas sinagogas?
11 E pergunto-vos ainda: Supondes que não podeis adorar a Deus mais que uma vez por semana?
12 Digo-vos: Ainda bem que vos afastaram de vossas sinagogas, para que sejais humildes e aprendais sabedoria, pois é necessário que aprendais sabedoria; porque foi por terdes sido afastados e desprezados por vossos irmãos, devido a vossa extrema pobreza, que haveis humilhado vosso coração; porque fostes obrigados a vos humilhardes.
13 E agora, porque fostes compelidos a ser humildes, benditos sois; porque o homem, às vezes, se é compelido a humilhar-se, procura o arrependimento; e certamente quem se arrepender encontrará misericórdia; e quem encontrar misericórdia e perseverar até o fim, será salvo.
14 E agora, como vos disse que por terdes sido compelidos a ser humildes fostes abençoados, não vos parece que serão mais abençoados os que verdadeiramente se humilharem por causa da palavra?
15 Sim, aquele que verdadeiramente se humilhar e arrepender-se de seus pecados e perseverar até o fim, esse será abençoado—sim, será muito mais abençoado do que aqueles que são compelidos a humilhar-se devido a sua extrema pobreza.
16 Portanto, benditos são os que se humilham sem serem compelidos a ser humildes; ou, em outras palavras, bendito é aquele que acredita na palavra de Deus e é batizado sem relutância no coração, sim, sem ter sido levado a conhecer a palavra ou mesmo sem ser compelido a conhecer antes de acreditar.
17 Sim, há muitos que dizem: Se nos mostrardes um sinal do céu, saberemos com segurança; então acreditaremos.
18 Agora vos pergunto: Isso é fé? Eis que vos digo: Não. Porque se um homem sabe uma coisa, não tem motivo para crer, porque a sabe.
19 E agora, quão mais amaldiçoado é aquele que conhece a vontade de Deus e não a pratica, do que aquele que somente acredita ou que somente tem motivo para acreditar e cai em transgressão?
20 Ora, isto deveis julgar. Eis que vos digo que de um lado é como do outro; e cada homem receberá de acordo com suas obras.
21 E agora, conforme falei com referência à fé—fé não é ter um perfeito conhecimento das coisas; portanto, se tendes fé, tendes esperança nas coisas que se não vêem e que são verdadeiras.
22 E agora, eis que vos digo: Eu quisera que de um lado vos lembrásseis de que Deus é misericordioso para com todos os que acreditam em seu nome; portanto, deseja em primeiro lugar que acrediteis, sim, que acrediteis em sua palavra.
23 E agora, ele transmite a sua palavra aos homens por intermédio de anjos; sim, não só aos homens mas também às mulheres. Ora, isso não é tudo; muitas vezes as crianças recebem palavras que confundem o sábio e o instruído.
24 E agora, meus amados irmãos, como desejastes saber de mim o que devereis fazer, por estardes aflitos e serdes rejeitados—ora, não desejo que suponhais que eu pretenda julgar-vos, exceto de acordo com o que é verdade—
25 Porque não afirmo que todos vós fostes obrigados a vos humilhardes; pois realmente acredito que alguns de vós vos humilharíeis, fossem quais fossem as circunstâncias;
26 Ora, como disse em relação à fé, que não era um conhecimento perfeito, o mesmo se dá com minhas palavras. A princípio não podereis ter perfeita certeza delas, assim como a fé tampouco é um conhecimento perfeito.
27 Mas eis que, se despertardes e exercitardes vossas faculdades, pondo à prova minhas palavras, e exercerdes uma partícula de fé, sim, mesmo que não tenhais mais que o desejo de acreditar, deixai que esse desejo opere em vós, até acreditardes de tal forma que possais dar lugar a uma porção de minhas palavras.
28 Compararemos a palavra a uma semente. Ora, se derdes lugar em vosso coração para que uma semente seja plantada, eis que, se for uma semente verdadeira, ou seja, uma boa semente, se não a lançardes fora por vossa incredulidade, resistindo ao Espírito do Senhor, eis que ela começará a inchar em vosso peito; e quando tiverdes essa sensação de crescimento, começareis a dizer a vós mesmos: Deve ser uma boa semente, ou melhor, a palavra é boa porque começa a dilatar-me a alma; sim, começa a iluminar-me o entendimento; sim, começa a ser-me deliciosa.
29 Ora, eis que isso não aumentaria a vossa fé? Digo-vos que sim; não obstante, não cresceu a ponto de transformar-se em perfeito conhecimento.
30 Mas eis que quando a semente incha e brota e começa a crescer, então deveis dizer que a semente é boa; porque eis que inchou e brotou e começou a crescer. E agora, eis que isto não fortalecerá vossa fé? Sim, fortalecerá vossa fé, pois direis: Eu sei que esta é uma boa semente; porque eis que brota e começa a crescer.
31 E agora, estais certos de que é uma boa semente? Digo-vos que sim; porque toda semente frutifica segundo sua própria semelhança.
32 Portanto, se uma semente cresce, é boa; mas se não cresce, eis que não é boa; portanto é lançada fora.
33 E agora, eis que por haverdes feito a experiência e plantado a semente que inchou e brotou e começou a crescer, deveis forçosamente saber que a semente é boa.
34 E agora, eis que é perfeito o vosso conhecimento? Sim, vosso conhecimento é perfeito nisto e vossa fé permanece adormecida; e isto porque sabeis, pois sabeis que a palavra vos dilatou a alma e sabeis também que ela germinou, que vossa compreensão começa a iluminar-se e vossa mente começa a expandir-se.
35 Oh! então isto não é real? Digo-vos que sim, porque é luz; e o que é luz é bom, porque pode ser discernido; portanto deveis saber que é bom; e agora, eis que, depois de haverdes experimentado esta luz, é perfeito o vosso conhecimento?
36 Eis que vos digo: Não, nem deveis pôr de lado a vossa fé, porque haveis somente exercido vossa fé para plantar a semente a fim de fazer a expêriencia, para saber se a semente é boa.
37 E eis que, à medida que a árvore começar a crescer, direis: Tratemos dela com muito cuidado, para que crie raiz, para que cresça e dê frutos. E agora, eis que se a tratardes com muito cuidado, criará raiz e crescerá e dará frutos.
38 Mas se negligenciardes a árvore e deixardes de tratá-la, eis que não criará raiz; e quando chegar o calor do sol e a abrasar, secará por falta de raiz; e arrancá-la-eis e lançareis fora.
39 Ora, isso não é porque a semente não seja boa nem porque o seu fruto seja indesejável, mas porque vosso terreno é estéril e não cuidais da árvore; não podeis, portanto, obter seu fruto.
40 E assim, se não cultivardes a palavra, esperando com os olhos da fé o seu fruto, nunca podereis colher o fruto da árvore da vida.
41 Se, porém, cultivardes a palavra, sim, cultivardes a árvore quando ela começar a crescer, com vossa fé, com grande esforço e com paciência, esperando o fruto, ela criará raiz; e eis que será uma árvore que brotará para a vida eterna.
42 E por causa de vosso esforço e de vossa fé e de vossa paciência em cultivar a palavra para que crie raiz em vós, eis que pouco a pouco colhereis o seu fruto, que é sumamente precioso, que é mais doce que tudo que é doce, que é mais branco que tudo que é branco, sim, e mais puro que tudo que é puro; e banquetear-vos-eis com esse fruto, até vos fartardes, de modo que não tereis fome nem tereis sede.
43 Então, meus irmãos, colhereis a recompensa de vossa fé e de vossa diligência e paciência e longanimidade, esperando que a árvore vos dê fruto.
CAPÍTULO 33
Zenos ensinou que os homens devem orar e adorar em todos os lugares e que julgamentos são afastados por causa do Filho—Zenoque ensinou que a misericórdia é concedida por causa do Filho—Moisés havia levantado no deserto um símbolo do Filho de Deus. Aproximadamente 74 a.C.
1 ORA, depois que Alma proferiu essas palavras, mandaram perguntar-lhe se deviam acreditar em um Deus, para assim poderem obter aquele fruto de que ele havia falado, ou como deveriam plantar a semente, ou a palavra de que havia falado, a qual ele dissera que deveria ser plantada em seus corações; ou seja, de que maneira começariam a exercer a fé.
2 E Alma respondeu-lhes: Eis que dissestes que não podeis adorar vosso Deus, porque fostes expulsos de vossas sinagogas. Mas eis que vos digo: Se supondes que não podeis adorar a Deus, errais muito e deveríeis examinar as escrituras; se supondes que é isso que elas vos ensinaram, não as compreendeis.
3 Não vos recordais de haver lido o que Zenos, o profeta da antigüidade, disse a respeito da oração, ou melhor, da adoração?
4 Pois ele disse: És misericordioso, ó Deus, porque ouviste a minha oração até mesmo quando me achava no deserto; sim, foste misericordioso quando orei a respeito daqueles que eram meus inimigos e fizeste com que se voltassem para mim.
5 Sim, ó Deus! E foste misericordioso para comigo quando a ti clamei no meu campo; quando clamei a ti em minha oração e me ouviste.
6 E ainda, ó Deus, quando fui para casa, tu ouviste a minha oração.
7 E quando fui ao meu aposento e roguei a ti, ó Senhor, tu me ouviste.
8 Sim, tu és misericordioso para com teus filhos quando clamam a ti para serem ouvidos por ti e não pelos homens; e tu os ouves.
9 Sim, ó Deus, foste misericordioso para comigo e ouviste os meus clamores em meio a tuas congregações.
10 Sim, e também me ouviste quando fui expulso e desprezado por meus inimigos; sim, ouviste os meus clamores e te indignaste com os meus inimigos e visitaste-os em tua ira com rápida destruição.
11 E ouviste-me por causa das minhas aflições e da minha sinceridade; e é por causa de teu Filho que foste assim misericordioso comigo; portanto clamarei a ti em todas as minhas aflições, porque em ti está a minha alegria; porque, por causa de teu Filho, afastaste de mim teus julgamentos.
12 E disse-lhes então Alma: Credes nas escrituras que foram escritas pelos antigos?
13 Eis que, se nelas credes, deveis crer no que Zenos disse, porque eis que declarou: Afastaste teus julgamentos por causa de teu Filho.
14 Agora, meus irmãos, eis que vos pergunto se haveis lido as escrituras. Se haveis, como podeis não crer no Filho de Deus?
15 Porque não está escrito que somente Zenos falou dessas coisas, mas Zenoque também falou dessas coisas—
16 Pois eis que ele disse: Estás irado, ó Senhor, contra este povo, porque não compreende a misericórdia que lhe concedeste por causa de teu Filho.
17 E agora, meus irmãos, vedes que um segundo profeta da antigüidade testificou sobre o Filho de Deus; e porque o povo não quis compreender suas palavras, apedrejaram-no até morrer.
18 Mas eis que isso não é tudo; esses não são os únicos que falaram a respeito do Filho de Deus.
19 Eis que Moisés dele falou; sim, e eis que um símbolo foi levantado no deserto, a fim de que todo aquele que o olhasse, vivesse. E muitos olharam e viveram.
20 Poucos, porém, compreenderam o significado daquelas coisas; e isso devido à dureza de seu coração. Mas houve muitos tão obstinados, que nem quiseram olhar e, portanto, pereceram. Ora, a razão pela qual não queriam olhar era que não acreditavam que isso os curaria.
21 Ó meus irmãos, se pudésseis ser curados simplesmente olhando ao redor para serdes curados, não o faríeis rapidamente? Ou preferiríeis endurecer o coração na incredulidade e ser negligentes, recusando-vos a olhar ao redor, e assim perecer?
22 Se assim for, a desgraça cairá sobre vós; mas se não for, então olhai ao redor e começai a acreditar no Filho de Deus, que ele virá para remir seu povo e que ele sofrerá e morrerá para expiar os pecados deles; e que ele se levantará dos mortos, proporcionando-nos a ressurreição; que todos os homens comparecerão diante dele, a fim de serem julgados no último dia, o dia do juízo final, segundo suas obras.
23 E agora, meus irmãos, desejo que planteis esta palavra em vosso coração; e quando ela começar a inchar, cultivai-a com vossa fé. E eis que se tornará em árvore, crescendo em vós para a vida eterna. E permita Deus que vossas cargas sejam leves pela alegria em seu Filho. E tudo isso podereis fazer, se assim o quiserdes. Amém.
CAPÍTULO 34
Amuleque testifica que a palavra que leva à salvação está em Cristo—A não ser que haja uma expiação, toda a humanidade perecerá—A totalidade da lei de Moisés aponta para o sacrifício do Filho de Deus—O plano eterno de redenção fundamenta-se na fé e no arrependimento—Orai por bênçãos materiais e espirituais—Esta vida é o tempo para os homens prepararem-se para o encontro com Deus—Operai a vossa salvação com temor perante Deus. Aproximadamente 74 a.C.
1 E ENTÃO aconteceu que Alma, tendo proferido estas palavras, sentou-se no chão; e Amuleque levantou-se e começou a ensinar-lhes, dizendo:
2 Meus irmãos, penso ser impossível que ignoreis as coisas que foram ditas concernentes à vinda de Cristo, que ensinamos ser o Filho de Deus; sim, sei que estas coisas vos foram amplamente ensinadas antes de vosso afastamento de nós.
3 E como haveis desejado que meu amado irmão vos dissesse o que deveríeis fazer, devido a vossas aflições, ele vos disse algo para preparar-vos a mente; sim, e ele exortou-vos a terdes fé e paciência—
4 Sim, a terdes fé suficiente para plantar a palavra em vosso coração e assim testar sua excelência.
5 E vimos que a grande pergunta que tendes em mente é se a palavra está no Filho de Deus ou se não haverá um Cristo.
6 E vistes também que meu irmão vos provou em muitas ocasiões que a palavra para a salvação está em Cristo.
7 Meu irmão citou as palavras de Zenos e também as palavras de Zenoque, de que a redenção nos vem por meio do Filho de Deus; e ele também recorreu a Moisés para provar que estas coisas são verdadeiras.
8 E agora, eis que eu próprio vos testifico que estas coisas são verdadeiras. Eis que vos digo que sei que Cristo virá entre os filhos dos homens para tomar sobre si as transgressões de seu povo e que ele expiará os pecados do mundo; porque o Senhor Deus o disse.
9 Pois é necessário que haja uma expiação; porque, de acordo com o grande plano do Deus Eterno, deverá haver uma expiação; do contrário, toda a humanidade inevitavelmente perecerá; sim, todos são obstinados; sim, todos estão decaídos e perdidos e hão de perecer, a não ser que seja pela expiação que deve haver.
10 Porque é necessário que haja um grande e último sacrifício; sim, não um sacrifício de homem nem de animal nem de qualquer tipo de ave; pois não será um sacrifício humano; deverá, porém, ser um sacrifício infinito e eterno.
11 Ora, não há homem algum que possa sacrificar o seu sangue para expiar pecados de outrem. Ora, se um homem assassina, eis que a nossa lei, que é justa, tomará a vida de seu irmão? Digo-vos que não.
12 A lei, porém, requer a vida daquele que cometeu o assassinato; portanto, nada pode haver, a não ser uma expiação infinita, que seja suficiente para os pecados do mundo.
13 Assim sendo, é necessário que haja um grande e último sacrifício; e aí haverá, ou melhor, é necessário que haja um fim para o derramamento de sangue; então será cumprida a lei de Moisés; sim, será totalmente cumprida, cada jota e til; e nada se omitirá.
14 E eis que este é o significado total da lei, cada ponto indicando aquele grande e último sacrifício; e aquele grande e último sacrifício será o Filho de Deus, sim, infinito e eterno.
15 E assim ele trará salvação a todos os que acreditarem em seu nome, sendo a finalidade deste último sacrifício manifestar as entranhas da misericórdia, a qual sobrepuja a justiça e proporciona aos homens meios para que tenham fé para o arrependimento.
16 E assim a misericórdia pode satisfazer as exigências da justiça e envolve-os nos braços da segurança, enquanto que aquele que não exerce fé para o arrependimento está exposto às exigências de toda a lei da justiça; portanto, apenas para o que possui fé para o arrependimento tem efeito o grande e eterno plano de redenção.
17 Portanto permita Deus, meus irmãos, que comeceis a exercer vossa fé para o arrependimento, que comeceis a invocar seu santo nome, para que tenha misericórdia de vós.
18 Sim, clamai a ele por misericórdia, porque ele é poderoso para salvar.
19 Sim, humilhai-vos e continuai em oração a ele.
20 Clamai a ele quando estiverdes em vossos campos, sim, por todos os vossos rebanhos.
21 Clamai a ele em vossas casas, sim, por todos os de vossa casa, tanto de manhã como ao meio-dia e à noite.
22 Sim, clamai a ele contra o poder de vossos inimigos.
23 Sim, clamai a ele contra o diabo, que é o inimigo de toda retidão.
24 Clamai a ele pelas colheitas de vossos campos, a fim de que, por meio delas, prospereis.
25 Clamai pelos rebanhos de vossos campos, para que aumentem.
26 Mas isto não é tudo; deveis abrir vossa alma em vossos aposentos e em vossos lugares secretos e em vossos desertos.
27 Sim, e quando não clamardes ao Senhor, deixai que se encha o vosso coração, voltado continuamente para ele em oração pelo vosso bem-estar, assim como pelo bem-estar de todos os que vos rodeiam.
28 E agora, meus amados irmãos, eis que vos digo que não penseis que isto é tudo; porque depois de haverdes feito todas estas coisas, se negardes ajuda aos necessitados e aos nus e não visitardes os doentes e aflitos nem repartirdes o vosso sustento, se o tendes, com os que necessitam—digo-vos, se não fizerdes qualquer destas coisas, eis que vossa oração é vã e de nada vos vale e sois como os hipócritas que negam a fé.
29 Portanto, se não vos lembrardes de ser caridosos, sereis como o refugo que os refinadores põem fora (por não ter valor) e é pisado pelos homens.
30 E agora, meus irmãos, eu quisera que, depois de haverdes recebido tantos testemunhos, vendo que as santas escrituras testificam estas coisas, produzísseis frutos para o arrependimento.
31 Sim, eu quisera que já não endurecêsseis vosso coração, pois eis que agora é o tempo e o dia de vossa salvação; e, portanto, se vos arrependerdes e não endurecerdes o coração, imediatamente terá efeito para vós o grande plano de redenção.
32 Pois eis que esta vida é o tempo para os homens prepararem-se para encontrar Deus; sim, eis que o dia desta vida é o dia para os homens executarem os seus labores.
33 E agora, como vos disse antes, já que haveis tido tantos testemunhos, peço-vos, portanto, que não deixeis o dia do arrependimento para o fim; porque depois deste dia de vida que nos é dado a fim de nos prepararmos para a eternidade, eis que, se não fizermos melhor uso de nosso tempo nesta vida, virá a noite tenebrosa, durante a qual nenhum labor poderá ser executado.
34 Não podereis dizer, quando fordes levados a essa terrível crise: Arrepender-me-ei para retornar a meu Deus. Não, não podereis dizer isso; porque o mesmo espírito que possuir vosso corpo quando deixardes esta vida, esse mesmo espírito terá poder para possuir vosso corpo naquele mundo eterno.
35 Pois eis que, se deixastes o dia do arrependimento para o dia da vossa morte, eis que vos tendes submetido ao espírito do diabo e ele vos sela como seus; portanto o Espírito do Senhor se apartou de vós e não tem lugar em vós; e o diabo tem sobre vós todo o poder e este é o estado final dos íníquos.
36 E isto eu sei, porque o Senhor disse que não habita em templos impuros, mas no coração dos justos ele habita; sim, e disse também que os justos se sentarão em seu reino para não mais sair; suas vestimentas, porém, deverão ser alvejadas pelo sangue do Cordeiro.
37 E agora, meus amados irmãos, desejo que vos lembreis destas coisas e que opereis a vossa salvação com temor perante Deus, e que não mais negueis a vinda de Cristo;
38 Que não mais luteis contra o Espírito Santo, mas que o recebais e tomeis sobre vós o nome de Cristo; que vos humilheis até o pó e adoreis a Deus em qualquer lugar em que estejais, em espírito e em verdade; que vivais rendendo graças diariamente pelas muitas misericórdias e bênçãos que ele vos concede.
39 Sim, e eu também vos exorto, meus irmãos, a vigiardes e orardes, para não serdes levados pelas tentações do diabo, de modo que ele não vos subjugue, para que não vos torneis seus súditos no último dia; pois eis que ele não vos recompensa com coisa alguma que seja boa.
40 E agora, meus amados irmãos, quisera exortar-vos a terdes paciência e a suportardes toda espécie de aflições; e a não ultrajardes aqueles que vos rejeitam devido a vossa extrema pobreza, para não vos tornardes pecadores como eles.
41 Mas tende paciência e suportai essas aflições com a firme esperança de que um dia descansareis de todas as vossas aflições.
CAPÍTULO 35
A pregação da palavra destrói a astúcia dos zoramitas—Eles expulsam os conversos que, então, se juntam ao povo de Amon, em Jérson—Alma entristece-se por causa da iniqüidade do povo. Aproximadamente 74 a.C.
1 ORA, aconteceu que tendo Amuleque acabado de dizer essas palavras, eles se afastaram da multidão e dirigiram-se à terra de Jérson.
2 Sim, e os outros irmãos, depois de haverem pregado a palavra aos zoramitas, partiram também para a terra de Jérson.
3 E aconteceu que depois de os mais influentes dos zoramitas se haverem consultado sobre as palavras que lhes haviam sido pregadas, indignaram-se por causa da palavra, porque destruía suas artimanhas; portanto não quiseram dar ouvidos às palavras.
4 E enviaram mensageiros por toda a terra, a fim de reunirem o povo e consultá-lo sobre as palavras que haviam sido proferidas.
5 Mas seus chefes e seus sacerdotes e seus mestres não permitiram que o povo conhecesse seus desígnios; portanto averiguaram secretamente a opinião de todo o povo.
6 E aconteceu que depois de haverem descoberto a opinião de todo o povo, desterraram os que eram a favor das palavras que haviam sido proferidas por Alma e seus irmãos; e eram muitos; e também foram para a terra de Jérson.
Äàòà ïóáëèêîâàíèÿ: 2014-11-18; Ïðî÷èòàíî: 212 | Íàðóøåíèå àâòîðñêîãî ïðàâà ñòðàíèöû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!
