Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 29 ñòðàíèöà



9 E este é o relato das guerras e contendas entre os nefitas e também das guerras entre nefitas e lamanitas; e terminou o décimo quinto ano do governo dos juízes.

10 E do primeiro ao décimo quinto ano houve a destruição de muitos milhares de vidas; sim, houve um terrível derramamento de sangue.

11 E os corpos de muitos milhares jazem debaixo da terra, enquanto outros milhares se estão putrefazendo, amontoados sobre a face da Terra; sim, e muitos milhares choram a perda de seus parentes, porque têm motivos para temer que estejam condenados a um estado de miséria sem fim, segundo as promessas do Senhor.

12 Enquanto muitos milhares de outros, ainda que chorem sinceramente a perda de seus parentes, alegram-se e exultam na esperança e até sabem, segundo as promessas do Senhor, que eles serão elevados para habitar à mão direita de Deus, num estado de felicidade sem fim._

13 Vemos, assim, quão grande é a desigualdade entre os homens por causa do pecado e da transgressão e do poder do diabo, que provém dos astutos planos por ele engendrados para enredar o coração dos homens.

14 E assim vemos a grande necessidade que o homem tem de trabalhar com diligência nas vinhas do Senhor; e assim vemos a grande causa da tristeza, como também da alegria—tristeza devido à morte e destruição dos homens; e alegria por causa da luz vivificante de Cristo.

CAPÍTULO 29

Alma deseja proclamar arrependimento com zelo angélico—O Senhor concede mestres a todas as nações—Alma gloria-se na obra do Senhor e no sucesso de Amon e seus irmãos. Aproximadamente 76 a.C.

1 OH! eu quisera ser um anjo e poder realizar o desejo de meu coração de ir e falar com a trombeta de Deus, com uma voz que estremecesse a terra, e proclamar arrependimento a todos os povos!

2 Sim, declararia a todas as almas, com voz como a do trovão, o arrependimento e o plano de redenção, para que se arrependessem e viessem ao nosso Deus, a fim de não haver mais tristeza em toda a face da Terra.

3 Mas eis que sou um homem e peco em meu desejo; porque deveria contentar-me com as coisas que o Senhor me concedeu.

4 Não deveria perturbar com os meus desejos o firme decreto de um Deus justo, porque sei que ele concede aos homens segundo os seus desejos, sejam estes para a morte ou para a vida; sim, sei que ele concede aos homens, sim, dá-lhes decretos inalteráveis segundo seus desejos, sejam eles para salvação ou para destruição.

5 Sim, e que o bem e o mal se apresentam a todos os homens; e aquele que não distingue o bem do mal não é culpado, mas aquele que distingue o bem do mal, a ele será dado segundo seus desejos, deseje ele o bem ou o mal, a vida ou a morte, a alegria ou o remorso de consciência.

6 Ora, uma vez que sei estas coisas, por que desejaria executar mais do que o trabalho para o qual fui chamado?

7 Por que desejaria eu ser um anjo, poder falar a todos os confins da Terra?

8 Porque eis que o Senhor concede a todas as nações que ensinem a sua palavra em sua própria nação e língua, sim, em sabedoria, tudo o que ele acha que devem receber; vemos, portanto, que o Senhor aconselha com sabedoria, segundo o que é justo e verdadeiro._

9 Sei o que o Senhor me ordenou e nisso me glorio. Não me glorio de mim mesmo, mas glorio-me naquilo que o Senhor me ordenou; sim, e esta é a minha glória, que talvez possa ser um instrumento nas mãos de Deus para trazer alguma alma ao arrependimento; e esta é a minha alegria.

10 E eis que quando vejo muitos de meus irmãos verdadeiramente penitentes e vindo ao Senhor seu Deus, minha alma enche-se de alegria; lembro-me então do que o Senhor fez por mim, sim, ouviu minha oração; sim, então me lembro de seu misericordioso braço, que se estendeu para mim.

11 Sim, e lembro-me também do cativeiro de meus pais; porque sei seguramente que o Senhor os livrou do cativeiro e assim estabeleceu a sua igreja; sim, o Senhor Deus, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó livrou-os do cativeiro.

12 Sim, lembro-me sempre do cativeiro de meus pais; e o mesmo Deus que os livrou das mãos dos egípcios livrou-os do cativeiro.

13 Sim, e aquele mesmo Deus estabeleceu sua igreja entre eles; sim, e aquele mesmo Deus chamou-me com um santo chamado para pregar a palavra a este povo; e permitiu que eu alcançasse grande êxito, com o que muito me regozijo.

14 Mas não me regozijo somente com o meu sucesso, porém minha alegria é maior por causa do sucesso de meus irmãos que subiram à terra de Néfi.

15 Eis que trabalharam muito e colheram muitos frutos; e quão grande será a sua recompensa!

16 Ora, quando penso no êxito desses meus irmãos, minha alma enleva-se tanto que parece separar-se do corpo, tão grande é minha alegria.

17 E agora possa Deus conceder a esses meus irmãos que se assentem no reino de Deus; sim, e também todos os que são os frutos de seus trabalhos, para que não saiam mais e louvem-no para sempre. E conceda Deus que aconteça segundo minhas palavras, de acordo com o que disse. Amém.

CAPÍTULO 30

Corior, o anticristo, ridiculariza Cristo, a expiação e o espírito de profecia—Ele ensina que não existe Deus nem queda do homem nem penalidade para o pecado nem Cristo—Alma testifica que Cristo virá e que todas as coisas indicam que existe um Deus—Corior exige um sinal e fica mudo—O diabo havia aparecido a Corior como um anjo e ensinara-lhe o que dizer—Corior é pisado e morre. Aproximadamente 76–74 a.C.

1 EIS então que aconteceu que após o povo de Amon se estabelecer na terra de Jérson, sim, e também depois que os lamanitas foram expulsos da terra e seus mortos enterrados pelo povo da terra—

2 Ora, seus mortos não foram contados, devido ao grande número deles; nem foram contados os mortos dos nefitas—mas aconteceu que depois de haverem enterrado seus mortos e também depois de alguns dias de jejum e pranto e oração (e foi durante o décimo sexto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi), começou a haver paz contínua em toda a terra.

3 Sim, e o povo empenhava-se em guardar os mandamentos do Senhor; e observavam estritamente as ordenanças de Deus, segundo a lei de Moisés, porque haviam sido ensinados a guardar a lei de Moisés, até que fosse cumprida.

4 E assim não houve distúrbios entre o povo durante todo o décimo sexto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.

5 E aconteceu que no princípio do décimo sétimo ano do governo dos juízes houve paz contínua.

6 Aconteceu, porém, que no final do décimo sétimo ano apareceu um homem na terra de Zaraenla; e ele era um anticristo, pois começou a pregar ao povo contra as profecias que haviam sido proferidas pelos profetas, relativas à vinda de Cristo.

7 Ora, não havia lei alguma contra a crença de um homem, porque era expressamente contrário aos mandamentos de Deus que se decretasse uma lei que deixasse os homens em desigualdade de condições.

8 Pois assim dizem as escrituras: Escolhei hoje a quem servireis.

9 Ora, se um homem desejasse servir a Deus, era seu privilégio, ou melhor, se ele acreditasse em Deus, era seu privilégio servi-lo; se nele não acreditasse, porém, não havia lei que o punisse.

10 Se cometesse um assassínio, entretanto, era castigado com a morte; e se roubasse, também era castigado; e se furtasse, também era castigado; e se cometesse adultério, também era castigado; sim, por todas essas iniqüidades eles eram punidos.

11 Porque havia uma lei que os homens deveriam ser julgados segundo seus crimes. Não obstante, nenhuma lei havia contra a crença de um homem; portanto o homem somente era castigado pelos crimes que cometia; portanto todos se achavam em igualdade de condições.

12 E esse anticristo, cujo nome era Corior (sobre quem a lei não tinha poder algum), começou a pregar ao povo que nenhum Cristo haveria; e pregava da seguinte maneira, dizendo:

13 Ó vós, que estais presos a uma louca e vã esperança, por que vos submeteis a semelhantes loucuras? Por que esperais por um Cristo? Porque nenhum homem pode saber de qualquer coisa que esteja por acontecer.

14 Eis que essas coisas a que chamais profecias, que dizeis haverem sido transmitidas por santos profetas, eis que não passam de tradições tolas de vossos pais.

15 Como podeis ter certeza delas? Eis que não podeis saber de coisas que não vedes; não podeis, portanto, saber que haverá um Cristo.

16 Olhais adiante e dizeis que vedes a remissão de vossos pecados. Mas eis que isso é efeito de uma mente desvairada; e esse transtorno de vossa mente é resultado das tradições de vossos pais, que vos induzem a acreditar em coisas que não são verdadeiras.

17 E disse-lhes muitas outras coisas semelhantes, afirmando-lhes que não poderia haver expiação para os pecados dos homens, mas que o quinhão de cada um nesta vida dependia de sua conduta; portanto cada homem prosperava segundo sua aptidão e cada homem conquistava segundo sua força; e nada que o homem fizesse seria crime.

18 E assim lhes pregava, desviando o coração de muitos, fazendo com que levantassem a cabeça em sua iniqüidade; sim, induzindo muitas mulheres e também homens a cometerem devassidão, dizendo-lhes que quando o homem morria, tudo se acabava.

19 Ora, esse homem também foi à terra de Jérson a fim de pregar essas coisas no meio do povo de Amon, que antes havia sido o povo dos lamanitas.

20 Mas eis que eles eram mais prudentes que muitos dos nefitas, porque o prenderam e amarraram-no e levaram-no à presença de Amon, que era sumo sacerdote daquele povo.

21 E aconteceu que ele fez com que o levassem para fora da terra. E ele foi para a terra de Gideão e começou também a pregar-lhes; e não obteve muito sucesso, pois foi preso e amarrado e levado à presença do sumo sacerdote e também do juiz supremo da terra.

22 E aconteceu que o sumo sacerdote lhe disse: Por que andas pervertendo os caminhos do Senhor? Por que ensinas a este povo que não haverá Cristo e interrompes seu regozijo? Por que falas contra todas as profecias dos santos profetas?

23 Ora, o nome desse sumo sacerdote era Gidona. E Corior respondeu-lhe: Porque eu não ensino as tolas tradições de vossos pais e porque não ensino este povo a submeter-se às tolas ordenanças e cerimônias impostas por sacerdotes antigos para usurparem o poder e exercerem autoridade sobre eles, a fim de conservá-los em ignorância, para que não levantem a cabeça mas submetam-se a vossas palavras.

24 Dizeis que este povo é um povo livre. Eis que eu digo que estão no cativeiro. Dizeis que essas antigas profecias são verdadeiras. Eis que vos digo que não sabeis se são verdadeiras.

25 Dizeis que este povo é culpado e decaído, por causa da transgressão de um pai. Eis que digo que um filho não é culpado por causa de seus pais.

26 E dizeis também que Cristo virá. Mas eis que vos digo que não sabeis se haverá um Cristo. E dizeis também que ele será morto pelos pecados do mundo—

27 E assim induzis este povo a acreditar nas tolas tradições de vossos pais e segundo vossos próprios desejos, conservando-os submissos, como se estivessem no cativeiro, para assim vos saciardes com o trabalho de suas mãos, de modo que não se atrevem a levantar a vista destemidamente nem a usufruir seus direitos e privilégios.

28 Sim, não se atrevem a fazer uso do que lhes pertence, a fim de não ofenderem seus sacerdotes que os subjugam segundo seus desejos e fizeram-nos acreditar, pelas suas tradições e seus sonhos e seus caprichos e suas visões e seus pretensos mistérios que, se não procederem de acordo com suas palavras, ofenderão algum ser desconhecido que dizem ser Deus—um ser que nunca foi visto nem conhecido, que nunca existiu nem existirá.

29 Ora, quando o sumo sacerdote e o juiz supremo viram a dureza de seu coração, sim, quando viram que ele insultaria até mesmo Deus, não quiseram responder a suas palavras, mas mandaram amarrá-lo; e entregaram-no nas mãos dos oficiais e enviaram-no à terra de Zaraenla, para ser levado à presença de Alma e do juiz supremo, que era governador de toda a terra.

30 E aconteceu que quando foi levado à presença de Alma e do juiz supremo, ele continuou a portar-se do mesmo modo que na terra de Gideão; sim, continuou a blasfemar.

31 E falou, usando palavras cada vez mais exaltadas diante de Alma; e insultou os sacerdotes e mestres, acusando-os de desviarem o povo, segundo as tolas tradições de seus pais, para saciarem-se com o trabalho do povo.

32 Disse-lhe então Alma: Tu sabes que não nos saciamos com o trabalho deste povo; porque eis que tenho trabalhado desde o começo do governo dos juízes até agora com minhas próprias mãos para o meu sustento, apesar de minhas inúmeras viagens por toda a terra, a fim de pregar a palavra de Deus a meu povo.

33 E não obstante os muitos trabalhos que fiz na igreja, nunca recebi um senine que fosse por meu trabalho; nem tampouco qualquer de meus irmãos, a não ser na cadeira de juiz; e então recebemos apenas o estipulado por lei pelo nosso tempo.

34 E agora, se nada recebemos pelos nossos trabalhos na igreja, que proveito temos em trabalhar na igreja, a não ser divulgar a verdade, a fim de nos regozijarmos com a alegria de nossos irmãos?

35 Por que dizes tu, então, que pregamos a este povo para obter lucro, quando tu próprio sabes que nada recebemos? E agora, acreditas que é porque enganamos este povo que há tanta alegria em seu coração?

36 E Corior respondeu-lhe: Sim.

37 Perguntou-lhe então Alma: Acreditas que exista um Deus?

38 E ele respondeu: Não.

39 Disse-lhe então Alma: Negarás outra vez que exista um Deus e negarás também o Cristo? Pois eis que te digo que sei que existe um Deus e também que o Cristo virá.

40 E agora, que provas tens de que Deus não existe ou de que o Cristo não virá? Afirmo-te que nenhuma tens, a não ser a tua própria palavra.

41 Eis, porém, que tenho todas as coisas como testemunho de que estas coisas são verdadeiras; e tu também tens todas as coisas como testemunho de que são verdadeiras; e irás negá-las? Acreditas que essas coisas sejam verdadeiras?

42 Eis que eu sei que tu acreditas, mas estás possuído por um espírito mentiroso e afastaste o Espírito de Deus, de maneira que não tem lugar em ti; mas o diabo tem poder sobre ti e te conduz, inventando subterfúgios para destruir os filhos de Deus.

43 E então disse Corior a Alma: Se me mostrares um sinal que me convença de que existe um Deus, sim, se me mostrares que ele tem poder, eu então me convencerei da veracidade de tuas palavras.

44 Mas disse-lhe Alma: Tu já tiveste muitos sinais; queres ainda tentar a teu Deus? Queres ainda que te mostre um sinal, quando tens o testemunho de todos estes irmãos, assim como o dos santos profetas? As escrituras estão diante de ti, sim, e todas as coisas mostram que existe um Deus; sim, até mesmo a Terra e tudo que existe sobre a sua face, sim, e seu movimento, sim, e também todos os planetas que se movem em sua ordem regular testemunham que existe um Criador Supremo.

45 E, contudo, andas desviando o coração deste povo, testificando-lhe que Deus não existe? E queres ainda negar todos esses testemunhos? E ele disse: Sim, eu negarei, a menos que tu me mostres um sinal.

46 E aconteceu que Alma lhe disse: Eis que estou aflito pela dureza de teu coração; sim, por ainda resistires ao espírito da verdade, o que poderá destruir-te a alma.

47 Mas eis que é melhor perderes tua alma do que seres o instrumento da destruição de muitas almas, por tuas mentiras e por tuas palavras lisonjeiras; portanto, se negares novamente, eis que Deus te ferirá, de modo que ficarás mudo, para que nunca mais abras a boca nem enganes este povo.

48 Disse-lhe então Corior: Não nego a existência de um Deus, mas não acredito que exista um Deus; e digo também que não sabes que existe um Deus e, a menos que me mostres um sinal, não acreditarei.

49 Disse-lhe então Alma: Isto te darei por sinal: tu ficarás mudo, de acordo com minhas palavras; e afirmo que em nome de Deus ficarás mudo, de modo que não mais falarás.

50 Ora, quando Alma pronunciou estas palavras, Corior ficou mudo, não podendo mais falar, conforme as palavras de Alma.

51 E então, quando viu isso, o juiz supremo estendeu a mão e escreveu a Corior: Estás convencido do poder de Deus? Em quem desejavas que Alma mostrasse seu sinal? Quiseras que tivesse afligido a outros para dar-te um sinal? Eis que ele te deu um sinal; e agora continuarás a duvidar? _

52 E Corior, estendendo a mão, escreveu: Sei que estou mudo, porque não posso falar; e sei que nada, a não ser o poder de Deus, poderia fazer-me isto; sim, e eu sempre soube que existia um Deus.

53 Mas eis que o diabo me enganou, porque me apareceu na forma de um anjo e disse-me: Vai e regenera este povo, porque todos se perderam, seguindo um Deus desconhecido. E ele disse-me: Deus não existe; sim, e ensinou-me o que eu deveria dizer. E eu ensinei as suas palavras; e ensinei-as porque eram agradáveis à mente carnal; e ensinei-as até obter muito êxito, tanto assim que eu realmente acreditei que eram verdadeiras; e por essa razão opus-me à verdade, até trazer sobre mim esta grande maldição.

54 Ora, tendo dito isso, suplicou a Alma que orasse a Deus, pedindo que a maldição lhe fosse tirada.

55 Alma, porém, disse-lhe: Se esta maldição te fosse tirada, tu novamente perverterias o coração deste povo; portanto, faça-se contigo de acordo com a vontade do Senhor.

56 E aconteceu que a maldição não foi tirada de Corior; mas ele foi expulso e ia de casa em casa, mendigando alimento.

57 Ora, a notícia do que havia sucedido a Corior foi imediatamente anunciada em toda a terra; sim, o juiz supremo enviou uma proclamação a todo o povo da terra, declarando aos que haviam acreditado nas palavras de Corior que deveriam arrepender-se rapidamente, para que o mesmo castigo não lhes sobreviesse.

58 E aconteceu que todos se convenceram da iniqüidade de Corior; portanto todos se converteram novamente ao Senhor e isso pôs fim à iniqüidade pregada por Corior. E Corior ia de casa em casa mendigando comida para seu sustento.

59 E aconteceu que, ao andar no meio do povo, sim, um povo que se havia separado dos nefitas e tomado o nome de zoramitas, sendo guiados por um homem cujo nome era Zorã—e ao andar no meio deles, eis que foi atropelado e pisoteado até a morte.

60 E assim vemos o fim daquele que perverte os caminhos do Senhor; e assim vemos também que o diabo não amparará seus filhos no último dia, mas arrasta-os rapidamente para o inferno.

CAPÍTULO 31

Alma chefia uma missão para recuperar os zoramitas apóstatas—Os zoramitas negam a Cristo, crêem num falso conceito de eleição e adoram com orações preestabelecidas—Os missionários ficam cheios do Santo Espírito—Suas aflições são sobrepujadas pela alegria em Cristo. Aproximadamente 74 a.C.

1 ORA, aconteceu que depois do fim de Corior, tendo Alma recebido notícia de que os zoramitas estavam pervertendo os caminhos do Senhor e de que Zorã, que era seu chefe, estava induzindo o coração do povo a curvar-se diante de ídolos mudos, seu coração começou a afligir-se novamente por causa da iniqüidade do povo.

2 Porque foi motivo de grande dor para Alma saber da iniqüidade no meio de seu povo; portanto seu coração se entristeceu muito por causa da separação dos zoramitas e nefitas.

3 Ora, os zoramitas haviam-se reunido numa terra a que deram o nome de Antiônum, que ficava a leste da terra de Zaraenla, que quase fazia fronteira com o mar, que ficava ao sul da terra de Jérson, que também se limitava com o deserto sul, o qual estava cheio de lamanitas.

4 Ora, os nefitas temiam muito que os zoramitas se aliassem aos lamanitas e que isso pudesse causar grande perda aos nefitas.

5 Ora, como a pregação da palavra exercia uma grande influência sobre o povo, levando-o a praticar o que era justo—sim, surtia um efeito mais poderoso sobre a mente do povo do que a espada ou qualquer outra coisa que lhe houvesse acontecido—Alma, portanto, pensou que seria aconselhável pôr à prova a virtude da palavra de Deus.

6 Tomou, portanto, Amon e Aarão e Ômner e deixou Hímni na igreja de Zaraenla; mas levou consigo os três primeiros e também Amuleque e Zeezrom, que estavam em Meleque; e levou também dois de seus filhos.

7 Ora, não levou consigo o mais velho de seus filhos, cujo nome era Helamã; e os nomes dos filhos que levou eram Siblon e Coriânton; e esses eram os nomes dos que foram com ele pregar a palavra aos zoramitas.

8 Ora, os zoramitas eram dissidentes dos nefitas; portanto já lhes havia sido ensinada a palavra de Deus.

9 Eles, porém, haviam cometido grandes erros, porque não observavam os mandamentos de Deus nem os seus estatutos, segundo a lei de Moisés.

10 Nem queriam observar as práticas da igreja de continuar a orar e suplicar diariamente a Deus, para não cair em tentação.

11 Enfim, pervertiam os caminhos do Senhor de muitos modos; portanto, por este motivo, Alma e seus irmãos entraram na terra para pregar-lhes a palavra.

12 Ora, quando chegaram à terra, eis que notaram, com grande espanto, que os zoramitas haviam construído sinagogas e que se reuniam certo dia da semana, ao qual chamavam dia do Senhor; e adoravam de um modo que Alma e seus irmãos ainda não haviam visto;

13 Pois haviam construído no centro de sua sinagoga um local para ficarem de pé, que ficava mais alto que a cabeça, em cuja parte superior só cabia uma pessoa.

14 Portanto, quem desejasse adorar devia subir nessa plataforma e estender as mãos para o céu e clamar em alta voz, dizendo:

15 Santo, Santo Deus; cremos que és Deus e cremos que és santo; e que eras um espírito e que és um espírito e que serás um espírito para sempre.

16 Santo Deus, cremos que nos separaste de nossos irmãos; e não cremos nas tradições de nossos irmãos que lhes foram transmitidas pela infantilidade de seus pais; mas cremos que tu nos elegeste para sermos teus santos filhos; e também nos fizeste saber que nenhum Cristo haverá.

17 Mas tu és o mesmo ontem, hoje e para sempre; e elegeste-nos para sermos salvos, enquanto que todos ao nosso redor foram escolhidos para serem, pela tua ira, lançados no inferno; por essa santidade, ó Deus, agradecemos-te; e também te rendemos graças por nos haveres elegido, a fim de que não sejamos desencaminhados pelas tolas tradições de nossos irmãos que os forçam a crer em Cristo, afastando-lhes o coração para longe de ti, Deus nosso!

18 E novamente te rendemos graças, ó Deus, por sermos um povo eleito e santo. Amém.

19 Ora, aconteceu que tendo Alma e seus irmãos e seus filhos ouvido essas orações, ficaram extremamente admirados.

20 Pois eis que cada um se adiantava e proferia essas mesmas orações.

21 Ora, esse lugar era por eles chamado Rameumptom, que quer dizer púlpito sagrado.

22 Ora, desse púlpito cada homem oferecia a mesma oração a Deus, agradecendo a seu Deus por terem sido escolhidos por ele e por ele não os ter induzido a seguir as tradições de seus irmãos e não ter deixado que seu coração fosse atraído pela crença em coisas futuras, das quais nada sabiam.

23 Ora, depois de todo o povo agradecer dessa forma, voltavam para casa, não falando mais em seu Deus até que se reunissem novamente, diante do púlpito sagrado, para render graças a sua maneira.

24 Ora, quando viu tudo isso Alma ficou triste, porque percebeu que eram um povo iníquo e perverso; sim, viu que tinham o coração posto no ouro e na prata e em toda espécie de objetos finos.

25 Sim, viu também que, por causa de seu orgulho, seu coração estava ensoberbecido e eles vangloriavam-se.

26 E elevou a voz ao céu e clamou, dizendo: Ó Senhor, até quando permitirás que teus servos habitem aqui na carne, para presenciarem tão grandes iniqüidades entre os filhos dos homens?

27 Eis que, ó Deus, eles clamam a ti; entretanto seu coração está dominado pelo orgulho. Eis que, ó Deus, clamam a ti com os lábios, enquanto estão grandemente ensoberbecidos com as coisas vãs do mundo.

28 Eis, ó meu Deus, seus suntuosos ornamentos e seus anéis e seus braceletes e seus enfeites de ouro e todas as coisas preciosas com que estão adornados; e eis que seu coração está preso a essas coisas e, no entanto, clamam a ti, dizendo: Agradecemos-te, ó Deus, por sermos um povo escolhido por ti, enquanto outros perecerão.

29 Sim, e dizem que tu lhes fizeste saber que não haverá um Cristo.

30 Ó, Senhor Deus, até quando permitirás que exista tal iniqüidade e infidelidade? Ó Senhor, dá-me forças para suportar minhas fraquezas, pois sou débil e a iniqüidade deste povo contrista-me a alma.

31 Ó Senhor, meu coração está extremamente aflito; consola minha alma em Cristo. Ó Senhor, concede-me forças para suportar com paciência essas aflições que sofrerei por causa da iniqüidade deste povo.

32 Ó Senhor, conforta-me a alma e faze com que eu tenha êxito, assim como os companheiros que estão comigo—sim, Amon e Aarão e Ômner e também Amuleque e Zeezrom e também meus dois filhos—sim, ó Senhor, conforta-os a todos! Sim, conforta-lhes a alma em Cristo!

33 Concede-lhes forças para suportarem as aflições que lhes advirão por causa das iniqüidades deste povo.

34 Ó Senhor, permite que tenhamos êxito em trazê-los novamente a ti, em Cristo.

35 Eis, ó Senhor, que sua alma é preciosa e muitos deles são nossos irmãos; dá-nos, portanto, ó Senhor, poder e sabedoria para trazermos esses nossos irmãos novamente a ti.





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