Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 28 ñòðàíèöà



15 Oh! Quão misericordioso é nosso Deus! E agora, desde que isso foi tudo o que pudemos fazer para que nossas manchas nos fossem tiradas e nossas espadas tornadas brilhantes, eis que vamos escondê-las, para que conservem seu brilho como um testemunho a nosso Deus no último dia, ou seja, no dia em que formos levados a sua presença a fim de sermos julgados, de que não manchamos nossas espadas com o sangue de nossos irmãos, desde que ele nos revelou sua palavra e por ela purificou-nos.

16 E agora, meus irmãos, se nossos irmãos procurarem destruir-nos, eis que esconderemos nossas espadas, sim, enterrá-las-emos nas profundidades da terra, para que se conservem brilhantes, como testemunho, no último dia, de que nunca as usamos; e se nossos irmãos nos destruírem, eis que iremos para nosso Deus e seremos salvos.

17 E então aconteceu que quando o rei acabou de dizer essas coisas, estando todo o povo reunido, tomaram as espadas e todas as armas que eram usadas para derramar sangue humano e enterraram-nas profundamente na terra.

18 E isso fizeram porque, a seu ver, era um testemunho a Deus e também aos homens de que nunca mais usariam armas para derramar sangue humano; e assim fizeram, prometendo e fazendo convênio com Deus de que, antes de derramar o sangue de seus irmãos, sacrificariam a própria vida; de que, ao invés de tirar de um irmão, lhe dariam; de que, ao invés de passar os dias em ociosidade, trabalhariam muito com as próprias mãos.

19 E assim vemos que quando esses lamanitas foram levados a conhecer a verdade e nela acreditar, mantiveram-se firmes e preferiam sofrer até a morte a pecar; e assim vemos que enterraram suas armas de paz, ou melhor, enterraram as armas de guerra em favor da paz.

20 E aconteceu que seus irmãos, os lamanitas, fizeram preparativos para a guerra e subiram à terra de Néfi com o propósito de destruir o rei e substituí-lo por outro; e também de destruir o povo de Ânti-Néfi-Leí._

21 Ora, quando o povo viu que os lamanitas vinham atacá-los, saíram-lhes ao encontro e prostraram-se por terra diante deles e começaram a invocar o nome do Senhor; e estavam nessa atitude quando os lamanitas começaram a atacá-los e a matá-los com a espada._

22 E assim, sem encontrarem resistência alguma, mataram mil e cinco deles; e sabemos que eles são abençoados, porque foram morar com seu Deus.

23 Ora, quando os lamanitas viram que seus irmãos não fugiam da espada nem se voltavam para a direita nem para a esquerda, mas que se deitavam e morriam e louvavam a Deus até mesmo no momento de serem abatidos pela espada—

24 Ora, quando os lamanitas viram isso, abstiveram-se de matá-los; e muitos houve que se sentiram condoídos pelos seus irmãos que haviam caído pela espada, porque se arrependeram do que haviam feito.

25 E aconteceu que arremessaram ao chão suas armas de guerra e não as quiseram mais pegar, porque estavam compungidos pelos assassinatos que haviam cometido; e ajoelharam-se, assim como seus irmãos, confiando na clemência dos que tinham os braços levantados para matá-los.

26 E aconteceu que, naquele dia, ao povo de Deus juntaram-se mais do que os que haviam sido mortos; e os que foram mortos eram justos; não temos, portanto, razão para duvidar de que foram salvos.

27 E não havia um homem iníquo entre os que foram mortos; mais de mil, porém, chegaram ao conhecimento da verdade; e assim vemos que o Senhor trabalha de vários modos para salvar seu povo.

28 Ora, a maior parte dos lamanitas que mataram tantos de seus irmãos era composta de amalequitas e amulonitas, pertencendo em sua maioria à ordem dos neores.

29 Ora, entre os que se juntaram ao povo do Senhor, nenhum havia que fosse amalequita nem amulonita nem que fosse da ordem de Neor, mas eram todos descendentes de Lamã e Lemuel.

30 E assim podemos compreender claramente que, se depois de haver sido iluminado uma vez pelo Espírito de Deus e ter tido grande conhecimento das coisas referentes à retidão, um povo cai em pecado e transgressão, torna-se ainda mais endurecido e assim seu estado se torna pior do que se nunca tivesse conhecido essas coisas.

CAPÍTULO 25

Aumentam as agressões lamanitas—A semente dos sacerdotes de Noé perece, conforme Abinádi profetizara—Muitos lamanitas são convertidos e juntam-se ao povo de Ânti-Néfi-Leí—Eles crêem em Cristo e guardam a lei de Moisés. Aproximadamente 90–77 a.C.

1 E EIS que então aconteceu que aqueles lamanitas ficaram mais zangados porque haviam matado seus irmãos; portanto juraram vingança contra os nefitas e não mais tentaram matar o povo de Ânti-Néfi-Leí naquela ocasião.

2 Mas tomaram seus exércitos e atravessaram as fronteiras da terra de Zaraenla e atacaram o povo que estava na terra de Amonia e destruíram-no.

3 E depois disso tiveram muitas batalhas contra os nefitas, nas quais foram rechaçados e mortos.

4 E entre os lamanitas que foram mortos estava quase toda a descendência de Amulon e seus irmãos, que eram os sacerdotes de Noé; e foram mortos pelas mãos dos nefitas.

5 E os remanescentes, tendo fugido para o deserto do leste e usurpado o poder e a autoridade dos lamanitas, fizeram com que muitos dos lamanitas perecessem pelo fogo, devido a sua crença—

6 Porque muitos deles, depois de haverem sofrido grandes perdas e tantas aflições, começaram a lembrar-se das palavras que Aarão e seus irmãos lhes haviam pregado em sua terra; portanto começaram a descrer das tradições de seus pais e a acreditar no Senhor e em que ele dera grande poder aos nefitas; e assim muitos deles foram convertidos no deserto.

7 E aconteceu que os governantes que eram remanescentes dos filhos de Amulon fizeram com que fossem mortos, sim, todos os que acreditavam nessas coisas.

8 Ora, esse martírio provocou a ira de muitos de seus irmãos e começou a haver contendas no deserto; e os lamanitas começaram a perseguir os descendentes de Amulon e seus irmãos e começaram a matá-los; e eles fugiram para o deserto do leste.

9 E eis que até hoje são perseguidos pelos lamanitas. Cumpriram-se, assim, as palavras de Abinádi a respeito dos descendentes dos sacerdotes que o haviam feito morrer pelo fogo.

10 Porque ele lhes dissera: O que me fizerdes será um símbolo de coisas que irão acontecer.

11 E Abinádi foi o primeiro a sofrer a morte pelo fogo, por causa de sua crença em Deus; ora, isto foi o que quis dizer: que muitos sofreriam morte pelo fogo, assim como ele sofrera.

12 E ele dissera aos sacerdotes de Noé que seus descendentes fariam com que muitos fossem mortos do mesmo modo que ele; e que eles seriam dispersos e mortos, assim como uma ovelha que não tem pastor é perseguida e morta por animais ferozes; e agora, eis que essas palavras se cumpriram, porque eles foram rechaçados pelos lamanitas e foram perseguidos e foram mortos.

13 E aconteceu que quando os lamanitas viram que não conseguiam sobrepujar os nefitas, voltaram para sua própria terra; e muitos deles foram morar na terra de Ismael e na terra de Néfi, unindo-se ao povo de Deus, que era o povo de Ânti-Néfi-Leí.

14 E eles também enterraram suas armas de guerra, segundo haviam feito seus irmãos; e começaram a ser um povo justo; e trilharam os caminhos do Senhor e procuraram guardar seus mandamentos e seus estatutos.

15 Sim, e guardaram a lei de Moisés; pois era necessário que ainda guardassem a lei de Moisés, porque não estava toda cumprida. Mas, não obstante a lei de Moisés, aguardavam ansiosamente a vinda de Cristo, considerando a lei mosaica um símbolo de sua vinda e acreditando que deviam praticar aquelas cerimônias exteriores até o tempo em que ele lhes fosse revelado.

16 Ora, eles não acreditavam que a salvação lhes viesse por meio da lei de Moisés; a lei de Moisés, porém, serviu para fortalecer-lhes a fé em Cristo; e assim, por meio da fé, mantinham a esperança da salvação eterna, confiando no espírito de profecia que falava dessas coisas futuras.

17 E então eis que Amon e Aarão e Ômner e Hímni e seus irmãos se regozijaram imensamente pelo êxito obtido entre os lamanitas, vendo que o Senhor lhes havia concedido conforme as suas orações e que ele havia também cumprido sua palavra em cada pormenor.

CAPÍTULO 26

Amon gloria-se no Senhor—Os fiéis são fortalecidos pelo Senhor e recebem conhecimento—Pela fé os homens podem trazer milhares de almas ao arrependimento—Deus tem todo o poder e compreende todas as coisas. Aproximadamente 90–77 a.C.

1 ORA, estas são as palavras que Amon disse a seus irmãos: Meus irmãos e meus irmãos na fé, eis que vos digo que temos grandes razões para nos regozijarmos; porque poderíamos nós supor, quando partimos da terra de Zaraenla, que Deus nos concederia tão grandes bênçãos?

2 E agora pergunto: Quais as grandes bênçãos que ele nos concedeu? Podeis dizer?

3 Eis que respondo por vós; pois nossos irmãos, os lamanitas, estavam em trevas, sim, no mais tenebroso abismo; quantos deles, porém, foram levados a ver a maravilhosa luz de Deus! E esta é a bênção que nos foi concedida: que fomos transformados em instrumentos nas mãos de Deus, para realizar esta grande obra.

4 Eis que milhares deles se regozijam e foram trazidos ao rebanho de Deus.

5 Eis que o campo estava maduro e abençoados sois por haverdes usado a foice e segado com vigor; sim, haveis trabalhado o dia todo e eis o número de vossos feixes! E serão recolhidos aos celeiros, para que não sejam desperdiçados.

6 Sim, não serão abatidos pela tempestade no último dia; sim, nem perturbados pelos furacões; mas quando vier a tempestade, serão reunidos em seu lugar para que a tempestade não os possa atingir; sim, nem serão impelidos pelos ventos fortes para onde o inimigo queira levá-los.

7 Mas eis que estão nas mãos do Senhor da colheita e pertencem-lhe; e ele levantá-los-á no último dia.

8 Bendito seja o nome de nosso Deus! Cantemos em seu louvor, sim, demos graças a seu santo nome, porque ele pratica a justiça eternamente!

9 Pois se não tivéssemos saído da terra de Zaraenla, estes nossos irmãos muito amados, que tanto nos têm amado, achar-se-iam ainda atormentados pelo ódio que nos tinham, sim, e teriam sido também estranhos a Deus.

10 E aconteceu que tendo Amon pronunciado essas palavras, seu irmão Aarão censurou-o, dizendo: Temo, Amon, que tua alegria te leve à vanglória.

11 Amon, porém, disse-lhe: Não me vanglorio de minha própria força nem de minha própria sabedoria; mas eis que minha alegria é completa, sim, meu coração transborda de alegria e regozijar-me-ei em meu Deus.

12 Sim, sei que nada sou; quanto a minha força, sou débil; portanto não me vangloriarei de mim mesmo, mas gloriar-me-ei em meu Deus, porque com sua força posso fazer todas as coisas; sim, eis que fizemos muitos milagres nesta terra, pelo que louvaremos o seu nome para sempre.

13 Eis que quantos milhares de nossos irmãos ele livrou das penas do inferno! E eles foram levados a cantar o amor que redime e isto graças ao poder de sua palavra que está em nós; não temos, portanto, motivo para regozijar-nos?

14 Sim, temos motivos para louvá-lo para sempre, porque ele é o Deus Altíssimo e livrou nossos irmãos dos grilhões do inferno.

15 Sim, estavam envolvidos por trevas eternas e destruição, mas eis que ele os trouxe a sua luz eterna, sim, à salvação eterna; e estão envolvidos pela incomparável generosidade de seu amor; sim, e fomos instrumentos em suas mãos para realizar esta grande e maravilhosa obra.

16 Gloriemo-nos, portanto, sim, gloriar-nos-emos no Senhor; sim, rejubilar-nos-emos, pois nossa alegria é completa; sim, louvaremos nosso Deus para sempre. Quem poderá gloriar-se demasiadamente no Senhor? Sim, quem poderá falar em demasia de seu grande poder e de sua misericórdia e de sua longanimidade para com os filhos dos homens? Eis que vos digo que não posso expressar nem a mínima parte do que sinto.

17 Quem havia de supor que nosso Deus seria tão misericordioso a ponto de resgatar-nos de nosso estado terrível, pecador e corrompido?

18 Eis que saímos com ira e muitas ameaças para destruir a sua igreja.

19 Oh! Então por que não nos entregou a uma terrível destruição? Sim, por que não deixou que a espada de sua justiça caísse sobre nós e nos condenasse ao desespero eterno?

20 Oh! A minha alma quase se esvaece a este pensamento. Eis que ele não exerceu sua justiça sobre nós, mas em sua grande misericórdia fez-nos saltar esse sempiterno abismo da morte e miséria, para a salvação de nossa alma.

21 E agora, meus irmãos, que homem natural existe que conheça essas coisas? Digo-vos que não existe quem conheça essas coisas, a não ser o penitente.

22 Sim, aquele que se arrepende e exercita a fé e faz boas obras e ora continuamente sem cessar—a esse é permitido conhecer os mistérios de Deus; sim, e a esse será permitido revelar coisas nunca antes reveladas; sim, a esse será permitido levar milhares de almas ao arrependimento, assim como a nós nos foi permitido levar estes nossos irmãos ao arrependimento.

23 E agora vos lembrais, meus irmãos, de que dissemos aos nossos irmãos na terra de Zaraenla que subiríamos à terra de Néfi, a fim de pregar a nossos irmãos, os lamanitas, e eles com desprezo zombaram de nós?

24 Pois disseram-nos: Supondes que podeis levar os lamanitas a conhecerem a verdade? Supondes que podereis convencer os lamanitas da incorreção das tradições de seus pais, quando são um povo obstinado, cujo coração se deleita no derramamento de sangue, cujos dias foram passados na mais vil iniqüidade, cujas sendas têm sido as sendas do transgressor desde o início? Agora, lembrai-vos, meus irmãos, de que foi deste modo que falaram.

25 E disseram mais: Peguemos em armas contra eles para exterminá-los da terra juntamente com suas iniqüidades, para que não nos invadam e exterminem.

26 Eis, porém, meus amados irmãos, que não viemos ao deserto com o propósito de destruir nossos irmãos, mas com o propósito de talvez salvar a alma de alguns deles.

27 Ora, quando nosso coração se achava deprimido e estávamos para voltar, eis que o Senhor nos confortou e disse: Ide para o meio de vossos irmãos, os lamanitas, e suportai com paciência vossas aflições; e eu farei com que tenhais êxito.

28 E agora, eis que viemos e permanecemos entre eles; e temos sido pacientes em nossos sofrimentos e padecido toda sorte de privações; sim, viajamos de casa em casa, contando com a misericórdia do mundo—não somente com a misericórdia do mundo, mas com a misericórdia de Deus.

29 E entramos em suas casas e ensinamo-los; e ensinamo-los nas ruas; sim, e ensinamo-los sobre os montes; e também entramos em seus templos e suas sinagogas e ensinamo-los; e fomos rechaçados e escarnecidos e cuspidos e esbofeteados; e fomos apedrejados e amarrados com fortes cordas e lançados na prisão; e pelo poder e sabedoria de Deus, fomos novamente postos em liberdade.

30 E padecemos toda espécie de sofrimentos; e tudo isso para que talvez pudéssemos ser o instrumento da salvação de algumas almas; e supúnhamos que nossa alegria seria completa, se porventura conseguíssemos ser instrumento da salvação de alguns.

31 Agora, eis que podemos olhar e ver os frutos de nosso trabalho; e são eles poucos? Eu vos digo: Não, são muitos; sim, e podemos testemunhar a sinceridade deles por causa de seu amor a seus irmãos e também a nós.

32 Pois eis que preferiram sacrificar a própria vida a tirar a vida de seus inimigos; e enterraram suas armas de guerra profundamente no solo, por causa de seu amor aos irmãos.

33 E agora, eis que vos digo: Houve já tão grande amor em toda a terra? Eis que vos digo: Não, não houve, nem mesmo entre os nefitas.

34 Porque eis que pegariam em armas contra seus irmãos; não se deixariam matar. Quantos destes, porém, sacrificaram a vida! E sabemos que foram ter com Deus por causa de seu amor e de seu ódio ao pecado.

35 Ora, não temos razão para regozijar-nos? Sim, eu vos digo que, desde o começo do mundo, nunca existiu alguém que tivesse tão grandes razões para regozijar-se, como nós; sim, e minha alegria transborda, a ponto de gloriar-me em meu Deus; porque ele tem todo o poder, toda a sabedoria e todo o entendimento; ele compreende todas as coisas e é um Ser misericordioso, que salva aqueles que se arrependem e acreditam em seu nome.

36 Ora, se isso é vangloriar-se, eu então me vanglorio; porque isso é minha vida e minha luz, meu júbilo, minha salvação e minha redenção da eterna angústia. Sim, bendito é o nome de meu Deus que se lembrou deste povo, que é um ramo da árvore de Israel e que se havia perdido de seu tronco numa terra estranha; sim, digo eu, bendito seja o nome de meu Deus que se lembrou de nós, peregrinos numa terra estranha.

37 Agora, meus irmãos, vemos que Deus se lembra de todos os povos, estejam na terra em que estiverem; sim, ele conta o seu povo e suas entranhas de misericórdia cobrem toda a Terra. Ora, esta é minha alegria e minha grande gratidão; sim, darei graças a meu Deus para sempre. Amém.

CAPÍTULO 27

O Senhor manda Amon levar o povo de Ânti-Néfi-Leí a um lugar seguro—Ao encontrar Alma, a alegria de Amon exaure-lhe as forças—Os nefitas dão aos ânti-néfi-leítas a terra de Jérson —Eles são chamados povo de Amon. Aproximadamente 90–77 a.C.

1 ORA, aconteceu que quando os lamanitas que haviam ido guerrear os nefitas descobriram, depois de haverem empregado muitos esforços para destruí-los, que era inútil procurar destruí-los, retornaram à terra de Néfi.

2 E aconteceu que os amalequitas, devido a suas perdas, ficaram muito irados. E quando viram que não conseguiam vingar-se dos nefitas, começaram a incitar o povo contra seus irmãos, o povo de Ânti-Néfi-Leí; portanto começaram novamente a destruí-los.

3 Ora, este povo outra vez se recusou a pegar em armas e deixou-se matar, segundo o desejo dos seus inimigos.

4 Ora, quando Amon e seus irmãos viram essa obra de destruição dos que eles tanto amavam e daqueles que tanto os haviam amado—porque os tratavam como anjos enviados por Deus para salvá-los da destruição eterna—portanto, quando Amon e seus irmãos viram essa grande obra de destruição, foram tomados de compaixão e disseram ao rei:

5 Reunamos este povo do Senhor e desçamos à terra de Zaraenla, onde estão nossos irmãos, os nefitas, e fujamos das mãos de nossos inimigos a fim de não sermos destruídos.

6 Mas disse-lhes o rei: Eis que os nefitas nos destruirão, por causa dos muitos assassinatos e pecados que contra eles cometemos.

7 E Amon disse: Irei e consultarei o Senhor; e se ele nos disser que desçamos até nossos irmãos, ireis?

8 E disse-lhe o rei: Sim, se o Senhor nos disser que devemos ir, desceremos até nossos irmãos e seremos seus escravos até repararmos os muitos homicídios e pecados que cometemos contra eles.

9 Mas Amon disse-lhe: É contra a lei de nossos irmãos, que foi estabelecida por meu pai, que haja escravos entre eles; desçamos, portanto, e confiemos na misericórdia de nossos irmãos.

10 Disse-lhe, porém, o rei: Perguntai ao Senhor e, se ele disser que devemos ir, iremos; do contrário, pereceremos na terra.

11 E aconteceu que Amon foi e perguntou ao Senhor; e o Senhor disse-lhe:

12 Tira este povo desta terra, para que não pereça; porque Satanás tem grande poder sobre o coração dos amalequitas, que incitam os lamanitas à ira contra seus irmãos para matá-los. Sai, portanto, desta terra; e abençoado é este povo nesta geração, porque o preservarei.

13 E então aconteceu que Amon foi e contou ao rei tudo o que o Senhor lhe dissera.

14 E reuniram todo o seu povo, sim, todo o povo do Senhor, e reuniram todos os seus rebanhos e manadas e partiram da terra, entrando no deserto que dividia a terra de Néfi da terra de Zaraenla; e chegaram perto das fronteiras da terra.

15 E aconteceu que Amon lhes disse: Eis que eu e meus irmãos iremos à terra de Zaraenla e vós permanecereis aqui até voltarmos; e sondaremos o coração de nossos irmãos, para vermos se desejam que entreis em sua terra.

16 E aconteceu que quando Amon se dirigia àquela terra, ele e seus irmãos encontraram Alma no lugar já mencionado; e eis que foi um encontro muito alegre.

17 Ora, a alegria de Amon foi tão grande que transbordou; sim, ele ficou tão enlevado na alegria de seu Deus, que se lhe exauriram as forças e caiu por terra novamente.

18 Ora, não foi isso alegria extrema? Eis que essa é a alegria que ninguém recebe, senão o verdadeiro penitente e o que humildemente busca a felicidade.

19 Ora, a alegria de Alma por ter encontrado seus irmãos foi realmente grande, como também a alegria de Aarão, de Ômner e Hímni; mas eis que sua alegria não chegou ao ponto de superar-lhes as forças.

20 E então aconteceu que Alma conduziu seus irmãos de volta à terra de Zaraenla, para sua própria casa. E foram contar ao juiz supremo tudo o que lhes havia acontecido na terra de Néfi entre seus irmãos, os lamanitas.

21 E aconteceu que o juiz supremo enviou uma proclamação por toda a terra, desejando saber a voz do povo sobre a entrada de seus irmãos, que eram o povo de Ânti-Néfi-Leí.

22 E aconteceu que a voz do povo se manifestou, dizendo: Eis que cederemos a terra de Jérson, que fica a leste, perto do mar, e que confina com a terra de Abundância e fica ao sul da terra de Abundância; e essa terra de Jérson é a terra que daremos a nossos irmãos por herança.

23 E eis que localizaremos nossos exércitos entre a terra de Jérson e a terra de Néfi, a fim de protegermos nossos irmãos na terra de Jérson; e isso fazemos por nossos irmãos por causa de seu temor de empunhar armas contra seus irmãos, para que não aconteça que cometam pecado; e este grande temor resultou do profundo arrependimento que sentiam por causa de seus inúmeros homicídios e de sua terrível iniqüidade.

24 E agora, eis que faremos isso por nossos irmãos, para que possam herdar a terra de Jérson; e protegê-los-emos de seus inimigos com nossos exércitos, com a condição de nos entregarem uma parte de seus bens, auxiliando-nos a manter nossos exércitos.

25 Ora, aconteceu que Amon, quando ouviu isso, voltou, acompanhado de Alma, ao deserto onde havia acampado o povo de Ânti-Néfi-Leí; e informou-os de todas essas coisas. E Alma também lhes relatou a sua conversão, com Amon e Aarão e seus irmãos.

26 E aconteceu que isso foi motivo de grande alegria para eles. E desceram à terra de Jérson e tomaram posse da terra de Jérson e foram chamados, pelos nefitas, povo de Amon; portanto, por esse nome distinguiram-se dos outros para sempre.

27 E eles estavam com o povo de Néfi e foram também contados com o povo que era da igreja de Deus. E também se distinguiram por seu zelo para com Deus, assim como para com os homens, porque eram perfeitamente honestos e justos em todas as coisas; e conservaram-se firmes na sua fé em Cristo até o fim.

28 E consideravam com grande horror o derramamento do sangue de seus irmãos; e nunca mais puderam ser persuadidos a pegar em armas contra seus irmãos; e nunca consideraram a morte com qualquer grau de terror, graças a sua esperança e compreensão de Cristo e da ressurreição; portanto, para eles a morte foi tragada pela vitória de Cristo sobre ela.

29 Portanto preferiam a mais terrível e afrontosa morte que seus irmãos pudessem infligir-lhes, a levantar sua espada ou cimitarra para feri-los.

30 E assim eram um povo zeloso e amado, um povo altamente favorecido pelo Senhor.

CAPÍTULO 28

Os lamanitas são derrotados numa tremenda batalha—Dezenas de milhares são mortos—Os iníquos são condenados a um estado de miséria interminável; os justos obtêm uma felicidade sem fim. Aproximadamente 77–76 a.C.

1 E ENTÃO aconteceu que depois que o povo de Amon se estabeleceu na terra de Jérson e uma igreja foi também organizada na terra de Jérson e os exércitos dos nefitas foram colocados em vários lugares da terra de Jérson, sim, em todas as fronteiras da terra de Zaraenla; eis que os exércitos dos lamanitas haviam seguido seus irmãos ao deserto.

2 E assim houve uma tremenda batalha; sim, uma batalha como ainda não se tinha visto entre todo o povo daquela terra, desde o tempo em que Leí havia deixado Jerusalém; sim, e dezenas de milhares de lamanitas foram mortos e dispersos.

3 Sim, e também houve uma terrível matança entre o povo de Néfi; não obstante, os lamanitas foram rechaçados e dispersos e o povo de Néfi retornou a sua terra.

4 E eis que esse foi um tempo em que se ouviu grande pranto e lamentações entre todo o povo de Néfi em toda a terra—

5 Sim, o clamor de viúvas chorando pelos maridos e também de pais chorando pelos filhos e da filha pelo irmão, sim, do irmão pelo pai; e assim o grito de lamentação foi ouvido entre todos eles, lamentando a perda de seus parentes que haviam sido mortos.

6 E seguramente esse foi um dia tristíssimo; sim, um tempo de sobriedade e um tempo de muito jejum e oração.

7 E assim terminou o décimo quinto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.

8 E este é o relato de Amon e seus irmãos, de suas viagens na terra de Néfi, seus sofrimentos na terra, suas dores e suas aflições e sua incomensurável alegria; e a acolhida e segurança dos irmãos na terra de Jérson. E agora possa o Senhor, o Redentor de todos os homens, abençoar-lhes a alma para sempre.





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