Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 44 ñòðàíèöà



9 E aconteceu que os exércitos de Gidiâni, quando viram isso, começaram a gritar em alta voz por causa de sua alegria, pois acharam que os nefitas haviam caído de medo devido ao terror de seus exércitos.

10 Estavam, porém, enganados, pois os nefitas não os temiam; temiam sim a seu Deus, a quem suplicaram proteção; portanto, quando os exércitos de Gidiâni se atiraram sobre eles, estavam preparados para enfrentá-los; e receberam-nos na força do Senhor.

11 E nesse sexto mês a batalha começou; e grande e terrível foi a batalha, sim, grande e terrível foi a carnificina, tanto que nunca se soube de carnificina maior entre todo o povo de Leí, desde que haviam deixado Jerusalém.

12 E apesar das ameaças e juramentos feitos por Gidiâni, eis que os nefitas os derrotaram de tal forma que tiveram de retroceder.

13 E aconteceu que Gidgidôni ordenou a seus exércitos que os perseguissem até as fronteiras do deserto e que não poupassem quem quer que lhes caísse nas mãos pelo caminho; e assim os perseguiram e mataram até as fronteiras do deserto, para cumprirem as ordens de Gidgidôni.

14 E aconteceu que Gidiâni, que lutara com ousadia, foi perseguido ao fugir; e achando-se fatigado de tanto combater, foi alcançado e morto. E esse foi o fim de Gidiâni, o ladrão.

15 E aconteceu que os exércitos nefitas voltaram novamente para sua praça forte. E aconteceu que esse décimo nono ano se passou e os ladrões não voltaram a combater; e tampouco voltaram no vigésimo ano.

16 E no vigésimo primeiro ano também não subiram para batalhar, porém subiram por todos os lados, a fim de sitiar o povo de Néfi; pois supunham que, se isolassem os nefitas de suas terras e cercassem-nos de todos os lados e privassem-nos de todos os seus privilégios externos, poderiam fazer com que eles se rendessem segundo seus desejos.

17 Ora, eles haviam nomeado outro chefe, cujo nome era Zemnaria; portanto foi Zemnaria quem ordenou este cerco.

18 Mas eis que isso foi vantajoso para os nefitas; pois era impossível aos bandidos manterem o cerco por tempo suficientemente longo para ter qualquer efeito sobre os nefitas, por causa das muitas provisões que eles haviam armazenado,

19 E por causa da escassez de víveres entre os ladrões; pois eis que nada tinham para seu sustento a não ser a carne que obtinham no deserto.

20 E aconteceu que a caça minguou tanto no deserto, que os ladrões estavam prestes a morrer de fome.

21 E os nefitas faziam contínuas incursões, de dia e à noite, caindo sobre os inimigos e matando-os aos milhares e às dezenas de milhares.

22 E assim se tornou desejo do povo de Zemnaria abandonar seu plano, em virtude da grande destruição que sofriam dia e noite.

23 E aconteceu que Zemnaria deu ordem a seu povo de abandonar o cerco e marchar para as partes mais longínquas da terra do norte.

24 E então Gidgidôni, tendo conhecimento do plano e sabendo da fraqueza deles, por causa da falta de alimento e da grande carnificina havida entre eles, fez sair seus exércitos durante a noite; e cortou-lhes a retirada e colocou seus exércitos no caminho de sua retirada.

25 E isso fizeram durante a noite, adiantando-se aos ladrões, de modo que na manhã seguinte, quando os ladrões principiaram sua marcha, depararam com os exércitos nefitas tanto na vanguarda como na retaguarda.

26 E os ladrões que se achavam ao sul foram também isolados em seus lugares de refúgio. E tudo isto foi feito por ordem de Gidgidôni.

27 E muitos milhares entregaram-se aos nefitas como prisioneiros; e os restantes foram mortos.

28 E capturaram Zemnaria, seu chefe, e enforcaram-no numa árvore, sim, no topo da árvore, até morrer. E depois de o haverem enforcado até morrer, derrubaram a árvore e gritaram em alta voz, dizendo:

29 Que o Senhor conserve os de seu povo em retidão e santidade de coração; que eles façam cair por terra todos os que procurarem matá-los por causa de poder e combinações secretas, da mesma forma que este homem foi derrubado por terra.

30 E regozijaram-se, clamando outra vez a uma voz: Que o Deus de Abraão e o Deus de Isaque e o Deus de Jacó proteja este povo em retidão, enquanto invocarem o nome do seu Deus pedindo proteção.

31 E aconteceu que, em uníssono, romperam em cânticos e louvores a seu Deus pelo muito que havia feito por eles, tendo evitado que caíssem nas mãos de seus inimigos.

32 Sim, eles clamaram: Hosana ao Deus Altíssimo! E eles clamaram: Bendito seja o nome do Senhor Deus Todo-Poderoso, o Deus Altíssimo!

33 E seus corações estavam cheios de alegria, a ponto de verterem muitas lágrimas em virtude da imensa bondade de Deus, livrando-os das mãos de seus inimigos; e sabiam que era por causa de seu arrependimento e de sua humildade que haviam sido livrados de uma destruição eterna.

CAPÍTULO 5

Os nefitas arrependem-se e abandonam seus pecados—Mórmon escreve a história de seu povo e declara-lhes a palavra eterna—Israel será reunida após longa dispersão. Aproximadamente 22–26 d.C.

1 E ENTÃO eis que não havia uma só alma, entre todos os nefitas, que tivesse a menor dúvida quanto às palavras proferidas por todos os santos profetas; pois todos sabiam ser necessário que elas se cumprissem.

2 E sabiam que era necessário que Cristo tivesse vindo, por causa dos muitos sinais que haviam sido dados segundo as palavras dos profetas; e em virtude das coisas que já haviam acontecido, sabiam que era necessário que se cumprissem todas as coisas, conforme anunciadas.

3 Por conseguinte abandonaram todos os seus pecados e suas abominações e suas libertinagens e serviram a Deus com toda diligência, dia e noite.

4 E então aconteceu que depois de haverem aprisionado os ladrões, não tendo deixado escapar um só dos que não tinham sido mortos, lançaram seus prisioneiros na prisão e fizeram com que a palavra de Deus lhes fosse pregada; e todos os que se arrependeram de seus pecados e fizeram convênio de não mais cometer homicídios, foram postos em liberdade.

5 Todos os que não fizeram convênio, porém, e que continuaram a ter no coração aqueles assassinatos secretos, sim, todos os que continuaram proferindo ameaças contra seus irmãos, foram condenados e punidos de conformidade com a lei.

6 E assim acabaram com todas essas combinações iníquas e secretas e abomináveis, pelas quais tantas iniqüidades e tantos assassinatos foram cometidos.

7 E assim se passou o vigésimo segundo ano e também o vigésimo terceiro ano e o vigésimo quarto e o vigésimo quinto; e assim se passaram vinte e cinco anos.

8 E haviam sucedido muitas coisas que, aos olhos de alguns, seriam grandes e maravilhosas; não obstante, todas elas não podem ser escritas neste livro; sim, este livro não pode conter nem a centésima parte do que aconteceu entre tanta gente no espaço de vinte e cinco anos;

9 Mas eis que existem outros registros que contêm todos os feitos deste povo; e uma narração mais curta, porém verdadeira, foi feita por Néfi.

10 Por conseguinte fiz meu registro dessas coisas segundo o registro de Néfi, que foi gravado nas placas chamadas placas de Néfi.

11 E eis que faço o relato em placas que preparei com minhas próprias mãos.

12 E eis que me chamo Mórmon, por causa da terra de Mórmon, a terra onde Alma organizou a igreja entre o povo, sim, a primeira igreja que foi organizada entre eles depois de sua transgressão.

13 Eis que sou discípulo de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Fui por ele chamado para anunciar sua palavra ao povo, a fim de que tenham vida eterna.

14 E tornou-se necessário que eu, de acordo com a vontade de Deus de que as orações dos que morreram, que eram santos, fossem cumpridas segundo sua fé, fizesse um registro das coisas que aconteceram—

15 Sim, um pequeno registro do que ocorreu desde o tempo em que Leí saiu de Jerusalém até agora.

16 Portanto faço meu registro de acordo com os relatos daqueles que me antecederam, até o começo de meus dias.

17 E depois farei um registro das coisas que vi com meus próprios olhos.

18 E sei que o registro que faço é exato e verdadeiro; não obstante, há muitas coisas que, segundo nossa linguagem, não somos capazes de escrever.

19 E agora dou por terminados os meus dizeres no que me concernem; e prossigo fazendo o meu relato das coisas sucedidas antes de mim.

20 Eu sou Mórmon, descendente direto de Leí. Tenho motivos para bendizer meu Deus e meu Salvador Jesus Cristo, que trouxe nossos pais da terra de Jerusalém (e ninguém o soube, a não ser ele mesmo e aqueles que tirou daquela terra) e deu a mim e a meu povo tanto conhecimento para a salvação de nossa alma.

21 Certamente ele abençoou a casa de Jacó e tem sido misericordioso com os descendentes de José.

22 E enquanto os filhos de Leí guardaram seus mandamentos, ele abençoou-os e fê-los prosperar segundo a sua palavra.

23 Sim, e sem dúvida fará com que um remanescente dos descendentes de José tenha conhecimento do Senhor seu Deus.

24 E tão certo como vive, o Senhor reunirá, das quatro partes da Terra, todo o remanescente dos descendentes de Jacó que estão dispersos sobre toda a face da Terra.

25 E como fez convênio com toda a casa de Jacó, então o convênio que fez com a casa de Jacó será cumprido no seu devido tempo, para que seja restituído a toda a casa de Jacó o conhecimento do convênio que fez com eles.

26 E aí hão de conhecer o seu Redentor, que é Jesus Cristo, o Filho de Deus; e aí serão coligados dos quatro cantos do mundo para suas próprias terras, de onde foram dispersados; sim, tão certo como vive o Senhor, assim sucederá. Amém.

CAPÍTULO 6

Os nefitas prosperam—Surgem orgulho, riquezas e distinção de classes—A Igreja é dividida por dissensões—Satanás leva o povo a rebelar-se abertamente—Muitos profetas proclamam o arrependimento e são mortos—Seus assassinos conspiram para apoderar-se do governo. Aproximadamente 26–30 d.C.

1 E ENTÃO aconteceu, no vigésimo sexto ano, que os nefitas regressaram a suas terras, cada homem com sua família, seus rebanhos e suas manadas, seus cavalos e seu gado e tudo quanto lhes pertencia.

2 E aconteceu que não haviam consumido todas as suas provisões; portanto levaram consigo tudo que não haviam consumido: todos os seus grãos de toda espécie e seu ouro e sua prata e todas as suas coisas preciosas; e voltaram para suas próprias terras e possessões, tanto no norte como no sul, tanto na terra do norte como na terra do sul.

3 E concederam aos ladrões—que haviam feito convênio de manter a paz na terra, que desejavam permanecer lamanitas—terras segundo seu número, a fim de que pudessem subsistir com seu trabalho; e assim estabeleceram a paz em toda a terra.

4 E novamente começaram a prosperar e a tornar-se grandes; e passaram-se o vigésimo sexto e o vigésimo sétimo ano, reinando grande ordem na terra; e haviam estabelecido suas leis com eqüidade e justiça.

5 Ora, nada havia em toda a terra que impedisse o povo de prosperar continuamente, a não ser que caísse em transgressão.

6 E foram Gidgidôni e o juiz, Laconeu, e os que haviam sido nomeados chefes, que estabeleceram esta grande paz na terra.

7 E aconteceu que foram construídas muitas cidades novas e restauradas muitas cidades antigas.

8 E abriram-se muitas estradas e foram feitos muitos caminhos que iam de cidade a cidade e de terra a terra e de lugar a lugar.

9 E assim se passou o vigésimo oitavo ano; e o povo teve paz contínua.

10 Mas aconteceu que no vigésimo nono ano começaram a surgir algumas disputas no meio do povo; e alguns se encheram de orgulho e ostentação, em virtude de suas imensas riquezas, sim, a ponto de provocarem grandes perseguições;

11 Pois havia muitos mercadores na terra e também muitos advogados e muitos oficiais.

12 E começou o povo a ser distinguido por classes, segundo suas riquezas e oportunidades de instrução; sim, alguns eram ignorantes por causa de sua pobreza e outros recebiam muita instrução por causa de sua opulência.

13 Alguns se exaltavam em seu orgulho e outros eram extremamente humildes; alguns respondiam injúria com injúria, enquanto outros sofriam ultrajes e perseguições e toda espécie de aflições, sem revidar; e eram humildes e penitentes diante de Deus.

14 E assim surgiu uma grande desigualdade em toda a terra, de modo que a igreja começou a decair; sim, tanto que, no trigésimo ano, a igreja se dissolveu em toda a terra, salvo entre alguns lamanitas que se haviam convertido à verdadeira fé; e não se afastaram dela, pois eram firmes e constantes e inabaláveis, desejando guardar com todo o empenho os mandamentos do Senhor.

15 Ora, a causa da iniqüidade do povo era esta—Satanás tinha grande poder para induzir o povo a entregar-se a toda sorte de iniqüidades e a encher-se de orgulho, tentando-os a buscarem poder e autoridade e riquezas e as coisas vãs do mundo.

16 E assim Satanás desencaminhou o coração do povo para que cometessem toda sorte de iniqüidades; de modo que não houve paz senão por poucos anos.

17 E assim, no começo do trigésimo ano—tendo o povo sido entregue durante um grande espaço de tempo às tentações do diabo, sendo levado para onde ele desejava e praticando toda sorte de abominações que ele desejava—e assim, no começo deste trigésimo ano achavam-se num estado de terrível iniqüidade.

18 Ora, eles não pecavam por ignorância, porque conheciam a vontade de Deus relativa a eles, pois fora-lhes ensinada; portanto voluntariamente se rebelaram contra Deus.

19 Ora, isto foi nos dias de Laconeu, filho de Laconeu, pois Laconeu ocupava o cargo de seu pai e governava o povo naquele ano.

20 E começaram a aparecer entre o povo, por toda a terra, homens inspirados pelo céu, pregando e testificando ousadamente sobre os pecados e iniqüidades do povo e testificando a respeito da redenção que o Senhor faria por seu povo, ou, em outras palavras, a ressurreição de Cristo; e testificaram intrepidamente sobre sua morte e seus padecimentos.

21 Ora, havia muita gente excessivamente irada por causa dos que testificavam essas coisas; e os que se iravam eram principalmente os juízes superiores e os que haviam sido sumos sacerdotes e advogados; sim, todos os advogados estavam irados contra os que testificavam essas coisas.

22 Ora, não havia advogado algum nem juiz nem sumo sacerdote que tivesse poder para condenar uma pessoa à morte, a não ser que sua condenação fosse assinada pelo governador da terra.

23 Ora, muitos dos que haviam testificado intrepidamente sobre as coisas referentes a Cristo foram presos e executados secretamente pelos juízes, de modo que o conhecimento de sua morte não chegou ao governador da terra senão depois de estarem mortos.

24 Ora, eis que isso era contrário às leis da terra, que se executasse qualquer homem sem autorização do governador da terra.

25 Portanto foi feita uma queixa ao governador, na terra de Zaraenla, contra os juízes que haviam condenado à morte os profetas do Senhor, em desacordo com a lei.

26 Ora, aconteceu que eles foram presos e levados à presença do juiz, a fim de serem julgados pelo crime que haviam cometido, de acordo com a lei que havia sido estabelecida pelo povo.

27 Ora, aconteceu que aqueles juízes tinham muitos amigos e parentes; e os demais, sim, quase todos os advogados e sumos sacerdotes reuniram-se e aliaram-se aos parentes dos juízes que iam ser julgados de acordo com a lei.

28 E fizeram convênio uns com os outros, sim, aquele convênio que lhes fora transmitido pelos antigos, o qual fora dado e ministrado pelo diabo, de se unirem contra toda retidão.

29 Portanto se uniram contra o povo do Senhor e fizeram convênio de destruí-los e de libertar os culpados dos assassinatos das garras da justiça, a qual estava prestes a ser aplicada de acordo com a lei.

30 E desafiaram a lei e os direitos de seu país; e fizeram convênio entre si de destruir o governador e estabelecer um rei na terra, a fim de que não fosse mais uma terra livre, mas que ficasse sujeita a reis.

CAPÍTULO 7

O juiz supremo é assassinado, o governo é destruído e o povo divide-se em tribos—Jacó, um anti-Cristo, torna-se rei de uma coligação de tribos—Néfi prega arrependimento e fé em Cristo—Recebe diariamente o ministério de anjos e levanta seu irmão dentre os mortos—Muitos se arrependem e são batizados. Aproximadamente 30–33 d.C.

1 ORA, eis que vos mostrarei que não estabeleceram um rei na terra; mas nesse mesmo ano, sim, no trigésimo ano, destruíram, sim, assassinaram o juiz supremo da terra na cadeira de juiz.

2 E os do povo dividiram-se, uns contra os outros; e separaram-se em tribos, cada homem segundo sua família, parentes e amigos; e assim destruíram o governo da terra.

3 E cada tribo nomeou um chefe ou comandante; e assim se converteram em tribos e chefes de tribos.

4 Ora, eis que não havia homem algum entre eles que não tivesse uma grande família e muitos parentes e amigos; portanto, suas tribos tornaram-se sumamente grandes.

5 Ora, tudo isto foi feito sem que ainda houvesse guerras entre eles; e toda essa iniqüidade caíra sobre o povo porque eles se submeteram ao poder de Satanás.

6 E os regulamentos do governo foram destruídos devido às combinações secretas de amigos e parentes dos que haviam assassinado os profetas.

7 E causaram grande contenda na terra, de tal forma que a parte mais justa do povo se tornara quase toda iníqua; sim, havia poucos homens justos entre eles.

8 E assim, não haviam transcorrido seis anos e a maior parte do povo já se desviara de sua retidão, como o cão que torna a seu vômito ou como a porca, ao seu chafurdar na lama.

9 Ora, os dessa combinação secreta, que tanta iniqüidade havia trazido ao povo, reuniram-se e puseram como seu chefe um homem a quem chamavam Jacó;

10 E chamaram-no rei; portanto, tornou-se rei desse bando iníquo; e ele era um dos principais entre os que haviam votado contra os profetas que testificaram acerca de Jesus.

11 E aconteceu não serem eles tão numerosos como as tribos do povo, que estavam unidas salvo no tocante às leis, que eram estabelecidas pelos respectivos chefes, cada qual segundo sua tribo; contudo, eram inimigos; embora não fossem um povo justo, estavam, entretanto, unidos em seu ódio contra os que haviam feito convênio de destruir o governo.

12 Portanto Jacó, sendo rei do bando e vendo que seus inimigos eram muito mais numerosos que eles, ordenou a seu povo que se refugiasse na parte mais longínqua do norte; e que lá se estabelecesse um reino para eles até que os dissidentes se unissem a eles (porque os lisonjeava, dizendo que haveria muitos dissidentes) e se tornassem suficientemente fortes para lutar contra as tribos do povo. E assim fizeram.

13 E tão rápida foi sua marcha, que logo se viram fora do alcance do povo, que não pôde detê-los. E assim terminou o trigésimo ano; e essa era a condição do povo de Néfi.

14 E aconteceu que no trigésimo primeiro ano estavam divididos em tribos, cada homem com sua família, parentes e amigos; contudo haviam feito um tratado de não guerrearem entre si; mas não estavam de acordo no que se referia a suas leis e forma de governo, porque se haviam organizado segundo a vontade de seus chefes. Instituíram, porém, leis muito estritas, de que nenhuma tribo deveria ofender outra, de modo que, até certo ponto, tiveram paz na terra; não obstante, seus corações haviam-se desviado do Senhor seu Deus e apedrejaram os profetas, expulsando-os de seu meio.

15 E aconteceu que Néfi—tendo sido visitado por anjos e também pela voz do Senhor; tendo portanto visto anjos e sendo testemunha ocular; e tendo recebido poder, a fim de que soubesse a respeito do ministério de Cristo; e sendo também testemunha ocular do rápido retorno do povo, da retidão para a iniqüidade e abominações;

16 Assim, aflito com a dureza do coração deles e a cegueira de sua mente—foi para o meio deles naquele mesmo ano e começou a pregar ousadamente o arrependimento e a remissão de pecados pela fé no Senhor Jesus Cristo.

17 E ensinou-lhes muitas coisas; e como todas elas não podem ser escritas e parte delas não bastaria, não foram, portanto, escritas neste livro. E Néfi ensinou com poder e grande autoridade.

18 E aconteceu que se zangaram com ele porque tinha maior poder do que eles, sendo-lhes impossível não crer em suas palavras, porquanto tão grande era sua fé no Senhor Jesus Cristo que diariamente recebia o ministério de anjos.

19 E em nome de Jesus expulsava demônios e espíritos imundos; e até seu irmão ele levantou dentre os mortos, depois de haver sido apedrejado e morto pelo povo.

20 E o povo viu e testemunhou isso e irou-se contra ele por causa de seu poder; e ele fez também muitos outros milagres à vista do povo, em nome de Jesus.

21 E aconteceu que se passou o trigésimo primeiro ano e apenas poucos foram convertidos ao Senhor; mas todos os que se converteram demonstraram ao povo, sinceramente, que tinham sido visitados pelo poder e pelo Espírito de Deus que estava em Jesus Cristo, em quem acreditavam.

22 E todos aqueles de quem haviam sido expulsos demônios e que haviam sido curados de suas doenças e enfermidades, manifestaram ao povo com toda a sinceridade que o Espírito de Deus agira sobre eles e que haviam sido curados; e também mostraram sinais e fizeram alguns milagres entre o povo.

23 Assim também se passou o trigésimo segundo ano. E Néfi clamou ao povo, no princípio do trigésimo terceiro ano, e pregou-lhes arrependimento e remissão de pecados.

24 Ora, quisera também que recordásseis que não houve, dentre os que se arrependeram, quem não tivesse sido batizado com água.

25 Portanto Néfi ordenou homens a este ministério, a fim de que todos os que viessem a eles fossem batizados com água; e isto como prova e testemunho, perante Deus e para o povo, de que se haviam arrependido e recebido a remissão de seus pecados.

26 E no princípio desse ano muitos receberam o batismo do arrependimento; e assim se passou a maior parte do ano.

CAPÍTULO 8

Tempestades, terremotos, incêndios, furacões e cataclismos atestam a crucificação de Cristo—Muita gente é morta—Trevas cobrem a terra por três dias—Os sobreviventes lamentam seu destino. Aproximadamente 33–34 d.C.

1 E ENTÃO aconteceu que, segundo nosso registro, e sabemos que nosso registro é verdadeiro, pois eis que foi feito por um homem justo—pois em verdade fez muitos milagres em nome de Jesus; e nenhum homem havia que pudesse fazer um milagre em nome de Jesus, se não estivesse completamente limpo de suas iniqüidades—

2 E então aconteceu, se não houve equívoco na maneira pela qual esse homem calculou nosso tempo, que se passou o trigésimo terceiro ano;

3 E o povo começou a esperar com grande ansiedade o sinal que havia sido anunciado por Samuel, o profeta lamanita, sim, a época em que deveria haver trevas durante três dias na face da terra.

4 E começou a haver grandes dúvidas e disputas entre o povo, apesar dos muitos sinais já manifestados.

5 E aconteceu que no trigésimo quarto ano, no primeiro mês, no quarto dia do mês, levantou-se uma grande tormenta como nunca antes havia sido vista em toda a terra.

6 E houve também uma grande e terrível tempestade; e houve terríveis trovões que sacudiram toda a terra como se ela fosse rachar-se ao meio.

7 E houve relâmpagos tão resplandecentes como nunca vistos em toda a terra.

8 E a cidade de Zaraenla incendiou-se.

9 E a cidade de Morôni submergiu nas profundezas do mar e seus habitantes afogaram-se.

10 E a terra cobriu a cidade de Moronia, de modo que em lugar da cidade apareceu uma grande montanha.

11 E houve uma grande e terrível destruição na terra do sul.

12 Mas eis que houve uma destruição muito maior e mais terrível na terra do norte; pois eis que toda a face da terra foi mudada por causa da tempestade e dos furacões e dos trovões e relâmpagos e dos violentos tremores de toda a terra.

13 E romperam-se os caminhos, desnivelaram-se as estradas e muitos lugares planos tornaram-se acidentados.

14 E muitas cidades grandes e importantes foram tragadas e muitas se incendiaram e muitas foram sacudidas até que seus edifícios ruíram; e seus habitantes foram mortos e os lugares ficaram devastados.

15 E algumas cidades permaneceram; mas sofreram grandes danos e muitos de seus habitantes foram mortos.

16 E houve alguns que foram levados pelo furacão e, onde foram parar, ninguém sabe; sabe-se apenas que foram levados.

17 E assim a face de toda a terra ficou desfigurada, em virtude das tempestades e trovões e relâmpagos e tremores de terra.

18 E eis que as rochas se fenderam ao meio; elas foram despedaçadas em toda a face da terra, de tal forma que foram encontradas em fragmentos e rachadas e partidas em toda a face da terra.

19 E aconteceu que quando cessaram os trovões e os relâmpagos e a tormenta e a tempestade e os tremores de terra—pois eis que duraram cerca de três horas, sendo dito por alguns que duraram mais tempo; contudo todas essas coisas grandes e terríveis duraram cerca de três horas—e então, eis que houve trevas sobre a face da terra.

20 E aconteceu que houve trevas espessas sobre toda a face da terra, de modo que todos os habitantes que não haviam caído podiam sentir o vapor da escuridão.

21 E por causa da escuridão não podia haver luz nem velas nem tochas; nem conseguiram fazer fogo com sua lenha fina e extremamente seca, de modo que luz nenhuma foi possível haver.

22 E não se via luz alguma nem fogo nem lampejo nem o sol nem a lua nem as estrelas, tal a densidade dos vapores de escuridão que estavam sobre a face da terra.





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