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Ãëàâíàÿ Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû! | |
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3 Ora, quando viram que não podiam atingi-lo, muitos mais acreditaram em suas palavras, de modo que se dirigiram a Néfi a fim de serem batizados.
4 Porque eis que Néfi estava batizando e profetizando e pregando, proclamando arrependimento ao povo; mostrando sinais e maravilhas, fazendo milagres entre o povo, para que soubessem que o Cristo viria em breve—
5 Revelando-lhes coisas que logo aconteceriam, para que soubessem e lembrassem, na hora de sua vinda, que elas lhes haviam sido anunciadas de antemão, para que acreditassem; portanto, todos os que acreditaram nas palavras de Samuel dirigiram-se a Néfi para ser batizados, mostrando-se arrependidos e confessando seus pecados.
6 A maior parte deles, porém, não acreditou nas palavras de Samuel; por isso, quando viram que não podiam atingi-lo com suas pedras e flechas, gritaram a seus capitães, dizendo: Agarrai esse homem e amarrai-o, porque eis que está possuído por um demônio; e por causa do poder do demônio que está nele, não podemos atingi-lo com nossas pedras e nossas flechas; portanto, agarrai-o e amarrai-o e levai-o embora.
7 E quando avançaram para deitar-lhe as mãos, eis que ele se atirou da muralha e fugiu de suas terras, sim, para seu próprio país; e começou a pregar e a profetizar entre seu próprio povo.
8 E eis que nunca mais se ouviu falar dele entre os nefitas; e essas eram as condições do povo.
9 E assim terminou o octogésimo sexto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
10 E assim terminou também o octogésimo sétimo ano do governo dos juízes, permanecendo a maior parte do povo em seu orgulho e iniqüidade; e a minoria, andando mais circunspectamente perante Deus.
11 E estas eram também as condições no octogésimo oitavo ano do governo dos juízes.
12 E houve pouca alteração nas condições do povo no octogésimo nono ano, exceto que o povo começou a ficar mais obstinado na sua iniqüidade e a fazer, cada vez mais, coisas contrárias aos mandamentos de Deus.
13 Mas aconteceu que no nonagésimo ano do governo dos juízes, grandes sinais e maravilhas foram manifestados ao povo; e as palavras dos profetas começaram a ser cumpridas.
14 E anjos apareceram a alguns homens, homens sábios, anunciando-lhes boas novas de grande alegria; assim, nesse ano as escrituras começaram a ser cumpridas.
15 Entretanto o povo começou a endurecer o coração, todos, exceto os mais crentes dentre eles, tanto nefitas quanto lamanitas, e começaram a confiar somente nas próprias forças e na própria sabedoria, dizendo:
16 Algumas coisas, entre tantas, eles poderiam ter adivinhado corretamente; mas eis que sabemos que todas essas grandes e maravilhosas obras que foram anunciadas não podem acontecer.
17 E começaram a discutir e a discordar entre si, dizendo:
18 Não é razoável que venha alguém como um Cristo; se vier e ele for o Filho de Deus, o Pai do céu e da Terra, conforme anunciado, por que não aparecerá a nós, assim como àqueles que estiverem em Jerusalém?
19 Sim, por que não aparecerá ele nesta terra, assim como na terra de Jerusalém?
20 Mas eis que sabemos que esta é uma iníqua tradição, a nós transmitida por nossos pais para fazerem-nos acreditar em algo grande e maravilhoso que deverá acontecer, porém não entre nós, mas numa terra muito longínqua, uma terra que não conhecemos; portanto podem conservar-nos na ignorância, porque não podemos testemunhar com nossos próprios olhos que isso é verdade.
21 E eles, pela astúcia e pelas misteriosas artimanhas do maligno, realizarão algum grande mistério que não podemos compreender, que nos manterá como servos de suas palavras e também como seus servos, porque dependemos deles para ensinar-nos a palavra; e assim nos manterão na ignorância todos os anos de nossa vida, se a eles nos submetermos.
22 E muitas outras coisas vãs e tolas o povo imaginou em seu coração; e ficaram muito perturbados, porque Satanás os incitava continuamente a praticar iniqüidades; sim, ele espalhava rumores e discórdias sobre toda a face da terra, a fim de endurecer o coração do povo contra o que era bom e contra o que iria acontecer.
23 E apesar dos sinais e maravilhas realizados entre o povo do Senhor e dos muitos milagres que eles fizeram, Satanás obteve grande poder sobre o coração do povo em toda a face da terra.
24 E assim terminou o nonagésimo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.
25 E assim terminou o livro de Helamã, conforme o registro de Helamã e seus filhos.
TERCEIRO NÉFI
LIVRO DE NÉFI
FILHO DE NÉFI, QUE ERA FILHO DE HELAMÃ
Capítulos:
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E Helamã era filho de Helamã, que era filho de Alma, que era filho de Alma, descendente de Néfi, que era filho de Leí, que saiu de Jerusalém no primeiro ano do reinado de Zedequias, rei de Judá.
CAPÍTULO 1
Néfi, filho de Helamã, deixa a terra e seu filho Néfi encarrega-se dos registros—Embora haja abundância de sinais e maravilhas, os iníquos planejam matar os justos—Chega a noite do nascimento de Cristo—É dado o sinal e surge uma nova estrela—Aumentam as mentiras e os enganos e os ladrões de Gadiânton matam muita gente. Aproximadamente 1–4 d.C.
1 ORA, aconteceu que terminou o nonagésimo primeiro ano e haviam-se passado seiscentos anos desde que Leí saíra de Jerusalém; e nesse ano Laconeu era o juiz supremo e governador de toda a terra.
2 E Néfi, filho de Helamã, partira da terra de Zaraenla deixando Néfi, que era seu filho mais velho, encarregado das placas de latão e de todos os registros que haviam sido escritos e de todas as coisas que haviam sido preservadas como sagradas desde a saída de Leí de Jerusalém.
3 Então ele partiu daquela terra e ninguém sabe para onde foi; e seu filho Néfi encarregou-se de escrever os registros em seu lugar, sim, os registros deste povo.
4 E aconteceu que no começo do nonagésimo segundo ano, eis que as profecias dos profetas começaram a cumprir-se mais plenamente, pois maiores sinais e maiores milagres começaram a ser realizados entre o povo.
5 Alguns, porém, começaram a alegar que o prazo estabelecido para o cumprimento das palavras proferidas por Samuel, o lamanita, já se havia esgotado.
6 E começaram a ridicularizar seus irmãos, dizendo: Eis que a hora já é passada e as palavras de Samuel não se cumpriram; portanto vossa alegria e vossa fé concernentes a isso foram inúteis.
7 E aconteceu que causaram um grande tumulto em toda a terra; e as pessoas que haviam acreditado começaram a afligir-se muito, temendo que, por algum motivo, não se cumprissem as coisas que haviam sido anunciadas.
8 Mas eis que aguardavam firmemente aquele dia e aquela noite e aquele dia que seriam como um dia sem noite, para saberem que sua fé não havia sido vã.
9 Ora, aconteceu que os incrédulos fixaram um dia para aplicar a pena de morte a todos os que acreditavam naquelas tradições, caso não aparecesse o sinal que havia sido anunciado por Samuel, o profeta.
10 Ora, aconteceu que quando Néfi, filho de Néfi, viu esta maldade de seu povo, afligiu-se-lhe extremamente o coração.
11 E aconteceu que saiu, prostrou-se e clamou fervorosamente a seu Deus em favor do povo, sim, daqueles que estavam prestes a ser destruídos em virtude de sua fé na tradição de seus pais.
12 E aconteceu que clamou fervorosamente ao Senhor todo aquele dia; e eis que lhe chegou a voz do Senhor, dizendo:
13 Levanta a cabeça e tem bom ânimo; pois eis que é chegada a hora e esta noite será dado o sinal; e amanhã virei ao mundo para mostrar ao mundo que cumprirei tudo aquilo que fiz com que fosse dito pela boca de meus santos profetas.
14 Eis que venho aos meus para cumprir todas as coisas que dei a conhecer aos filhos dos homens, desde a fundação do mundo, e para fazer a vontade tanto do Pai como do Filho—do Pai, por minha causa; e do Filho, por causa de minha carne. E eis que é chegada a hora e esta noite será dado o sinal.
15 E aconteceu que as palavras que Néfi ouviu se cumpriram segundo o que fora dito; pois eis que, ao pôr-do-sol, não houve escuridão; e o povo começou a admirar-se, porque não houve escuridão quando chegou a noite.
16 E muitos dos que não haviam acreditado nas palavras dos profetas caíram por terra e permaneceram como mortos, pois viram que o grande plano de destruição que haviam preparado para os que acreditavam nas palavras dos profetas fora frustrado; porque o sinal anunciado já surgia.
17 E começaram a compreender que o Filho de Deus logo apareceria; sim, em suma, todo o povo de toda a face da terra, do oeste até o leste, tanto na terra do norte quanto na terra do sul, ficou tão assombrado que caiu por terra.
18 Porque eles sabiam que os profetas haviam testificado essas coisas durante muitos anos e que o sinal profetizado já estava aparecendo; e começaram a temer, em virtude de sua iniqüidade e descrença.
19 E aconteceu que não houve escuridão toda aquela noite, mas estava tão claro como se fosse meio-dia. E aconteceu que o sol tornou a nascer de manhã, segundo a ordem natural; e sabiam que era o dia em que o Senhor iria nascer, por causa do sinal que fora dado.
20 E tudo acontecera, sim, cada pormenor, segundo as palavras dos profetas.
21 E aconteceu também que uma nova estrela surgiu, segundo a palavra.
22 E aconteceu que, daí em diante, Satanás começou a espalhar mentiras entre o povo, para endurecer-lhe o coração, a fim de que não acreditassem naqueles sinais e maravilhas que tinham visto; mas, apesar dessas mentiras e enganos, a maior parte do povo acreditou e foi convertida ao Senhor.
23 E aconteceu que Néfi e também muitos outros saíram pregando ao povo, batizando para o arrependimento, o que causou grande remissão de pecados. E assim o povo começou novamente a viver em paz na terra.
24 E não havia contendas, a não ser por alguns que começaram a pregar, esforçando-se para provar pelas escrituras que não era mais necessário seguir a lei de Moisés. Ora, nisto erraram, não havendo entendido as escrituras.
25 Aconteceu, porém, que logo se converteram, convencidos de seu erro, porque lhes foi dado a conhecer que a lei não se tinha ainda cumprido e que era necessário que se cumprisse em todos os seus pontos; sim, chegou-lhes a palavra de que era necessário que fosse cumprida; sim, que nem um jota nem um til seriam omitidos até que tudo se cumprisse; portanto, nesse mesmo ano reconheceram seu erro e confessaram suas faltas.
26 E assim terminou o nonagésimo segundo ano, trazendo alegres novas ao povo em virtude dos sinais que apareceram, segundo as palavras das profecias de todos os santos profetas.
27 E aconteceu que o nonagésimo terceiro ano também se passou em paz, a não ser pelos ladrões de Gadiânton, que habitavam as montanhas e infestavam a terra; pois tão sólidas eram suas fortificações e seus esconderijos, que o povo não conseguia dominá-los; por conseguinte, cometeram muitos assassinatos e provocaram grande mortandade entre o povo.
28 E aconteceu que no nonagésimo quarto ano eles começaram a aumentar consideravelmente, porque muitos dissidentes nefitas se refugiaram entre eles, o que causou grande tristeza aos nefitas que permaneceram na terra.
29 Houve também muita tristeza entre os lamanitas; pois eis que muitos de seus filhos, à medida que cresciam e ficavam mais velhos, começavam a agir por conta própria, sendo levados, pelas palavras aduladoras e mentirosas de alguns zoramitas, a juntar-se ao bando de Gadiânton.
30 E assim os lamanitas também foram afligidos e começaram, devido à iniqüidade da nova geração, a decair em sua fé e retidão.
CAPÍTULO 2
Aumentam as iniqüidades e abominações entre o povo—Nefitas e lamanitas unem-se para defender-se dos ladrões de Gadiânton—Os lamanitas convertidos tornam-se brancos e são chamados de nefitas. Aproximadamente 5–16 d.C.
1 E ACONTECEU que assim se passou também o nonagésimo quinto ano e começaram a esquecer os sinais e as maravilhas de que haviam ouvido falar; e admiravam-se cada vez menos com qualquer sinal ou maravilha dos céus, de modo que começaram a ficar duros de coração e cegos de entendimento e começaram a duvidar de tudo quanto haviam ouvido e visto—
2 Supondo falsamente, em seu coração, que eram obras de homens e do poder do diabo para desencaminhar e enganar o coração do povo; e assim Satanás tornou a apoderar-se do coração do povo, de modo que lhes cegou os olhos e induziu-os a crer que a doutrina de Cristo era uma coisa louca e vã.
3 E aconteceu que a iniqüidade e as abominações começaram a tomar força no meio do povo; e não acreditavam que viessem a aparecer mais sinais e maravilhas; e Satanás andava por toda parte, desviando o coração do povo, tentando-o e levando-o a cometer grandes iniqüidades na terra.
4 E assim se passou o nonagésimo sexto ano; e também o nonagésimo sétimo ano; e também o nonagésimo oitavo ano; e também o nonagésimo nono ano;
5 E também cem anos se haviam passado desde o tempo de Mosias, que fora rei do povo nefita.
6 E seiscentos e nove anos haviam-se passado desde que Leí saíra de Jerusalém.
7 E nove anos haviam-se passado desde que fora dado o sinal anunciado pelos profetas, de que Cristo viria ao mundo.
8 Ora, os nefitas começaram a calcular o tempo a partir da época em que lhes foi dado o sinal, ou seja, da vinda de Cristo; e nove anos haviam-se passado.
9 E Néfi, que era pai de Néfi, que era encarregado dos registros, não regressou à terra de Zaraenla e não pôde ser encontrado em lugar algum da terra.
10 E aconteceu que, apesar das pregações e profecias que lhe foram feitas, o povo perseverou na iniqüidade. E assim se passou também o décimo ano; e o décimo primeiro ano também se passou em iniqüidade.
11 E aconteceu que no décimo terceiro ano começaram a surgir dissensões e guerras por toda a terra; porque os ladrões de Gadiânton se tornaram tão numerosos e mataram tanta gente e devastaram tantas cidades e causaram tantas mortes e carnificinas por toda a terra, que se tornou necessário que todo o povo, tanto os nefitas quanto os lamanitas, pegassem em armas contra eles.
12 Portanto todos os lamanitas convertidos ao Senhor se uniram a seus irmãos, os nefitas; e viram-se obrigados a pegar em armas contra os ladrões de Gadiânton, pela segurança de sua vida e de suas mulheres e filhos; sim, e também para garantir seus direitos e os privilégios de sua igreja e de sua adoração e sua independência e sua liberdade.
13 E aconteceu que antes de terminar o décimo terceiro ano, viram-se os nefitas ameaçados de completa destruição em virtude dessa guerra que se havia tornado extremamente séria.
14 E aconteceu que os lamanitas que se haviam unido aos nefitas foram contados com os nefitas;
15 E a maldição foi retirada deles e sua pele tornou-se branca como a dos nefitas;
16 E seus filhos e filhas tornaram-se sumamente belos e foram contados com os nefitas, sendo chamados de nefitas. E assim terminou o décimo terceiro ano.
17 E aconteceu que no princípio do décimo quarto ano a guerra continuou entre os ladrões e o povo de Néfi, tornando-se extremamente penosa. Não obstante, os nefitas obtiveram algumas vantagens sobre os ladrões, de modo que os rechaçaram de suas terras para as montanhas e para seus esconderijos.
18 E assim terminou o décimo quarto ano. E no décimo quinto ano eles avançaram novamente contra os nefitas; e por causa da iniqüidade do povo de Néfi e de suas muitas contendas e dissensões, os ladrões de Gadiânton obtiveram muitas vantagens.
19 E assim terminou o décimo quinto ano; e assim o povo passava por grandes aflições; e a espada da destruição pendia sobre eles, de modo que estavam prestes a ser atingidos por ela; e isso em virtude de sua iniqüidade.
CAPÍTULO 3
Gidiâni, chefe do bando de Gadiânton, exige que Laconeu e os nefitas se rendam e entreguem suas terras—Laconeu nomeia Gidgidôni capitão-chefe dos exércitos—Os nefitas reúnem-se em Zaraenla e Abundância para defenderem-se. Aproximadamente 16–18 d.C.
1 E ENTÃO aconteceu que no décimo sexto ano depois da vinda de Cristo, Laconeu, governador da terra, recebeu uma epístola do chefe e governador desse bando de ladrões; e estas foram as palavras escritas, dizendo:
2 Laconeu, nobilíssimo e supremo governador da terra: Eis que te escrevo esta epístola elogiando-te amplamente por tua firmeza e também pela firmeza de teu povo em manter o que julgais ser vosso direito e liberdade; sim, resistis heroicamente, como se fôsseis protegidos pela mão de um deus na defesa de vossa liberdade e de vossos bens e de vosso país ou do que assim chamais.
3 E causa-me lástima, nobilíssimo Laconeu, que sejas tão insensato e presunçoso a ponto de supores que possas resistir a tantos homens valentes como os que tenho sob meu comando e que, neste exato momento, estão de prontidão, esperando com grande ansiedade a palavra de ordem—Caí sobre os nefitas e destruí-os.
4 E eu conheço-lhes o indomável espírito, tendo-os posto à prova no campo de batalha e sabendo de seu eterno ódio a vós, em virtude dos muitos males que lhes infligistes; eis que vos destruirão completamente se descerem contra vós.
5 Por conseguinte escrevi esta epístola, selando-a com minhas próprias mãos, temendo pelo teu bem-estar, por causa de tua firmeza no que crês ser justo e de teu nobre espírito no campo de batalha.
6 Em vista disso escrevo-te pedindo que entregueis vossas cidades, vossas terras e vossos bens a meu povo, para que ele não vos ataque com a espada e sejais destruídos.
7 Ou, em outras palavras, entregai-vos a nós e uni-vos a nós e familiarizai-vos com nossas obras secretas e tornai-vos nossos irmãos, para que sejais como nós—não nossos escravos, mas nossos irmãos e sócios em tudo o que possuímos.
8 E eis que eu te juro com um juramento que, se isto fizerdes, não sereis destruídos; mas, se não o fizerdes, juro-te com um juramento que, no próximo mês, ordenarei aos meus exércitos que vos ataquem; e não se deterão nem vos pouparão, mas hão de matar-vos e deixarão cair a espada sobre vós até que sejais exterminados.
9 E eis que eu sou Gidiâni; e sou governador desta sociedade secreta de Gadiânton; e sei que esta sociedade e suas obras são boas; e datam de longo tempo e foram transmitidas a nós.
10 E escrevo-te esta epístola, Laconeu, esperando que nos entregueis vossas terras e vossas propriedades sem derramamento de sangue, a fim de que o meu povo, que dissentiu de vós em virtude de os haverdes iniquamente privado de seus direitos ao governo, possa recuperar seus direitos e governo; e a não ser que façais isso, eu vingarei os seus agravos. Sou Gidiâni.
11 E então aconteceu que quando recebeu essa epístola, Laconeu muito se admirou com a ousadia de Gidiâni, exigindo a posse da terra dos nefitas e também ameaçando o povo de vingar os agravos daqueles que não haviam sofrido mal algum, a não ser o mal que eles haviam causado a si próprios, unindo-se a esses iníquos e abomináveis ladrões.
12 Ora, eis que este Laconeu, o governador, era homem justo e não podia ser intimidado pelas exigências e ameaças de um ladrão; por conseguinte não deu atenção à epístola de Gidiâni, governador dos ladrões, mas fez com que seu povo clamasse ao Senhor pedindo forças para quando os ladrões descessem contra eles.
13 Sim, ele enviou uma proclamação a todo o povo, para que reunissem suas mulheres e seus filhos, suas manadas e rebanhos e todos os seus bens, com exceção de suas terras, em um só lugar.
14 E fez construir em derredor fortificações; e a força delas deveria ser muito grande. E fez com que exércitos, tanto dos nefitas como dos lamanitas, ou seja, de todos os que eram contados com os nefitas, fossem colocados como vigias em derredor, para protegê-los e livrá-los dos ladrões, dia e noite.
15 Sim, disse-lhes ele: Como vive o Senhor, a não ser que vos arrependais de todas as vossas iniqüidades e clameis ao Senhor, de modo algum vos livrareis das mãos dos ladrões de Gadiânton.
16 E tão grandes e maravilhosas foram as palavras e profecias de Laconeu, que causaram temor a todo o povo; e esforçaram-se com todo o empenho para agir segundo as palavras de Laconeu.
17 E aconteceu que Laconeu designou capitães-chefes para todos os exércitos nefitas, a fim de dirigi-los quando os ladrões descessem do deserto contra eles.
18 Então foi designado o principal dentre todos os capitães-chefes e comandante supremo dos exércitos nefitas; e seu nome era Gidgidôni.
19 Ora, era costume entre todos os nefitas (salvo em tempos de iniqüidade) designar como seu capitão-chefe alguém que possuísse espírito de revelação e também de profecia; portanto esse Gidgidôni era um grande profeta entre eles, como também o era o juiz supremo.
20 Disse, pois, o povo a Gidgidôni: Ora ao Senhor e subamos às montanhas e ao deserto para que possamos cair sobre os ladrões e destruí-los em suas próprias terras.
21 Gidgidôni, porém, respondeu-lhes: Não o permita o Senhor; porque se marchássemos contra eles, o Senhor nos entregaria em suas mãos; portanto nos prepararemos no centro de nossas terras e reuniremos todos os nossos exércitos e não os atacaremos, mas esperaremos até que venham contra nós; por conseguinte, tão certo como vive o Senhor, ele os entregará em nossas mãos se assim procedermos.
22 E aconteceu que quase no fim do décimo sétimo ano, a proclamação de Laconeu foi divulgada em toda a face da terra e eles, tomando seus cavalos e seus carros e seu gado e todos os seus rebanhos e suas manadas e seus grãos e todos os seus bens, dirigiram-se aos milhares e dezenas de milhares ao lugar determinado, a fim de reunirem-se para defenderem-se de seus inimigos.
23 E a terra designada foi a terra de Zaraenla e a terra que ficava entre a terra de Zaraenla e a terra de Abundância, sim, até a linha que dividia a terra de Abundância da terra de Desolação.
24 E houve muitos milhares de pessoas, que eram chamadas nefitas, que se reuniram nessa terra. Ora, Laconeu fez com que se reunissem na terra do sul, em virtude da grande maldição que havia caído sobre a terra do norte.
25 E fortificaram-se contra seus inimigos e habitaram em uma só terra, em um só grupo; e temiam as palavras proferidas por Laconeu, de modo que se arrependeram de todos os seus pecados; e oraram ao Senhor seu Deus para que os livrasse de seus inimigos quando estes descessem para batalhar contra eles.
26 E estavam extremamente aflitos por causa de seus inimigos. E Gidgidôni fez com que fabricassem armas de guerra de todo tipo e se fortalecessem com armaduras e com escudos e com broquéis, de acordo com suas instruções.
CAPÍTULO 4
Os exércitos nefitas derrotam os ladrões de Gadiânton—Gidiâni é morto e seu sucessor, Zemnaria, é enforcado—Os nefitas louvam ao Senhor por suas vitórias. Aproximadamente 19–22 d.C.
1 E ACONTECEU que no final do décimo oitavo ano, os exércitos dos ladrões haviam-se preparado para batalhar e começaram a descer e a atacar, vindos das colinas e das montanhas e do deserto e de suas fortalezas e de seus lugares secretos; e começaram a tomar posse das terras, tanto das que ficavam no sul como das que ficavam no norte; e começaram a apoderar-se de todas as terras abandonadas pelos nefitas, bem como das cidades que haviam ficado desertas.
2 Mas eis que não havia animais selvagens nem caça nas terras abandonadas pelos nefitas; e não havia caça para os ladrões, exceto no deserto.
3 E os ladrões não podiam subsistir, a não ser no deserto, por falta de alimento; porque os nefitas haviam deixado suas terras devastadas e haviam reunido seus rebanhos e suas manadas e todos os seus bens; e achavam-se todos em um só grupo.
4 Portanto os ladrões não tinham oportunidade de roubar e de obter alimento, a não ser batalhando abertamente com os nefitas; e estavam os nefitas reunidos em um só grupo e eram muito numerosos; e haviam reservado para si provisões e cavalos e gado e rebanhos de todo tipo, a fim de poderem subsistir durante sete anos, no curso dos quais tinham a esperança de eliminar os ladrões da face da terra; e assim se passou o décimo oitavo ano.
5 E aconteceu que no décimo nono ano Gidiâni viu que era necessário subir para batalhar contra os nefitas, pois não havia meio de subsistirem, a não ser pilhando e roubando e assassinando.
6 E não se atreviam a espalhar-se pela face da terra a fim de cultivar grãos, temendo que os nefitas os atacassem e matassem; por conseguinte Gidiâni comunicou a seus exércitos que iriam subir para atacar os nefitas naquele ano.
7 E aconteceu que no sexto mês eles subiram para batalhar; e eis que grande e terrível foi o dia em que subiram para batalhar; e achavam-se vestidos segundo o estilo dos ladrões; e tinham uma pele de carneiro ao redor dos lombos e estavam tingidos de sangue e tinham a cabeça rapada e protegida por capacetes; e grande e terrível era a aparência dos exércitos de Gidiâni, por causa de suas armaduras e por acharem-se tingidos de sangue.
8 E aconteceu que quando os exércitos nefitas viram a aparência do exército de Gidiâni, caíram todos por terra clamando ao Senhor seu Deus que os salvasse, livrando-os das mãos de seus inimigos.
Äàòà ïóáëèêîâàíèÿ: 2014-11-18; Ïðî÷èòàíî: 208 | Íàðóøåíèå àâòîðñêîãî ïðàâà ñòðàíèöû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!
