Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 27 ñòðàíèöà



16 Ora, quando seu pai ouviu estas palavras, irou-se contra ele e desembainhou a espada para derrubá-lo por terra.

17 Mas Amon adiantou-se e disse-lhe: Eis que tu não matarás teu filho; não obstante, melhor seria que ele morresse do que tu, porque eis que ele se arrependeu de seus pecados; mas se tu caísses agora, com tua ira, tua alma não poderia ser salva.

18 E também é conveniente que te reprimas, porque, se matasses teu filho, sendo ele um homem inocente, o seu sangue clamaria da terra ao Senhor seu Deus, para que a vingança caísse sobre ti; e talvez perdesses tua alma.

19 Ora, tendo dito Amon essas palavras, ele respondeu-lhe, dizendo: Eu sei que, se matasse meu filho, derramaria sangue inocente; porque foste tu que procuraste destruí-lo.

20 E estendeu a mão para matar Amon. Mas Amon resistiu a seus golpes e feriu-lhe também o braço, de modo que não pôde mais usá-lo.

21 Então o rei, vendo que Amon podia matá-lo, começou a suplicar-lhe que lhe poupasse a vida.

22 Amon, porém, levantou a espada e disse-lhe: Eis que te matarei, a menos que permitas que meus irmãos sejam tirados da prisão.

23 Então o rei, temendo perder a vida, disse: Se me poupares, conceder-te-ei tudo que pedires, até metade de meu reino.

24 Ora, quando Amon viu que havia impressionado o velho rei como desejava, disse-lhe: Se permitires que meus irmãos sejam libertados da prisão e também que Lamôni conserve seu reino; e se não ficares aborrecido com ele, mas permitires que ele aja segundo sua própria vontade em tudo quanto determinar, então te pouparei; do contrário ferir-te-ei até caíres por terra.

25 Ora, quando Amon disse essas palavras, o rei começou a regozijar-se por causa de sua vida.

26 E quando viu que Amon não desejava matá-lo e quando viu também o grande amor que ele tinha por seu filho Lamôni, ficou muito admirado e disse: Por teres tu desejado somente que eu libertasse teus irmãos e permitisse que meu filho Lamôni conservasse o reino, eis que te concederei que meu filho conserve o reino, de hoje em diante e para sempre; e eu não mais o governarei—

27 E também te concederei que teus irmãos sejam libertados da prisão e tu e teus irmãos podereis vir a mim em meu reino, porque desejarei muito ver-te. Pois o rei estava grandemente admirado com as palavras que ele proferira e também com as palavras de seu filho Lamôni; e desejava, portanto, aprendê-las.

28 E aconteceu que Amon e Lamôni continuaram sua viagem para a terra de Midôni. E Lamôni achou graça aos olhos do rei da terra; portanto os irmãos de Amon foram tirados da prisão.

29 E quando encontrou seus irmãos, Amon ficou muito triste porque eis que estavam nus e sua pele muito marcada, devido às fortes cordas com que estavam atados. E também haviam sofrido fome, sede e toda espécie de aflições; não obstante, haviam sido pacientes em todos os seus sofrimentos.

30 E aconteceu que haviam tido a infelicidade de cair nas mãos de um povo mais duro e obstinado; portanto não quiseram escutar-lhes as palavras, tendo-os expulsado e batido neles, tendo-os enxotado de casa em casa e de lugar em lugar, até chegarem à terra de Midôni; e ali foram capturados e postos na prisão e amarrados com fortes cordas; e ficaram encarcerados por muitos dias, sendo libertados por Lamôni e Amon.

Relato da prédica de Aarão e Mulóqui e seus irmãos aos lamanitas.

Abrange os capítulos 21 a 26.

CAPÍTULO 21

Aarão ensina os amalequitas a respeito de Cristo e sua expiação—Aarão e seus irmãos são aprisionados em Midôni—Após sua libertação, eles ensinam nas sinagogas e fazem muitos conversos—Lamôni concede liberdade religiosa ao povo, na terra de Ismael. Aproximadamente 90–77 a.C.

1 ORA, quando Amon e seus irmãos se separaram nas fronteiras da terra dos lamanitas, eis que Aarão seguiu viagem para a terra que os lamanitas denominavam Jerusalém, em memória da terra natal de seus pais; e ficava distante e confinava com as fronteiras de Mórmon.

2 Ora, os lamanitas e os amalequitas e o povo de Amulon haviam construído uma grande cidade, que se chamava Jerusalém.

3 Ora, os lamanitas já eram, por si mesmos, bastante obstinados; porém os amalequitas e os amulonitas eram-no ainda mais; conseguiram, portanto, fazer com que os lamanitas endurecessem o coração, com que aumentassem suas iniqüidades e abominações.

4 E aconteceu que Aarão foi à cidade de Jerusalém e começou primeiro a pregar aos amalequitas. E começou a pregar-lhes em suas sinagogas, porque haviam construído sinagogas segundo a ordem dos neores; porque muitos dos amalequitas e amulonitas pertenciam à ordem dos neores.

5 Assim, quando Aarão entrou em uma das suas sinagogas para pregar ao povo e enquanto lhes falava, eis que se levantou um amalequita e começou a discutir com ele, dizendo: O que é que testificaste? Viste tu um anjo? Por que é que os anjos não nos aparecem? Eis que este povo não é tão bom quanto teu povo?

6 Tu também dizes que, a menos que nos arrependamos, pereceremos. Como conheces o pensamento e o intento de nosso coração? Como sabes que temos motivos para nos arrependermos? Como sabes que não somos um povo justo? Eis que construímos santuários e reunimo-nos para adorar a Deus. Nós cremos que Deus salvará todos os homens.

7 E aí Aarão lhe disse: Crês tu que o Filho de Deus virá redimir a humanidade de seus pecados?

8 E o homem respondeu-lhe: Não acreditamos que saibas de tais coisas. Não acreditamos nessas tradições tolas. Não acreditamos que saibas de coisas futuras nem tampouco cremos que teus pais ou nossos pais tivessem conhecimento das coisas de que falaram, daquilo que está para vir.

9 E Aarão começou a explicar-lhes as escrituras a respeito da vinda de Cristo, como também sobre a ressurreição dos mortos; e que não poderia haver redenção para a humanidade a não ser pela morte e sofrimentos de Cristo e a expiação de seu sangue.

10 E aconteceu que quando começou a expor-lhes essas coisas, ficaram zangados com ele e começaram a zombar dele; e não quiseram dar ouvidos às palavras que ele proferia.

11 Portanto, quando ele viu que não dariam ouvidos a suas palavras, saiu da sinagoga e foi a uma aldeia que se chamava Ani-Ânti e aí encontrou Mulóqui pregando-lhes a palavra; e também Amá e seus irmãos. E discutiam com muitos sobre a palavra.

12 E aconteceu que viram que o povo ia endurecer o coração; portanto partiram e chegaram à terra de Midôni. E pregaram a palavra a muitos; e poucos acreditaram nas palavras que lhes foram ensinadas.

13 No entanto, Aarão e alguns de seus irmãos foram apanhados e encarcerados. Os restantes fugiram da terra de Midôni para as regiões circunvizinhas.

14 E os que foram postos na prisão sofreram muito e foram libertados pela mão de Lamôni e Amon; e foram alimentados e vestidos.

15 E saíram novamente para pregar a palavra; e assim foram libertados da prisão pela primeira vez; e assim haviam sofrido.

16 E iam, assim, para onde os guiava o Espírito do Senhor, pregando a palavra de Deus em todas as sinagogas dos amalequitas ou em todas as assembléias dos lamanitas onde lhes era permitido entrar.

17 E aconteceu que o Senhor começou a abençoá-los de tal modo que levaram muitos ao conhecimento da verdade; sim, e convenceram muitos de seus pecados e de que as tradições de seus pais não eram corretas.

18 E aconteceu que Amon e Lamôni voltaram da terra de Midôni para a terra de Ismael, que era a terra de sua herança.

19 E o rei Lamôni não permitiu que Amon o servisse ou fosse seu servo.

20 Mas fez com que se construíssem sinagogas na terra de Ismael e fez com que seu povo, ou seja, o povo governado por ele, se reunisse.

21 E regozijou-se neles e ensinou-lhes muitas coisas. E declarou-lhes também que eram um povo que se achava sob sua autoridade e que eram um povo livre; livre da opressão do rei, seu pai, porque seu pai lhe havia permitido governar o povo que estava na terra de Ismael e em toda a terra circunvizinha.

22 E declarou-lhes também que tinham liberdade para adorar o Senhor seu Deus segundo seus desejos, onde quer que estivessem, se a região ficasse sob a autoridade do rei Lamôni.

23 E Amon pregou ao povo do rei Lamôni; e aconteceu que lhes ensinou todas as coisas concernentes à retidão. E exortava-os diariamente, com toda a diligência; e eles deram ouvidos a sua palavra e eram zelosos no cumprimento dos mandamentos do Senhor.

CAPÍTULO 22

Aarão ensina o pai de Lamôni a respeito da Criação, da queda de Adão e do plano de redenção, por meio de Cristo—O rei e toda a sua casa são convertidos—Explica-se a divisão da terra entre os nefitas e os lamanitas. Aproximadamente 90–77 a.C.

1 ORA, como Amon estava continuamente ensinando o povo de Lamôni, voltaremos à história de Aarão e seus irmãos; porque, tendo partido da terra de Midôni, ele foi guiado pelo Espírito à terra de Néfi, até a casa do rei que governava toda a terra, exceto a terra de Ismael; e era o pai de Lamôni.

2 E aconteceu que, tendo entrado no palácio do rei com os seus irmãos e tendo-se inclinado diante do rei, disse-lhe: Eis, ó rei, que somos os irmãos de Amon, que livraste da prisão.

3 E agora, ó rei, se nos poupares a vida, seremos teus servos. E disse-lhes o rei: Levantai-vos, porque vos concederei a vida e não permitirei que sejais meus servos; insistirei, porém, em que me ensineis, porque minha mente ficou um tanto perturbada pela generosidade e grandeza das palavras de vosso irmão Amon; e desejo saber por que motivo não subiu ele de Midôni convosco.

4 E Aarão disse ao rei: Eis que o Espírito do Senhor o chamou para outro lugar; ele foi para a terra de Ismael a fim de ensinar o povo de Lamôni.

5 Disse-lhes então o rei: O que é isso que disseste sobre o Espírito do Senhor? Eis que é isso que me perturba.

6 E, também, o que é isso que disse Amon: Se vos arrependerdes, sereis salvos; e se não vos arrependerdes, sereis afastados no último dia?

7 E Aarão, respondendo-lhe, disse: Crês tu que existe um Deus? E o rei respondeu: Sei que os amalequitas dizem existir um Deus e permiti-lhes construir santuários a fim de que se reunissem para adorá-lo. E se agora dizes que existe um Deus, eis que acreditarei.

8 E então, quando Aarão ouviu isso, alegrou-se-lhe o coração e ele disse: Eis que, tão certo como tu vives, ó rei, existe um Deus.

9 E disse o rei: É Deus aquele Grande Espírito que tirou nossos pais da terra de Jerusalém?

10 E disse-lhe Aarão: Sim, ele é aquele Grande Espírito e criou todas as coisas, tanto no céu como na Terra. Acreditas nisso?

11 E ele disse: Sim, acredito que o Grande Espírito criou todas as coisas e desejo que me ensines a respeito de todas essas coisas; e eu acreditarei em tuas palavras.

12 E aconteceu que Aarão, quando viu que o rei acreditaria em suas palavras, começou a ler-lhe as escrituras, desde a criação de Adão: como criou Deus o homem a sua própria imagem e que Deus lhe deu mandamentos; e que, por causa da transgressão, o homem caiu.

13 E Aarão explicou-lhe as escrituras, desde a criação de Adão, expondo-lhe a queda do homem e seu estado carnal; e também o plano de redenção que havia sido preparado desde a fundação do mundo, por meio de Cristo, para todos os que acreditassem em seu nome.

14 E tendo o homem caído, por si mesmo nada podia merecer; mas os sofrimentos e a morte de Cristo expiam seus pecados por meio da fé e do arrependimento e assim por diante; e ele rompe as ligaduras da morte, para que a sepultura não seja vitoriosa e para que o aguilhão da morte seja consumido na esperança de glória; e Aarão explicou todas essas coisas ao rei.

15 E aconteceu que, tendo Aarão explicado estas coisas ao rei, o rei disse: Que deverei fazer para conseguir essa vida eterna da qual falaste? Sim, que deverei fazer para nascer de Deus, arrancar este espírito iníquo de meu peito e receber o Espírito de Deus, a fim de encher-me de júbilo e não ser afastado no último dia? Eis que, disse ele, renunciarei a tudo quanto possuo; sim, abandonarei o meu reino para poder receber essa grande alegria.

16 Mas disse-lhe Aarão: Se desejas isto, se te curvares diante de Deus, sim, se te arrependeres de todos os teus pecados e te curvares diante de Deus e invocares o seu nome com fé, acreditando que receberás, então obterás a esperança que desejas.

17 E aconteceu que quando Aarão proferiu estas palavras, o rei curvou-se diante do Senhor, de joelhos; sim, prostrou-se por terra e clamou de todo o coração, dizendo:

18 Ó Deus, Aarão disse-me que existe um Deus e, se existe um Deus e se tu és Deus, faze-mo saber; e abandonarei todos os meus pecados para conhecer-te, para que eu possa ser levantado dentre os mortos e salvo no último dia. E quando o rei disse essas palavras, caiu como que ferido de morte.

19 E aconteceu que seus servos correram para contar à rainha tudo o que sucedera ao rei. E ela dirigiu-se para onde estava o rei; e quando o viu caído como se estivesse morto e também Aarão e seus irmãos ali parados como se fossem os causadores de sua queda, irou-se contra eles e ordenou que seus servos, ou seja, os servos do rei, os prendessem e matassem.

20 Ora, os servos haviam presenciado o motivo da queda do rei; portanto não se atreviam a deitar as mãos em Aarão e seus irmãos; e intercederam à rainha, dizendo: Por que ordenas que matemos esses homens, quando eis que um deles é mais poderoso que nós todos? Cairemos, portanto, diante deles.

21 Ora, quando a rainha viu o temor de seus servos, começou também a sentir grande temor de que algum mal lhe acontecesse. E ordenou aos servos que fossem chamar o povo, para que matassem Aarão e seus irmãos.

22 Ora, quando Aarão viu a determinação da rainha, ele, conhecendo também a dureza de coração do povo, temeu que se reunisse uma multidão e daí resultassem grandes contendas e distúrbios entre eles; estendeu portanto a mão e levantou o rei, dizendo-lhe: Levanta-te. E ele pôs-se em pé, recuperando as forças.

23 Ora, isso foi feito na presença da rainha e de muitos dos servos. E quando viram isso, ficaram muito admirados e começaram a temer. E o rei adiantou-se e começou a ensiná-los. E ensinou-os de tal modo que toda a sua casa se converteu ao Senhor.

24 Ora, reunira-se uma multidão, por causa das ordens da rainha; e começou a haver grandes murmurações entre eles, por causa de Aarão e seus irmãos.

25 Mas o rei adiantou-se e pregou-lhes. E tranqüilizaram-se em relação a Aarão e aos que com ele estavam.

26 E aconteceu que o rei, vendo que o povo se tranqüilizara, fez com que Aarão e seus irmãos fossem para o meio da multidão e pregassem-lhes a palavra.

27 E aconteceu que o rei enviou uma proclamação por toda a terra, a todo o seu povo que vivia em toda a sua terra, que vivia em todas as regiões circunvizinhas, terra que confinava com o mar a leste e a oeste e que era dividida da terra de Zaraenla por uma estreita faixa de deserto que se estendia do mar do leste ao mar do oeste e contornava a costa e as fronteiras do deserto que ficava ao norte, perto da terra de Zaraenla, através das fronteiras de Mânti, à cabeceira do rio Sidon, correndo de leste para oeste—e assim estavam os lamanitas separados dos nefitas.

28 Ora, os mais indolentes dos lamanitas viviam no deserto e habitavam em tendas; e estavam espalhados pelo deserto a oeste, na terra de Néfi; sim, como também a oeste da terra de Zaraenla, beirando a costa; e a oeste, na terra de Néfi, no local da primeira herança de seus pais; e assim ao longo da costa.

29 E também havia muitos lamanitas no leste, junto à costa, para onde os nefitas os haviam impelido. Desse modo os nefitas estavam quase rodeados pelos lamanitas; não obstante, os nefitas haviam-se apoderado de todas as regiões do norte da terra, que beiravam o deserto, na cabeceira do rio Sidon, de leste a oeste do lado do deserto; no norte, até chegar à terra a que deram o nome de Abundância.

30 E confinava com a terra a que chamavam Desolação, a qual estava tão ao norte que adentrava a terra que havia sido povoada e destruída, de cujos ossos já falamos, que fora descoberta pelo povo de Zaraenla, tendo sido o local de seu primeiro desembarque.

31 E daí subiram até o deserto do sul. E assim foi que a terra do norte se chamou Desolação e a terra do sul se chamou Abundância, sendo ela o deserto que é cheio de todo tipo de animais selvagens de toda espécie, uma parte dos quais havia vindo da terra do norte à procura de alimento.

32 E assim, a distância entre o mar do leste e o mar do oeste, pela fronteira entre Abundância e a terra de Desolação, era o equivalente a um dia e meio de viagem para um nefita. E assim, a terra de Néfi e a terra de Zaraenla estavam quase que rodeadas por água, havendo uma pequena faixa de terra entre a terra do norte e a terra do sul.

33 E aconteceu que os nefitas haviam povoado a terra de Abundância, desde o mar do leste até o mar do oeste; e assim os nefitas, em sua sabedoria, com seus guardas e seus exércitos, haviam confinado os lamanitas no sul, para que desse modo não mais ocupassem as terras ao norte e não invadissem a terra do norte.

34 Portanto os lamanitas não podiam mais ter terras, a não ser na terra de Néfi e nos desertos a sua volta. Ora, nisto os nefitas foram prudentes—como os lamanitas eram seus inimigos, não sofreriam ataques por todos os lados e teriam também um país onde se refugiar, segundo seus desejos.

35 E agora eu, depois de haver relatado isto, volto à história de Amon e Aarão, Ômner e Hímni e seus irmãos.

CAPÍTULO 23

Proclamada a liberdade religiosa—Convertidos os lamanitas de sete terras e cidades—Eles autodenominam-se ânti-néfi-leítas e ficam livres da maldição—Os amalequitas e os amulonitas rejeitam a verdade. Aproximadamente 90–77 a.C.

1 EIS que aconteceu que o rei dos lamanitas enviou uma proclamação a todo o seu povo, para que não tocassem em Amon nem em Aarão nem em Ômner nem em Hímni ou em qualquer de seus irmãos que iriam pregar a palavra de Deus, não importando onde estivessem, em qualquer parte de sua terra.

2 Sim, enviou um decreto a seu povo, que não deveriam deitar-lhes as mãos para amarrá-los nem colocá-los na prisão; nem deveriam cuspir neles nem espancá-los nem expulsá-los de suas sinagogas nem açoitá-los; nem tampouco apedrejá-los, mas que eles tivessem livre acesso a suas casas e também a seus templos e seus santuários.

3 Para que assim pudessem ir pregar a palavra segundo seus desejos, pois o rei havia-se convertido ao Senhor, assim como toda a sua casa; enviou portanto uma proclamação ao povo, por toda a terra, a fim de que a palavra de Deus não encontrasse obstrução, mas fosse levada a toda a terra, para que o povo se convencesse das iníquas tradições de seus pais e se convencesse de que todos eram irmãos e que não deveriam matar nem pilhar nem roubar nem cometer adultério nem cometer qualquer tipo de iniqüidade.

4 E então aconteceu que, tendo o rei enviado essa proclamação, Aarão e seus irmãos foram de cidade em cidade, de uma casa de adoração a outra, organizando igrejas e consagrando sacerdotes e mestres entre os lamanitas, por toda a terra, a fim de pregarem e ensinarem a palavra de Deus entre eles; e assim começaram a lograr muito êxito.

5 E milhares foram levados a conhecer o Senhor, sim, milhares foram levados a acreditar nas tradições dos nefitas; e foram-lhes ensinados os registros e as profecias que haviam sido transmitidos até o presente.

6 E tão certo quanto o Senhor vive, assim também quantos acreditaram, ou seja, quantos foram levados a conhecer a verdade pelas pregações de Amon e seus irmãos, segundo o espírito de revelação e de profecia e o poder de Deus que fazia milagres por meio deles—sim, digo-vos que, assim como o Senhor vive, todos os lamanitas que acreditaram em suas pregações e foram convertidos ao Senhor nunca apostataram.

7 Pois tornaram-se um povo justo e depuseram as armas de sua rebelião, para não mais lutarem contra Deus nem contra qualquer de seus irmãos.

8 Ora, estes são os que se converteram ao Senhor:

9 Os lamanitas que estavam na terra de Ismael;

10 E também os lamanitas que estavam na terra de Midôni;

11 E também os lamanitas que estavam na cidade de Néfi;

12 E também os lamanitas que se achavam na terra de Silom e que se achavam na terra de Senlon e na cidade de Lemuel e na cidade de Simnilom.

13 E são esses os nomes das cidades dos lamanitas que foram convertidos ao Senhor; e são esses os que depuseram as armas de sua rebelião, sim, todas as suas armas de guerra; e todos eram lamanitas.

14 E os amalequitas não foram convertidos, exceto um; e nenhum dos amulonitas se converteu, mas endureceram o coração e também o coração dos lamanitas daquela parte da terra em que moravam; sim, e em todas as suas aldeias e cidades.

15 Portanto citamos todas as cidades dos lamanitas nas quais eles se arrependeram, vieram a conhecer a verdade e foram convertidos.

16 E aconteceu então que o rei e os que foram convertidos desejavam adotar um nome pelo qual se distinguissem de seus irmãos; o rei portanto consultou Aarão e muitos de seus sacerdotes no tocante ao nome que deveriam escolher para distinguirem-se dos outros.

17 E aconteceu que escolheram o nome de ânti-néfi-leítas; e foram chamados por esse nome e não mais foram chamados de lamanitas.

18 E começaram a ser um povo muito industrioso; sim, e fizeram-se amigos dos nefitas; portanto estabeleceram relações com eles e a maldição de Deus não mais os acompanhou.

CAPÍTULO 24

Os lamanitas avançam contra o povo de Deus—Os ânti-néfi-leítas regozijam-se em Cristo e são visitados por anjos—Eles preferem morrer a defenderem-se—Mais lamanitas são convertidos. Aproximadamente 90–77 a.C.

1 E ACONTECEU que os amalequitas e os amulonitas e os lamanitas que estavam na terra de Amulon e também na terra de Helã; e os que estavam na terra de Jerusalém e, resumindo, em todas as terras circunvizinhas, que não se haviam convertido nem adotado o nome de Ânti-Néfi-Leí, foram instigados pelos amalequitas e pelos amulonitas a irarem-se contra seus irmãos.

2 E seu ódio contra eles tornou-se muito intenso, a ponto de começarem a rebelar-se contra seu rei e a não mais quererem que ele fosse seu rei; portanto pegaram em armas contra o povo de Ânti-Néfi-Leí.

3 Ora, o rei passou o reino a seu filho, a quem deu o nome de Ânti-Néfi-Leí.

4 E morreu o rei no mesmo ano em que os lamanitas começaram os preparativos para guerrear o povo de Deus.

5 Ora, quando Amon e seus irmãos e todos os que haviam vindo com ele viram os preparativos dos lamanitas para destruírem seus irmãos, dirigiram-se à terra de Midiã e lá Amon encontrou todos os seus irmãos; e de lá se dirigiram à terra de Ismael, para reunirem-se em conselho com Lamôni e também com seu irmão, Ânti-Néfi-Leí, a fim de decidirem o que deveriam fazer para defender-se dos lamanitas.

6 Ora, não havia uma só alma, entre todo o povo que se convertera ao Senhor, que quisesse pegar em armas contra seus irmãos; não, não queriam nem mesmo fazer qualquer preparativo de guerra; sim, e também seu rei lhes ordenou que não o fizessem.

7 Ora, estas são as palavras que ele disse ao povo sobre o assunto: Agradeço a meu Deus, meu amado povo, que o nosso grande Deus em sua bondade tenha mandado estes nossos irmãos, os nefitas, pregarem a nós e convencerem-nos a respeito das tradições de nossos iníquos pais.

8 E eis que agradeço a meu grande Deus por ter-nos dado uma porção de seu Espírito, a fim de abrandar-nos o coração; assim, estabelecemos relações com estes irmãos, os nefitas.

9 E eis que também agradeço a meu Deus que, por iniciarmos essas relações, nos tenhamos convencido de nossos pecados e dos muitos homicídios que temos cometido.

10 E agradeço também a meu Deus, sim, meu grande Deus, por haver-nos permitido que nos arrependêssemos dessas coisas e também por haver-nos perdoado nossos inúmeros pecados e os assassinatos que temos cometido; e por ter-nos aliviado o coração da culpa, pelos méritos de seu Filho.

11 E agora eis que, meus irmãos, visto que tudo o que pudemos fazer (pois éramos os mais perdidos de todos os homens) foi arrependermo-nos de todos os nossos pecados e dos muitos assassinatos que tínhamos cometido e conseguir que Deus os tirasse de nosso coração, porque isto foi tudo que pudemos fazer para arrependermo-nos o suficiente perante Deus, a fim de que ele nos tirasse nossa mancha—

12 Ora, meus amados irmãos, já que Deus nos tirou nossas manchas e nossas espadas tornaram-se brilhantes, não as manchemos mais com o sangue de nossos irmãos.

13 Eis que eu vos digo: Guardemos nossas espadas, para que não se manchem com o sangue de nossos irmãos; porque, se novamente as mancharmos, talvez não possam mais ser lavadas pelo sangue do Filho de nosso grande Deus, que será derramado para a expiação de nossos pecados.

14 E o grande Deus teve misericórdia de nós e deu-nos a conhecer estas coisas, a fim de não perecermos; sim, deu-nos a conhecer de antemão essas coisas porque ama nossa alma, bem como ama nossos filhos; portanto, em sua misericórdia ele nos visita por meio de seus anjos, para que o plano de salvação nos seja revelado, assim como às gerações futuras.





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