Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 25 ñòðàíèöà



8 Ora, eram ordenados da seguinte maneira—Eram chamados com um santo chamado e ordenados com uma santa ordenança, tomando sobre si o sumo sacerdócio da santa ordem; chamado esse e ordenança e sumo sacerdócio que não têm começo nem fim—

9 Tornam-se, assim, sumos sacerdotes para sempre, segundo a ordem do Filho, o Unigênito do Pai, que é sem princípio de dias nem fim de anos, que é cheio de graça, eqüidade e verdade. E assim é. Amém.

10 Ora, como falei sobre a santa ordem, ou seja, este sumo sacerdócio, muitos foram ordenados e tornaram-se sumos sacerdotes de Deus; e isso graças a sua grande fé e arrependimento e sua retidão perante Deus, preferindo arrepender-se e praticar a retidão a perecer.

11 Portanto foram chamados segundo esta santa ordem e santificados; e suas vestimentas foram branqueadas pelo sangue do Cordeiro.

12 Ora, tendo sido santificados pelo Espírito Santo, havendo suas vestimentas sido branqueadas, achando-se puros e imaculados perante Deus, só viam o pecado com horror; e houve muitos, e grande foi o seu número, que foram purificados e entraram no descanso do Senhor seu Deus.

13 E agora, meus irmãos, quisera que vos humilhásseis perante Deus e apresentásseis frutos dignos do arrependimento, para que também venhais a entrar nesse descanso.

14 Sim, humilhai-vos como o povo nos dias de Melquisedeque, o qual também foi um sumo sacerdote desta mesma ordem de que falei; que também tomou sobre si, para sempre, o sumo sacerdócio.

15 E foi a esse mesmo Melquisedeque que Abraão pagou dízimos; sim, até mesmo nosso pai Abraão pagou como dízimo uma décima parte de tudo quanto possuía.

16 Ora, essas ordenanças foram instituídas dessa maneira para que, por meio delas, o povo pudesse ter esperança no Filho de Deus, sendo um símbolo de sua ordem, ou melhor, sendo sua ordem; e isto para que pudessem esperar dele a remissão de seus pecados, a fim de entrarem no descanso do Senhor.

17 Ora, este Melquisedeque era rei da terra de Salém; e seu povo entregara-se à pratica de iniqüidades e abominações; sim, todos se haviam extraviado; praticavam toda sorte de iniqüidades;

18 Melquisedeque, porém, tendo exercido uma fé vigorosa e recebido o ofício do sumo sacerdócio segundo a santa ordem de Deus, pregou o arrependimento a seu povo. E eis que eles se arrependeram; e Melquisedeque estabeleceu paz na terra em seus dias; foi portanto chamado de príncipe da paz, pois era o rei de Salém; e governou subordinado a seu pai.

19 Ora, houve muitos antes dele e também houve muitos depois, mas nenhum foi maior; portanto se fez particular menção a ele.

20 Ora, não necessito estender-me sobre o assunto; basta o que já disse. Eis que as escrituras estão diante de vós e, se quiserdes deturpá-las, será para vossa destruição.

21 E então, tendo Alma acabado de dizer-lhes estas palavras, estendeu a mão em direção a eles e clamou com voz forte, dizendo: Agora é o momento de arrepender-se, porque o dia da salvação se aproxima;

22 Sim, e a voz do Senhor, pela boca dos anjos, assim o declara a todas as nações; sim, declara-o para que tenham boas novas de grande alegria; sim, e proclama estas boas novas entre todo o seu povo, sim, mesmo aos que estão espalhados sobre a face da Terra; portanto chegaram até nós.

23 E elas são-nos dadas a conhecer em termos claros, para que possamos entender e não errar; e isso por sermos errantes em uma terra estranha; somos, portanto, altamente favorecidos, porque estas boas novas nos foram declaradas em todas as partes de nossa vinha.

24 Pois eis que os anjos as estão declarando a muitos em nossa terra, neste momento; e isso com o propósito de preparar o coração dos filhos dos homens para receber a sua palavra quando vier em sua glória.

25 E agora nós só esperamos ouvir as alegres novas de sua vinda, que nos foram declaradas pela boca de anjos; porque o tempo se aproxima e nós não sabemos quão próximo está. Prouvera a Deus que fosse em meus dias; mas seja mais cedo ou mais tarde, nele me regozijarei.

26 E será dado a conhecer a homens justos e santos pela boca de anjos, na ocasião de sua vinda, para que se cumpram as palavras de nossos pais, segundo o que disseram a respeito dele, conforme o espírito de profecia que estava neles.

27 E agora, meus irmãos, desejo, do mais íntimo de meu coração, sim, com grande ansiedade e até dor, que deis ouvidos a minhas palavras e abandoneis vossos pecados e não procrastineis o dia de vosso arrependimento;

28 Mas que vos humilheis perante o Senhor e invoqueis seu santo nome e vigieis e oreis continuamente para não serdes tentados além do que podeis suportar; e serdes assim conduzidos pelo Santo Espírito, tornando-vos humildes, mansos, submissos, pacientes, cheios de amor e longanimidade;

29 Tendo fé no Senhor, tendo esperança de que recebereis a vida eterna, tendo sempre o amor de Deus no coração, para que sejais elevados no último dia e entreis em seu descanso.

30 E que o Senhor vos conceda o arrependimento para não fazerdes cair sobre vós a sua ira, a fim de não serdes acorrentados pelas cadeias do inferno e não sofrerdes a segunda morte.

31 E Alma disse ao povo muitas palavras mais que não estão escritas neste livro.

CAPÍTULO 14

Alma e Amuleque são aprisionados e espancados—Queimados os crentes e suas escrituras sagradas—Esses mártires são recebidos em glória pelo Senhor—As paredes da prisão fendem-se e caem—Alma e Amuleque são libertados e seus perseguidores, mortos. Aproximadamente 82–81 a.C.

1 E ACONTECEU que depois de haver ele acabado de falar ao povo, muitos acreditaram em suas palavras e começaram a arrepender-se e a examinar as escrituras.

2 A maior parte deles, porém, desejavam destruir Alma e Amuleque, porque estavam irados contra Alma por causa da franqueza de suas palavras a Zeezrom; e diziam também que Amuleque lhes havia mentido e havia ultrajado sua lei e também seus advogados e juízes.

3 E estavam também zangados com Alma e Amuleque; e por eles haverem testificado tão claramente contra suas iniqüidades, queriam desfazer-se deles secretamente.

4 Aconteceu, porém, que não o fizeram; mas pegaram-nos e amarraram-nos com cordas fortes e levaram-nos perante o juiz supremo da terra.

5 E o povo apresentou-se para testemunhar contra eles, testificando que haviam ultrajado a lei e os advogados e juízes da terra e também todo o povo que estava na terra; e também testificaram não existir mais que um Deus e que ele enviaria seu Filho entre o povo, mas não o salvaria; e o povo testificou muitas outras coisas semelhantes contra Alma e Amuleque. E isto foi feito na presença do juiz supremo da terra.

6 E aconteceu que Zeezrom ficou assombrado com as palavras que haviam sido ditas; e ele também conhecia a cegueira da mente deles, que ele próprio havia causado com palavras mentirosas; e sua alma começou a sentir-se atormentada pela consciência da própria culpa; sim, começou a ser envolvido pelas penas do inferno.

7 E aconteceu que começou a clamar ao povo, dizendo: Eis que eu sou culpado e estes homens são imaculados perante Deus. E começou a interceder por eles daquele momento em diante; mas eles insultaram-no, dizendo: Estás também possuído pelo diabo? E cuspiram nele e afastaram-no do meio deles, como também a todos os que acreditaram nas palavras que haviam sido ditas por Alma e Amuleque; e afastaram-nos e enviaram homens para apedrejá-los.

8 E reuniram suas esposas e filhos; e os que acreditaram ou haviam sido ensinados a acreditar na palavra de Deus foram atirados ao fogo; e também levaram os seus registros que continham as santas escrituras e jogaram-nos igualmente no fogo, para que fossem queimados e destruídos pelo fogo.

9 E aconteceu que levaram Alma e Amuleque ao lugar do martírio, para testemunharem a destruição dos que eram consumidos pelo fogo.

10 E quando viu o sofrimento das mulheres e crianças que eram consumidas pelo fogo, Amuleque também sofreu e disse a Alma: Como podemos testemunhar esta cena horrível? Estendamos, pois, a mão e exerçamos o poder de Deus que está em nós e salvemo-las das chamas.

11 Alma, porém, disse: O Espírito constrange-me a não estender a mão; porque eis que o Senhor as recebe para si em glória; e permite que eles façam isto, ou seja, que o povo lhes faça isto segundo a dureza de seu coração, para que os julgamentos a que em sua cólera os submeter sejam justos; e o sangue dos inocentes servirá de testemunho contra eles, sim, e clamará fortemente contra eles no último dia.

12 Então Amuleque disse a Alma: Eis que talvez eles também nos queimem.

13 E Alma disse: Faça-se segundo a vontade do Senhor. Nossa obra, porém, não está terminada; portanto não nos queimarão.

14 Ora, aconteceu que depois de consumidos os corpos dos que foram atirados ao fogo, assim como os registros que foram lançados com eles, o juiz supremo da terra aproximou-se de Alma e Amuleque, que estavam amarrados; e esbofeteou-os no rosto e disse-lhes: Depois do que haveis presenciado, pregareis outra vez a este povo que eles serão lançados num lago de fogo e enxofre?

15 Pois vedes que não tendes o poder de salvar aqueles que foram lançados no fogo; nem salvou-os Deus por serem da vossa fé. E o juiz esbofeteou-os novamente e perguntou-lhes: Que tendes a dizer?

16 Ora, esse juiz pertencia à fé e ordem de Neor, que havia matado Gideão.

17 E aconteceu que Alma e Amuleque nada lhe responderam; e ele esbofeteou-os novamente e entregou-os aos oficiais para serem lançados na prisão.

18 E depois de haverem passado três dias na prisão, apareceram muitos advogados e juízes e sacerdotes e mestres que pertenciam à seita de Neor; e foram vê-los na prisão a fim de questioná-los sobre muitas coisas, mas eles nada lhes responderam.

19 E aconteceu que o juiz se pôs diante deles e disse: Por que não respondeis às palavras deste povo? Não sabeis que tenho poder para vos entregar às chamas? E ordenou-lhes que falassem, mas eles nada responderam.

20 E aconteceu que partiram e seguiram seus caminhos, mas voltaram no dia seguinte; e o juiz esbofeteou-os novamente na face. E muitos outros também se adiantaram e neles bateram, dizendo: Levantar-vos-eis novamente para julgardes este povo e condenardes nossa lei? Pois se tendes tão grande poder, por que não vos libertais?

21 E disseram-lhes muitas coisas semelhantes, rangendo os dentes e cuspindo neles e dizendo: Com que nos pareceremos quando formos condenados?

22 E muitas coisas semelhantes, sim, toda espécie de coisas semelhantes lhes disseram; e assim zombaram deles durante muitos dias. E não lhes deram alimento, para que padecessem fome; nem água, para que ficassem sedentos; e também lhes tiraram as vestimentas, para que ficassem nus; e assim foram amarrados com fortes cordas e confinados na prisão.

23 E aconteceu que tendo assim sofrido durante muitos dias (e era o décimo segundo dia do décimo mês, no décimo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi), o juiz supremo da terra de Amonia e muitos dos seus mestres e advogados foram à prisão onde Alma e Amuleque estavam amarrados com cordas.

24 E o juiz supremo, pondo-se a sua frente, bateu neles novamente, dizendo-lhes: Se tendes o poder de Deus, livrai-vos dessas cordas e então acreditaremos que o Senhor destruirá este povo segundo vossas palavras.

25 E aconteceu que todos se adiantaram e neles bateram, dizendo as mesmas palavras, até o último; e tendo o último falado, o poder de Deus desceu sobre Alma e Amuleque e eles levantaram-se e ficaram de pé.

26 E Alma clamou, dizendo: Até quando, ó Senhor, teremos de sofrer estas grandes aflições? Dá-nos forças, ó Senhor, de acordo com nossa fé em Cristo, para que sejamos libertados. E eles arrebentaram as cordas com que estavam amarrados; e quando o povo viu isto, começou a fugir, pois o temor da destruição caíra sobre eles.

27 E aconteceu que tão grande foi o seu temor que caíram por terra e não chegaram a alcançar a porta de fora da prisão; e a terra tremeu muito e as paredes da prisão partiram-se ao meio, de modo que caíram por terra; e, caindo, mataram o juiz supremo e os advogados e sacerdotes e mestres que haviam batido em Alma e Amuleque.

28 E Alma e Amuleque saíram ilesos da prisão, porque o Senhor lhes havia concedido poder segundo sua fé em Cristo. E saíram imediatamente da prisão e ficaram livres de suas cordas; e a prisão ruiu por terra, tendo perecido todos os que nela estavam, salvo Alma e Amuleque; e dirigiram-se imediatamente à cidade.

29 Ora, tendo os do povo ouvido um grande barulho, acorreram em multidões para saber a causa; e quando viram Alma e Amuleque saindo da prisão e as paredes por terra, foram tomados de grande medo e fugiram da presença de Alma e Amuleque, como uma cabra com sua cria foge de dois leões; e assim fugiram da presença de Alma e Amuleque.

CAPÍTULO 15

Alma e Amuleque vão para Sidom e organizam uma igreja—Alma cura Zeezrom, que se une à Igreja—Muitos são batizados e a Igreja prospera—Alma e Amuleque vão para Zaraenla. Aproximadamente 81 a.C.

1 E ACONTECEU que foi ordenado a Alma e a Amuleque que partissem daquela cidade; e partiram e foram à terra de Sidom; e eis que ali encontraram todos os que haviam deixado a terra de Amonia, que haviam sido expulsos e apedrejados porque acreditavam nas palavras de Alma.

2 E relataram-lhes tudo quanto havia acontecido a suas mulheres e filhos; e também a respeito deles próprios e do poder que os libertara.

3 E também Zeezrom jazia enfermo em Sidom, com uma febre ardente causada por uma forte angústia mental que sua iniqüidade lhe havia ocasionado; porque supunha que Alma e Amuleque já não existissem mais; e supunha que haviam sido mortos por causa de sua iniqüidade. E este grande pecado e seus muitos outros pecados aguilhoavam-lhe tanto a mente que se sentia extremamente atormentado, não encontrando alívio; começou, assim, a ser consumido por uma febre ardente.

4 Ora, quando soube que Alma e Amuleque estavam na terra de Sidom, seu coração começou a recobrar o ânimo; e imediatamente lhes enviou uma mensagem pedindo-lhes que fossem vê-lo.

5 E aconteceu que eles foram imediatamente, atendendo à mensagem que lhes fora enviada; e entraram na casa de Zeezrom e encontraram-no na cama, doente, muito fraco, com uma febre ardente; e sua mente também estava muito atormentada por causa de suas iniqüidades; e quando ele os viu, estendeu a mão e suplicou-lhes que o curassem.

6 E aconteceu que Alma, tomando-lhe a mão, perguntou-lhe: Crês no poder de Cristo para a salvação?

7 E ele, respondendo, disse: Sim, creio em todas as palavras que ensinaste.

8 E disse-lhe Alma: Se crês na redenção de Cristo, podes ser curado.

9 E ele disse: Sim, eu creio nas tuas palavras.

10 E Alma então clamou ao Senhor, dizendo: Ó Senhor, nosso Deus, tem misericórdia deste homem e cura-o segundo sua fé em Cristo.

11 E tendo Alma dito estas palavras, Zeezrom deu um salto, pôs-se de pé e começou a andar; e isto se deu para grande espanto de todo o povo; e a notícia deste acontecimento espalhou-se por toda a terra de Sidom.

12 E Alma batizou Zeezrom para o Senhor; e ele começou, daquele dia em diante, a pregar ao povo.

13 E Alma organizou uma igreja na terra de Sidom e consagrou sacerdotes e mestres na terra, a fim de batizarem para o Senhor todos os que desejassem ser batizados._

14 E aconteceu que eram muitos, pois vinham em grupos de toda a região circunvizinha de Sidom; e eram batizados.

15 Quanto ao povo que estava na terra de Amonia, porém, continuou a ser um povo duro de coração e obstinado; e não se arrependiam de seus pecados, atribuindo todo o poder de Alma e Amuleque ao diabo; porque eram da seita de Neor e não acreditavam no arrependimento de seus pecados.

16 E aconteceu que Alma e Amuleque, tendo Amuleque abandonado pela palavra de Deus todo o seu ouro e prata e coisas preciosas que estavam na terra de Amonia; e tendo sido repudiado por aqueles que haviam sido seus amigos e também por seu pai e parentes;

17 Portanto, depois que Alma organizou a igreja em Sidom, vendo uma grande mudança, sim, vendo que o povo havia refreado o orgulho de seu coração e começado a humilhar-se perante Deus e começado a reunir-se em seus santuários para adorar a Deus diante do altar, vigiando e orando continuamente para que fossem libertados de Satanás e da morte e da destruição—

18 Ora, como eu disse, Alma, vendo todas estas coisas, tomou Amuleque e dirigiu-se à terra de Zaraenla, levando-o para sua própria casa; e confortou-o em suas tribulações e fortaleceu-o no Senhor.

19 E assim terminou o décimo ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.

CAPÍTULO 16

Os lamanitas destroem o povo de Amonia—Zorã lidera os nefitas na vitória sobre os lamanitas—Alma e Amuleque e muitos outros pregam a palavra—Eles ensinam que, após sua ressurreição, Cristo aparecerá aos nefitas. Aproximadamente 81–77 a.C.

1 E ACONTECEU que no décimo primeiro ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, no quinto dia do segundo mês, tendo havido muita paz na terra de Zaraenla, não tendo havido guerras nem contendas durante um certo número de anos, até o quinto dia do segundo mês do décimo primeiro ano, um clamor de guerra foi ouvido por toda a terra.

2 Pois eis que os exércitos dos lamanitas haviam penetrado pelas bandas do deserto nas fronteiras da terra, até a cidade de Amonia, começando a matar o povo e a destruir a cidade.

3 E então aconteceu que antes que os nefitas pudessem reunir um exército suficiente para expulsá-los da terra, eles destruíram o povo que estava na cidade de Amonia e também alguns nas fronteiras de Noé, havendo levado outros cativos para o deserto.

4 Ora, os nefitas desejavam resgatar aqueles que haviam sido levados cativos para o deserto.

5 Portanto, aquele que havia sido nomeado capitão-chefe dos exércitos nefitas (e seu nome era Zorã e tinha dois filhos, Leí e Aa)—ora, Zorã e seus dois filhos, sabendo que Alma era sumo sacerdote da igreja e tendo ouvido dizer que ele possuía o espírito de profecia, dirigiram-se a ele para saber onde, no deserto, o Senhor queria que fossem procurar seus irmãos que haviam sido levados cativos pelos lamanitas.

6 E aconteceu que Alma inquiriu o Senhor sobre este assunto. E Alma voltou e disse-lhes: Eis que os lamanitas atravessarão o rio Sidon no deserto do sul, bem acima das fronteiras da terra de Mânti. E eis que ali os encontrareis, a leste do rio Sidon; e lá o Senhor vos entregará vossos irmãos que foram levados cativos pelos lamanitas.

7 E aconteceu que Zorã e seus filhos atravessaram o rio Sidon com seus exércitos e marcharam para muito além das fronteiras de Mânti, no deserto do sul, situado no lado leste do rio Sidon.

8 E atacaram os exércitos dos lamanitas e os lamanitas foram dispersos e impelidos para o deserto; e resgataram seus irmãos que haviam sido aprisionados pelos lamanitas e nenhum dos que haviam sido levados cativos se perdeu. E foram levados por seus irmãos para ocuparem suas próprias terras.

9 E assim terminou o décimo primeiro ano dos juízes, tendo os lamanitas sido expulsos da terra e o povo de Amonia, destruído; sim, toda alma vivente dos amoniaítas foi destruída e também a sua grande cidade, a qual, por causa de sua grandeza, eles haviam afirmado que Deus não poderia destruir.

10 Eis que em um dia, porém, ela ficou devastada; e os cadáveres foram mutilados pelos cães e pelas feras do deserto.

11 Entretanto, depois de muitos dias, seus cadáveres foram amontoados na face da Terra e cobertos por uma camada fina de terra. E tão forte era o mau cheiro que o povo não ocupou a terra de Amonia por muitos anos. E foi chamada de Desolação dos Neores; pois eram da seita de Neor os que haviam sido mortos; e suas terras permaneceram desoladas.

12 E os lamanitas não vieram mais guerrear os nefitas até o décimo quarto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi. E assim, durante três anos o povo de Néfi teve paz contínua em toda a terra.

13 E Alma e Amuleque saíram pregando o arrependimento ao povo em seus templos e em seus santuários e também em suas sinagogas, que eram construídas à maneira dos judeus.

14 E a todos os que desejavam ouvir suas palavras eles pregavam a palavra de Deus continuamente, sem qualquer acepção de pessoas.

15 E assim saíram Alma e Amuleque, como também muitos outros que haviam sido escolhidos para o trabalho, a pregar a palavra por toda a terra. E o estabelecimento da igreja foi geral por toda a parte, em toda a região circunvizinha, entre todo o povo nefita.

16 E não havia desigualdade entre eles; o Senhor derramou o seu Espírito sobre toda a face da terra, a fim de preparar a mente dos filhos dos homens, ou seja, preparar-lhes o coração para receberem a palavra que lhes seria ensinada na ocasião de sua vinda—

17 Para que não fossem obstinados contra a palavra nem fossem descrentes e caminhassem para a destruição; mas para que recebessem a palavra com alegria e, como um ramo, fossem enxertados na verdadeira videira para poderem entrar no descanso do Senhor seu Deus.

18 Ora, esses sacerdotes que saíram entre o povo pregavam contra toda mentira e embustes e invejas e contendas e malícias e vitupérios e roubos, furtos, pilhagens, assassínios, adultérios e toda espécie de lascívia, proclamando que tais coisas não deveriam existir—

19 Falando-lhes das coisas que logo deveriam acontecer; sim, anunciando-lhes a vinda do Filho de Deus, seus sofrimentos e morte e também a ressurreição dos mortos.

20 E muitos perguntavam sobre o lugar em que deveria aparecer o Filho de Deus; e foi-lhes ensinado que ele lhes apareceria depois de sua ressurreição; e isso o povo ouvia com grande satisfação e contentamento.

21 E então, depois de a igreja haver sido organizada em toda a terra—tendo obtido vitória sobre o diabo, tendo a palavra de Deus sido pregada em sua pureza em toda a terra e tendo o Senhor derramado suas bênçãos sobre o povo—assim terminou o décimo quarto ano em que os juízes governaram o povo de Néfi.

Relato dos filhos de Mosias, que renunciaram a seus direitos ao reino pela palavra de Deus e subiram à terra de Néfi para pregar aos lamanitas; seus sofrimentos e sua libertação, segundo o registro de Alma.

Abrange os capítulos 17 a 26.

CAPÍTULO 17

Os filhos de Mosias têm o espírito de profecia e de revelação—Cada um segue seu caminho para declarar a palavra aos lamanitas—Amon vai à terra de Ismael e torna-se servo do rei Lamôni—Amon salva os rebanhos do rei e mata seus inimigos junto às águas de Sébus. Vers. 1–3, aproximadamente 77 a.C.; Vers. 4, aproximadamente 91–77 a.C.; e Vers. 5–39, aproximadamente 91 a.C.

1 E ENTÃO aconteceu que quando Alma viajava da terra de Gideão para o sul, em direção à terra de Mânti, eis que, para seu assombro, encontrou os filhos de Mosias, que se dirigiam à terra de Zaraenla.

2 Ora, esses filhos de Mosias estavam com Alma na ocasião em que o anjo lhe apareceu pela primeira vez; portanto Alma se regozijou muito por haver encontrado seus irmãos; e o que o alegrou ainda mais foi que eles ainda eram seus irmãos no Senhor; sim, e haviam-se fortalecido no conhecimento da verdade; porque eram homens de grande entendimento e haviam examinado diligentemente as escrituras para conhecerem a palavra de Deus.

3 Isto, porém, não é tudo; haviam-se devotado a muita oração e jejum; por isso tinham o espírito de profecia e o espírito de revelação; e quando ensinavam, faziam-no com poder e autoridade de Deus.

4 E pelo espaço de quatorze anos haviam ensinado a palavra de Deus entre os lamanitas, tendo obtido grande êxito na condução de muitos ao conhecimento da verdade; sim, pelo poder de suas palavras muitos foram levados perante o altar de Deus, para invocar-lhe o nome e confessar seus pecados perante ele.

5 Ora, foram estas as circunstâncias que ocorreram em suas viagens, pois tiveram muitas aflições; sofreram muito, tanto física quanto mentalmente, de fome, sede e cansaço; e sofreram também muitas tribulações no espírito.

6 Ora, estas foram as suas viagens: Despediram-se de seu pai, Mosias, no primeiro ano dos juízes; recusaram o reino que o pai desejava conferir-lhes; esta era também a vontade do povo;

7 Não obstante, partiram da terra de Zaraenla com suas espadas e suas lanças e seus arcos e suas flechas e suas fundas; e isto fizeram para conseguir alimento enquanto estivessem no deserto.

8 E assim partiram para o deserto com o grupo que haviam escolhido, a fim de subirem à terra de Néfi para pregar a palavra de Deus aos lamanitas.__

9 E aconteceu que viajaram muitos dias no deserto; e jejuaram e oraram muito para que o Senhor lhes concedesse que uma porção de seu Espírito os acompanhasse e permanecesse com eles, a fim de servirem de instrumento nas mãos de Deus, para, se possível, levarem seus irmãos, os lamanitas, a conhecerem a verdade, a conhecerem a iniqüidade das tradições de seus pais, que não eram certas.

10 E aconteceu que o Senhor os visitou com seu Espírito e disse-lhes: Consolai-vos; e eles foram consolados.

11 E o Senhor também lhes disse: Ide estabelecer minha palavra entre os lamanitas, vossos irmãos; contudo sereis pacientes nos sofrimentos e aflições, para dar-lhes bons exemplos em mim; e eu farei de vós instrumentos em minhas mãos para a salvação de muitas almas.

12 E aconteceu que o coração dos filhos de Mosias, assim como aqueles que com eles estavam, encheram-se de coragem para dirigir-se aos lamanitas e pregar-lhes a palavra de Deus.

13 E aconteceu que, tendo chegado às fronteiras da terra dos lamanitas, separaram-se, confiando no Senhor que voltariam a reunir-se no fim de sua colheita; porque acreditavam que grande era a obra que haviam empreendido.





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