Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 24 ñòðàíèöà



10 E ainda sei que as coisas que ele testemunhou são verdadeiras; pois eis que vos digo: Assim como vive o Senhor, ele enviou seu anjo para manifestar-me estas coisas; e isto fez enquanto este Alma estava hospedado em minha casa.

11 Pois eis que ele abençoou minha casa; abençoou a mim e as mulheres de minha casa e meus filhos e meu pai e meus parentes; sim, abençoou toda a minha parentela e a bênção do Senhor recaiu sobre nós segundo as palavras que ele proferiu.

12 E então, quando Amuleque disse estas palavras, o povo começou a ficar admirado, vendo que havia mais que uma testemunha que afirmava as coisas das quais eram acusados, assim como as coisas que estavam para vir, segundo o espírito de profecia que se achava neles.

13 Não obstante, houve alguns entre eles que quiseram interrogá-los para ver se, com seus astutos ardis, conseguiriam enredá-los em suas próprias palavras e, assim, obter um testemunho contra eles, a fim de poderem entregá-los a seus juízes para que fossem julgados de acordo com a lei e fossem mortos ou lançados na prisão, segundo o crime que pudessem simular ou testemunhar contra eles.

14 Ora, esses homens que procuravam destruí-los eram advogados, empregados ou nomeados pelo povo, para aplicar a lei nas épocas de julgamento, ou seja, nos julgamentos dos crimes do povo perante os juízes.

15 Ora, esses advogados eram versados em todas as artimanhas e astúcias do povo: e isto para que fossem habilidosos em sua profissão.

16 E aconteceu que começaram a interrogar Amuleque, para assim fazê-lo contradizer suas palavras, ou seja, contradizer as palavras que diria.

17 Ora, eles não sabiam que Amuleque podia conhecer suas intenções. Mas aconteceu que quando começaram a interrogá-lo, ele percebeu seus pensamentos e disse-lhes: Ó geração iníqua e perversa, vós, advogados e hipócritas, pois estais estabelecendo os alicerces do diabo; pois estais preparando armadilhas e laços para apanhar os santos de Deus.

18 Estais tramando perverter os caminhos dos justos e fazer cair sobre vossa cabeça a ira de Deus, até a completa destruição deste povo.

19 Sim, bem disse Mosias, que foi nosso último rei, quando estava para entregar seu reino—não tendo a quem deixá-lo e fazendo com que o povo se governasse pela própria voz—sim, bem disse ele que, se chegasse o tempo em que a voz deste povo escolhesse a iniqüidade, isto é, se viesse o tempo em que este povo caísse em transgressão, eles estariam maduros para a destruição.

20 E agora vos digo que bem julga o Senhor as vossas iniqüidades; bem clama a este povo pela voz de seus anjos: Arrependei-vos, arrependei-vos, porque o reino do céu está próximo.

21 Sim, bem clama ele pela voz de seus anjos: Descerei no meio de meu povo com eqüidade e justiça em minhas mãos.

22 Sim, e digo-vos que, se não fosse pelas orações dos justos que agora habitam a terra, vós seríeis agora mesmo visitados por completa destruição; contudo ela não viria por dilúvio, como aconteceu ao povo nos dias de Noé, mas pela fome e por pestilência e pela espada.

23 É, porém, pelas orações dos justos que sois poupados; agora, se afastardes portanto os justos do meio de vós, então o Senhor não deterá a mão, mas, na sua ardente ira, virá contra vós; sereis então castigados pela fome e por pestilência e pela espada; e o tempo aproxima-se, a menos que vos arrependais.

24 E então aconteceu que o povo se indignou ainda mais contra Amuleque e clamou, dizendo: Este homem rebela-se contra nossas leis, que são justas; e contra nossos sábios advogados por nós escolhidos.

25 Amuleque, porém, estendeu a mão e clamou-lhes mais fortemente, dizendo: Ó malvada e perversa geração, por que conseguiu Satanás tão grande poder sobre vosso coração? Por que vos submeteis a ele, para que tenha poder sobre vós, para cegar-vos e não poderdes compreender as palavras que são proferidas de acordo com a verdade?

26 Pois eis que testifiquei eu contra a vossa lei? Vós não compreendeis. Dizeis que falei contra a vossa lei, mas eu não o fiz; mas falei a favor de vossa lei, para vossa condenação.

27 E agora, eis que vos digo que o alicerce da destruição deste povo está começando a ser estabelecido pela injustiça de vossos advogados e de vossos juízes.

28 E aconteceu que tendo Amuleque dito estas palavras, o povo clamou contra ele, dizendo: Agora sabemos que este homem é um filho do diabo, porque nos mentiu; pois falou contra nossa lei. E agora diz que não falou contra ela.

29 E mais ainda, rebelou-se contra nossos advogados e nossos juízes.

30 E aconteceu que os advogados inculcaram no coração deles que guardassem na lembrança estas coisas contra ele.

31 E havia um entre eles, cujo nome era Zeezrom. Ora, ele foi o primeiro a acusar Amuleque e Alma, por ser um dos mais preparados entre eles, tendo muitos negócios com o povo.

32 Ora, o objetivo desses advogados era obter lucro; e eles obtinham lucro de acordo com o seu trabalho.

CAPÍTULO 11

Descreve-se o sistema monetário nefita—Amuleque contende com Zeezrom—Cristo não salvará o povo em pecado—Somente os que herdam o reino do céu são salvos—Todos os homens se levantarão em imortalidade—Não há morte após a ressurreição. Aproximadamente 82 a.C.

1 ORA, constava na lei de Mosias que todo homem que fosse um juiz da lei ou aqueles que fossem nomeados juízes recebessem um salário, de acordo com o tempo que empregassem para julgar aqueles que lhes eram levados para serem julgados.

2 Ora, se um homem devesse a outro e não quisesse pagar aquilo que devia, dele se dava queixa ao juiz; e o juiz exercia sua autoridade e enviava oficiais para levarem o homem perante ele; e ele julgava o homem segundo a lei e as evidências que apresentavam contra ele; e assim o homem era compelido a pagar aquilo que devia ou era despojado do que tinha e afastado do povo, como ladrão e espoliador.

3 E o juiz recebia honorários de acordo com seu tempo—um senine de ouro por dia ou um senum de prata, que equivalia a um senine de ouro; e isso de acordo com a lei em vigor.

4 Ora, estes são os nomes das diversas moedas de ouro e de prata, segundo seu valor. E os nomes foram dados pelos nefitas, porque não contavam segundo a maneira dos judeus que estavam em Jerusalém; nem mediam segundo a maneira dos judeus, mas alteraram seus cálculos e suas medidas segundo a vontade e circunstâncias do povo, em cada geração, até o governo dos juízes, estabelecido pelo rei Mosias.

5 Era este o cálculo estabelecido: Um senine de ouro, um seon de ouro, um sum de ouro e um limna de ouro.

6 Um senum de prata, um amnor de prata, um esrom de prata e um onti de prata.

7 Um senum de prata equivalia a um senine de ouro, e tanto um como outro valiam uma medida de cevada e também uma medida de todos os tipos de grãos.

8 Ora, o valor de um seon de ouro era duas vezes o valor de um senine._

9 E um shum de ouro era duas vezes o valor de um seon.

10 E um limna de ouro tinha o valor de todas as outras moedas.

11 E um amnor de prata valia tanto quanto dois senuns.

12 E um ezrom de prata valia por quatro senuns.

13 E um onti tinha o valor de todas as outras moedas.

14 Ora, este era o valor dos números menores de seus cálculos—

15 Um siblon era a metade de um senum; portanto, um siblon valia meia medida de cevada.

16 E um siblum era a metade de um siblon.

17 E um leá era a metade de um siblum.

18 Ora, estes eram seus números, segundo seus cálculos.

19 Ora, um antion de ouro era igual a três siblons.

20 Ora, era com o único fito de obter lucro—pois recebiam salários segundo os seus serviços—que os juízes incitavam o povo a motins e a toda espécie de distúrbios e iniqüidades, para que tivessem mais serviço e pudessem ganhar mais dinheiro, de acordo com as causas que lhes eram levadas; portanto incitaram o povo contra Alma e Amuleque.

21 E este Zeezrom começou a questionar Amuleque, dizendo: Responderás a algumas perguntas que eu te fizer? Ora, Zeezrom era um homem perito nos ardis do diabo para destruir o que era bom; portanto disse a Amuleque: Responderás às perguntas que eu te fizer?

22 E Amuleque disse-lhe: Sim, se for segundo o Espírito do Senhor que está em mim; porque nada direi que seja contrário ao Espírito do Senhor. E disse-lhe Zeezrom: Eis que aqui estão seis ontis de prata; e todos te darei, se negares a existência de um Ser Supremo.

23 Ora, Amuleque disse: Ó tu, filho do inferno, por que me tentas? Ignoras tu que os justos não cedem a tais tentações?

24 Acreditas que não há Deus? Digo-te: Não, tu sabes que existe um Deus; amas, porém, mais o lucro do que a ele.

25 E agora, mentiste a mim perante Deus. Disseste-me—Eis que te darei seis ontis, que são de grande valor—quando em teu coração tinhas o intento de ficar com eles; e o teu único desejo era que eu negasse o Deus vivo e verdadeiro, a fim de que tivesses motivo para destruir-me. E agora, eis que por este grande mal terás tua recompensa.

26 E Zeezrom disse-lhe: Dizes que existe um Deus vivo e verdadeiro?_

27 E Amuleque respondeu: Sim, existe um Deus vivo e verdadeiro.

28 Disse então Zeezrom: Existe mais de um Deus?

29 E ele respondeu: Não.

30 Então perguntou-lhe Zeezrom novamente: Como sabes estas coisas?

31 E ele disse: Um anjo mas deu a conhecer.

32 E Zeezrom tornou a perguntar: Quem é aquele que virá? É o Filho de Deus?

33 E ele respondeu-lhe: Sim.

34 E disse novamente Zeezrom: Salvará ele seu povo em seus pecados? E Amuleque respondeu-lhe e disse-lhe: Digo-te que ele não salvará, porque lhe é impossível negar sua própria palavra.

35 Disse então Zeezrom ao povo: Lembrai-vos destas coisas; porque ele disse que existe um só Deus; não obstante, declarou que o Filho de Deus virá mas não salvará seu povo—como se ele tivesse autoridade para mandar em Deus.

36 Então Amuleque lhe disse novamente: Eis que mentiste, pois disseste que eu falei como se tivesse autoridade para mandar em Deus, porque disse que ele não salvará seu povo em seus pecados.

37 E torno a dizer-te que ele não pode salvá-los em seus pecados, porque eu não posso negar a sua palavra e ele disse que nada impuro pode herdar o reino do céu; portanto, como podeis ser salvos, a menos que herdeis o reino do céu? Portanto não podeis ser salvos em vossos pecados.

38 Então Zeezrom novamente lhe disse: É o Filho de Deus o próprio Pai Eterno?

39 E respondeu-lhe Amuleque: Sim, ele é o próprio Pai Eterno do céu e da Terra e de todas as coisas que neles existem; ele é o começo e o fim, o primeiro e o último;

40 E virá ao mundo para redimir seu povo; e tomará sobre si as transgressões daqueles que acreditam em seu nome; e estes são os que terão vida eterna e para ninguém mais haverá salvação.

41 Portanto os iníquos permanecerão como se não tivesse havido redenção, sendo apenas desatadas as ligaduras da morte; pois eis que dia virá em que todos se levantarão da morte e apresentar-se-ão perante Deus e serão julgados segundo suas obras.

42 Ora, existe uma morte que é chamada morte física; e a morte de Cristo desatará as ligaduras dessa morte física, para que todos se levantem dessa morte física.

43 O espírito e o corpo serão reunidos em sua perfeita forma; os membros e juntas serão reconstituídos em sua estrutura natural, tal como nos achamos neste momento; e seremos levados a apresentar-nos perante Deus, sabendo o que sabemos agora e tendo uma viva lembrança de toda a nossa culpa.

44 Ora, esta restauração acontecerá com todos, tanto velhos como jovens, tanto escravos como livres, tanto homens como mulheres, tanto iníquos como justos; e não se perderá um único cabelo de sua cabeça, mas tudo será restaurado em sua estrutura natural, como se encontra agora, ou seja, no corpo; e todos serão levados perante o tribunal de Cristo, o Filho, e Deus, o Pai, e o Santo Espírito, que são um Eterno Deus, para serem julgados segundo suas obras, sejam elas boas ou más.

45 Ora, eis que vos falei sobre a morte do corpo mortal e também sobre a ressurreição do corpo mortal. Digo-vos que este corpo mortal será levantado num corpo imortal, isto é, passará da morte, da primeira morte, à vida, para não mais morrer; e o espírito unir-se-á a seu corpo para não mais serem divididos; o todo tornando-se, assim, espiritual e imortal, de modo que já não possa experimentar corrupção.

46 Ora, quando Amuleque terminou estas palavras, o povo começou novamente a ficar admirado e também Zeezrom começou a tremer. E assim terminaram as palavras de Amuleque, ou seja, isto é tudo o que escrevi.

CAPÍTULO 12

Alma contende com Zeezrom—Os mistérios de Deus só podem ser revelados aos fiéis—Os homens são julgados por seus pensamentos, crenças, palavras e obras—Os iníquos sofrerão morte espiritual—Esta vida mortal é um estado probatório—O plano de redenção proporciona a ressurreição e, por meio da fé, a remissão de pecados—Aqueles que se arrependem têm direito à misericórdia, por meio do Filho Unigênito. Aproximadamente 82 a.C.

1 ORA, vendo que as palavras de Amuleque haviam silenciado Zeezrom, pois dera-se conta de que Amuleque o havia apanhado em suas mentiras e ardis para destruí-lo; e vendo que ele começava a tremer, consciente de sua culpa, Alma abriu a boca e começou a falar-lhe e a confirmar as palavras de Amuleque e a explicar outras coisas, ou seja, a esclarecer as escrituras além daquilo que Amuleque fizera.

2 Ora, as palavras que Alma disse a Zeezrom foram ouvidas pelo povo ao redor; pois a multidão era grande; e ele falou deste modo:

3 Agora, Zeezrom, visto que foste apanhado em tuas mentiras e artimanhas, pois não mentiste somente aos homens, mas também a Deus; pois eis que ele conhece todos os teus pensamentos e vês que os teus pensamentos nos são manifestados por seu Espírito;

4 E vês que sabemos que teu plano foi um plano muito sutil, segundo a sutileza do diabo, para mentir e enganar este povo a fim de incitá-lo contra nós, para ultrajar-nos e expulsar-nos.

5 Ora, esse era um plano de teu adversário e ele exerceu seu poder sobre ti. Agora eu quisera que te lembrasses de que o que te digo, digo a todos.

6 E eis que vos digo, a vós todos, que foi uma armadilha do adversário, que ele preparou para pegar este povo a fim de poder subjugar-vos e amarrar-vos com suas correntes, para arrastar-vos à destruição eterna segundo o poder de seu cativeiro.

7 Ora, quando Alma disse estas palavras, Zeezrom começou a tremer ainda mais, pois convencia-se cada vez mais do poder de Deus; e também estava convencido de que Alma e Amuleque sabiam sobre ele, porque estava convencido de que eles conheciam os pensamentos e as intenções de seu coração; porque a eles havia sido dado o poder de conhecer essas coisas, segundo o espírito de profecia.

8 E Zeezrom começou a inquiri-los cuidadosamente, a fim de saber mais a respeito do reino de Deus. E disse a Alma: Que significa o que Amuleque disse com referência à ressurreição dos mortos, que todos se levantarão dentre os mortos, tanto os justos como os injustos, e serão levados perante Deus para serem julgados segundo suas obras?

9 E então Alma começou a explicar-lhe essas coisas, dizendo: É dado a muitos conhecer os mistérios de Deus; é-lhes, porém, absolutamente proibido divulgá-los, a não ser a parte de sua palavra que ele concede aos filhos dos homens de acordo com a atenção e diligência que lhe dedicam.

10 E, portanto, aquele que endurecer o coração receberá a parte menor da palavra; e o que não endurecer o coração, a ele será dada a parte maior da palavra, até que lhe seja dado conhecer os mistérios de Deus, até que os conheça na sua plenitude.

11 E aos que endurecerem o coração será dada a menor parte da palavra, até que nada saibam a respeito de seus mistérios; e serão daí escravizados pelo diabo e levados por sua vontade à destruição. Ora, é isto o que significam as correntes do inferno.

12 E Amuleque falou claramente a respeito da morte e de sermos elevados desta mortalidade a um estado de imortalidade; e de sermos levados perante o tribunal de Deus para sermos julgados segundo nossas obras.

13 Então, se nosso coração se endurecer, sim, se endurecermos o coração contra a palavra, a tal ponto que em nós ela não seja encontrada, então nossa condição será terrível; porque aí seremos condenados.

14 Porque nossas palavras nos condenarão, sim, todas as nossas obras nos condenarão; não seremos considerados sem mancha e nossos pensamentos também nos condenarão; e nesse terrível estado não nos atreveremos a olhar para o nosso Deus; e dar-nos-íamos por felizes se pudéssemos ordenar às pedras e montanhas que caíssem sobre nós, para esconder-nos de sua presença.

15 Isto, porém, não pode acontecer. Teremos que nos apresentar perante ele em sua glória e em seu poder e em sua força, majestade e domínio; e reconhecer, para nossa eterna vergonha, que todos os seus julgamentos são justos; que ele é justo em todas as suas obras e que ele é misericordioso para com os filhos dos homens; e que ele tem todo o poder para salvar cada homem que crê em seu nome e apresenta frutos dignos do arrependimento.

16 E agora, eis que vos digo que então virá a morte, sim, uma segunda morte que é a morte espiritual; então será o tempo em que aquele que morrer em seus pecados, quanto à morte física, sofrerá também uma morte espiritual, sim, morrerá para as coisas ligadas à retidão.

17 Terá então chegado o tempo em que seus tormentos serão como um lago de fogo e enxofre, cujas flamas ascendem para todo o sempre; e então terá chegado o tempo em que serão acorrentados a uma destruição eterna, segundo o poder e o cativeiro de Satanás, tendo-os ele subjugado de acordo com sua vontade.

18 Digo-vos que aí eles estarão como se não tivesse havido redenção alguma; porque não poderão ser redimidos segundo a justiça de Deus; e não poderão morrer, por não haver mais corrupção.

19 Ora, aconteceu que quando Alma terminou de dizer estas palavras, o povo começou a ficar mais admirado.

20 Mas havia um certo Antiona, que era governante principal entre eles, o qual se adiantou e perguntou-lhe: Que significa isso que disseste, que o homem ressuscitará dentre os mortos e será transformado deste estado mortal para um estado imortal e que a alma nunca pode morrer?

21 Que significado tem a escritura quando diz que Deus colocou querubins e uma espada flamejante a oriente do jardim do Éden, para que nossos primeiros pais não entrassem e não comessem do fruto da árvore da vida e vivessem para sempre? E vemos, assim, que não havia possibilidade de viverem para sempre.

22 E disse-lhe Alma: Isso é o que eu estava prestes a explicar. Ora, sabemos que Adão caiu quando comeu do fruto proibido, segundo a palavra de Deus; e vemos assim que, por sua queda, toda a humanidade se transformou num povo perdido e decaído.

23 E agora eis que vos digo que, se tivesse sido possível a Adão comer do fruto da árvore da vida naquela ocasião, não teria havido morte; e a palavra teria sido vã, fazendo de Deus um mentiroso, porque ele disse: Se comeres, certamente morrerás.

24 E vemos que a morte atinge a humanidade, sim, a morte de que falou Amuleque, que é a morte física; no entanto foi concedido ao homem um tempo no qual poderia arrepender-se; portanto esta vida se tornou um estado de provação; um tempo de preparação para o encontro com Deus; um tempo de preparação para aquele estado sem fim do qual falamos, que virá depois da ressurreição dos mortos.

25 Ora, se não tivesse sido pelo plano de redenção que foi estabelecido desde a fundação do mundo, não poderia haver ressurreição dos mortos; mas foi estabelecido um plano de redenção que levará a efeito a ressurreição dos mortos da qual se falou.

26 E agora, eis que se tivesse sido possível que nossos primeiros pais comessem da árvore da vida, ter-se-iam tornado eternamente miseráveis, privados do estado de preparação; e assim o plano de redenção teria sido frustrado e a palavra de Deus teria sido vã, não tendo qualquer efeito.

27 Eis, porém, que isso não aconteceu, mas foi decretado que os homens morreriam; e depois da morte eles deveriam ir a julgamento, sim, o mesmo julgamento do qual falamos, que é o fim.

28 E depois de Deus haver decretado que estas coisas aconteceriam ao homem, eis que viu que era conveniente que os homens soubessem das coisas que decretara para eles.

29 Enviou, portanto, anjos para conversarem com eles, os quais fizeram com que os homens contemplassem sua glória.

30 E dali em diante começaram a invocar seu nome; portanto Deus conversou com os homens e revelou-lhes o plano de redenção que havia sido preparado desde a fundação do mundo; e isso lhes revelou segundo sua fé e arrependimento e suas obras santas.

31 Portanto deu mandamentos aos homens, tendo eles antes transgredido os primeiros mandamentos relativos às coisas que eram terrenas, tornando-se como deuses, discernindo o bem do mal, colocando-se em condições de agir, ou seja, sendo colocados em condições de agir segundo sua vontade e prazer, para fazer o mal ou para fazer o bem—

32 Portanto, depois de ter-lhes revelado o plano de redenção, Deus lhes deu mandamentos para que não praticassem o mal, sob pena de uma segunda morte, que era uma morte eterna com referência às coisas ligadas à retidão; pois sobre esses o plano de redenção não teria poder porque, de acordo com a suprema bondade de Deus, as obras de justiça não poderiam ser destruídas.

33 Deus, porém, chamou os homens em nome de seu Filho (sendo este o plano de redenção que foi estabelecido), dizendo: Se vos arrependerdes e não endurecerdes o coração, então terei misericórdia de vós por intermédio de meu Filho Unigênito.

34 Portanto, todo aquele que se arrepender e não endurecer o coração terá direito à misericórdia, por intermédio de meu Filho Unigênito, para a remissão de seus pecados; e esses entrarão no meu descanso.

35 E todo aquele que endurecer o coração e praticar iniqüidade, eis que juro, na minha ira, que não entrará no meu descanso.

36 E agora, meus irmãos, eis que vos digo que, se endurecerdes o coração, não entrareis no descanso do Senhor, porquanto vossa iniqüidade o provoca a enviar a sua ira sobre vós como na primeira provocação, sim, segundo sua palavra na última provocação, tanto quanto na primeira, para a eterna destruição de vossa alma; portanto, segundo sua palavra, na derradeira morte, assim como na primeira.

37 E agora, meus irmãos, já que conhecemos estas coisas e são verdadeiras, arrependamo-nos e não endureçamos o coração, para não provocar o Senhor nosso Deus a lançar a sua ira sobre nós nestes segundos mandamentos que nos deu; entremos, porém, no descanso de Deus, que está preparado segundo sua palavra.

CAPÍTULO 13

Homens são chamados como sumos sacerdotes por causa de sua grande fé e boas obras—Eles devem ensinar os mandamentos—São santificados por meio da retidão e entram no descanso do Senhor—Melquisedeque foi um deles—Anjos declaram boas-novas por toda a terra—Eles revelarão a vinda de Cristo. Aproximadamente 82 a.C.

1 E OUTRA vez, meus irmãos, desejaria chamar vossa atenção para a época em que o Senhor Deus transmitiu estes mandamentos a seus filhos; e quisera que vos lembrásseis de que o Senhor Deus ordenou sacerdotes segundo a sua santa ordem, que era segundo a ordem de seu Filho, para que ensinassem estas coisas ao povo.

2 E esses sacerdotes foram ordenados segundo a ordem de seu Filho, de um modo que permitisse ao povo saber como esperar pelo seu Filho para receber a redenção.

3 E este é o modo pelo qual foram ordenados—sendo chamados e preparados desde a fundação do mundo, segundo a presciência de Deus, por causa de sua grande fé e suas boas obras, sendo primeiramente livres para escolherem o bem ou o mal; portanto, tendo escolhido o bem e exercendo uma fé muito grande, são chamados com uma santa vocação, sim, com aquela santa vocação que lhes foi preparada com uma redenção preparatória e de conformidade com ela.

4 E assim foram chamados para este santo chamado por causa de sua fé, enquanto outros rejeitaram o Espírito de Deus devido à dureza de seu coração e cegueira de sua mente; porquanto, se não tivesse sido por isso, poderiam ter recebido tão grande privilégio quanto seus irmãos.

5 Ou, em resumo, no princípio achavam-se na mesma posição que seus irmãos; assim, este santo chamado foi preparado desde a fundação do mundo para aqueles que não endurecessem o coração, por meio da expiação do Filho Unigênito que foi preparado—

6 E sendo assim chamados por este santo chamado e ordenados ao sumo sacerdócio da santa ordem de Deus, a fim de ensinarem seus mandamentos aos filhos dos homens para que estes também pudessem entrar no seu descanso—

7 Este sumo sacerdócio sendo segundo a ordem de seu Filho, ordem essa que existia desde a fundação do mundo ou, em outras palavras, sem começo de dias nem fim de anos, sendo preparado de eternidade a toda eternidade segundo sua presciência em todas as coisas—





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