Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 20 ñòðàíèöà



15 E aconteceu que as cargas impostas a Alma e seus irmãos se tornaram leves; sim, o Senhor fortaleceu-os para que pudessem carregar seus fardos com facilidade; e submeteram-se de bom grado e com paciência a toda a vontade do Senhor.

16 E aconteceu que tão grande era a sua fé e paciência, que a voz do Senhor tornou a falar-lhes, dizendo: Tende bom ânimo, porque amanhã vos libertarei do cativeiro.

17 E ele disse a Alma: Irás à frente deste povo e eu irei contigo e libertarei este povo do cativeiro.

18 Ora, aconteceu que Alma e seu povo reuniram os seus rebanhos e também seus cereais durante a noite; sim, levaram a noite toda reunindo seus rebanhos.

19 E na manhã seguinte o Senhor fez com que os lamanitas caíssem num profundo sono; sim, e todos os seus capatazes permaneceram profundamente adormecidos.

20 E Alma e seu povo partiram para o deserto; e tendo viajado durante o dia inteiro, armaram suas tendas num vale ao qual chamaram vale de Alma, porque ele os havia conduzido pelo deserto.

21 Sim, e no vale de Alma renderam graças a Deus porque fora misericordioso para com eles e aliviara suas cargas e libertara-os do cativeiro; porque estavam no cativeiro e ninguém os poderia libertar, exceto o Senhor seu Deus.

22 E renderam graças a Deus; sim, todos os homens e todas as mulheres e todas as crianças que podiam falar levantaram as vozes em louvor a seu Deus.

23 E então o Senhor disse a Alma: Apressa-te e sai com teu povo desta terra, porque os lamanitas acordaram e perseguem-te; portanto sai desta terra e eu deterei os lamanitas neste vale para que não mais persigam este povo.

24 E aconteceu que saíram do vale e reiniciaram sua jornada pelo deserto.

25 E depois de haverem estado doze dias no deserto, chegaram à terra de Zaraenla; e o rei Mosias também os recebeu com alegria.

CAPÍTULO 25

Os do povo de Zaraenla (os mulequitas) tornam-se nefitas—Eles tomam conhecimento do povo de Alma e de Zênife—Alma batiza Lími e todo o seu povo—Mosias autoriza Alma a organizar a Igreja de Deus. Aproximadamente 120 a.C.

1 E ENTÃO o rei Mosias fez com que todo o povo se reunisse.

2 Ora, não havia tantos dos filhos de Néfi, ou seja, tantos dos descendentes de Néfi quantos havia do povo de Zaraenla, que era descendente de Muleque, e dos que com ele haviam ido para o deserto.

3 E não havia tantos do povo de Néfi nem do povo de Zaraenla como havia dos lamanitas; sim, não eram nem a metade em número.

4 E todo o povo de Néfi estava reunido, assim como todo o povo de Zaraenla; e achavam-se congregados em dois grupos.

5 E aconteceu que Mosias leu e fez com que fossem lidos os registros de Zênife a seu povo; sim, ele leu os registros do povo de Zênife, desde o tempo em que haviam deixado a terra de Zaraenla até quando retornaram.

6 E também leu o relato de Alma e seus irmãos e de todas as suas aflições, desde o tempo em que haviam deixado a terra de Zaraenla até quando retornaram.

7 E quando Mosias terminou a leitura dos registros, os de seu povo, que haviam permanecido na terra, ficaram assombrados e atônitos.

8 Pois não sabiam o que pensar, porque, quando viram os que haviam sido libertados do cativeiro, encheram-se de grande alegria.

9 E também, quando pensaram em seus irmãos que haviam sido mortos pelos lamanitas, encheram-se de tristeza e até mesmo derramaram lágrimas de dor.

10 E também, quando pensaram na solícita bondade de Deus e no seu poder para libertar Alma e seus irmãos das mãos dos lamanitas e do cativeiro, elevaram as vozes e renderam graças a Deus.

11 E novamente, quando pensaram nos lamanitas, que eram seus irmãos, e no estado de corrupção e pecado em que viviam, encheram-se de dor e angústia em relação ao bem-estar de suas almas.

12 E aconteceu que aqueles que eram filhos de Amulon e seus irmãos, que haviam tomado as filhas dos lamanitas para esposas, ficaram desgostosos com o procedimento de seus pais e não quiseram mais levar o nome deles; conseqüentemente, adotaram o nome de Néfi, para que pudessem ser chamados filhos de Néfi e contados com os que eram chamados nefitas.

13 E assim, todo o povo de Zaraenla foi contado com os nefitas; e isto porque o reino havia sido conferido somente aos descendentes de Néfi.

14 E aconteceu que quando acabou de falar e ler para o povo, Mosias pediu a Alma que também falasse.

15 E Alma falou, estando o povo reunido em grandes grupos; e ele foi de grupo em grupo, pregando ao povo arrependimento e fé no Senhor.

16 E exortou o povo de Lími e seus irmãos, todos os que haviam sido libertados do cativeiro, a lembrarem-se de que havia sido o Senhor quem os libertara.

17 E aconteceu que depois de Alma haver ensinado muitas coisas ao povo e acabado de falar-lhes, o rei Lími desejou ser batizado; e também todo o seu povo desejou ser batizado.

18 Portanto Alma entrou na água e batizou-os; sim, batizou-os da mesma forma que batizara seus irmãos nas águas de Mórmon; sim, e todos os que batizou passaram a pertencer à igreja de Deus; e isso por causa de sua crença nas palavras de Alma.

19 E aconteceu que o rei Mosias permitiu que Alma organizasse igrejas por toda a terra de Zaraenla; e deu-lhe poder para ordenar sacerdotes e mestres em cada igreja.

20 Ora, isso foi feito porque havia tanta gente, que não podiam todos ser governados por um só mestre; nem podiam todos ouvir a palavra de Deus numa só assembléia.

21 Portanto, reuniam-se em diversos grupos, chamados igrejas, tendo cada igreja seus sacerdotes e mestres; e cada sacerdote pregando a palavra segundo lhe era comunicada pela boca de Alma.

22 E assim, não obstante existirem muitas igrejas, elas eram todas uma só igreja, sim, a igreja de Deus; porque nada se pregava em qualquer delas além de arrependimento e fé em Deus.

23 E existiam então sete igrejas na terra de Zaraenla. E aconteceu que todos aqueles que desejavam tomar sobre si o nome de Cristo, ou seja, de Deus, uniam-se às igrejas de Deus.

24 E eram chamados povo de Deus. E o Senhor derramou seu Espírito sobre eles e foram abençoados e prosperaram na terra.

CAPÍTULO 26

Muitos membros da Igreja são guiados ao pecado por incrédulos—Alma recebe a promessa de vida eterna—Aqueles que se arrependem e são batizados recebem perdão—Membros da Igreja, em pecado, que se arrependerem e se confessarem a Alma e ao Senhor, serão perdoados; do contrário, serão excomungados. Aproximadamente 120–100 a.C.

1 ORA, aconteceu que havia muitos da nova geração que não podiam compreender as palavras do rei Benjamim, pois eram criancinhas na época em que ele falara a seu povo; e não acreditavam na tradição de seus pais.

2 Não acreditavam no que fora dito sobre a ressurreição dos mortos nem acreditavam no que se referia à vinda de Cristo.

3 Ora, por causa de sua incredulidade não podiam compreender a palavra de Deus; e seu coração estava endurecido.

4 E não queriam ser batizados nem desejavam unir-se à igreja. E formavam um povo à parte, quanto a sua fé, e assim permaneceram para sempre; sim, em seu estado carnal e pecaminoso, porque não queriam invocar o Senhor seu Deus.

5 Ora, no reinado de Mosias não chegavam, em número, à metade do povo de Deus; mas, devido às dissensões entre os irmãos, tornaram-se mais numerosos.

6 Porque aconteceu que enganaram, com suas palavras lisonjeiras, a muitos dos que pertenciam à igreja e fizeram com que cometessem muitos pecados; tornou-se necessário, portanto, que aqueles que cometiam pecados e que pertenciam à igreja fossem admoestados pela igreja.

7 E aconteceu que eram levados à presença dos sacerdotes e entregues aos sacerdotes pelos mestres, sendo levados pelos sacerdotes à presença de Alma, que era o sumo sacerdote.

8 Ora, o rei Mosias dera a Alma autoridade sobre a igreja.

9 E aconteceu que Alma nada sabia sobre eles; mas muitas testemunhas havia contra eles; sim, muita gente se apresentava e testemunhava a respeito de suas iniqüidades.

10 Ora, nunca antes havia acontecido coisa semelhante na igreja; portanto, o espírito de Alma perturbou-se e ele fez com que os levassem à presença do rei.

11 E ele disse ao rei: Eis aqui muitos que trouxemos a tua presença, que são acusados por seus irmãos; sim, e foram apanhados cometendo várias iniqüidades. E eles não se arrependem de suas iniqüidades; portanto, trouxemo-los a tua presença, para que os julgues de acordo com seus crimes.

12 Mas o rei Mosias disse a Alma: Eis que não os julgarei; entrego-os, portanto, em tuas mãos para serem julgados.

13 E então o espírito de Alma tornou a perturbar-se. E dirigindo-se ao Senhor, perguntou-lhe o que deveria fazer a respeito do assunto, porque temia proceder mal aos olhos do Senhor.

14 E aconteceu que depois de haver derramado toda a sua alma a Deus, ouviu a voz do Senhor, dizendo:

15 Abençoado és tu, Alma, e abençoados são os que foram batizados nas águas de Mórmon. Abençoado és por causa de tua grande fé tão-somente nas palavras de meu servo Abinádi.

16 E abençoados são eles por causa de sua grande fé tão-somente nas palavras que tu lhes disseste.

17 E abençoado és tu por haveres organizado uma igreja entre este povo; e eles serão estabelecidos e eles serão o meu povo.

18 Sim, abençoado é este povo que deseja tomar sobre si o meu nome; porque em meu nome serão chamados; e eles são meus.

19 E por me haveres inquirido sobre os transgressores, és abençoado.

20 Tu és meu servo; e faço convênio contigo de que terás vida eterna; e servir-me-ás e irás em meu nome e reunirás minhas ovelhas.

21 E aquele que escutar a minha voz será minha ovelha; e a ele receberás na igreja e a ele também eu receberei.

22 Pois eis que esta é a minha igreja; quem quer que seja batizado, será batizado para o arrependimento. E quem quer que recebas, acreditará em meu nome; e a esse eu perdoarei liberalmente.

23 Porque sou eu que tomo sobre mim os pecados do mundo; porque fui eu que criei o homem; e sou eu que concedo, ao que acredita até o fim, um lugar a minha mão direita.

24 Pois eis que em meu nome eles são chamados; e, se me conhecerem, levantar-se-ão e terão um lugar a minha mão direita, eternamente.

25 E acontecerá que quando soar a segunda trombeta, então aqueles que nunca me conheceram se levantarão e ficarão na minha presença.

26 E aí saberão que eu sou o Senhor seu Deus, que sou o seu Redentor; mas eles não quiseram ser redimidos.

27 E, então, declarar-lhes-ei que nunca os conheci; e partirão para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.

28 Digo-te, portanto, que aquele que não ouvir a minha voz, esse não receberás na minha igreja, porque eu não o receberei no último dia.

29 Digo-te, portanto: Vai; e o que transgredir contra mim, julgarás de acordo com os pecados que houver cometido; e se confessar seus pecados diante de ti e de mim e arrepender-se com sinceridade de coração, tu o perdoarás e eu também o perdoarei.

30 Sim, e tantas vezes quantas o meu povo se arrepender, perdoá-lo-ei de suas ofensas contra mim.

31 E também vos perdoareis uns aos outros vossas ofensas, pois em verdade vos digo que aquele que não perdoar as ofensas de seu próximo, quando este se confessar arrependido, trará sobre si condenação.

32 Digo-te agora: Vai; e aquele que não se arrepender de seus pecados não será contado com o meu povo; e isto será observado de agora em diante.

33 E aconteceu que Alma, quando ouviu estas palavras, escreveu-as a fim de conservá-las e de poder julgar o povo daquela igreja de acordo com os mandamentos de Deus.

34 E aconteceu que Alma julgou, de acordo com a palavra do Senhor, os que haviam sido apanhados cometendo iniqüidades.

35 E aqueles que se arrependeram de seus pecados e os confessaram, ele contou-os com o povo da igreja;

36 E os que não quiseram confessar seus pecados e arrepender-se de suas iniqüidades, não foram contados com o povo da igreja; e seus nomes foram riscados.

37 E aconteceu que Alma pôs em ordem todos os assuntos da igreja; e começaram novamente a ter paz e a prosperar muito nos assuntos da igreja, andando circunspectamente diante de Deus, recebendo muitos e batizando muitos.

38 Ora, todas estas coisas foram feitas por Alma e seus companheiros, que dirigiam a igreja agindo com toda a diligência, ensinando a palavra de Deus em todas as coisas, sofrendo toda espécie de aflições, sendo perseguidos por todos os que não pertenciam à igreja de Deus.

39 E admoestavam seus irmãos; e eram também admoestados, cada um pela palavra de Deus, de acordo com os seus pecados, ou seja, com os pecados que havia cometido, tendo recebido mandamento de Deus para orar sem cessar e render graças por todas as coisas.

CAPÍTULO 27

Mosias proíbe a perseguição e ordena a igualdade—Alma, o filho, e os quatro filhos de Mosias procuram destruir a igreja—Um anjo aparece e ordena-lhes que abandonem o mau caminho—Alma perde a fala—Toda a humanidade deve nascer de novo para obter salvação—Alma e os filhos de Mosias declaram boas novas. Aproximadamente 100–92 a.C.

1 E ENTÃO aconteceu que as perseguições que eram infligidas à igreja pelos incrédulos tornaram-se tão grandes que a igreja começou a murmurar e a queixar-se, aos que os dirigiam, a respeito do assunto; e queixaram-se a Alma. E Alma expôs o caso diante do rei Mosias e Mosias consultou seus sacerdotes.

2 E aconteceu que o rei Mosias enviou uma proclamação por toda a terra, proibindo os incrédulos de perseguirem os que pertenciam à igreja de Deus.

3 E havia em todas as igrejas um severo mandamento para que não houvesse perseguições entre eles, para que houvesse igualdade entre todos os homens;

4 Para que não permitissem que o orgulho e a vaidade perturbassem-lhes a paz; para que todo homem estimasse o próximo como a si mesmo e trabalhasse com as próprias mãos para o seu sustento.

5 Sim, e para que todos os seus sacerdotes e mestres trabalhassem com as próprias mãos para prover o seu sustento em todas as circunstâncias, a não ser em caso de doença ou de grande necessidade; e assim fazendo, receberam a graça de Deus copiosamente.

6 E começou a haver muita paz outra vez na terra; e o povo começou a ficar muito numeroso e começou a espalhar-se pela face da terra; sim, no norte e no sul, no leste e no oeste, construindo grandes cidades e povoações em todos os quadrantes da terra.

7 E o Senhor visitou-os e fê-los prosperar; e tornaram-se um povo numeroso e rico.

8 Ora, os filhos de Mosias incluíam-se entre os incrédulos; e também um dos filhos de Alma estava incluído entre eles e chamava-se Alma, como seu pai; não obstante, tornou-se um homem muito iníquo e idólatra. E era um homem de muitas palavras e lisonjeava muito o povo; portanto fez com que muitos do povo agissem segundo suas iniqüidades.

9 E tornou-se um grande obstáculo à prosperidade da Igreja de Deus, atraindo o coração do povo, causando muita dissensão entre o povo, dando oportunidade ao inimigo de Deus de exercer seu poder sobre eles.

10 E então aconteceu que enquanto andava procurando destruir a Igreja de Deus, pois andava secretamente com os filhos de Mosias procurando destruir a igreja e desviar o povo do Senhor, contrariando os mandamentos de Deus e os do próprio rei—

11 E, como vos disse, enquanto se rebelavam contra Deus, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhes; e desceu como se fosse numa nuvem; e falou como se fosse com voz de trovão, fazendo com que tremesse o solo onde estavam.

12 E tão grande foi o seu assombro que caíram por terra e não entenderam as palavras que ele lhes disse.

13 Não obstante, ele clamou outra vez, dizendo: Alma, levanta-te e aproxima-te, pois por que persegues a igreja de Deus? Porquanto o Senhor disse: Esta é a minha igreja e eu a estabelecerei; e nada a destruirá, a não ser a transgressão do meu povo.

14 E disse mais o anjo: Eis que o Senhor ouviu as orações de seu povo e também as orações de seu servo Alma, que é teu pai; porque ele tem orado com muita fé a teu respeito, para que tu sejas levado a conhecer a verdade; portanto vim com o propósito de convencer-te do poder e autoridade de Deus, para que as orações de seus servos possam ser respondidas de acordo com sua fé.

15 E agora, eis que podes duvidar do poder de Deus? Pois eis que minha voz não faz tremer a terra? E não me podes também ver na tua frente? E sou enviado de Deus.

16 Agora te digo: Vai e lembra-te do cativeiro de teus pais na terra de Helã e na terra de Néfi; e recorda-te de que grandes foram as coisas que Deus fez por eles; pois estavam em cativeiro e ele libertou-os. E agora te digo, Alma: Segue teu caminho e não procures mais destruir a igreja, para que as orações deles sejam respondidas; e isto ainda que tu mesmo prefiras ser lançado fora.

17 Ora, aconteceu que estas foram as últimas palavras que o anjo disse a Alma; e partiu.

18 E então Alma e os que estavam com ele caíram novamente por terra, pois grande foi o seu espanto; porque haviam visto com seus próprios olhos um anjo do Senhor; e sua voz era como trovão, que fazia tremer a terra; e eles sabiam que nada, a não ser o poder de Deus, poderia sacudir a terra e fazê-la tremer como se fosse fender-se.

19 Ora, o assombro de Alma foi tão grande que ficou mudo e não podia abrir a boca; sim, e ficou tão fraco que não podia mover as mãos; foi, portanto, carregado pelos que com ele estavam e levado inerte e colocado diante de seu pai.

20 E contaram a seu pai tudo o que lhes havia acontecido; e o pai regozijou-se, porque sabia que era o poder de Deus.

21 E fez reunir uma multidão, para que presenciasse o que o Senhor havia feito por seu filho e também por aqueles que com ele estavam.

22 E fez reunir os sacerdotes; e eles começaram a jejuar e a orar ao Senhor seu Deus, a fim de que abrisse a boca de Alma para que pudesse falar; e também, para que seus membros recuperassem as forças—a fim de que os olhos do povo se abrissem para ver e saber da bondade e da glória de Deus.

23 E aconteceu que depois de haverem jejuado e orado pelo espaço de dois dias e duas noites, os membros de Alma recobraram as forças e ele levantou-se e começou a falar-lhes, dizendo-lhes que tivessem bom ânimo.

24 Pois, disse ele, arrependi-me de meus pecados e o Senhor redimiu-me; eis que nasci do Espírito.

25 E o Senhor disse-me: Não te admires de que toda a humanidade, sim, homens e mulheres, toda nação, tribo, língua e povo tenham de nascer de novo; sim, nascer de Deus, serem mudados de seu estado carnal e decaído para um estado de retidão, sendo redimidos por Deus, tornando-se seus filhos e filhas;

26 E tornam-se, assim, novas criaturas; e a menos que façam isto, não poderão de modo algum herdar o reino de Deus.

27 Digo-vos que, a não ser que assim façam, serão lançados fora; e isto sei, porque eu mesmo estava para ser lançado fora.

28 Não obstante, depois de haver passado por muitas tribulações e de haver-me arrependido quase até a morte, o Senhor, em sua misericórdia, julgou que me deveria tirar de um fogo eterno; e nasci de Deus.

29 Minha alma foi redimida do fel da amargura e dos laços da iniqüidade. Achava-me no mais escuro abismo, mas vejo agora a maravilhosa luz de Deus. Minha alma estava atormentada com um suplício eterno, mas fui resgatado; e minha alma já não sofre.

30 Rejeitei meu Redentor e neguei o que nossos pais haviam dito; mas agora, para que possam prever que ele virá e que se lembra de toda criatura que criou, a todos se manifestará.

31 Sim, todo joelho se dobrará e toda língua confessará diante dele. Sim, mesmo no último dia, quando todos os homens se apresentarem para serem julgados por ele, confessarão que ele é Deus; então os que vivem sem Deus no mundo confessarão que o julgamento de um castigo eterno sobre eles é justo; e estremecerão e tremerão e encolher-se-ão sob seu olhar que tudo penetra.

32 E então aconteceu que, daí em diante, Alma e aqueles que com ele estavam quando o anjo lhes apareceu, começaram a ensinar o povo, viajando por toda a terra, proclamando a todo o povo as coisas que haviam ouvido e visto e pregando a palavra de Deus em meio a muita tribulação, sendo grandemente perseguidos pelos incrédulos e feridos por muitos deles.

33 Não obstante tudo isso, porém, transmitiam muito conforto aos da igreja, fortalecendo-lhes a fé e exortando-os com paciência e muito esforço a guardarem os mandamentos de Deus.

34 E quatro deles eram filhos de Mosias; e chamavam-se Amon e Aarão e Ômner e Hímni; eram esses os nomes dos filhos de Mosias.

35 E viajaram por toda a terra de Zaraenla e entre todo o povo que estava sob o reinado do rei Mosias, procurando zelosamente reparar todos os danos que haviam causado à igreja, confessando todos os seus pecados e proclamando todas as coisas que haviam visto; e explicando as profecias e as escrituras a todos os que desejassem ouvi-los.

36 E assim, foram instrumentos nas mãos de Deus para levar a muitos o conhecimento da verdade, sim, o conhecimento de seu Redentor.

37 E quão abençoados são eles! Porque proclamaram a paz; anunciaram boas novas; e declararam ao povo que o Senhor reina.

CAPÍTULO 28

Os filhos de Mosias vão pregar aos lamanitas—Usando as duas pedras de vidente, Mosias traduz as placas jareditas. Aproximadamente 92 a.C.

1 ORA, aconteceu que depois que os filhos de Mosias fizeram todas estas coisas, reuniram um pequeno grupo e voltaram para junto de seu pai, o rei; e pediram-lhe que lhes concedesse licença para subirem, juntamente com os que haviam escolhido, à terra de Néfi, para pregarem as coisas que haviam ouvido e comunicarem a palavra de Deus a seus irmãos, os lamanitas—

2 Para que talvez pudessem levar-lhes o conhecimento do Senhor seu Deus e convencê-los das iniqüidades de seus pais; e para que talvez aplacassem seu ódio para com os nefitas, a fim de que também fossem levados a regozijar-se no Senhor seu Deus, se tornassem amigáveis uns com os outros e não houvesse mais contendas em toda a terra que o Senhor seu Deus lhes dera.

3 Ora, eles desejavam que a salvação fosse declarada a toda criatura, porque não podiam suportar que qualquer alma humana se perdesse; e até mesmo a idéia de que alguma alma tivesse de sofrer o tormento eterno fazia-os tremer e estremecer.

4 E assim agia o Espírito do Senhor sobre eles, porque eram os mais vis pecadores. E o Senhor, na sua infinita misericórdia, julgou prudente poupá-los; não obstante, eles padeceram muita angústia por causa de suas iniqüidades, sofrendo muito e temendo que viessem a ser lançados fora para sempre.

5 E aconteceu que suplicaram durante muitos dias a seu pai que os deixasse subir à terra de Néfi.

6 E o rei Mosias foi e inquiriu ao Senhor se deveria deixar seus filhos subirem para pregar a palavra entre os lamanitas.

7 E o Senhor disse a Mosias: Deixa-os subir, pois muitos acreditarão em suas palavras e eles terão vida eterna; e livrarei teus filhos das mãos dos lamanitas.

8 E aconteceu que Mosias lhes deu permissão para irem e fazerem de acordo com o seu pedido.

9 E eles empreenderam viagem pelo deserto, para subirem e pregarem a palavra entre os lamanitas. Farei, mais adiante, um relato de seus feitos.

10 Ora, o rei Mosias não tinha a quem deixar o reino, porque nenhum de seus filhos queria aceitá-lo.

11 Portanto tomou ele os registros que estavam gravados nas placas de latão e também as placas de Néfi e todas as coisas que guardara e preservara de acordo com os mandamentos de Deus, depois de haver traduzido e ordenado que fossem escritos os registros contidos nas placas de ouro encontradas pelo povo de Lími, as quais lhes haviam sido entregues pelas mãos de Lími;

12 E ele assim fez por causa da grande ansiedade de seu povo; porque tinham grande desejo de saber acerca daquele povo que havia sido destruído.

13 E então ele as traduziu por meio daquelas duas pedras que estavam presas nos dois aros de um arco.

14 Ora, essas coisas haviam sido preparadas desde o princípio e transmitidas de geração em geração, com o fim de interpretar idiomas;

15 E foram guardadas e preservadas pela mão do Senhor, para que ele pudesse mostrar a toda criatura que ocupasse a terra as iniqüidades e abominações de seu povo;

16 E todo aquele que tem estas coisas é chamado vidente, segundo o costume da antigüidade.

17 Ora, depois de Mosias haver terminado a tradução desses registros, eis que continham a história do povo que fora destruído, desde a época de sua destruição e remontando à construção da grande torre, quando o Senhor confundiu a língua do povo e este foi disperso sobre a face de toda a terra; sim, e também desde aquela época até a criação de Adão.

18 Ora, esse relato levou os do povo de Mosias a lamentarem-se em extremo, sim, encheram-se de tristeza; não obstante, proporcionou-lhes muitos conhecimentos, com os quais se regozijaram.

19 E esse relato será escrito mais adiante; porque eis que é necessário que todo o povo saiba das coisas que estão escritas nesse relato.

20 E então, como vos disse, depois de o rei Mosias haver feito essas coisas, tomou as placas de latão e todas as coisas que havia guardado e entregou-as a Alma, que era filho de Alma; sim, entregou-lhe todos os registros e também os intérpretes e ordenou-lhe que os guardasse e preservasse; e que também fizesse um registro do povo; e que os transmitisse de geração em geração, assim como haviam sido transmitidos desde a época em que Leí deixara Jerusalém.

CAPÍTULO 29

Mosias propõe que sejam escolhidos juízes em lugar de um rei—Reis injustos levam o povo ao pecado—Alma, o filho, é escolhido como juiz supremo pela voz do povo—Ele também é o sumo sacerdote da igreja—Alma, o pai, e Mosias morrem. Aproximadamente 92–91 a.C.





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