Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 21 ñòðàíèöà



1 ORA, tendo Mosias feito isto, mandou averiguar por toda a terra, entre todo o povo, qual a sua vontade concernente a quem deveria ser o rei.

2 E aconteceu que esta foi a voz do povo: Desejamos que teu filho Aarão seja nosso rei e nosso governante.

3 Ora, Aarão havia subido para a terra de Néfi, de modo que o rei não podia conferir-lhe o reino; nem Aarão desejava assumir o reino; nem tampouco qualquer um dos outros filhos de Mosias estava disposto a assumir o reino.

4 Portanto o rei Mosias tornou a comunicar-se com o povo; sim, enviou-lhe uma mensagem escrita. E estas foram as palavras que ele escreveu, dizendo:

5 Eis que, ó meu povo, ou meus irmãos, pois assim vos considero, desejo que mediteis sobre o assunto a respeito do qual sois chamados a pronunciar-vos—porque desejais ter um rei.

6 Ora, declaro-vos que aquele a quem o reino pertence de direito não o aceitou e não assumirá o reino.

7 E agora, se outro for nomeado em seu lugar, eis que temo que surjam discórdias entre vós. E quem sabe se meu filho, a quem o reino pertence, não se zangaria, levando uma parte deste povo atrás de si, o que provocaria guerras e contendas entre vós, fazendo assim correr muito sangue e pervertendo o caminho do Senhor, sim, e destruindo a alma de muitos.

8 Agora vos digo: Sejamos prudentes e consideremos estas coisas, porque não temos o direito de destruir meu filho nem temos qualquer direito de destruir outro que seja nomeado em seu lugar.

9 E se meu filho se voltasse novamente para seu orgulho e para as coisas vãs, retiraria o que dissera e reclamaria seu direito ao reino, o que faria com que ele e também este povo cometessem muitos pecados.

10 E agora sejamos prudentes; e prevendo estas coisas, façamos aquilo que assegure a paz deste povo.

11 Serei, portanto, vosso rei pelo resto de meus dias; não obstante, nomeemos juízes para julgarem este povo de acordo com a nossa lei; e reorganizaremos os negócios deste povo, porque nomearemos como juízes homens sábios, que julgarão este povo de acordo com os mandamentos de Deus.

12 Ora, é preferível que um homem seja julgado por Deus do que pelo homem, porque os julgamentos de Deus são sempre justos, mas os julgamentos do homem nem sempre são justos.

13 Portanto, se fosse possível terdes como reis homens justos, que estabelecessem as leis de Deus e julgassem este povo de acordo com os seus mandamentos, sim, se fosse possível terdes como reis homens que procedessem como meu pai Benjamim procedeu para com este povo—eu vos digo que, se este fosse sempre o caso, seria então conveniente que sempre tivésseis reis para vos governar.

14 E eu próprio trabalhei com todo o poder e faculdades que possuía para ensinar-vos os mandamentos de Deus e estabelecer a paz por toda a terra, para que não houvesse nem guerras nem discórdias nem roubos nem pilhagens nem assassínios nem qualquer outro tipo de iniqüidade;

15 E todo aquele que cometeu iniqüidade, eu o castiguei de acordo com o crime que cometeu, segundo a lei que nos foi dada por nossos pais.

16 Agora vos digo que, por não serem todos os homens justos, não é aconselhável que tenhais um rei ou reis que vos governem.

17 Pois eis que quanta iniqüidade um rei iníquo faz com que se cometa; sim, e que grandes destruições!

18 Sim, lembrai-vos do rei Noé, de suas iniqüidades e abominações e também das iniqüidades e abominações de seu povo. Vede que grande destruição lhes adveio; e também, devido a suas iniqüidades, foram levados ao cativeiro.

19 E se não fosse pela interferência de seu sábio Criador e por causa do arrependimento sincero deles, teriam inevitavelmente permanecido em cativeiro até agora.

20 Mas eis que ele os libertou, porque se humilharam perante ele; e porque o invocaram fervorosamente, libertou-os do cativeiro; e deste modo age o Senhor com seu poder em todos os casos entre os filhos dos homens, estendendo o braço de misericórdia aos que nele confiam.

21 E eis que agora vos digo que não podeis destronar um rei iníquo, a não ser com muitas lutas e derramamento de muito sangue.

22 Pois eis que ele tem companheiros de iniqüidade e conserva-se rodeado de seus guardas; e anula as leis dos que reinaram com justiça antes dele e pisoteia os mandamentos de Deus;

23 E decreta leis e envia-as ao povo, sim, leis segundo sua própria iniqüidade; e quem a elas não obedece ele faz com que seja destruído; e, contra os que se rebelam, envia seus exércitos para guerreá-los; e, se pode, destrói-os; e assim, um rei injusto perverte os caminhos de toda retidão.

24 E agora eis que vos digo que não é conveniente que tais abominações recaiam sobre vós.

25 Portanto escolhei juízes pela voz deste povo, para que sejais julgados de acordo com as leis que vos foram dadas por nossos pais, as quais são corretas e foram dadas a eles pela mão do Senhor.

26 Ora, não é comum a voz do povo desejar algo contrário ao que é direito; mas é comum a minoria do povo desejar o que não é direito; portanto observareis e tereis isto por lei—resolver vossos negócios de acordo com a voz do povo.

27 E se chegar o tempo em que a voz do povo escolher iniqüidade, então os julgamentos de Deus recairão sobre vós; sim, então será o tempo em que ele vos visitará com grande destruição, assim como tem, até aqui, visitado esta terra.

28 E agora, se tendes juízes e eles não vos julgam de acordo com a lei que foi dada, podeis fazer com que eles sejam julgados por um juiz superior.

29 Se vossos juízes superiores não julgarem justamente, fareis reunir um pequeno número de juízes menores e eles julgarão vossos juízes superiores de acordo com a voz do povo.

30 E eu vos ordeno que façais estas coisas no temor do Senhor; e ordeno-vos que façais estas coisas e que não tenhais rei; de modo que, se este povo cometer pecados e iniqüidades, recairão sobre sua própria cabeça.

31 Pois eis que vos digo que os pecados de muitos foram causados pelas iniqüidades de seus reis; portanto suas iniqüidades recaem sobre a cabeça de seus reis.

32 E agora desejo que esta desigualdade não exista mais nesta terra, especialmente entre meu povo; mas desejo que esta seja uma terra de liberdade e que todos os homens gozem igualmente de seus direitos e privilégios, enquanto o Senhor julgar conveniente que vivamos e herdemos a terra; sim, enquanto qualquer de nossos descendentes permanecer sobre a face desta terra.

33 E muitas coisas mais escreveu-lhes o rei Mosias, explicando-lhes todas as provações e tribulações de um rei justo; sim, todas as angústias de sua alma por seu povo e também todas as queixas do povo ao rei; e explicou-lhes tudo isso.

34 E disse-lhes que tais coisas não deveriam existir, mas que a carga devia ser repartida entre todo o povo, a fim de que cada homem carregasse sua parte.

35 E explicou-lhes também todas as desvantagens a que estariam sujeitos se fossem governados por um rei injusto.

36 Sim, todas as suas iniqüidades e abominações e todas as guerras e contendas e derramamento de sangue; e os roubos e as pilhagens e as libertinagens e todo tipo de iniqüidades que não podem ser enumeradas—dizendo-lhes que essas coisas não deveriam existir, que eram expressamente contrárias aos mandamentos de Deus.

37 E então aconteceu que depois de haver o rei Mosias enviado estas palavras ao povo, o povo ficou convencido da veracidade de suas palavras.

38 Abandonaram, portanto, o desejo de ter um rei e ficaram muito ansiosos para que cada um tivesse oportunidades iguais em toda a terra; sim, e cada homem expressou a vontade de responder por seus próprios pecados.

39 Portanto aconteceu que se reuniram em grupos por toda a terra, para expressarem-se a respeito dos que deveriam ser seus juízes, a fim de julgá-los de acordo com a lei que lhes fora dada; e muito se alegraram com a liberdade que lhes havia sido concedida.

40 E fortaleceu-se o amor que tinham por Mosias; sim, estimaram-no mais do que a qualquer outro homem, porque não o consideravam como um tirano que estivesse em busca de ganhos, sim, aquele lucro que corrompe a alma; porque não lhes havia exigido riquezas nem se havia alegrado com derramamento de sangue; mas estabelecera a paz na terra e permitira que seu povo se livrasse de todo tipo de escravidão; portanto o estimavam, sim, muito, no mais alto grau.

41 E aconteceu que nomearam juízes para governá-los, ou seja, para julgá-los de acordo com a lei; e fizeram isso por toda a terra.

42 E aconteceu que Alma foi escolhido para ser o primeiro juiz supremo, sendo também o sumo sacerdote, porque seu pai lhe havia conferido o ofício e encarregado de todos os negócios da igreja.

43 E então aconteceu que Alma seguiu os caminhos do Senhor e guardou seus mandamentos e julgou com justiça; e houve paz contínua por toda aquela terra.

44 E assim começou o reinado dos juízes por toda a terra de Zaraenla, entre todo o povo que era chamado nefita; e Alma foi o primeiro juiz supremo.

45 E aconteceu então que seu pai morreu aos oitenta e dois anos de idade, tendo vivido para cumprir os mandamentos de Deus.

46 E aconteceu que Mosias também morreu, no trigésimo terceiro ano de seu reinado, aos sessenta e três anos de idade, totalizando assim quinhentos e nove anos desde a época em que Leí havia deixado Jerusalém.

47 E assim terminou o reinado dos reis sobre o povo de Néfi; e assim terminaram os dias de Alma, que foi o fundador da igreja deles.

LIVRO DE

ALMA

FILHO DE ALMA

Capítulos:

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Relato de Alma, que era filho de Alma e o primeiro juiz supremo do povo de Néfi e também o sumo sacerdote da Igreja. Um relato do governo dos juízes e das guerras e contendas do povo. E também o relato de uma guerra entre nefitas e lamanitas, segundo o registro de Alma, o primeiro juiz supremo.

CAPÍTULO 1

Neor ensina falsas doutrinas, organiza uma igreja, introduz artimanhas sacerdotais e mata Gideão—Neor é executado por seus crimes—Artimanhas sacerdotais e perseguições propagam-se entre o povo—Os sacerdotes trabalham para seu próprio sustento, o povo cuida dos pobres e a Igreja prospera. Aproximadamente 91–88 a.C.

1 ORA, aconteceu que no primeiro ano em que os juízes governaram o povo de Néfi, e daí em diante, tendo o rei Mosias ido pelo caminho de toda a Terra, combatido um bom combate, andado retamente diante de Deus, não tendo deixado ninguém para reinar em seu lugar; não obstante, ele estabelecera leis e elas eram reconhecidas pelo povo; portanto tinham a obrigação de submeter-se às leis que ele havia formulado.

2 E aconteceu que no primeiro ano do governo de Alma como juiz, foi-lhe apresentado um homem para ser julgado, um homem de grande estatura e notável pela sua grande força.

3 E ele saíra pregando ao povo o que chamava de palavra de Deus, opondo-se à igreja; declarando ao povo que todos os sacerdotes e mestres deveriam tornar-se populares; e que não deveriam trabalhar com as próprias mãos, mas deveriam ser sustentados pelo povo.

4 E ele também testificou ao povo que toda a humanidade seria salva no último dia e que não precisariam temer nem tremer, mas que podiam levantar a cabeça e regozijar-se; porque o Senhor havia criado todos os homens e também havia redimido todos os homens; e, no fim, todos os homens teriam vida eterna.

5 E aconteceu que tanto pregou estas coisas que muitos acreditaram em suas palavras; e foram tantos, que começaram a sustentá-lo e a dar-lhe dinheiro.

6 E ele começou a exaltar-se no orgulho de seu coração e a usar vestimentas custosas, sim, e até começou a organizar uma igreja de acordo com a sua pregação.

7 E aconteceu que enquanto andava assim pregando aos que acreditavam em suas palavras, encontrou um homem que pertencia à igreja de Deus, sim, precisamente um de seus mestres, e começou a discutir com ele asperamente, com o fim de afastar o povo da igreja; mas o homem opôs-lhe resistência, advertindo-o com as palavras de Deus.

8 Ora, esse homem chamava-se Gideão; e fora ele quem servira de instrumento nas mãos de Deus para livrar do cativeiro o povo de Lími.

9 Ora, porque Gideão lhe opôs resistência com as palavras de Deus, ele encolerizou-se contra Gideão e, tendo sacado da espada, começou a golpeá-lo. Ora, tendo Gideão idade avançada, não pôde resistir aos golpes; foi, portanto, morto pela espada.

10 E o homem que o havia matado foi aprisionado pelo povo da igreja e levado à presença de Alma para ser julgado pelos crimes que cometera.

11 E aconteceu que estando ele diante de Alma, defendeu-se com muita ousadia.

12 Mas Alma disse-lhe: Eis que esta é a primeira vez que artimanhas sacerdotais foram introduzidas no meio deste povo. E eis que tu não somente és culpado de artimanhas sacerdotais, mas também de teres tratado de impô-las pela espada; e se tais artimanhas tivessem sido impostas a este povo, teriam acarretado a sua total destruição.

13 E fizeste correr o sangue de um homem justo, sim, um homem que muito bem fez entre este povo; e se te poupássemos, o sangue dele recairia sobre nós como vingança.

14 Estás, portanto, condenado à morte, de acordo com a lei que nos foi dada por Mosias, nosso último rei, a qual foi reconhecida por este povo; portanto este povo deve respeitar a lei.

15 E aconteceu que o levaram—e seu nome era Neor—e conduziram-no até o alto da colina de Mânti e lá ele foi obrigado a reconhecer, ou melhor, reconheceu entre os céus e a Terra que o que ensinara ao povo era contra a palavra de Deus; e ali sofreu uma ignominiosa morte.

16 Não obstante, isso não pôs fim à difusão de artimanhas sacerdotais na terra; porque havia muitos que gostavam das coisas vãs do mundo e continuavam a pregar falsas doutrinas; e isto faziam por causa de riquezas e honrarias.

17 No entanto não se atreviam a mentir, por temor à lei, pois os mentirosos eram punidos, se descobertos; conseqüentemente alegavam pregar de acordo com a sua crença; e a lei não tinha poder contra homem algum por causa de sua crença.

18 E não se atreviam a furtar, por medo da lei, pois seriam punidos; nem se atreviam a roubar nem a assassinar, pois aquele que assassinasse seria punido com a morte.

19 Mas aconteceu que todos os que não pertenciam à igreja de Deus começaram a perseguir aqueles que pertenciam à igreja de Deus e que haviam tomado sobre si o nome de Cristo.

20 Sim, eram perseguidos e afligidos com toda sorte de palavras e isto por causa de sua humildade; porque não se exaltavam a seus próprios olhos e porque partilhavam a palavra de Deus, uns com os outros, sem dinheiro e sem preço.

21 Ora, havia entre o povo da igreja uma lei severa que proibia a qualquer homem que pertencesse à igreja perseguir aqueles que não pertencessem à igreja; e proibia perseguições entre eles mesmos.

22 Não obstante, havia muitos entre eles que começaram a tornar-se orgulhosos e a contender acaloradamente com seus adversários, chegando a bater-lhes; sim, golpeavam-se uns aos outros com seus punhos.

23 Ora, isto aconteceu no segundo ano do governo de Alma, causando à igreja muitas aflições; sim, isto foi causa de muitas tribulações na igreja.

24 Porque o coração de muitos se endureceu e seus nomes foram riscados, de modo que não mais foram lembrados entre o povo de Deus. E também muitos se afastaram do meio deles.

25 Ora, isso era uma grande provação para os que permaneciam firmes na fé; não obstante, foram firmes e inabaláveis na obediência aos mandamentos de Deus e suportaram com paciência as perseguições que se acumularam sobre eles.

26 E quando os sacerdotes deixavam seu trabalho para ensinar ao povo a palavra de Deus, o povo também deixava seus trabalhos para ouvir a palavra de Deus. E quando o sacerdote terminava de ensinar-lhes a palavra de Deus, voltavam todos diligentemente para seus trabalhos; e o sacerdote não se julgava superior a seus ouvintes, porque o pregador não era melhor que o ouvinte nem o mestre melhor que o discípulo; e assim eram todos iguais e todos trabalhavam, cada um de acordo com suas forças.

27 E eles repartiam os seus bens com os pobres e os necessitados e os doentes e os aflitos, cada um de acordo com o que possuía; e não usavam vestimentas custosas; contudo, eram asseados e formosos.

28 E assim eles organizaram os negócios da igreja; e assim começaram a ter paz contínua novamente, apesar de todas as perseguições.

29 E então, graças à solidez da igreja, começaram a enriquecer extremamente, tendo abundância de tudo que lhes era necessário—abundância de rebanhos e manadas e de animais cevados de toda espécie; e também abundância de grãos e de ouro e de prata e de coisas preciosas; e abundância de sedas e de finos tecidos de linho e de toda espécie de bons tecidos simples.

30 E assim, em sua prosperidade, não deixavam de atender a quem quer que estivesse nu ou faminto ou sedento ou doente ou que não tivesse sido alimentado; e o seu coração não estava nas riquezas; portanto eram liberais com todos, tanto velhos como jovens, tanto escravos como livres, tanto homens como mulheres, pertencessem ou não à igreja, não fazendo acepção de pessoas no que se referia aos necessitados.

31 E assim prosperaram e tornaram-se muito mais ricos que aqueles que não pertenciam a sua igreja.

32 Pois aqueles que não pertenciam a sua igreja entregavam-se a feitiçarias e a idolatria ou ócio; e a tagarelices e a invejas e contendas, usando vestimentas custosas, exaltando-se segundo o orgulho de seus próprios olhos; perseguindo, mentindo, furtando, roubando, cometendo libertinagens e homícidios e toda espécie de iniqüidades; não obstante, a lei era aplicada a todos os que a transgredissem, tanto quanto possível.

33 E aconteceu que, aplicando-se-lhes assim a lei, cada um sendo castigado de acordo com o que fizera, tornaram-se mais tranqüilos e não se atreviam a cometer iniqüidades abertamente; o povo de Néfi teve, portanto, muita paz até o quinto ano do governo dos juízes.

CAPÍTULO 2

Anlici procura tornar-se rei e é rejeitado pela voz do povo—Seus seguidores fazem-no rei—Os anlicitas fazem guerra contra os nefitas e são derrotados—Lamanitas e anlicitas unem forças e são derrotados—Anlici é morto por Alma. Aproximadamente 87 a.C.

1 E ACONTECEU que no começo do quinto ano do seu governo, o povo começou a contender; porque um certo homem chamado Anlici, sendo um homem muito astuto, sim, um homem sábio quanto à sabedoria do mundo e pertencente à ordem do homem que matara Gideão com a espada e fora executado de acordo com a lei—

2 Ora, este Anlici havia, por sua astúcia, atraído muita gente; e eram tantos que começaram a tornar-se muito poderosos; e começaram a esforçar-se para fazer de Anlici rei do povo.

3 Ora, isso foi alarmante para o povo da igreja, como também para todos os que não haviam sido atraídos pelas persuasões de Anlici; pois sabiam que, de acordo com a lei, estas coisas deveriam ser resolvidas pela voz do povo.

4 Portanto, se fosse possível a Anlici vencer pela voz do povo, ele, sendo um homem iníquo, privá-los-ia de seus direitos e privilégios na igreja; pois era seu intento destruir a igreja de Deus.

5 E aconteceu que o povo se reuniu em toda a terra, cada um segundo a sua opinião, a favor ou contra Anlici, em grupos separados, havendo muitas disputas e grandes contendas entre eles.

6 E assim se reuniram para expressar suas opiniões sobre o assunto; e apresentaram-nas aos juízes.

7 E aconteceu que a voz do povo foi contrária a Anlici, de modo que não foi proclamado rei.

8 Ora, isso encheu de alegria o coração dos que estavam contra ele, mas Anlici incitou os que estavam a seu favor a encolerizarem-se contra os que não o apoiavam.

9 E aconteceu que se reuniram e consagraram Anlici como rei.

10 Ora, quando Anlici foi proclamado rei, ordenou-lhes que pegassem em armas contra seus irmãos; e isto fez para poder subjugá-los.

11 Ora, o povo de Anlici se distinguia pelo nome de Anlici, sendo eles chamados anlicitas; e os outros eram chamados nefitas ou povo de Deus.

12 Os nefitas, portanto, sabendo do intento dos anlicitas, prepararam-se para enfrentá-los; sim, armaram-se com espadas e com cimitarras e com arcos e com flechas e com pedras e com fundas e com todo tipo de armas de guerra de toda espécie.

13 E assim estavam preparados para enfrentar os anlicitas, quando chegassem. E foram nomeados capitães e capitães-mores e capitães-chefes, de acordo com o seu número.

14 E aconteceu que Anlici armou seus homens com todo tipo de armas de guerra de toda espécie; e também nomeou chefes entre seu povo, para conduzi-los à guerra contra seus irmãos.

15 E aconteceu que os anlicitas chegaram à colina de Aniú, que ficava a leste do rio Sidon, que corria perto da terra de Zaraenla; e aí começaram a guerrear os nefitas.

16 Ora, sendo Alma o juiz supremo e governador do povo de Néfi, subiu portanto com seu povo, sim, com seus capitães e capitães-chefes, sim, à frente de seus exércitos, para guerrear os anlicitas.

17 E começaram a matar os anlicitas na colina a leste de Sidon. E os anlicitas lutaram contra os nefitas com grande força, tanto que muitos nefitas caíram diante dos anlicitas.

18 Não obstante, o Senhor fortaleceu a mão dos nefitas, de modo que mataram os anlicitas em tão grande carnificina que estes começaram a fugir.

19 E aconteceu que os nefitas perseguiram os anlicitas durante todo aquele dia e mataram-nos em grande carnificina, tanto que foram mortos doze mil quinhentos e trinta e dois anlicitas; e os nefitas perderam seis mil quinhentas e sessenta e duas almas.

20 E aconteceu que Alma, quando já não pôde mais perseguir os anlicitas, fez o povo armar suas tendas no vale de Gideão, nome que havia sido dado por causa daquele Gideão que fora morto pela espada de Neor; e nesse vale os nefitas armaram as tendas para passar a noite.

21 E Alma enviou espias para seguirem os remanescentes dos anlicitas, a fim de conhecer seus planos e conspirações, para assim defender-se deles e evitar que seu povo fosse destruído.

22 Ora, os que ele tinha enviado para espionarem o acampamento dos anlicitas chamavam-se Zerã e Amnor e Mânti e Límer; estes são os que foram, com seus homens, espionar o acampamento dos anlicitas.

23 E aconteceu que no dia seguinte voltaram ao acampamento dos nefitas com grande pressa, tomados de grande assombro e com muito medo, dizendo:

24 Eis que seguimos o acampamento dos anlicitas e, para nosso grande assombro, vimos na terra de Minon, acima da terra de Zaraenla, no caminho da terra de Néfi, uma numerosa hoste de lamanitas; e eis que os anlicitas se juntaram a eles;

25 E estão atacando nossos irmãos naquela terra; e estes estão fugindo deles com seus rebanhos e suas esposas e seus filhos, em direção a nossa cidade; e a menos que nos apressemos, tomarão nossa cidade; e nossos pais e nossas esposas e nossos filhos serão mortos.

26 E aconteceu que o povo de Néfi tomou suas tendas e partiu do vale de Gideão em direção a sua cidade, que era a cidade de Zaraenla.

27 E eis que quando atravessavam o rio Sidon, os lamanitas e os anlicitas, quase tão numerosos quanto as areias do mar, caíram sobre eles para destruí-los.

28 Todavia os nefitas foram fortalecidos pela mão do Senhor, tendo orado fervorosamente para que ele os livrasse das mãos de seus inimigos; portanto, o Senhor ouviu-lhes o clamor e fortaleceu-os; e os lamanitas e os anlicitas caíram diante deles. 29 E aconteceu que Alma lutou contra Anlici de espada em punho, corpo a corpo; e lutaram com grande energia um contra o outro.

30 E aconteceu que Alma, sendo um homem de Deus e muito exercitado na fé, clamou, dizendo: Ó Senhor, tem misericórdia e poupa-me a vida, a fim de que eu sirva de instrumento em tuas mãos para salvar e preservar este povo.

31 Ora, tendo Alma dito estas palavras, lutou novamente contra Anlici; e foi fortalecido, de modo que matou Anlici com a espada.

32 E lutou também contra o rei dos lamanitas; o rei dos lamanitas, porém, fugiu da presença de Alma e enviou seus guardas para lutarem contra Alma.

33 Mas Alma, juntamente com seus guardas, lutou contra os guardas do rei dos lamanitas até matá-los e fazê-los retroceder.

34 E assim limpou o terreno, ou melhor, a ribanceira que ficava no lado oeste do rio Sidon, jogando nas águas do Sidon os corpos dos lamanitas que haviam sido mortos, para que seu povo tivesse espaço para atravessar e lutar contra os lamanitas e os anlicitas no lado oeste do rio Sidon.

35 E aconteceu que quando todos haviam atravessado o rio Sidon, os lamanitas e os anlicitas começaram a fugir deles, não obstante serem tão numerosos que nem podiam ser contados.

36 E fugiram dos nefitas em direção ao deserto que ficava a oeste e ao norte, além das fronteiras da terra; e foram perseguidos e mortos com todo o vigor pelos nefitas.

37 Sim, foram atacados por todos os lados; e foram mortos e rechaçados até serem dispersos no oeste e no norte, até alcançarem o deserto que era chamado Hermontes; e essa era a parte do deserto infestada por animais selvagens e vorazes.

38 E aconteceu que muitos pereceram no deserto devido a seus ferimentos e foram devorados pelas feras e também pelos abutres do ar; e seus ossos foram encontrados e amontoados sobre a terra.

CAPÍTULO 3

Os anlicitas haviam feito um sinal em si mesmos, de acordo com a palavra profética—Os lamanitas haviam sido amaldiçoados por sua rebelião—Os homens trazem sobre si as próprias maldições—Os nefitas derrotam outro exército lamanita. Aproximadamente 87–86 a.C.

1 E ACONTECEU que os nefitas que não haviam sido mortos pelas armas de guerra, depois de haverem enterrado aqueles que pereceram—ora, o número de mortos não foi contado, por causa de sua grande quantidade—havendo terminado de enterrar seus mortos, voltaram todos para suas terras e suas casas e suas esposas e seus filhos.





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