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Livro de Mórmon 19 страница



18 E aconteceu que Gideão enviou homens ao deserto, secretamente, para procurarem o rei e os que estavam com ele. E aconteceu que encontraram o povo no deserto, com exceção do rei e seus sacerdotes.

19 Ora, eles haviam jurado em seu coração que voltariam à terra de Néfi e que, se suas mulheres e filhos houvessem sido mortos, assim como os homens que com eles haviam ficado, se vingariam e também pereceriam com eles.

20 E o rei ordenou-lhes que não voltassem; e iraram-se contra o rei e fizeram-no padecer a morte pelo fogo.

21 E estavam também para prender os sacerdotes e tirar-lhes a vida, mas estes fugiram deles.

22 E aconteceu que estavam para voltar à terra de Néfi quando encontraram os homens de Gideão. E os homens de Gideão contaram-lhes tudo o que havia acontecido a suas esposas e filhos; e que os lamanitas lhes haviam permitido ocupar a terra se pagassem, como tributo aos lamanitas, metade de tudo quanto possuíssem.

23 E os do povo contaram aos homens de Gideão que haviam matado o rei e que seus sacerdotes haviam fugido deles, deserto adentro.

24 E aconteceu que depois de haverem terminado a cerimônia, voltaram para a terra de Néfi, regozijando-se porque suas mulheres e filhos não haviam sido mortos; e contaram a Gideão o que haviam feito ao rei.

25 E aconteceu que o rei dos lamanitas lhes fez um juramento de que seu povo não os mataria.

26 E também Lími, sendo filho do rei e tendo-lhe sido conferido o reinado pelo povo, fez juramento ao rei dos lamanitas de que seu povo lhe pagaria tributo, sim, a metade de tudo quanto possuísse.

27 E aconteceu que Lími começou a estabelecer o reino e a estabelecer a paz entre seu povo.

28 E o rei dos lamanitas espalhou guardas pela terra, para nela manter o povo de Lími e evitar que partissem para o deserto; e sustentava seus guardas com o tributo que recebia dos nefitas.

29 Ora, o rei Lími gozou de paz contínua em seu reino pelo espaço de dois anos, sendo que os lamanitas não os molestaram nem procuraram destruí-los.

CAPÍTULO 20

Filhas dos lamanitas são raptadas pelos sacerdotes de Noé—Os lamanitas fazem guerra contra Lími e seu povo—Eles são repelidos e pacificados. Aproximadamente 145–123 a.C.

1 ORA, havia um lugar em Senlon onde as filhas dos lamanitas se reuniam para cantar e dançar e divertir-se.

2 E aconteceu que, certo dia, um pequeno número delas reuniu-se para cantar e dançar.

3 E os sacerdotes do rei Noé, tendo vergonha de voltar à cidade de Néfi, sim, e também temendo que o povo os matasse, não se atreviam a voltar para junto das esposas e filhos.

4 E tendo permanecido no deserto e descoberto as filhas dos lamanitas, ocultaram-se para observá-las.

5 E quando havia somente algumas delas reunidas para dançar, saíram de seus esconderijos e arrebataram-nas e levaram-nas para o deserto; sim, vinte e quatro das filhas dos lamanitas foram carregadas para o deserto.

6 E aconteceu que quando os lamanitas deram pela falta de suas filhas, iraram-se contra o povo de Lími, porque pensaram que fora o povo de Lími.

7 Portanto enviaram seus exércitos contra eles; sim, o próprio rei marchou à frente de seu povo; e subiram à terra de Néfi para destruir o povo de Lími.

8 Ora, Lími descobrira-os, do alto da torre, sim, descobrira todos os seus preparativos para a guerra. Portanto reuniu os de seu povo e esperaram-nos emboscados nos campos e nos bosques.

9 E aconteceu que quando os lamanitas chegaram, o povo de Lími, saindo de seus esconderijos, atacou-os e começou a matá-los.

10 E aconteceu que a batalha se tornou muito violenta, porque lutavam como leões por sua presa.

11 E aconteceu que o povo de Lími começou a repelir os lamanitas, apesar de seu número não chegar à metade do deles. Mas lutavam pela vida e por suas esposas e filhos; portanto empregaram todos os seus esforços e combateram como dragões.

12 E aconteceu que encontraram o rei dos lamanitas entre os mortos; ele, porém, não estava morto, havendo sido ferido e deixado no chão, tão rápida fora a fuga de seu povo.

13 E recolheram-no e cuidaram de seus ferimentos e levaram-no à presença de Lími, dizendo: Eis aqui o rei dos lamanitas que, havendo sido ferido, caiu entre os mortos e eles o deixaram; e eis que o trouxemos a tua presença; e agora, matemo-lo.

14 Lími, porém, disse-lhes: Não o mateis, mas trazei-o aqui para que eu o veja. E eles levaram-no. E perguntou-lhe Lími: Que motivo tendes para vir batalhar contra meu povo? Eis que meu povo não quebrou o juramento que eu vos fiz; portanto, por que razão quebrastes o juramento que fizestes a meu povo?

15 E o rei respondeu: Eu quebrei o juramento porque teu povo levou as filhas de meu povo; portanto na minha ira fiz com que meu povo viesse lutar contra o teu povo.

16 Ora, Lími nada ouvira sobre esse assunto; conseqüentemente disse: Procurarei entre meu povo e aquele que houver feito isso perecerá. Mandou, portanto, que se efetuasse uma busca entre o povo.

17 E quando Gideão, que era capitão do rei, ouviu estas coisas, dirigiu-se ao rei e disse: Rogo-te que te detenhas e não procedas a uma busca entre este povo nem faças contra ele esta acusação.

18 Pois não te lembras dos sacerdotes de teu pai, a quem este povo procurou destruir? E não estão eles no deserto? Não seriam eles os que roubaram as filhas dos lamanitas?

19 E agora vai e dize ao rei estas coisas, para que ele as repita aos de seu povo e tranqüilize-os; pois eis que já se estão preparando para vir contra nós; e eis, também, que somos poucos.

20 E eis que eles vêm com suas numerosas hostes; e a menos que o rei consiga apaziguá-los, pereceremos.

21 Pois não se estarão cumprindo as palavras que Abinádi profetizou contra nós—e tudo isso porque não quisemos ouvir as palavras do Senhor nem abandonar nossas iniqüidades?

22 E agora tranqüilizemos o rei e cumpramos o juramento que lhe fizemos, pois é melhor estar em cativeiro do que perder a vida; portanto cessemos o derramamento de tanto sangue.

23 E então Lími contou ao rei todas as coisas concernentes a seu pai e aos sacerdotes que haviam fugido para o deserto, atribuindo a estes o rapto das filhas dos lamanitas.

24 E aconteceu que o rei se tranqüilizou em relação ao povo e disse-lhes: Vamos ao encontro de meu povo, sem armas; garanto-vos, sob juramento, que meu povo não vos matará.

25 E aconteceu que seguiram o rei e, sem armas, foram ao encontro dos lamanitas. E aconteceu que encontraram os lamanitas; e o rei dos lamanitas curvou-se diante deles e intercedeu pelo povo de Lími.

26 E quando os lamanitas viram que os homens de Lími estavam desarmados, tiveram compaixão deles e tranqüilizaram-se em relação a eles e voltaram com o rei, em paz, para sua própria terra.

CAPÍTULO 21

O povo de Lími é ferido e derrotado pelos lamanitas—Eles encontram Amon e são convertidos—Falam a Amon sobre as vinte e quatro placas jareditas. Aproximadamente 122–121 a.C.

1 E ACONTECEU que Lími e seu povo voltaram para a cidade de Néfi e começaram a viver novamente em paz na terra.

2 E aconteceu que, passados muitos dias, os lamanitas começaram a irar-se novamente contra os nefitas e a atravessar as fronteiras da terra circunvizinha.

3 Ora, não se atreviam a matá-los por causa do juramento que seu rei havia feito a Lími; no entanto, batiam-lhes nas faces e exerciam autoridade sobre eles; e começaram a pôr pesados fardos sobre seus lombos e a conduzi-los como a um jumento mudo.

4 Sim, tudo isso aconteceu para que se cumprisse a palavra do Senhor.

5 Ora, as aflições dos nefitas eram grandes e não havia meio de se livrarem das mãos dos lamanitas, pois haviam sido cercados por eles de todos os lados.

6 E aconteceu que os do povo começaram a queixar-se ao rei por causa de suas aflições e principiaram a ter desejo de fazer guerra aos lamanitas. E muito aborreceram o rei com suas queixas; portanto ele permitiu que procedessem de acordo com seus desejos.

7 E reuniram-se novamente e vestiram suas armaduras e saíram contra os lamanitas para expulsá-los de sua terra.

8 E aconteceu que os lamanitas os venceram e rechaçaram e mataram muitos deles.

9 E houve muito pranto e lamentações entre o povo de Lími, chorando a viúva por seu marido, o filho e a filha por seu pai e os irmãos por seus irmãos.

10 Ora, havia muitas viúvas na terra e elas choravam muito, dia após dia, porque se havia apoderado delas um grande temor dos lamanitas.

11 E aconteceu que seus contínuos lamentos incitaram o restante dos súditos de Lími contra os lamanitas; e voltaram a guerrear, mas foram rechaçados novamente, sofrendo grandes perdas.

12 Sim, e ainda voltaram a guerrear uma terceira vez, sofrendo da mesma forma; e os que não pereceram voltaram para a cidade de Néfi.

13 E humilharam-se até o pó, sujeitando-se ao jugo do cativeiro, sendo espancados e levados de um lado para outro e sobrecarregados, de acordo com os desejos de seus inimigos.

14 E humilharam-se com a mais profunda humildade e clamaram fervorosamente a Deus; sim, clamavam todo o dia a seu Deus, para que os livrasse de suas aflições.

15 E o Senhor mostrava-se vagaroso em ouvir-lhes as lamentações, por causa de suas iniqüidades; não obstante, o Senhor ouviu-lhes os lamentos e começou a abrandar o coração dos lamanitas, de modo que principiaram a aliviar-lhes a carga; contudo o Senhor não julgou oportuno livrá-los do cativeiro.

16 E aconteceu que começaram, aos poucos, a prosperar na terra; e começaram a cultivar grãos em maior abundância e a criar rebanhos e manadas para não sofrerem fome.

17 Ora, havia um número muito maior de mulheres que de homens; portanto o rei Lími ordenou a cada homem que dividisse o seu sustento com as viúvas e seus filhos, para que não perecessem de fome; e isto fizeram por causa do grande número de homens que haviam sido mortos.

18 Ora, o povo de Lími conservou-se o mais unido possível, num só grupo, e protegeu seus grãos e seus rebanhos.

19 E o próprio rei não ousava sair das muralhas da cidade, a não ser acompanhado de seus guardas, temendo cair, de alguma forma, nas mãos dos lamanitas.

20 E fez com que vigiassem a terra ao redor para ver se, de algum modo, conseguiriam prender aqueles sacerdotes que haviam fugido para o deserto, que haviam raptado as filhas dos lamanitas e feito cair sobre eles tão grande destruição.

21 Pois desejavam prendê-los para castigá-los; porque haviam penetrado na terra de Néfi durante a noite e carregado seus grãos e muitos de seus pertences preciosos; ficaram, portanto, à espreita.

22 E aconteceu que não houve mais distúrbios entre os lamanitas e o povo de Lími, até a época em que Amon e seus irmãos chegaram à terra.

23 E o rei, achando-se fora das portas da cidade com sua guarda, descobriu Amon e seus irmãos. E supondo que fossem os sacerdotes de Noé, mandou prendê-los e amarrá-los e jogá-los na prisão. E houvessem eles sido os sacerdotes de Noé, ele teria mandado matá-los.

24 Contudo, quando descobriu que não eram, mas que eram seus irmãos e tinham vindo da terra de Zaraenla, encheu-se de grande alegria.

25 Ora, antes da chegada de Amon o rei Lími enviara um pequeno número de homens à procura da terra de Zaraenla; mas não a puderam encontrar e perderam-se no deserto.

26 Não obstante, encontraram uma terra que havia sido habitada; sim, uma terra que estava coberta de ossos secos; sim, uma terra que havia sido habitada e destruída; e tendo suposto que fosse a terra de Zaraenla, voltaram para a terra de Néfi, havendo chegado a suas fronteiras alguns dias antes da chegada de Amon;

27 E levaram consigo um registro, o registro do povo cujos ossos haviam encontrado; e estava gravado em placas de metal.

28 E então Lími novamente se encheu de alegria ao saber, pela boca de Amon, que o rei Mosias tinha um dom de Deus, mediante o qual podia interpretar tais gravações; sim, e Amon também se regozijou.

29 Não obstante, Amon e os irmãos encheram-se de tristeza por haverem sido mortos tantos de seus irmãos.

30 E também por terem, o rei Noé e seus sacerdotes, feito com que o povo cometesse tantos pecados e iniqüidades contra Deus; e também lamentaram a morte de Abinádi, assim como a partida de Alma e dos que o haviam acompanhado, os quais haviam formado uma igreja de Deus pela força e poder de Deus e fé nas palavras que haviam sido proferidas por Abinádi.

31 Sim, lamentaram sua partida, porque não sabiam para onde haviam fugido; e de bom grado se teriam unido a eles, pois também haviam feito um convênio com Deus de servi-lo e guardar seus mandamentos.

32 Ora, desde a chegada de Amon o rei Lími e muitos de seu povo também haviam feito convênio com Deus de servi-lo e guardar seus mandamentos.

33 E aconteceu que o rei Lími e muitos de seu povo desejavam ser batizados; mas ninguém havia na terra que tivesse autoridade de Deus. E Amon recusou-se a batizá-los, por considerar-se um servo indigno.

34 Portanto naquela época eles não formaram uma igreja, esperando pelo Espírito do Senhor. E desejavam tornar-se como Alma e seus irmãos, que haviam fugido para o deserto.

35 Desejavam ser batizados, como prova e testemunho de que estavam dispostos a servir a Deus de todo o coração; não obstante, adiaram o momento; e um relato de seu batismo será feito mais adiante.

36 Ora, toda a preocupação de Amon e de seu povo e do rei Lími e de seu povo era livrarem-se das mãos dos lamanitas e do cativeiro.

CAPÍTULO 22

Feitos planos para o povo escapar do cativeiro lamanita—Os lamanitas são embebedados—O povo escapa, volta a Zaraenla e submete-se ao rei Mosias. Aproximadamente 121–120 a.C.

1 ORA, aconteceu que Amon e o rei Lími começaram a consultar o povo sobre como poderiam livrar-se do cativeiro; e fizeram com que todo o povo se reunisse; e fizeram isso para ouvir a voz do povo acerca do assunto.

2 E aconteceu que não conseguiam descobrir um meio para livrarem-se do cativeiro, a não ser que tomassem suas mulheres e filhos e seus rebanhos e suas manadas e suas tendas e partissem para o deserto; porque, sendo os lamanitas tão numerosos, era impossível ao povo de Lími lutar com eles, na esperança de poderem livrar-se do cativeiro pela espada.

3 Ora, aconteceu que Gideão se apresentou ao rei e disse-lhe: Ó rei, até agora muitas vezes deste ouvidos a minhas palavras, quando combatíamos nossos irmãos, os lamanitas.

4 E agora, ó rei, se achas que não sou um servo inútil, ou melhor, se até aqui de alguma forma deste ouvidos a minhas palavras e elas foram de utilidade para ti, desejo também que escutes minhas palavras nesta ocasião; e serei teu servo e livrarei este povo do cativeiro.

5 E o rei deu-lhe licença para falar. E Gideão disse-lhe:

6 Eis que há uma passagem na parte posterior da muralha, atrás da cidade. Os lamanitas, ou seja, os guardas dos lamanitas, embebedam-se à noite; enviemos, portanto, uma proclamação a todo este povo, para que reúna seus rebanhos e manadas, a fim de conduzi-los ao deserto durante a noite.

7 E eu irei, de acordo com tua ordem, pagar o último tributo de vinho aos lamanitas e eles ficarão embriagados; e sairemos pela passagem secreta, à esquerda de seu acampamento, quando estiverem bêbados e adormecidos.

8 Assim partiremos com nossas mulheres e filhos, nossos rebanhos e manadas para o deserto; e viajaremos contornando a terra de Silom.

9 E aconteceu que o rei deu ouvidos às palavras de Gideão.

10 E o rei Lími fez com que o povo reunisse seus rebanhos e enviou o tributo de vinho aos lamanitas; e também lhes enviou mais vinho, como presente; e beberam abundantemente do vinho que o rei Lími lhes havia enviado.

11 E aconteceu que os súditos do rei Lími partiram durante a noite para o deserto com seus rebanhos e suas manadas; e eles contornaram a terra de Silom no deserto e tomaram a direção da terra de Zaraenla, sendo guiados por Amon e seus irmãos.

12 E levaram consigo para o deserto todo o seu ouro e prata e seus pertences preciosos que podiam transportar e também suas provisões; e continuaram a viagem.

13 E depois de muitos dias no deserto, chegaram à terra de Zaraenla e juntaram-se ao povo de Mosias e tornaram-se seus súditos.

14 E aconteceu que Mosias os recebeu com alegria; e também recebeu seus registros, assim como os registros que haviam sido encontrados pelo povo de Lími.

15 E então aconteceu que quando os lamanitas descobriram que o povo de Lími haviam partido durante a noite, enviaram um exército ao deserto para persegui-los;

16 E depois de tê-los perseguido durante dois dias, já não puderam seguir-lhes os rastros; portanto, perderam-se no deserto.

Relato de Alma e do povo do Senhor, que foram impelidos para o deserto pelo povo do rei Noé.

Abrange os capítulos 23 e 24.

CAPÍTULO 23

Alma recusa-se a ser rei—Ele serve como sumo sacerdote—O Senhor castiga seu povo e os lamanitas conquistam a terra de Helã—Amulon, chefe dos iníquos sacerdotes do rei Noé, governa sujeito ao monarca lamanita. Aproximadamente 145–121 a.C.

1 ORA, Alma, tendo sido avisado pelo Senhor de que os exércitos do rei Noé cairiam sobre eles, avisou seu povo; portanto reuniram seus rebanhos e recolheram seus cereais e partiram para o deserto, adiante dos exércitos do rei Noé.

2 E o Senhor fortaleceu-os, de modo que o povo do rei Noé não conseguiu alcançá-los para destruí-los.

3 E fugiram durante oito dias, deserto adentro.

4 E chegaram a uma terra, sim, uma terra muito bela e agradável, uma terra de águas puras.

5 E armaram suas tendas e começaram a cultivar o solo e a construir edifícios; sim, eram industriosos e trabalhavam muito.

6 E o povo desejava que Alma fosse rei, porque era amado por seu povo.

7 Mas ele disse-lhes: Eis que não é aconselhável que tenhamos um rei, pois assim diz o Senhor: Não apreciareis uma carne mais que outra, ou seja, nenhum homem se considerará melhor que outro; digo-vos, portanto, que não é aconselhável que tenhais um rei.

8 Não obstante, se fosse possível ter sempre homens justos como reis, seria bom que tivésseis um rei.

9 Mas lembrai-vos das iniqüidades do rei Noé e seus sacerdotes; e eu mesmo caí numa armadilha e fiz muitas coisas abomináveis aos olhos do Senhor, o que me causou penoso arrependimento.

10 Não obstante, depois de muitas tribulações o Senhor ouviu meus clamores e respondeu a minhas orações e fez de mim um instrumento em suas mãos, para levar tantos de vós a conhecerdes sua verdade.

11 Não obstante, não me vanglorio disso, porque sou indigno de vangloriar-me.

12 E agora vos digo que haveis sido oprimidos pelo rei Noé e haveis sido escravizados por ele e seus sacerdotes; e eles vos conduziram à iniqüidade; fostes, portanto, amarrados com os laços da iniqüidade.

13 E agora, assim como haveis sido libertados desses laços pelo poder de Deus, sim, das mãos do rei Noé e seu povo e também dos laços da iniqüidade, assim também desejo que vos conserveis firmes nesta liberdade que vos fez livres; e que em ninguém confieis para ser vosso rei.

14 E também, que em ninguém confieis para ser vosso mestre ou ministro, a não ser que seja um homem de Deus, que ande em seus caminhos e guarde os mandamentos.

15 Assim Alma ensinou seu povo, a fim de que cada um amasse o próximo como a si mesmo, para que não houvesse disputas entre eles.

16 E Alma foi o seu sumo sacerdote, tendo sido ele o fundador da igreja deles.

17 E aconteceu que ninguém recebia autoridade para pregar ou ensinar, a não ser de Deus, por intermédio de Alma. Ele, portanto, consagrava todos os sacerdotes e todos os mestres; e ninguém era consagrado a não ser que fosse um homem justo.

18 Portanto zelavam por seu povo e edificavam-no com coisas pertinentes à retidão.

19 E aconteceu que começaram a prosperar muito na terra; e chamaram à terra Helã.

20 E aconteceu que se multiplicaram e prosperaram grandemente na terra de Helã; e construíram uma cidade que chamaram cidade de Helã.

21 Não obstante, o Senhor julga conveniente castigar seu povo; sim, ele prova sua paciência e sua fé.

22 Entretanto, quem nele confia será elevado no último dia. E assim foi com este povo.

23 Pois eis que vos mostrarei que eles foram reduzidos ao cativeiro e ninguém poderia salvá-los, exceto o Senhor seu Deus, sim, o Deus de Abraão e Isaque e de Jacó.

24 E aconteceu que ele os libertou e mostrou-lhes o seu grande poder; e grande foi a sua alegria.

25 Pois eis que aconteceu que, enquanto estavam na terra de Helã, sim, na cidade de Helã, cultivando a terra dos arredores, eis que um exército dos lamanitas se encontrava nas fronteiras da terra.

26 E aconteceu que os irmãos de Alma fugiram de seus campos e reuniram-se na cidade de Helã; e ficaram muito atemorizados com a chegada dos lamanitas.

27 Alma, porém, adiantou-se e exortou-os a não temerem, mas a lembrarem-se do Senhor seu Deus e ele libertá-los-ia.

28 Portanto reprimiram os seus temores e começaram a clamar ao Senhor para que abrandasse o coração dos lamanitas, a fim de que eles os poupasssem e a suas mulheres e filhos.

29 E aconteceu que o Senhor abrandou o coração dos lamanitas. E Alma e seus irmãos foram ao encontro deles e entregaram-se em suas mãos; e os lamanitas tomaram posse da terra de Helã.

30 Ora, os exércitos dos lamanitas, que haviam perseguido o povo do rei Lími, haviam ficado perdidos no deserto durante muitos dias.

31 E eis que haviam encontrado aqueles sacerdotes do rei Noé, num lugar a que deram o nome de Amulon; e eles haviam começado a ocupar a terra de Amulon e a cultivar o solo.

32 Ora, o nome do chefe desses sacerdotes era Amulon.

33 E aconteceu que Amulon fez um apelo aos lamanitas; e enviou também suas mulheres, que eram filhas dos lamanitas, para implorarem a seus irmãos que não matassem seus maridos.

34 E os lamanitas tiveram compaixão de Amulon e de seus irmãos e não os mataram, por causa de suas mulheres.

35 E Amulon e seus irmãos uniram-se aos lamanitas e estavam viajando pelo deserto, à procura da terra de Néfi, quando descobriram a terra de Helã, ocupada por Alma e seus irmãos.

36 E aconteceu que os lamanitas prometeram a Alma e seus irmãos que, se lhes indicassem o caminho para a terra de Néfi, conceder-lhes-iam a vida e a liberdade.

37 Depois que Alma lhes mostrou o caminho para a terra de Néfi, entretanto, os lamanitas não cumpriram a promessa, mas espalharam guardas pela terra de Helã, com autoridade sobre Alma e seus irmãos.

38 E os demais foram para a terra de Néfi; e uma parte deles voltou para a terra de Helã, levando consigo as esposas e filhos dos guardas que haviam sido deixados na terra.

39 E o rei dos lamanitas permitiu a Amulon que fosse rei e governante de seu povo, que estava na terra de Helã; não teria, porém, o poder de fazer coisa alguma contrária à vontade do rei dos lamanitas.

CAPÍTULO 24

Amulon persegue Alma e seu povo—Se orarem, deverão ser mortos— O Senhor faz com que seus fardos pareçam leves—Livra-os do cativeiro e eles voltam para Zaraenla. Aproximadamente 145–120 a.C.

1 E ACONTECEU que Amulon caiu nas graças do rei dos lamanitas; portanto o rei dos lamanitas permitiu que ele e seus irmãos fossem nomeados mestres de seu povo, sim, do povo que se achava na terra de Senlon e na terra de Silom e na terra de Amulon.

2 Porque os lamanitas haviam tomado posse de todas essas terras; portanto o rei dos lamanitas nomeara reis para todas essas terras.

3 Ora, o nome do rei dos lamanitas era Lamã, sendo chamado pelo nome de seu pai; e, portanto, era chamado rei Lamã. E era rei de um povo numeroso.

4 E nomeou mestres, dentre os irmãos de Amulon, em cada terra ocupada por seu povo; e assim o idioma de Néfi começou a ser ensinado entre todos os lamanitas.

5 E eram amistosos uns com os outros; não obstante, não conheciam a Deus; e os irmãos de Amulon nada lhes ensinaram concernente ao Senhor seu Deus nem à lei de Moisés; tampouco lhes ensinaram as palavras de Abinádi.

6 Ensinaram-lhes, porém, que deveriam escrever sua história e que poderiam escrever uns aos outros.

7 E assim os lamanitas começaram a enriquecer e começaram a negociar uns com os outros e a tornarem-se poderosos; e começaram a ser um povo astuto e sábio quanto à sabedoria do mundo; sim, um povo muito astuto, que se deleitava com toda espécie de iniqüidades e pilhagens, exceto entre seus próprios irmãos.

8 E então aconteceu que Amulon começou a exercer autoridade sobre Alma e seus irmãos e começou a persegui-lo e a fazer com que seus filhos perseguissem os filhos deles.

9 Porque Amulon conhecia Alma e sabia que ele havia sido um dos sacerdotes do rei; e que fora ele que acreditara nas palavras de Abinádi e fora expulso da presença do rei; estava, portanto, irado com ele; pois, embora sujeito ao rei Lamã, exercia autoridade sobre eles e impunha-lhes trabalhos e colocava capatazes sobre eles.

10 E aconteceu que suas aflições eram tão grandes que começaram a clamar fervorosamente a Deus.

11 E Amulon ordenou-lhes que parassem com seus clamores; e pôs guardas a vigiá-los, para que fosse morto quem quer que encontrassem clamando a Deus.

12 E Alma e seu povo não levantaram as vozes ao Senhor seu Deus, mas a ele abriram o coração; e ele conhecia seus pensamentos.

13 E aconteceu que a voz do Senhor lhes falou em suas aflições, dizendo: Levantai a cabeça e tende bom ânimo, porque sei do convênio que fizestes comigo; e farei um convênio com o meu povo e libertá-lo-ei do cativeiro.

14 E também aliviarei as cargas que são colocadas sobre vossos ombros, de modo que não as podereis sentir sobre vossas costas enquanto estiverdes no cativeiro; e isso eu farei para que sejais minhas testemunhas no futuro e para que tenhais plena certeza de que eu, o Senhor Deus, visito meu povo nas suas aflições.





Дата публикования: 2014-11-18; Прочитано: 210 | Нарушение авторского права страницы | Мы поможем в написании вашей работы!



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