Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 16 ñòðàíèöà



12 E eis que vos digo que, se fizerdes isso, sempre vos regozijareis e estareis cheios do amor de Deus e conservareis sempre a remissão de vossos pecados; e crescereis no conhecimento da glória daquele que vos criou, ou seja, no conhecimento daquilo que é justo e verdadeiro.

13 E não tereis desejo de ferir-vos uns aos outros, mas, sim, de viver em paz e dar a cada um de acordo com o que lhe é devido.

14 E não permitireis que vossos filhos andem famintos ou desnudos; nem permitireis que transgridam as leis de Deus e briguem e disputem entre si e sirvam ao diabo, que é o mestre do pecado, ou seja, que é o espírito mau de quem nossos pais falaram, sendo ele inimigo de toda retidão.

15 Ensiná-los-eis, porém, a andarem nos caminhos da verdade e da sobriedade; ensiná-los-eis a amarem-se uns aos outros e a servirem-se uns aos outros.

16 E também, vós mesmos socorrereis os que necessitarem de vosso socorro; dareis de vossos bens aos necessitados e não permitireis que o mendigo vos peça em vão, afastando-o para que pereça.

17 Talvez digais: O homem trouxe sobre si sua miséria; portanto, deterei minha mão e não lhe darei do meu sustento nem repartirei com ele meus bens a fim de que ele não padeça, porque seus castigos são justos.

18 Digo, porém, ó homem, que quem faz isto tem grande necessidade de arrepender-se; e a menos que se arrependa do que fez, perece para sempre e não tem lugar no reino de Deus.

19 Pois eis que não somos todos mendigos? Não dependemos todos do mesmo Ser, sim, de Deus, para obter todos os bens que temos, tanto alimentos como vestimentas e ouro e prata e todas as riquezas de toda espécie que possuímos?

20 E eis que, mesmo agora, haveis invocado seu nome e suplicado a remissão de vossos pecados. E permitiu ele que pedísseis em vão? Não; ele derramou sobre vós o seu Espírito e fez com que se enchesse de alegria o vosso coração e fez com que se fechasse a vossa boca para que não vos pudésseis exprimir, tão grande era a vossa alegria.

21 Ora, se Deus, que vos criou, de quem depende vossa vida e tudo o que tendes e sois, concede-vos todas as coisas justas que pedis com fé, acreditando que recebereis, oh! então, quanto mais não deveríeis repartir os vossos bens uns com os outros!

22 E se julgais o homem que pede de vossos bens para não perecer e o condenais, quanto mais justa será a vossa condenação por reterdes vossos bens, que não pertencem a vós, mas a Deus, a quem também vossa vida pertence; e, contudo, nada pedis nem vos arrependeis daquilo que haveis feito.

23 Digo-vos: Ai de tal homem, porque os seus bens perecerão com ele! E agora digo estas coisas aos que são ricos no que toca às coisas deste mundo.

24 E novamente digo aos pobres, vós que não tendes e, ainda assim, tendes o suficiente para passar de um dia para outro; refiro-me a todos vós, que negais ao mendigo porque não tendes; quisera que dissésseis em vosso coração: Não dou porque não tenho, mas se tivesse, daria.

25 E agora, se dizeis isto em vosso coração, não sois culpados; do contrário, sois condenados e vossa condenação será justa, porque cobiçais aquilo que não haveis recebido.

26 E agora, por causa das coisas que vos disse—isto é, para conservardes a remissão de vossos pecados, dia a dia, a fim de que andeis sem culpa diante de Deus—quisera que repartísseis vossos bens com os pobres, cada um de acordo com o que possui, alimentando os famintos, vestindo os nus, visitando os doentes e aliviando-lhes os sofrimentos, tanto espiritual como materialmente, conforme as carências deles.

27 E vede que todas estas coisas sejam feitas com sabedoria e ordem; porque não se exige que o homem corra mais rapidamente do que suas forças o permitam. E, novamente, é necessário que ele seja diligente, para que assim possa ganhar o galardão; portanto todas as coisas devem ser feitas em ordem.

28 E quisera que vos lembrásseis de que qualquer de vós que pedir emprestado a seu vizinho deverá devolver aquilo que tomou emprestado, de acordo com o que combinou; pois do contrário cometerá pecado e fará, talvez, com que seu vizinho também cometa pecado.

29 E finalmente, não vos posso dizer todas as coisas pelas quais podeis cometer pecado; porque há vários modos e meios, tantos que não os posso enumerar.

30 Isto, porém, posso dizer-vos: se não tomardes cuidado com vós mesmos e vossos pensamentos e vossas palavras e vossas obras; e se não observardes os mandamentos de Deus nem continuardes tendo fé no que ouvistes concernente à vinda de nosso Senhor, até o fim de vossa vida, perecereis. E agora, ó homem, lembra-te e não pereças.

CAPÍTULO 5

Os santos tornam-se filhos e filhas de Cristo por meio da fé—Passam a ser chamados pelo nome de Cristo—O rei Benjamim exorta-os a serem firmes e imutáveis nas boas obras. Aproximadamente 124 a.C.

1 E ENTÃO aconteceu que, tendo o rei Benjamim assim falado a seu povo, mandou investigar se seu povo acreditara nas palavras que lhe dissera.

2 E todos clamaram a uma só voz, dizendo: Sim, acreditamos em todas as palavras que nos disseste e também sabemos que são certas e verdadeiras, por causa do Espírito do Senhor Onipotente que efetuou em nós, ou melhor, em nosso coração, uma vigorosa mudança, de modo que não temos mais disposição para praticar o mal, mas, sim, de fazer o bem continuamente.

3 E também nós mesmos, pela infinita bondade de Deus e manifestações de seu Espírito, temos grandes visões do que está por acontecer e, se fosse conveniente, poderíamos profetizar sobre todas as coisas.

4 E foi a fé que tivemos nas coisas que nosso rei nos disse que nos levou a este grande conhecimento, pelo que nos regozijamos com tão grande alegria.

5 E estamos dispostos a fazer um convênio com nosso Deus, de cumprir a sua vontade e obedecer a seus mandamentos em todas as coisas que ele nos ordenar, para o resto de nossos dias, a fim de que não recaia sobre nós um tormento sem fim, como foi anunciado pelo anjo, e não bebamos do cálice da ira de Deus.

6 Ora, estas eram as palavras que o rei Benjamim esperava deles; e portanto lhes disse: Dissestes as palavras que eu desejava; e o convênio que fizestes é um convênio justo.

7 E agora, por causa do convênio que fizestes, sereis chamados progênie de Cristo, filhos e filhas dele, porque eis que neste dia ele vos gerou espiritualmente; pois dizeis que vosso coração se transformou pela fé em seu nome; portanto nascestes dele e vos tornastes seus filhos e suas filhas.

8 E sob este nome vós sois libertados e não há qualquer outro nome por meio do qual podeis ser libertados. Não há qualquer outro nome pelo qual seja concedida a salvação; quisera, portanto, que tomásseis sobre vós o nome de Cristo, todos vós que haveis feito convênio com Deus de serdes obedientes até o fim de vossa vida.

9 E acontecerá que aquele que fizer isto se encontrará à mão direita de Deus, porque saberá o nome pelo qual é chamado; porque será chamado pelo nome de Cristo.

10 E então acontecerá que aquele que não tomar sobre si o nome de Cristo deverá ser chamado por algum outro nome; portanto se encontrará à mão esquerda de Deus.

11 E quisera que também vos lembrásseis de que este é o nome que eu disse que vos daria e que nunca seria apagado, a menos que o fosse devido a transgressão; portanto tomai cuidado para não transgredirdes, a fim de que o nome não seja apagado de vosso coração.

12 Digo-vos: Quisera que vos lembrásseis de conservar sempre o nome escrito em vosso coração, para que não vos encontreis à mão esquerda de Deus, mas para que ouçais e conheçais a voz pela qual sereis chamados e também o nome pelo qual ele vos chamará.

13 Pois como conhece um homem o mestre a quem não serviu e que lhe é estranho e que está longe dos pensamentos e desígnios de seu coração?

14 E ainda, toma alguém um jumento que pertence a seu vizinho e guarda-o? Digo-vos que não; nem mesmo permitirá que paste com os seus rebanhos, mas ele irá afugentá-lo e expulsá-lo. Digo-vos que o mesmo acontecerá convosco, se não souberdes o nome pelo qual sois chamados.

15 Portanto quisera que fôsseis firmes e inamovíveis, sobejando sempre em boas obras, para que Cristo, o Senhor Deus Onipotente, possa selar-vos como seus, a fim de que sejais levados ao céu e tenhais salvação sem fim e vida eterna por meio da sabedoria e poder e justiça e misericórdia daquele que criou todas as coisas no céu e na Terra, que é Deus acima de tudo. Amém.

CAPÍTULO 6

O rei Benjamim registra os nomes das pessoas e designa sacerdotes para ensiná-las—Mosias reina como um rei justo. Aproximadamente 124–121 a.C.

1 E ENTÃO o rei Benjamim achou que seria conveniente, depois de ter acabado de falar ao povo, anotar o nome de todos os que haviam feito convênio com Deus de guardar seus mandamentos.

2 E aconteceu que não houve uma só alma, exceto as criancinhas, que não tivesse feito convênio e tomado sobre si o nome de Cristo.

3 E novamente aconteceu que, havendo o rei Benjamim dado por terminadas todas estas coisas e consagrado seu filho Mosias como chefe e rei de seu povo e passado a ele todas as funções do reino e também designado sacerdotes para ensinar o povo, para que assim todos pudessem ouvir e conhecer os mandamentos de Deus e para fazê-los lembrar-se do juramento que haviam feito, despediu a multidão; e voltaram, cada um com sua família, para suas próprias casas.

4 E Mosias começou a reinar em lugar de seu pai. E começou a reinar no seu trigésimo ano de vida, havendo transcorrido, ao todo, cerca de quatrocentos e setenta e seis anos desde o tempo em que Leí deixara Jerusalém.

5 E o rei Benjamim viveu três anos e morreu.

6 E aconteceu que o rei Mosias andou nos caminhos do Senhor e observou seus juízos e seus estatutos; e guardou seus mandamentos em todas as coisas que ele lhe ordenou.

7 E o rei Mosias fez com que seu povo cultivasse a terra. E ele próprio também cultivou a terra para que, assim, não se tornasse uma carga para seu povo, a fim de agir em todas as coisas como seu pai havia feito. E não houve contendas entre seu povo pelo espaço de três anos.

CAPÍTULO 7

Amon descobre a terra de Leí-Néfi, onde Lími é rei—O povo de Lími está sob o jugo dos lamanitas—Lími relata a história deles—Um profeta (Abinádi) testificara que Cristo é o Deus e Pai de todas as coisas—Aqueles que semeiam imundície colhem vendaval; e aqueles que põem sua confiança no Senhor serão libertados. Aproximadamente 121 a.C.

1 ORA, aconteceu que depois de haver o rei Mosias tido paz contínua pelo espaço de três anos, desejou saber sobre o povo que subira para habitar na terra de Leí-Néfi, ou seja, na cidade de Leí-Néfi; porque seu povo nada soubera deles desde a época em que haviam deixado a terra de Zaraenla; portanto, importunavam-no com sua insistência.

2 E aconteceu que o rei Mosias permitiu que dezesseis de seus homens fortes subissem à terra de Leí-Néfi para inquirirem acerca de seus irmãos.

3 E aconteceu que no dia seguinte iniciaram a subir, tendo com eles um certo Amon, homem forte e poderoso, descendente de Zaraenla; e ele era também o seu chefe;

4 E não sabiam que rumo tomar no deserto para subir à terra de Leí-Néfi; portanto vagaram pelo deserto por muitos dias, sim, por quarenta dias eles vagaram.

5 E depois de terem vagado durante quarenta dias, chegaram a uma colina que fica ao norte da terra de Silom e ali armaram suas tendas.

6 E Amon tomou três de seus irmãos—e seus nomes eram Amaléqui, Helém e Hem—e desceram para a terra de Néfi.

7 E eis que encontraram o rei do povo que vivia na terra de Néfi e na terra de Silom; e foram cercados pela guarda do rei e foram presos e amarrados e foram postos na prisão.

8 E aconteceu que depois de haverem permanecido dois dias na prisão, foram novamente levados à presença do rei e desamarrados. E ficaram diante do rei e foi-lhes permitido, ou melhor, ordenado que respondessem às perguntas que ele lhes faria.

9 E ele disse-lhes: Eis que sou Lími, filho de Noé, que era filho de Zênife, que veio da terra de Zaraenla para herdar esta terra, que era a terra de seus pais; e que foi feito rei pela voz do povo.

10 E agora desejo saber o motivo pelo qual fostes tão corajosos a ponto de terdes chegado perto das muralhas da cidade, quando eu próprio me achava, com meus guardas, fora da porta?

11 E então, por este motivo permiti que fôsseis poupados, para que eu vos pudesse interrogar, pois do contrário eu teria feito com que meus guardas vos matassem. Tendes permissão para falar.

12 E então, quando Amon viu que tinha permissão para falar, adiantou-se e inclinou-se diante do rei; e levantando-se novamente, disse: Ó rei, sou muito grato a Deus, neste dia, por ainda estar vivo e ter permissão para falar; e procurarei expressar-me sem temor;

13 Porque tenho certeza de que, se soubésseis quem eu sou, não teríeis permitido que eu fosse amarrado. Porque eu sou Amon e sou descendente de Zaraenla; e vim da terra de Zaraenla para inquirir sobre nossos irmãos, a quem Zênife trouxe daquela terra.

14 E então aconteceu que após ter ouvido as palavras de Amon, Lími alegrou-se grandemente e disse: Agora tenho certeza de que meus irmãos que se achavam na terra de Zaraenla ainda estão vivos. E agora me regozijarei; e amanhã farei com que meu povo também se regozije.

15 Pois eis que estamos sob o jugo dos lamanitas e foi-nos imposto um tributo difícil de ser suportado. E agora, eis que nossos irmãos nos livrarão do cativeiro, isto é, das mãos dos lamanitas, e seremos seus escravos; porque é melhor sermos escravos dos nefitas do que pagarmos tributo ao rei dos lamanitas.

16 E então o rei Lími ordenou a seus guardas que não mais amarrassem Amon e seus irmãos, mas fez com que fossem à colina que se achava ao norte de Silom e trouxessem seus irmãos para a cidade, a fim de comerem e beberem e descansarem dos labores de sua jornada; porque haviam sofrido muitas coisas; haviam sofrido fome, sede e cansaço.

17 E aconteceu que no dia seguinte o rei Lími enviou uma proclamação a todo o povo, para que todos se reunissem no templo e ouvissem as palavras que lhes iria dizer.

18 E aconteceu que quando estavam reunidos, falou-lhes desta maneira, dizendo: Ó vós, povo meu, levantai a cabeça e sede confortados; porque eis que o tempo está próximo, ou melhor, não muito distante, em que não estaremos mais sujeitos a nossos inimigos, apesar de nossas muitas lutas, que têm sido em vão; contudo acredito que resta uma luta eficaz a ser travada.

19 Portanto levantai a cabeça e regozijai-vos e ponde vossa confiança em Deus, naquele Deus que foi o Deus de Abraão e Isaque e Jacó; e também naquele Deus que tirou os filhos de Israel da terra do Egito e fez com que atravessassem o Mar Vermelho em terra seca e alimentou-os com maná para que não perecessem no deserto; e muitas outras coisas fez por eles.

20 E ainda mais, esse mesmo Deus tirou nossos pais da terra de Jerusalém e guardou e preservou seu povo até agora; e eis que foi por causa de nossas iniqüidades e abominações que ele nos levou à escravidão.

21 E vós todos sois testemunhas, neste dia, de que Zênife, que foi feito rei deste povo, estando extremamente ansioso para herdar a terra de seus pais, foi então enganado pela astúcia e estratagema do rei Lamã, que fez um tratado com o rei Zênife e deixou em suas mãos a posse de uma parte da terra, ou seja, a cidade de Leí-Néfi e a cidade de Silom e a terra dos arredores—

22 E tudo isto ele fez com o único fim de subjugar, ou seja, de escravizar este povo. E eis que, presentemente, pagamos ao rei dos lamanitas tributo equivalente à metade de nosso milho e nossa cevada e mesmo de todos os nossos grãos de toda espécie; e a metade do acréscimo de nossos rebanhos e manadas; e mesmo a metade de tudo que temos ou que possuímos, o rei dos lamanitas exige de nós, ou nossa vida.

23 E agora, não é doloroso ter de suportar isto? Não é grande esta nossa aflição? Ora, eis que grande é a razão que temos para lamentar-nos.

24 Sim, digo-vos que grandes são as razões que temos para lamentar-nos; pois eis que quantos de nossos irmãos foram mortos e seu sangue derramado em vão; e tudo por causa de iniqüidade.

25 Porque se este povo não houvesse caído em transgressão, o Senhor não teria permitido que este grande mal lhes sobreviesse. Eis, porém, que não quiseram dar ouvidos a suas palavras; mas surgiram contendas entre eles, a ponto de derramarem sangue uns dos outros.

26 E eles mataram um profeta do Senhor; sim, um homem escolhido de Deus, que lhes havia falado de suas iniqüidades e abominações e profetizado muitas coisas que hão de acontecer, sim, até mesmo a vinda de Cristo.

27 E porque ele lhes disse que Cristo era o Deus, o Pai de todas as coisas; e que tomaria sobre si a imagem de homem, que seria a imagem segundo a qual o homem fora criado no princípio; ou, em outras palavras, ele disse que o homem fora criado à imagem de Deus e que Deus desceria entre os filhos dos homens e tomaria sobre si carne e sangue e andaria sobre a face da Terra—

28 E então, por ter dito isso, mataram-no; e muitas outras coisas fizeram que atraíram sobre si a ira de Deus. Portanto, quem se admira de que estejam em cativeiro e que sofram aflições?

29 Porque eis que o Senhor disse: Não socorrerei meu povo no dia de sua transgressão, mas obstruirei seus caminhos para que não prosperem; e suas obras serão como pedra de tropeço diante deles.

30 E novamente ele diz: Se meu povo semear imundície, colherá a palha no vendaval; e o seu efeito é veneno.

31 E novamente ele diz: Se meu povo semear imundície, colherá o vento oriental, que traz destruição imediata.

32 E agora eis que a promessa do Senhor foi cumprida e fostes feridos e afligidos.

33 Se vos voltardes para o Senhor com todo o coração e colocardes vossa confiança nele e o servirdes com toda diligência de vossa mente, se assim fizerdes ele vos livrará do cativeiro, de acordo com a sua própria vontade e prazer.

CAPÍTULO 8

Amon ensina o povo de Lími—Toma conhecimento das vinte e quatro placas jareditas—Registros antigos podem ser traduzidos por videntes—Nenhum dom é maior do que a vidência. Aproximadamente 121 a.C.

1 E ACONTECEU que o rei Lími, depois de haver acabado de falar a seu povo, pois disse-lhes muitas coisas, mas poucas são as que escrevi neste livro, tudo lhes contou sobre seus irmãos que estavam na terra de Zaraenla.

2 E fez com que Amon se apresentasse diante da multidão e contasse tudo que havia acontecido a seus irmãos, desde a ocasião em que Zênife deixara aquela terra até a época em que ele próprio saíra de lá.

3 E ele também repetiu as últimas palavras que o rei Benjamim lhes dirigira e explicou-as ao povo do rei Lími, para que entendessem todas as palavras que ele dissera.

4 E aconteceu que depois de haver feito tudo isto, o rei Lími despediu a multidão e fez com que cada um voltasse para sua própria casa.

5 E aconteceu que fez com que as placas que continham o registro de seu povo, desde o tempo em que haviam deixado a terra de Zaraenla, fossem levadas a Amon para que ele as lesse.

6 Ora, assim que Amon leu o registro, perguntou-lhe o rei se podia interpretar línguas; e Amon disse-lhe que não.

7 E disse-lhe o rei: Estando pesaroso com as aflições de meu povo, fiz com que quarenta e três homens de meu povo saíssem pelo deserto para procurar a terra de Zaraenla, a fim de rogar a nossos irmãos que nos livrassem do cativeiro.

8 E ficaram perdidos no deserto pelo espaço de muitos dias; e apesar de sua diligência não encontraram a terra de Zaraenla, mas voltaram para cá depois de terem viajado por uma região entre muitas águas e descoberto uma terra coberta de ossos de homens e de animais e também coberta de ruínas de edifícios de todo tipo, tendo descoberto uma terra que havia sido habitada por um povo tão numeroso quanto as hostes de Israel.

9 E como testemunho de que as coisas que disseram são verdadeiras, trouxeram vinte e quatro placas cobertas de gravações; e elas são de ouro puro.

10 E eis que também trouxeram couraças de grande tamanho; são de latão e cobre e encontram-se em perfeito estado.

11 E ainda trouxeram espadas, cujos punhos se haviam estragado e cujas lâminas estavam corroídas de ferrugem; e não há na terra alguém capaz de interpretar a língua, isto é, as gravações que estão nas placas. Foi por isso que te perguntei: Podes traduzir?

12 E torno a perguntar-te: Sabes de alguém que possa traduzir? Porque desejo que estes registros sejam traduzidos para a nossa língua; pois talvez nos possam dar informações sobre os remanescentes do povo que foi destruído, do qual vieram estes registros; ou talvez nos dêem informações sobre o próprio povo que foi destruído; e desejo saber a causa de sua destruição.

13 Ora, Amon disse-lhe: Posso indicar-te com segurança, ó rei, um homem capaz de traduzir os registros; porque possui algo com que pode olhar e traduzir todos os registros da antigüidade; e é um dom de Deus. E esses objetos são chamados intérpretes e nenhum homem os pode olhar, a menos que lhe seja ordenado, para que não procure o que não deve e pereça. E quem quer que receba ordem para olhá-los é chamado vidente.

14 E eis que o rei do povo que está na terra de Zaraenla é o homem que recebeu ordem para fazer estas coisas e que possui este grande dom de Deus.

15 E o rei disse que um vidente é maior que um profeta.

16 E Amon disse que um vidente é também revelador e profeta; e que não há dom maior que um homem possa ter, a não ser que possuísse o poder de Deus, que ninguém pode possuir; contudo, o homem pode receber grande poder de Deus.

17 Um vidente, porém, pode saber tanto de coisas passadas como de coisas futuras; e por meio deles todas as coisas serão reveladas, ou seja, coisas secretas serão manifestadas e coisas ocultas virão à luz; e darão a conhecer coisas que não são conhecidas; e também manifestarão coisas que, de outra maneira, não poderiam ser conhecidas.

18 Assim, Deus providenciou um meio para que o homem, pela fé, pudesse operar grandes milagres; portanto ele se torna um grande benefício para seus semelhantes.

19 E então, quando Amon terminou de dizer essas palavras, o rei alegrou-se imensamente e rendeu graças a Deus, dizendo: Sem dúvida estas placas contêm um grande mistério e estes intérpretes foram, sem dúvida, preparados com o fim de revelar todos esses mistérios aos filhos dos homens.

20 Oh! Quão maravilhosas são as obras do Senhor e por quanto tempo ele é tolerante com seu povo! Sim, e quão cego e impenetrável é o entendimento dos filhos dos homens, porque não procuram sabedoria nem desejam que ela os governe!

21 Sim, eles são como um rebanho selvagem que foge do pastor e se dispersa; e é perseguido e devorado pelas feras da floresta.

REGISTRO DE ZÊNIFE—Um relato sobre seu povo, desde a ocasião em que deixaram a terra de Zaraenla até a época em que foram libertados das mãos dos lamanitas.

Abrange os capítulos 9 a 22.

CAPÍTULO 9

Zênife conduz um grupo de Zaraenla para ocupar a terra de Leí-Néfi—O rei lamanita permite-lhes tomar posse da terra—Há guerra entre os lamanitas e o povo de Zênife. Aproximadamente 200–187 a.C.

1 EU, Zênife, havendo sido ensinado em todo o idioma dos nefitas e tendo tido conhecimento da terra de Néfi, ou seja, da terra da primeira herança de nossos pais; e havendo sido enviado como espião entre os lamanitas, a fim de espionar suas forças para que nosso exército pudesse cair sobre eles e destruí—los-quando vi, porém, o que havia de bom entre eles, não mais desejei a sua destruição.

2 Portanto discuti com meus irmãos no deserto, porque desejava que nosso chefe fizesse um tratado com eles; sendo ele, porém, um homem rigoroso e sanguinário, ordenou que eu fosse morto; mas fui salvo com derramamento de muito sangue; porque pai lutou contra pai e irmão contra irmão, até que a maior parte de nosso exército foi destruída no deserto; e nós, os que escapamos, voltamos à terra de Zaraenla para contar a suas esposas e filhos o que sucedera.

3 Contudo, estando eu extremamente ansioso para herdar a terra de nossos pais, reuni todos os que desejavam subir para ocupar a terra e reiniciamos nossa jornada pelo deserto, para subirmos à terra; mas fomos atingidos pela fome e por duras aflições, porque éramos vagarosos para lembrar-nos do Senhor nosso Deus.

4 Não obstante, depois de havermos vagado por muitos dias no deserto, armamos nossas tendas no lugar em que nossos irmãos haviam sido mortos, que ficava perto da terra de nossos pais.

5 E aconteceu que retornei à cidade com quatro de meus homens para ver o rei, a fim de conhecer a disposição do rei e saber se poderia ir com meu povo tomar posse da terra em paz.

6 E fui ver o rei e ele fez um acordo comigo para que eu ocupasse a terra de Leí-Néfi e a terra de Silom.

7 E também ordenou que seu povo saísse da terra; e eu e meu povo nela entramos para ocupá-la.

8 E começamos a construir edifícios e a reparar os muros da cidade, sim, os muros da cidade de Leí-Néfi e da cidade de Silom.

9 E começamos a cultivar o solo, sim, com toda espécie de sementes: com sementes de milho e de trigo e de cevada e com neas e com seum e com sementes de toda espécie de frutas; e começamos a multiplicar-nos e a prosperar na terra.





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