Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 7 ñòðàíèöà



12 E aconteceu que depois de meu pai, Leí, ter falado a toda a sua casa, segundo os sentimentos de seu coração e o Espírito do Senhor que estava nele, envelheceu. E aconteceu que morreu e foi sepultado.

13 E aconteceu que poucos dias depois de sua morte, Lamã e Lemuel e os filhos de Ismael enfureceram-se comigo, por causa das admoestações do Senhor.

14 Porque eu, Néfi, fui compelido a falar-lhes de acordo com sua palavra; porque eu lhes dissera muitas coisas e também meu pai, antes de sua morte; e muitas dessas palavras estão escritas nas minhas outras placas; porque uma parte com mais história está escrita nas minhas outras placas.

15 E nestas escrevo as coisas de minha alma e muitas das escrituras que estão gravadas nas placas de latão. Porque minha alma se deleita nas escrituras e meu coração nelas medita e escreve-as para instrução e proveito de meus filhos.

16 Eis que minha alma se deleita nas coisas do Senhor; e meu coração medita continuamente nas coisas que vi e ouvi.

17 Não obstante, apesar da grande bondade do Senhor, mostrando-me suas grandes e maravilhosas obras, meu coração exclama: Oh! Que homem miserável sou! Sim, meu coração se entristece por causa de minha carne; minha alma se angustia por causa de minhas iniqüidades.

18 Estou cercado por causa das tentações e pecados que tão facilmente me envolvem!

19 E quando desejo alegrar-me, meu coração geme por causa de meus pecados; não obstante, sei em quem confiei.

20 Meu Deus tem sido meu apoio; guiou-me através de minhas aflições no deserto e salvou-me das águas do grande abismo.

21 Encheu-me com seu amor até consumir-me a carne.

22 Confundiu meus inimigos, fazendo-os tremer diante de mim.

23 Eis que ele ouviu meu clamor durante o dia e deu-me conhecimento por meio de visões durante a noite.

24 Durante o dia eu ousadamente lhe dirigi fervorosa oração; sim, elevei minha voz; e anjos desceram e serviram-me.

25 E sobre as asas de seu Espírito meu corpo foi arrebatado até montanhas muito altas. E meus olhos contemplaram grandes coisas, sim, demasiadamente grandes para o homem; fui, portanto, proibido de escrevê-las.

26 Oh! Então se vi coisas tão grandes e se o Senhor, em sua condescendência para com os filhos dos homens, visitou os homens com tanta misericórdia, por que, pois, deveria meu coração chorar e minha alma padecer no vale da tristeza e minha carne definhar e minhas forças diminuírem por causa de minhas aflições?

27 E por que eu cederia ao pecado por causa de minha carne? Sim, por que sucumbiria a tentações, para que o maligno tivesse lugar em meu coração a fim de destruir minha paz e afligir minha alma? Por que estou irado por causa de meu inimigo?

28 Desperta, minha alma! Não te deixes abater pelo pecado. Regozija-te, ó meu coração, e não dês mais lugar ao inimigo de minha alma.

29 Não te ires outra vez por causa de meus inimigos. Não enfraqueças minhas forças por causa de minhas aflições.

30 Regozija-te, ó meu coração; e clama ao Senhor, dizendo: Ó Senhor, eu te louvarei para sempre! Sim, minha alma regozijar-se-á em ti, meu Deus e rocha de minha salvação.

31 Ó Senhor, redimirás minha alma? Livrar-me-ás das mãos de meus inimigos? Far-me-ás tremer à vista do pecado?

32 Que as portas do inferno estejam constantemente fechadas diante de mim, porque meu coração está quebrantado e contrito o meu espírito. Ó Senhor, não me feches as portas da tua justiça, para que eu ande na senda do vale baixo, para que eu seja firme no caminho plano.

33 Ó Senhor, rodeia-me com o manto da tua justiça! Ó Senhor, prepara um caminho para a minha fuga diante de meus inimigos! Endireita a minha vereda diante de mim. Não ponhas em meu caminho uma pedra de tropeço, mas limpa-o e não obstruas o meu caminho, mas sim os caminhos de meus inimigos.

34 Ó Senhor, confiei em ti e em ti confiarei sempre. Não porei minha confiança no braço de carne, pois sei que aquele que confia no braço de carne é maldito. Sim, maldito é aquele que confia no homem, ou seja, que faz da carne o seu braço.

35 Sim, sei que Deus dará com liberalidade ao que pedir. Sim, meu Deus dar-me-á se eu não pedir impropriamente; portanto levantarei minha voz a ti; sim, clamarei a ti, meu Deus, rocha de minha retidão. Eis que minha voz eternamente ascenderá a ti, minha rocha e meu Eterno Deus. Amém.

CAPÍTULO 5

Os nefitas separam-se dos lamanitas, guardam a lei de Moisés e constroem um templo—Por causa de sua incredulidade, os lamanitas são afastados da presença do Senhor e tornam-se um flagelo para os nefitas. Aproximadamente 588–559 a.C.

1 EIS que aconteceu que eu, Néfi, muito clamei ao Senhor meu Deus por causa da ira de meus irmãos.

2 Mas eis que a sua ira contra mim aumentou a tal ponto que procuraram tirar-me a vida.

3 Sim, murmuravam contra mim, dizendo: Nosso irmão mais jovem pensa em exercer domínio sobre nós; e tivemos muitas aflições por sua causa; portanto, matemo-lo agora, para que não nos aflija mais com suas palavras. Pois eis que não permitiremos que ele seja nosso chefe; pois compete a nós, que somos os irmãos mais velhos, governar este povo.

4 Ora, não escrevo nestas placas tudo quanto murmuraram contra mim. Basta-me dizer que procuraram tirar-me a vida.

5 E aconteceu que o Senhor me advertiu para que eu, Néfi, me afastasse deles e fugisse para o deserto, com todos os que quisessem seguir-me.

6 Portanto aconteceu que eu, Néfi, levei comigo minha família, assim como Zorã e sua família; e Sam, meu irmão mais velho, e sua família; e Jacó e José, meus irmãos mais jovens, e também minhas irmãs e todos os que me quiseram acompanhar. E todos os que me quiseram acompanhar foram os que acreditavam nas advertências e revelações de Deus; portanto deram ouvidos a minhas palavras.

7 E tomamos nossas tendas e tudo o que nos foi possível e viajamos no deserto pelo espaço de muitos dias. E depois de termos viajado pelo espaço de muitos dias, armamos nossas tendas.

8 E meu povo quis dar ao lugar o nome de Néfi; portanto nós o chamamos Néfi.

9 E todos os que estavam comigo decidiram chamar-se a si mesmos o povo de Néfi.

10 E esforçamo-nos por guardar os juízos e os estatutos e os mandamentos do Senhor em todas as coisas, de acordo com a lei de Moisés.

11 E o Senhor estava conosco; e prosperamos muito, porque plantamos sementes e nossas colheitas foram novamente abundantes. E começamos a criar rebanhos e manadas e animais de toda espécie.

12 E eu, Néfi, também havia trazido os registros que estavam gravados nas placas de latão; e também a esfera, ou seja, a bússola que fora preparada para meu pai pela mão do Senhor, segundo o que está escrito.

13 E aconteceu que começamos a prosperar muito e a multiplicar-nos na terra.

14 E eu, Néfi, tomei a espada de Labão; e com esse modelo fiz muitas espadas, a fim de que o povo que agora se denominava lamanita não caísse sobre nós para nos destruir; porque eu conhecia seu ódio para comigo e meus filhos e os que eram chamados o meu povo.

15 E ensinei meu povo a construir edifícios e a trabalhar em toda espécie de madeira e de ferro e de cobre e de latão e de aço e de ouro e de prata e de minerais preciosos, que existiam em grande abundância.

16 E eu, Néfi, construí um templo; e construí-o conforme o modelo do templo de Salomão, só não tendo sido construído com tantas coisas preciosas, porque elas não existiam naquela terra; portanto não podia ele ser construído como o templo de Salomão. O tipo de sua construção, porém, era igual ao do templo de Salomão; e sua execução era consideravelmente esmerada.

17 E aconteceu que eu, Néfi, fiz com que meu povo fosse industrioso e trabalhasse com as mãos.

18 E aconteceu que eles desejavam que eu fosse seu rei. Eu, Néfi, não desejava porém que eles tivessem um rei; não obstante, fiz por eles tudo quanto estava em meu poder.

19 E eis que as palavras do Senhor com referência a meus irmãos foram cumpridas, quando lhes disse que eu seria seu chefe e seu mestre. Portanto eu havia sido seu chefe e mestre, de acordo com os mandamentos do Senhor, até o momento em que procuraram tirar-me a vida.

20 A palavra do Senhor portanto foi cumprida quando me falou, dizendo: Se deixarem de dar ouvidos a tuas palavras, serão afastados da presença do Senhor. E eis que foram afastados de sua presença.

21 E ele fez cair a maldição sobre eles, sim, uma dolorosa maldição, por causa de sua iniqüidade. Pois eis que haviam endurecido o coração contra ele de tal modo que se tornaram como uma pedra; e como eram brancos, notavelmente formosos e agradáveis, a fim de que não fossem atraentes para meu povo o Senhor Deus fez com que sua pele se tornasse escura.

22 E assim diz o Senhor Deus: Eu farei com que sejam repugnantes a teu povo, a menos que se arrependam de suas iniqüidades.

23 E amaldiçoada será a semente daquele que se misturar com a semente deles; porque será amaldiçoada com igual maldição. E o Senhor assim disse e assim foi.

24 E por causa da maldição que caiu sobre eles, tornaram-se um povo preguiçoso, cheio de maldade e astúcia e procuravam animais de caça no deserto.

25 E o Senhor Deus disse-me: Eles serão um castigo para teus descendentes, a fim de fazer com que se lembrem de mim; e se não se lembrarem de mim e não derem ouvidos a minhas palavras, castigá-los-ão até que sejam destruídos.

26 E aconteceu que eu, Néfi, consagrei Jacó e José como sacerdotes e mestres na terra de meu povo.

27 E aconteceu que vivemos felizes.

28 E haviam-se passado trinta anos desde que deixáramos Jerusalém.

29 E eu, Néfi, havia feito os registros de meu povo, até então, nas minhas placas.

30 E aconteceu que o Senhor Deus me disse: Faze outras placas; e gravarás nelas muitas coisas que são boas a meus olhos, para proveito de teu povo.

31 Portanto eu, Néfi, para ser obediente aos mandamentos do Senhor, fiz estas placas nas quais gravei estas coisas.

32 E gravei as coisas que são agradáveis a Deus. E se meu povo estiver satisfeito com as coisas de Deus, estará satisfeito com o que gravei nestas placas.

33 E se meu povo desejar conhecer a parte mais específica da história de meu povo, deverá examinar minhas outras placas.

34 E basta-me dizer que se haviam passado quarenta anos e já havíamos tido guerras e contendas com nossos irmãos.

CAPÍTULO 6

Jacó relata novamente a história judaica: O cativeiro babilônico e o retorno; o ministério e a crucificação do Santo de Israel; a ajuda recebida dos gentios e a restauração dos judeus nos últimos dias, quando acreditarem no Messias. Aproximadamente 559–545 a.C.

1 AS palavras de Jacó, irmão de Néfi, dirigidas ao povo de Néfi:

2 Eis que, meus queridos irmãos, eu, Jacó, tendo sido chamado por Deus e ordenado conforme sua santa ordem; e tendo sido consagrado por meu irmão Néfi, a quem tendes por rei ou protetor e de quem dependeis para vossa segurança, eis que sabeis que vos disse muitas coisas.

3 Não obstante, falo-vos novamente, pois desejo o bem-estar de vossa alma. Sim, minha ansiedade por vós é grande e vós sabeis que sempre tem sido. Porque vos tenho exortado com toda a diligência e tenho-vos transmitido as palavras de meu pai; e tenho-vos falado sobre todas as coisas que foram escritas desde a criação do mundo.

4 E agora, eis que quero falar-vos sobre as coisas presentes e futuras; ler-vos-ei, portanto, as palavras de Isaías. E estas são as palavras que meu irmão desejou que eu vos dissesse. E falo-vos para vosso bem, a fim de que aprendais e glorifiqueis o nome de vosso Deus.

5 E agora, as palavras que vou ler são as que Isaías disse a respeito de toda a casa de Israel; portanto elas se aplicam a vós, pois sois da casa de Israel. E há muitas coisas que foram ditas por Isaías que vos podem ser aplicadas, porque sois da casa de Israel.

6 E agora, estas são as palavras: Assim diz o Senhor Deus: Eis que levantarei a mão para os gentios e erguerei meu estandarte para o povo; e eles trarão teus filhos em seus braços e tuas filhas serão carregadas em seus ombros.

7 E reis serão teus aios e suas rainhas serão tuas amas; inclinar-se-ão diante de ti com o rosto para a terra e lamberão o pó de teus pés; e tu saberás que eu sou o Senhor; pois não se envergonharão os que me aguardarem.

8 E agora eu, Jacó, quero falar acerca destas palavras. Pois eis que o Senhor me fez ver que aqueles que estavam em Jerusalém, de onde viemos, foram mortos ou levados para o cativeiro.

9 Não obstante, o Senhor fez-me ver que eles tornarão a voltar. E também me fez ver que o Senhor Deus, o Santo de Israel, manifestar-se-á a eles na carne; e depois de ter-se manifestado, eles o açoitarão e crucificarão, segundo as palavras que o anjo me disse.

10 E depois que tiverem endurecido o coração e a cerviz contra o Santo de Israel, eis que os julgamentos do Santo de Israel recairão sobre eles. E dia virá em que serão feridos e afligidos.

11 Portanto depois de haverem sido levados de um lado para outro, pois assim diz o anjo, muitos serão afligidos na carne e não lhes será permitido perecer, por causa das orações dos fiéis; serão dispersos e feridos e odiados; não obstante, o Senhor terá misericórdia deles, para que quando tiverem conhecimento do seu Redentor, sejam novamente coligados nas terras de sua herança.

12 E abençoados são os gentios sobre quem o profeta escreveu; pois eis que caso se arrependam e não lutem contra Sião e não se unam àquela grande e abominável igreja, serão salvos; pois o Senhor Deus cumprirá os convênios que fez com seus filhos; e por este motivo escreveu o profeta estas coisas.

13 Portanto os que lutarem contra Sião e contra o povo do convênio do Senhor lamberão o pó de seus pés; e o povo do Senhor não se envergonhará, pois o povo do Senhor são aqueles que o aguardam, pois ainda esperam a vinda do Messias.

14 E eis que, de acordo com as palavras do profeta, o Messias começará a resgatá-los pela segunda vez; e portanto se manifestará a eles com poder e grande glória, para a destruição de seus inimigos, no dia em que acreditarem nele; e não destruirá nenhum dos que nele crerem.

15 E os que nele não acreditarem serão destruídos, tanto por fogo como por tempestade; e por tremores de terra e por derramamento de sangue e por pestes e por fome. E saberão que o Senhor é Deus, o Santo de Israel.

16 Será, pois, tirada a presa aos fortes, ou serão libertos os cativos legítimos?

17 Mas assim diz o Senhor: Até os cativos serão tirados dos fortes e a presa do terrível será libertada; pois o Deus Poderoso libertará o povo do convênio. Pois assim diz o Senhor: Eu lutarei contra os que lutarem contra ti—

18 E com sua própria carne alimentarei os que te oprimem e serão embebedados com o próprio sangue, como sendo vinho doce; e toda a carne saberá que eu, o Senhor, sou teu Salvador e teu Redentor, o Poderoso de Jacó.

CAPÍTULO 7

Isaías fala em linguagem messiânica—O Messias terá a língua dos instruídos—Ele oferecerá as costas aos açoitadores—Não será confundido—Comparar com Isaías 50. Aproximadamente 559–545 a.C.

1 SIM, pois assim diz o Senhor: Repudiei-te eu ou expulsei-te para sempre? Pois assim diz o Senhor: Onde está o libelo do divórcio de tua mãe? Para quem te apartei ou a qual de meus credores te vendi? Sim, a quem te vendi eu? Eis que por tuas iniqüidades te vendeste e por tuas transgressões foi tua mãe repudiada.

2 Porque quando vim, não havia ninguém; quando chamei, ninguém respondeu. Ó casa de Israel, tanto se encolheu minha mão que já não possa remir ou já não há em mim força para livrar? Eis que com a minha repreensão faço secar o mar, torno seus rios em desertos e faço com que cheirem mal os seus peixes, porque secaram as águas e morrem de sede.

3 Eu visto os céus de negridão e ponho-lhes um saco por cobertura.

4 O Senhor Deus concedeu-me a língua dos instruídos, para que eu soubesse dizer no seu tempo uma palavra a ti, ó casa de Israel. Quando estais cansados, ele desperta todas as manhãs. Ele desperta-me o ouvido, para que ouça como o instruído.

5 O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e não fui rebelde nem retrocedi.

6 Ofereci as costas aos açoitadores e as faces aos que me arrancavam os cabelos. Não escondi a face da humilhação nem dos que me cuspiam.

7 Pois o Senhor Deus me ajudará; portanto não serei confundido. Por isso, coloquei o rosto como uma pedra e sei que não me envergonharei.

8 E o Senhor está perto e justifica-me. Quem contenderá comigo? Compareçamos juntamente. Quem é meu adversário? Que ele se chegue a mim e eu o ferirei com a força de minha boca.

9 Pois o Senhor Deus me ajudará; e todos os que me condenarem, eis que todos, como vestidos, envelhecerão e a traça os comerá.

10 Quem há entre vós que tema ao Senhor, que obedeça à voz de seu servo, que ande em trevas e não tenha luz?

11 Eis que todos vós, que acendeis fogo e vos cingis com faíscas, andais na luz do vosso fogo e entre as faíscas que acendestes. Isto tereis de minha mão—em tormento jazereis.

CAPÍTULO 8

Nos últimos dias o Senhor consolará Sião e coligará Israel—Os remidos virão a Sião, em meio a grande alegria—Comparar com Isaías 51 e 52:1–2. Aproximadamente 559–545 a.C.

1 OUVI-ME, vós que buscais a justiça; olhai a rocha de onde fostes talhados e o buraco do poço de onde fostes cavados.

2 Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque sendo ele só, chamei-o e abençoei-o.

3 Porque o Senhor consolará Sião; consolará todos os seus lugares assolados e fará o seu deserto como Éden e o seu ermo como jardim do Senhor; gozo e contentamento achar-se-ão nele, ação de graças e voz de melodia.

4 Atendei-me, povo meu, e dai-me ouvidos, nação minha, porque de mim sairá uma lei e farei do meu juízo uma luz para o povo.

5 Perto está a minha justiça, foi enviada a minha salvação e o meu braço julgará os povos; as ilhas hão de aguardar-me e em meu braço confiarão.

6 Levantai os olhos para os céus e olhai para a Terra embaixo, porque os céus desaparecerão como a fumaça e a Terra envelhecerá como um vestido e os seus moradores morrerão semelhantemente; mas a minha salvação durará para sempre e a minha justiça não será abolida.

7 Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, povo em cujo coração eu escrevi a minha lei; não temais as censuras dos homens nem vos atemorizeis pelas suas injúrias.

8 Porque a traça os roerá como a um vestido e o verme comê-los-á como lã. Minha justiça, porém, durará para sempre e a minha salvação, de geração em geração.

9 Desperta, desperta! Veste-te de força, ó braço do Senhor! Desperta, como nos dias passados. Não és tu aquele que cortou a Raabe e feriu o dragão?

10 Não és tu aquele que secou o mar, as águas do grande abismo? Que fez, do fundo do mar, um caminho para que passassem os remidos?

11 Assim voltarão os resgatados do Senhor e virão a Sião com cânticos; e perpétua alegria e santidade haverá sobre sua cabeça; e alcançarão gozo e alegria; a tristeza e o pranto fugirão.

12 Eu sou ele; sim, sou aquele que vos consola; quem pois és tu, para que temas o homem, que é mortal, ou o filho do homem, que se tornará em erva?

13 E esqueces-te do Senhor, teu criador, que estendeu os céus e estabeleceu os alicerces da Terra; e temes continuamente, todos os dias, por causa da fúria do opressor, como se ele estivesse pronto para destruir? E onde está a fúria do opressor?

14 O exilado cativo apressa-se para ser libertado, a fim de não morrer no poço e para que não lhe falte o pão.

15 Mas eu sou o Senhor teu Deus, cujas ondas rugiram. Senhor dos Exércitos é o meu nome.

16 E coloquei minhas palavras na tua boca e te cobri com a sombra da minha mão, a fim de plantar os céus, estabelecer os alicerces da Terra e dizer a Sião: Eis que tu és o meu povo.

17 Desperta! Desperta! Levanta-te, ó Jerusalém, que bebeste da mão do Senhor o cálice da sua cólera; tu bebeste até a borra o cálice da vacilação.

18 De todos os filhos que teve, nenhum há que a guie; e de todos os filhos que criou, nenhum que a tome pela mão.

19 Estes dois filhos que vieram a ti terão compaixão de ti—tua desolação e destruição e a fome e a espada—e com quem te consolarei?

20 Teus filhos desmaiaram, exceto esses dois; jazem nas entradas de todas as ruas; como boi selvagem numa rede, cheios estão da cólera do Senhor, da repreensão do teu Deus.

21 Portanto agora, ó aflita e embriagada, mas não de vinho, ouve isto:

22 Assim diz o teu Senhor: o Senhor e teu Deus pleiteia a causa de seu povo; eis que eu tomo das tuas mãos o cálice da vacilação, a borra do cálice do meu furor; nunca mais dele beberás.

23 Mas pô-lo-ei nas mãos dos que te entristecem, que dizem a tua alma: Abaixa-te, para que passemos por cima—e tu colocaste o teu corpo como chão e como rua aos que passaram por cima.

24 Desperta, desperta, veste-te da tua fortaleza, ó Sião! Veste-te dos teus vestidos formosos, ó Jerusalém, cidade santa! Porque nunca mais entrará em ti nem incircunciso nem impuro.

25 Sacode o pó, levanta-te e toma assento, ó Jerusalém! Solta-te das cadeias de teu pescoço, ó cativa filha de Sião!

CAPÍTULO 9

Os judeus serão coligados em todas as suas terras de promissão—A expiação resgata o homem da queda—Os corpos dos mortos sairão da sepultura e seus espíritos, do inferno e do paraíso—Eles serão julgados—A expiação salva da morte, do inferno, do diabo e do tormento eterno—Os justos serão salvos no reino de Deus—Declaradas as penalidades para os pecados—O Santo de Israel é o guardião da porta. Aproximadamente 559–545 a.C.

1 E AGORA, meus amados irmãos, eu vos li estas coisas para que tenhais conhecimento dos convênios que o Senhor fez com toda a casa de Israel—

2 Que ele tem falado aos judeus pela boca de seus santos profetas, desde o começo, de geração em geração, até que chegue o tempo em que serão restituídos à verdadeira igreja e rebanho de Deus, quando serão coligados nas terras de sua herança e estabelecidos em todas as suas terras de promissão.

3 Eis que, meus amados irmãos, eu vos digo estas coisas a fim de alegrar-vos e para que levanteis a cabeça para sempre, por causa das bênçãos que o Senhor Deus conferirá a vossos filhos.

4 Pois sei que muitos de vós haveis investigado muito para conhecer as coisas que estão para vir; e sei portanto que não ignorais que nossa carne deverá definhar e morrer; não obstante, veremos a Deus em nosso corpo.

5 Sim, eu sei que sabeis que ele se manifestará na carne aos que habitam Jerusalém, de onde viemos; porque é necessário que seja entre eles; porque é requerido do grande Criador que se sujeite ao homem na carne e morra por todos os homens, para que todos possam tornar-se-lhe sujeitos.

6 Pois assim como a morte tem efeito sobre todos os homens, para que seja cumprido o plano misericordioso do grande Criador, deve existir um poder de ressurreição e a ressurreição deve vir ao homem em razão da queda; e a queda veio em razão da transgressão; e porque os homens se tornaram decaídos, foram afastados da presença do Senhor.

7 Portanto é necessário que haja uma expiação infinita—porque se a expiação não fosse infinita, esta corrupção não poderia revestir-se de incorrupção. Portanto o primeiro julgamento que recaiu sobre o homem deveria ter durado eternamente. E se assim fosse, esta carne teria que apodrecer e desfazer-se em sua terra mãe, para não mais se levantar.

8 Oh! A sabedoria de Deus, sua misericórdia e graça! Pois eis que se a carne não mais se levantasse, nossos espíritos estariam à mercê daquele anjo que caiu da presença do Eterno Deus e tornou-se o diabo, para não mais se levantar.

9 E nosso espírito deveria tornar-se como ele e nós nos tornaríamos diabos, anjos de um diabo, a fim de sermos afastados da presença de nosso Deus e permanecermos com o pai das mentiras, em miséria, como ele mesmo; sim, como aquele ser que enganou nossos primeiros pais, que se transformou quase em um anjo de luz e incita os filhos dos homens a combinações secretas de crimes e de toda sorte de obras secretas das trevas.

10 Oh! Quão grande é a bondade de nosso Deus, que prepara um caminho para nossa fuga das garras desse terrível monstro, sim, aquele monstro, morte e inferno, que eu chamo morte do corpo e também morte do espírito.

11 E por causa do caminho de libertação de nosso Deus, o Santo de Israel, essa morte da qual falei, que é a física, libertará seus mortos; essa morte é a sepultura.





Äàòà ïóáëèêîâàíèÿ: 2014-11-18; Ïðî÷èòàíî: 222 | Íàðóøåíèå àâòîðñêîãî ïðàâà ñòðàíèöû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!



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