Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 2 ñòðàíèöà



17 E então, quando meu pai viu todas essas coisas, encheu-se do Espírito e começou a profetizar sobre seus descendentes—

18 Que essas placas de latão iriam a todas as nações, tribos, línguas e povos que fossem de sua descendência.

19 Disse também que as placas de latão jamais seriam destruídas ou escurecidas pelo tempo. E profetizou muitas coisas sobre sua semente.

20 E aconteceu que até então meu pai e eu havíamos guardado os mandamentos que o Senhor nos dera.

21 E havíamos obtido os registros que o Senhor nos ordenara e os havíamos examinado e visto que eram de grande valor; sim, de tão grande valor que poderíamos preservar os mandamentos do Senhor para nossos filhos.

22 Era, pois, sábio para o Senhor que os levássemos conosco enquanto viajávamos pelo deserto rumo à terra da promissão.

CAPÍTULO 6

Néfi escreve sobre as coisas de Deus—O propósito de Néfi é persuadir os homens a virem ao Deus de Abraão e serem salvos. Aproximadamente 600–592 a.C.

1 E AGORA eu, Néfi, não menciono a genealogia de meus pais nesta parte de meu registro; nem a mencionarei uma vez sequer nas placas que estou escrevendo, porque está no registro que foi feito por meu pai; não a escreverei, portanto, nesta obra.

2 Basta-me dizer que somos descendentes de José.

3 E não é importante que eu seja meticuloso, fazendo um relato completo de todas as coisas de meu pai, pois elas não podem ser escritas nestas placas, porque necessito do espaço para escrever as coisas de Deus.

4 Pois tudo o que desejo é persuadir os homens a virem ao Deus de Abraão e o Deus de Isaque e o Deus de Jacó e serem salvos.

5 Não escrevo, portanto, as coisas que agradam ao mundo, mas as que agradam a Deus e aos que não são do mundo.

6 Ordenarei, portanto, a meus descendentes que não ocupem estas placas com as coisas que não são de valor para os filhos dos homens.

CAPÍTULO 7

Os filhos de Leí retornam a Jerusalém e pedem a Ismael e sua família que os acompanhem em sua viagem—Lamã e outros rebelam-se—Néfi exorta seus irmãos a terem fé no Senhor—Eles amarram-no com cordas e planejam sua destruição—Ele é libertado pelo poder da fé—Seus irmãos pedem perdão—Leí e seu grupo oferecem sacrifício e holocaustos. Aproximadamente 600–592 a.C.

1 E AGORA quisera que soubésseis que depois de meu pai, Leí, haver terminado de profetizar acerca de seus descendentes, aconteceu que o Senhor lhe falou outra vez, dizendo que ele, Leí, não deveria levar sua família sozinha para o deserto; mas que seus filhos deveriam tomar filhas para esposas, a fim de suscitarem descendência para o Senhor na terra da promissão.

2 E aconteceu que o Senhor lhe ordenou que eu, Néfi, e meus irmãos retornássemos à terra de Jerusalém e trouxéssemos Ismael e sua família para o deserto.

3 E aconteceu que eu, Néfi, viajei novamente com meus irmãos pelo deserto, para subirmos a Jerusalém.

4 E aconteceu que subimos à casa de Ismael e obtivemos favor aos olhos de Ismael, de maneira que lhe transmitimos as palavras do Senhor.

5 E aconteceu que o Senhor enterneceu o coração de Ismael e também de sua casa de tal maneira que eles desceram conosco ao deserto, à tenda de nosso pai.

6 E aconteceu que durante a viagem pelo deserto, eis que Lamã e Lemuel e duas das filhas de Ismael e os dois filhos de Ismael e suas famílias se revoltaram contra nós; sim, contra mim, Néfi, e Sam; e contra o pai deles, Ismael, e sua mulher e suas três outras filhas.

7 E aconteceu que durante essa revolta, quiseram eles voltar para a terra de Jerusalém.

8 E agora eu, Néfi, aflito com a dureza de seu coração, falei portanto a Lamã e Lemuel, dizendo: Eis que sois meus irmãos mais velhos; e como é que sois tão duros de coração e tão cegos de entendimento que necessitais que eu, vosso irmão mais novo, vos fale, sim, e seja um exemplo para vós?

9 Como é que não haveis dado ouvidos à palavra do Senhor?

10 Como é que esquecestes que vistes um anjo do Senhor?

11 Sim, e como é que haveis esquecido as grandes coisas que o Senhor fez por nós, livrando-nos das mãos de Labão e permitindo também que obtivéssemos o registro?

12 Sim, e como é que vos haveis esquecido de que o Senhor é capaz de fazer todas as coisas segundo sua vontade, para os filhos dos homens, se nele exercerem fé? Sejamos-lhe, portanto, fiéis.

13 E se a ele formos fiéis, obteremos a terra da promissão; e sabereis, em alguma época futura, que a palavra do Senhor quanto à destruição de Jerusalém será cumprida; porque todas as coisas que o Senhor disse, quanto à destruição de Jerusalém, devem ser cumpridas.

14 Pois eis que o Espírito do Senhor logo cessará de lutar com eles; pois eis que eles rejeitaram os profetas e lançaram Jeremias na prisão. E procuraram tirar a vida de meu pai, a ponto de fazerem-no sair da terra.

15 Agora, eis que vos digo que, se voltardes a Jerusalém, também perecereis com eles. E agora, se for vossa escolha, subi à terra e lembrai-vos das palavras que vos digo: Se fordes, também perecereis; pois assim o Espírito do Senhor me compele a falar-vos.

16 E aconteceu que quando eu, Néfi, disse essas palavras a meus irmãos, eles se zangaram comigo. E aconteceu que eles me agarraram, pois eis que estavam muito irados, e ataram-me com cordas, pois pretendiam tirar-me a vida, deixando-me no deserto para que eu fosse devorado por animais selvagens.

17 Mas aconteceu que eu orei ao Senhor, dizendo: Ó Senhor, de acordo com minha fé em ti, livra-me das mãos de meus irmãos; sim, dá-me forças para romper estas cordas com que estou amarrado.

18 E aconteceu que quando eu disse estas palavras, eis que as cordas se soltaram de minhas mãos e pés; e pus-me de pé diante de meus irmãos e tornei a falar-lhes.

19 E aconteceu que eles se zangaram comigo novamente e procuraram agarrar-me; mas eis que uma das filhas de Ismael, sim, e também sua mãe e um dos filhos de Ismael imploraram a meus irmãos de tal modo que lhes abrandaram o coração; e eles não mais tentaram tirar-me a vida.

20 E aconteceu que ficaram tão pesarosos por causa de sua maldade que se curvaram diante de mim e suplicaram que eu lhes perdoasse o que haviam feito contra mim.

21 E aconteceu que eu lhes perdoei sinceramente tudo o que haviam feito e exortei-os a pedirem ao Senhor seu Deus que os perdoasse. E aconteceu que eles assim o fizeram. E depois de haverem orado ao Senhor, reiniciamos a viagem para a tenda de nosso pai.

22 E aconteceu que chegamos à tenda de nosso pai. E quando eu e meus irmãos e toda a casa de Ismael chegamos à tenda de meu pai, eles renderam graças ao Senhor seu Deus; e ofereceram-lhe sacrifícios e holocaustos.

CAPÍTULO 8

Leí tem uma visão da árvore da vida—Come de seu fruto e deseja que sua família faça o mesmo—Vê uma barra de ferro, um caminho estreito e apertado e a névoa de escuridão que encobre os homens—Saria, Néfi e Sam comem do fruto, porém Lamã e Lemuel recusam-no. Aproximadamente 600–592 a.C.

1 E ACONTECEU que havíamos juntado todo tipo de sementes de toda espécie, tanto de grãos de toda espécie quanto de sementes de frutas de toda espécie.

2 E aconteceu que durante a permanência de meu pai no deserto, ele nos falou, dizendo: Eis que sonhei um sonho ou, em outras palavras, tive uma visão.

3 E eis que, pelas coisas que vi, tenho motivo para alegrar-me no Senhor por causa de Néfi e também de Sam, pois tenho motivos para acreditar que eles e também muitos de seus descendentes serão salvos.

4 Mas eis, Lamã e Lemuel, que eu temo excessivamente por vós; pois eis que em meu sonho julguei ver um deserto escuro e triste.

5 E aconteceu que vi um homem e ele estava vestido com um manto branco; e ele pôs-se na minha frente.

6 E aconteceu que me falou e ordenou-me que o seguisse.

7 E aconteceu que enquanto o seguia, vi que eu estava num escuro e triste deserto.

8 E depois de haver caminhado pelo espaço de muitas horas na escuridão, comecei a orar ao Senhor para que tivesse compaixão de mim segundo sua terna e infinita misericórdia.

9 E aconteceu que depois de orar ao Senhor, vi um campo largo e espaçoso.

10 E aconteceu que vi uma árvore cujo fruto era desejável para fazer uma pessoa feliz.

11 E aconteceu que me aproximei e comi de seu fruto; e vi que era o mais doce de todos os que já havia provado. Sim, e vi que o fruto era branco, excedendo toda brancura que eu já vira.

12 E enquanto eu comia do fruto, ele encheu-me a alma de imensa alegria; portanto comecei a desejar que dele também comesse minha família; porque sabia que era mais desejável que qualquer outro fruto.

13 E ao olhar em redor para ver se acaso descobriria também minha família, vi um rio de água; e ele passava perto da árvore cujo fruto eu estava comendo.

14 E olhei para ver de onde vinha; e vi que sua nascente estava próxima; e junto a ela estavam vossa mãe, Saria, Sam e Néfi; eles permaneciam ali, como se não soubessem para onde ir.

15 E aconteceu que eu lhes acenei e também lhes disse, em alta voz, que fossem ter comigo e comessem do fruto, que era mais desejável que qualquer outro fruto.

16 E aconteceu que indo eles ter comigo, comeram também do fruto.

17 E aconteceu que eu desejava que Lamã e Lemuel também comessem do fruto; portanto olhei em direção à nascente do rio, a fim de ver se acaso os encontraria.

18 E aconteceu que eu os vi, mas eles não quiseram ir ter comigo e comer do fruto.

19 E vi uma barra de ferro que se estendia pela barranca do rio e ia até a árvore onde eu estava.

20 E vi também um caminho estreito e apertado, que acompanhava a barra de ferro até a árvore onde eu estava; e passava também pela nascente do rio, indo até um campo grande e espaçoso que parecia um mundo.

21 E vi inumeráveis multidões de pessoas, muitas delas se empurrando para alcançar o caminho que conduzia à árvore junto à qual eu me achava.

22 E aconteceu que elas começaram a andar pelo caminho que conduzia à árvore.

23 E aconteceu que se levantou uma névoa de escuridão, sim, uma névoa de escuridão tão densa que os que haviam iniciado o caminho se extraviaram dele e, sem rumo, perderam-se.

24 E aconteceu que vi outros avançando com esforço; e chegaram e conseguiram segurar a extremidade da barra de ferro; e empurraram-se através da névoa de escuridão, apegados à barra de ferro, até que chegaram e comeram do fruto da árvore.

25 E depois de haverem comido do fruto da árvore, olharam em redor como se estivessem envergonhados.

26 E eu também olhei em redor e vi, na outra margem do rio de água, um grande e espaçoso edifício; e ele parecia estar no ar, bem acima da terra.

27 E estava cheio de gente, tanto velhos como jovens, tanto homens como mulheres; e suas vestimentas eram muito finas; e sua atitude era de escárnio e apontavam o dedo para aqueles que haviam chegado e comiam do fruto.

28 E os que haviam experimentado do fruto ficaram envergonhados, por causa dos que zombavam deles, e desviaram-se por caminhos proibidos e perderam-se.

29 E agora eu, Néfi, não menciono todas as palavras de meu pai.

30 Para escrever sucintamente, porém, eis que viu ele outras multidões que avançavam com esforço; e chegavam e agarravam-se à extremidade da barra de ferro; e avançavam, continuamente agarradas à barra de ferro, até que chegaram; e prostraram-se e comeram do fruto da árvore.

31 E também viu outras multidões tateando em direção àquele grande e espaçoso edifício.

32 E aconteceu que muitos se afogaram nas profundezas do rio; e muitos outros desapareceram de sua vista, vagando por caminhos desconhecidos.

33 E grande era a multidão que entrou naquele estranho edifício. E depois de haverem entrado no edifício, apontavam-me com o dedo, zombando de mim e dos que também comiam do fruto; nós, porém, não lhes demos atenção.

34 Estas são as palavras de meu pai: Todos os que deram atenção a eles se haviam perdido.

35 E Lamã e Lemuel não comeram do fruto, disse meu pai.

36 E aconteceu que depois de haver proferido todas as palavras de seu sonho ou visão, que foram muitas, ele nos disse que, por causa dessas coisas que vira numa visão, temia muito por Lamã e Lemuel; sim, temia que fossem expulsos da presença do Senhor.

37 E exortou-os então, com todo o sentimento de um terno pai, a darem ouvidos a suas palavras, para que talvez o Senhor tivesse misericórdia deles e não os expulsasse; sim, meu pai pregou a eles.

38 E depois de haver-lhes pregado e profetizado muitas coisas, ordenou-lhes que seguissem os mandamentos do Senhor; e cessou de falar-lhes.

CAPÍTULO 9

Néfi faz dois conjuntos de registros—Cada um é chamado de placas de Néfi—As placas maiores contêm uma história secular; as menores tratam principalmente de coisas sagradas. Aproximadamente 600–592 a.C.

1 E TODAS estas coisas meu pai viu e ouviu e disse enquanto vivia numa tenda, no vale de Lemuel; e também muitas outras mais que não podem ser escritas nestas placas.

2 E agora, conforme falei sobre estas placas, eis que elas não são as placas nas quais faço um relato completo da história de meu povo; pois dei o nome de Néfi às placas nas quais faço um relato completo de meu povo; elas são, portanto, chamadas de placas de Néfi, segundo meu próprio nome; e estas placas também são chamadas de placas de Néfi.

3 Não obstante, recebi um mandamento do Senhor para fazer estas placas, com o fim especial de deixar gravado um relato do ministério de meu povo.

4 Nas outras placas deve ser gravado um relato do governo dos reis e das guerras e contendas de meu povo; estas placas tratam, portanto, na sua maior parte, do ministério, enquanto as outras placas tratam principalmente do governo dos reis e das guerras e contendas de meu povo.

5 Ordenou-me portanto o Senhor que fizesse estas placas para um sábio propósito seu, o qual me é desconhecido.

6 Mas o Senhor conhece todas as coisas, desde o começo; portanto ele prepara um caminho para realizar todas as suas obras entre os filhos dos homens; pois eis que ele tem todo o poder para fazer cumprir todas as suas palavras. E assim é. Amém.

CAPÍTULO 10

Leí prediz o cativeiro na Babilônia—Fala da vinda, entre os judeus, de um Messias, um Salvador, um Redentor—Fala também da vinda daquele que batizaria o Cordeiro de Deus—Leí fala da morte e ressurreição do Messias—Compara a dispersão e a coligação de Israel a uma oliveira—Néfi fala do Filho de Deus, do dom do Espírito Santo e da necessidade de retidão. Aproximadamente 600–592 a.C.

1 E AGORA eu, Néfi, continuo a fazer nestas placas um relato de meus feitos, de meu governo e ministério; portanto, para continuar o relato, necessito dizer algo sobre as coisas de meu pai e também de meus irmãos.

2 Pois eis que aconteceu que, tendo meu pai terminado de relatar o seu sonho e também de exortá-los a toda diligência, falou-lhes sobre os judeus—

3 Que depois que eles houvessem sido destruídos, sim, aquela grande cidade de Jerusalém, e muitos levados cativos para a Babilônia, na época fixada pelo Senhor eles retornariam, sim, e seriam até tirados do cativeiro; e que depois que houvessem voltado do cativeiro, ocupariam novamente a terra de sua herança.

4 Sim, seiscentos anos depois de meu pai ter deixado Jerusalém, o Senhor Deus levantaria um profeta entre os judeus—um Messias, ou, em outras palavras, um Salvador do mundo.

5 E ele também falou, referindo-se aos profetas, do grande número que havia testemunhado estas coisas concernentes a esse Messias de que ele havia falado, ou seja, esse Redentor do mundo.

6 Portanto toda a humanidade se encontrava num estado de perdição e queda; e assim continuaria, a não ser que confiasse nesse Redentor.

7 E falou também sobre um profeta que viria antes do Messias, a fim de preparar o caminho do Senhor—

8 Sim, ele iria clamar no deserto: Preparai o caminho do Senhor e endireitai as suas veredas, pois há entre vós um que não conheceis e ele é mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de desatar a correia das alparcas. E muito falou meu pai a respeito disto.

9 E disse meu pai que ele batizaria em Betabara, além do Jordão; e também disse que ele batizaria com água; que ele batizaria o Messias com água.

10 E depois de haver batizado o Messias com água, ele reconheceria e testificaria haver batizado o Cordeiro de Deus que iria tirar os pecados do mundo.

11 E aconteceu que após ter dito essas palavras, meu pai falou a meus irmãos sobre o evangelho que seria pregado aos judeus e também sobre a queda dos judeus na incredulidade. E depois de haverem matado o Messias que haveria de vir e depois de haver sido morto, ele ressuscitaria dentre os mortos e manifestar-se-ia aos gentios pelo Espírito Santo.

12 Sim, e meu pai falou muito sobre os gentios e também sobre a casa de Israel, que eles seriam comparados à oliveira cujos ramos seriam arrancados e espalhados pela face da Terra.

13 Disse, portanto, que era necessário que fôssemos conduzidos todos juntos à terra da promissão, para que se cumprisse a palavra do Senhor de que seríamos dispersos por toda a face da Terra.

14 E depois que a casa de Israel houvesse sido dispersa, ela seria novamente reunida; ou, em suma, depois que os gentios tivessem recebido a plenitude do evangelho, os ramos naturais da oliveira, ou melhor, os remanescentes da casa de Israel, seriam enxertados, ou seja, viriam a conhecer o verdadeiro Messias, seu Senhor e seu Redentor.

15 E com essas palavras meu pai profetizou e falou a meus irmãos; e também muitas coisas mais, as quais não escrevo neste livro, pois escrevi em meu outro livro todas as coisas que julguei convenientes.

16 E todas essas coisas das quais falei aconteceram enquanto meu pai vivia em uma tenda, no vale de Lemuel.

17 E aconteceu que eu, Néfi, depois de ouvir todas as palavras de meu pai referentes às coisas que ele vira numa visão, como também as coisas que dissera com o poder do Espírito Santo, poder que ele recebeu pela fé no Filho de Deus—e o Filho de Deus era o Messias que deveria vir—eu, Néfi, também desejei ver e ouvir e conhecer essas coisas pelo poder do Espírito Santo, que é o dom concedido por Deus a todos os que o procuram diligentemente, tanto em tempos passados como no tempo em que se manifestará aos filhos dos homens.

18 Pois ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre; e o caminho está preparado para todos os homens desde a fundação do mundo, caso se arrependam e venham a ele.

19 Pois aquele que procurar diligentemente, achará; e os mistérios de Deus ser-lhe-ão desvendados pelo poder do Espírito Santo, tanto agora como no passado e tanto no passado como no futuro; portanto, o curso do Senhor é um círculo eterno.

20 Lembra-te, portanto, ó homem, de que por todas as tuas obras serás levado a julgamento.

21 Portanto, se haveis procurado fazer o mal nos dias de vossa provação, sereis declarados impuros diante do tribunal de Deus; e nada que é impuro pode habitar com Deus; sereis, portanto, afastados para sempre.

22 E o Espírito Santo dá-me autoridade para proclamar estas coisas e não as reter.

CAPÍTULO 11

Néfi vê o Espírito do Senhor e a árvore da vida é-lhe mostrada em visão—Ele vê a mãe do Filho de Deus e aprende sobre a condescendência de Deus—Vê o batismo, ministério e crucificação do Cordeiro de Deus—Vê também o chamado e ministério dos Doze Apóstolos do Cordeiro. Aproximadamente 600–592 a.C.

1 POIS aconteceu que depois de haver eu desejado saber as coisas que meu pai tinha visto e acreditando que o Senhor teria poder de torná-las conhecidas a mim, enquanto estava eu sentado, ponderando em meu coração, fui arrebatado pelo Espírito do Senhor, sim, a uma montanha muito alta que eu nunca vira e sobre a qual nunca havia posto os pés.

2 E o Espírito perguntou-me: Que desejas tu?

3 E eu respondi: Desejo ver as coisas que meu pai viu.

4 E o Espírito disse-me: Acreditas que teu pai tenha visto a árvore da qual falou?

5 E respondi: Sim, tu sabes que acredito em todas as palavras de meu pai.

6 E quando eu disse estas palavras, o Espírito bradou em alta voz, dizendo: Hosana ao Senhor, o Deus Altíssimo, pois ele é Deus sobre toda a Terra, sim, sobre todas as coisas. E bendito és tu, Néfi, porque acreditas no Filho do Deus Altíssimo; verás, portanto, as coisas que tens desejado.

7 E eis que isto te será dado por sinal: depois de haveres contemplado a árvore que produziu o fruto do qual teu pai provou, contemplarás também um homem descendo do céu e tu o verás: e depois de o haveres visto, testificarás que ele é o Filho de Deus.

8 E aconteceu que o Espírito me disse: Olha! E eu olhei e vi uma árvore; e era semelhante à árvore que meu pai tinha visto; e sua beleza era tão grande, sim, que excedia toda beleza, e sua brancura excedia a brancura da neve.

9 E aconteceu que, tendo visto a árvore, eu disse ao Espírito: Vejo que me tens mostrado a árvore que é mais preciosa do que tudo.

10 E perguntou-me ele: Que desejas tu?

11 E disse-lhe eu: Saber a interpretação do que vi—pois falei-lhe como fala um homem, porque vi que tinha a forma de um homem; sabia, não obstante, que era o Espírito do Senhor; e ele falou-me como um homem fala a outro homem.

12 E aconteceu que ele me disse: Olha! E olhei, para vê-lo, e não o vi, porque se havia retirado de minha presença.

13 E aconteceu que olhei e vi a grande cidade de Jerusalém e também outras cidades. E vi a cidade de Nazaré; e na cidade de Nazaré vi uma virgem que era extremamente formosa e branca.

14 E aconteceu que vi os céus se abrirem; e um anjo desceu e, pondo-se na minha frente, disse: Néfi, que vês tu?

15 E eu respondi: Uma virgem mais bela e formosa que todas as outras virgens.

16 E disse-me ele: Conheces tu a condescendência de Deus?

17 E disse-lhe eu: Sei que ele ama seus filhos; não conheço, no entanto, o significado de todas as coisas.

18 E disse-me ele: Eis que a virgem que vês é a mãe do Filho de Deus, segundo a carne.

19 E aconteceu que eu a vi ser arrebatada no Espírito. E depois de haver sido ela arrebatada no Espírito por um certo espaço de tempo, o anjo falou-me, dizendo: Olha!

20 E eu olhei e tornei a ver a virgem carregando uma criança nos braços.

21 E disse-me o anjo: Eis o Cordeiro de Deus, sim, o Filho do Pai Eterno! Sabes tu o significado da árvore que teu pai viu?

22 E respondi-lhe, dizendo: Sim, é o amor de Deus, que se derrama no coração dos filhos dos homens; é, portanto, a mais desejável de todas as coisas.

23 E falou-me, dizendo: Sim, e a maior alegria para a alma.

24 E depois destas palavras, disse-me: Olha! E olhando, vi o Filho de Deus caminhando entre os filhos dos homens; e vi muitos se prostrarem a seus pés e adorarem-no.

25 E aconteceu que vi que a barra de ferro que meu pai tinha visto era a palavra de Deus, que conduzia à fonte de águas vivas, ou seja, à árvore da vida; águas essas que eram um símbolo do amor de Deus; e também vi que a árvore da vida era um símbolo do amor de Deus.

26 E o anjo disse-me outra vez: Olha e vê a condescendência de Deus!

27 E eu olhei e vi o Redentor do mundo, de quem meu pai falara; e vi também o profeta que prepararia o caminho diante dele. E o Cordeiro de Deus aproximou-se e foi batizado por ele; e depois que ele foi batizado, vi os céus se abrirem e o Espírito Santo descer do céu e repousar sobre ele na forma de uma pomba.

28 E vi que ele saía ministrando entre o povo, em poder e grande glória; e as multidões reuniam-se para ouvi-lo; e vi que o expulsavam do meio delas.

29 E também vi doze outros seguindo-o. E aconteceu que foram arrebatados de minha presença, no Espírito, e não os vi.

30 E aconteceu que o anjo me falou novamente, dizendo: Olha! E olhei e tornei a ver os céus se abrirem e anjos descendo entre os filhos dos homens; e ministraram entre eles.

31 E falou-me novamente, dizendo: Olha! E olhei e vi o Cordeiro de Deus caminhando entre os filhos dos homens. E vi multidões de pessoas doentes e afligidas com toda espécie de moléstias e com demônios e espíritos imundos; e o anjo falou e mostrou-me todas essas coisas. E foram curadas pelo poder do Cordeiro de Deus e os demônios e espíritos imundos foram expulsos.

32 E aconteceu que o anjo me falou novamente, dizendo: Olha! E olhei e vi o Cordeiro de Deus ser levado pelo povo; sim, o Filho do Deus Eterno foi julgado pelo mundo; e vi e testifico.

33 E eu, Néfi, vi que ele foi levantado na cruz e morto pelos pecados do mundo.

34 E depois que ele foi morto, vi as multidões da Terra reunidas para combater os apóstolos do Cordeiro, pois assim eram chamados os doze pelo anjo do Senhor.

35 E a multidão da Terra estava reunida; e vi que todos estavam num grande e espaçoso edifício, parecido com o edifício visto por meu pai. E o anjo do Senhor falou-me novamente, dizendo: Eis o mundo e sua sabedoria; sim, eis a casa de Israel, que se congregou para combater os doze apóstolos do Cordeiro.

36 E aconteceu que vi e testifico que o grande e espaçoso edifício era o orgulho do mundo; e ele caiu e sua queda foi muito grande. E o anjo do Senhor falou-me novamente, dizendo: Assim será a destruição de todas as nações, tribos, línguas e povos que combaterem os doze apóstolos do Cordeiro.





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