Ñòóäîïåäèÿ.Îðã Ãëàâíàÿ | Ñëó÷àéíàÿ ñòðàíèöà | Êîíòàêòû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!  
 

Livro de Mórmon 54 ñòðàíèöà



6 E que uma Nova Jerusalém seria construída nesta terra para os remanescentes da semente de José, para o que houve um modelo.

7 Porque como José levou seu pai para a terra do Egito, de modo que ele lá morreu, da mesma forma o Senhor tirou da terra de Jerusalém um remanescente da semente de José para usar de misericórdia com a descendência de José, a fim de que não perecesse, assim como fora misericordioso para com o pai de José, a fim de que ele não perecesse.

8 Portanto os remanescentes da casa de José serão estabelecidos nesta terra; e será a terra de sua herança; e edificarão uma cidade sagrada para o Senhor, semelhante à antiga Jerusalém; e não mais serão confundidos até que venha o fim, quando a Terra for consumida.

9 E haverá um novo céu e uma nova Terra; e serão como os antigos, exceto que os antigos morreram e todas as coisas se tornaram novas.

10 E vem então a Nova Jerusalém; e bem-aventurados os que nela habitam, porque são aqueles cujas vestes são branqueadas por meio do sangue do Cordeiro; e são aqueles que são contados com os remanescentes da semente de José, que eram da casa de Israel.

11 E então vem também a antiga Jerusalém; e bem-aventurados são os seus habitantes, porque terão sido lavados no sangue do Cordeiro; e são os que foram dispersos e coligados das quatro partes da terra e dos países do norte e participarão do cumprimento do convênio feito por Deus com seu pai Abraão.

12 E quando sucederem estas coisas, cumprir-se-á a escritura que diz que há os que foram primeiros, que serão últimos; e há os que foram últimos, que serão primeiros.

13 E estava prestes a escrever mais, todavia fui proibido; grandes e maravilhosas, porém, foram as profecias de Éter; mas eles não lhe deram valor algum e expulsaram-no; e ele ocultava-se na cavidade de uma rocha durante o dia e saía durante a noite para ver as coisas que ocorriam com o povo.

14 E enquanto vivia na cavidade de uma rocha, fez o restante deste registro, presenciando, à noite, as destruições que caíam sobre o povo.

15 E aconteceu que naquele mesmo ano em que ele foi expulso do meio do povo, começou a haver uma grande guerra entre o povo, pois houve muitos que se levantaram, que eram homens poderosos e procuravam destruir Coriântumr, por meio dos seus iníquos planos secretos sobre os quais foi falado.

16 E então Coriântumr, havendo-se instruído em todas as artes de guerra e em todas as astúcias do mundo, deu combate àqueles que pretendiam destruí-lo.

17 Não se arrependeu, porém, nem tampouco seus belos filhos e filhas; nem os belos filhos e filhas de Coor; nem os belos filhos e filhas de Corior; e, em suma, não houve um sequer dos belos filhos e filhas, na face de toda a terra, que se houvesse arrependido de seus pecados.

18 Portanto aconteceu que no primeiro ano em que Éter viveu na cavidade da rocha, muita gente foi morta pela espada daquelas combinações secretas, lutando contra Coriântumr a fim de conquistar o reino.

19 E aconteceu que os filhos de Coriântumr lutaram muito e sangraram muito.

20 E no segundo ano a palavra do Senhor chegou a Éter para que ele profetizasse a Coriântumr que, caso ele se arrependesse, bem como toda a sua casa, o Senhor lhe daria o reino e pouparia o povo—

21 Caso contrário, eles seriam destruídos e também toda a sua casa, exceto ele próprio. E ele só viveria para presenciar o cumprimento das profecias a respeito de outro povo que receberia a terra por herança; e Coriântumr seria enterrado por eles; e todas as almas seriam destruídas, salvo Coriântumr.

22 E aconteceu que Coriântumr não se arrependeu, nem sua casa nem o povo; e as guerras não cessaram; e procuraram matar Éter, mas ele fugiu e tornou a esconder-se na cavidade da rocha.

23 E aconteceu que se levantou Sarede e também batalhou contra Coriântumr; e derrotou-o de tal forma que, no terceiro ano, reduziu-o ao cativeiro.

24 E no quarto ano os filhos de Coriântumr derrotaram Sarede e reconquistaram o reino para seu pai.

25 Ora, começou uma guerra em toda a face da terra, cada homem com seu bando, lutando por aquilo que desejava.

26 E havia ladrões e, em suma, toda sorte de iniqüidade, em toda a face da terra.

27 E aconteceu que Coriântumr ficou muito irado com Sarede e marchou contra ele com seus exércitos, para guerreá-lo; e confrontaram-se com grande ira no vale de Gilgal; e a batalha tornou-se muito sangrenta.

28 E aconteceu que Sarede lutou contra ele pelo espaço de três dias. E aconteceu que Coriântumr o venceu, perseguindo-o até chegar às planícies de Heslon.

29 E aconteceu que Sarede tornou a batalhar contra ele, nas planícies; e eis que venceu Coriântumr e fê-lo recuar novamente para o vale de Gilgal.

30 E Coriântumr tornou a batalhar contra Sarede no vale de Gilgal e derrotou e matou Sarede.

31 E Sarede feriu Coriântumr na coxa, de modo que ele não voltou a batalhar pelo espaço de dois anos, tempo em que todo o povo na face da terra estava derramando sangue; e ninguém havia que os contivesse.

CAPÍTULO 14

A iniqüidade do povo traz maldição sobre a terra—Coriântumr faz guerra contra Gileade, depois Libe e depois Siz—Sangue e carnificina cobrem a terra.

1 E ENTÃO começou a haver uma grande maldição sobre toda a terra, devido à iniqüidade do povo, de modo que se um homem deixava sua ferramenta de trabalho ou sua espada sobre a prateleira ou no lugar onde costumava guardá-la, na manhã seguinte não conseguia encontrá-la, tão grande era a maldição sobre a terra.

2 Portanto todo homem segurava nas mãos o que era seu e não pedia emprestado nem emprestava; e todo homem conservava a mão direita no punho da espada, a fim de defender seus bens e a própria vida e a vida das esposas e filhos.

3 E então, depois do espaço de dois anos e após a morte de Sarede, levantou-se o irmão de Sarede e batalhou contra Coriântumr, sendo que Coriântumr o venceu e perseguiu até o deserto de Aquis.

4 E aconteceu que o irmão de Sarede lhe deu combate no deserto de Aquis; e a batalha tornou-se muito sangrenta e muitos milhares caíram pela espada.

5 E aconteceu que Coriântumr sitiou o deserto; e o irmão de Sarede escapou do deserto durante a noite e matou uma parte do exército de Coriântumr, que estava embriagada.

6 E ele foi para a terra de Moron e colocou-se no trono de Coriântumr.

7 E aconteceu que Coriântumr permaneceu no deserto com seu exército pelo espaço de dois anos, durante os quais recebeu grandes reforços para seu exército.

8 Ora, o irmão de Sarede, cujo nome era Gileade, também recebeu grandes reforços para seu exército, por causa de combinações secretas.

9 E aconteceu que o seu sumo sacerdote o assassinou quando se achava no trono.

10 E aconteceu que um das combinações secretas o assassinou em uma passagem secreta e tomou o reino para si; e seu nome era Libe; e Libe era um homem de grande estatura, maior que qualquer outro homem entre todo o povo.

11 E aconteceu que no primeiro ano de Libe, Coriântumr subiu à terra de Moron e batalhou contra Libe.

12 E aconteceu que lutou com Libe e Libe golpeou-o no braço, ferindo-o; não obstante, o exército de Coriântumr pressionou Libe, de modo que ele fugiu para as fronteiras junto à costa.

13 E aconteceu que Coriântumr o perseguiu; e Libe deu-lhe combate junto à costa.

14 E aconteceu que Libe atacou o exército de Coriântumr, de modo que eles tornaram a fugir para o deserto de Aquis.

15 E eis que Libe o perseguiu até chegar às planícies de Agós. E Coriântumr levou consigo todo o povo, ao fugir de Libe naquela parte da terra para onde escapara.

16 E quando chegou às planícies de Agós, deu combate a Libe e golpeou-o até ele morrer; não obstante, o irmão de Libe veio contra Coriântumr em lugar dele e a batalha tornou-se muito sangrenta, sendo que Coriântumr novamente fugiu do exército do irmão de Libe.

17 Ora, o nome do irmão de Libe era Siz. E aconteceu que Siz perseguiu Coriântumr e destruiu muitas cidades e matou tanto mulheres como crianças e incendiou as cidades.

18 E o nome de Siz provocou temor em toda a terra; sim, por toda a terra correu o clamor—Quem pode resistir ao exército de Siz? Eis que ele varre a terra diante de si!

19 E aconteceu que o povo começou a reunir-se em exércitos, por toda a face da terra.

20 E estavam divididos; e uma parte deles fugiu para o exército de Siz e uma parte deles fugiu para o exército de Coriântumr.

21 E tão grande e duradoura foi a guerra e tão longo o derramamento de sangue e a carnificina, que toda a face da terra foi coberta com os corpos dos mortos.

22 E tão rápida e acelerada foi a guerra, que não restou quem enterrasse os mortos, mas iam de derramamento de sangue a derramamento de sangue, deixando os corpos dos homens, mulheres e crianças espalhados sobre a face da terra, para tornarem-se presas dos vermes da carne.

23 E o seu cheiro espalhava-se pela face da terra; sim, por toda a face da terra; de modo que o povo era molestado dia e noite pelo seu odor.

24 Não obstante, Siz não cessava de perseguir Coriântumr, porque havia jurado vingar-se, em Coriântumr, do sangue de seu irmão que fora morto; e a voz do Senhor dissera a Éter que Coriântumr não cairia pela espada.

25 E assim vemos que o Senhor os visitou na plenitude de sua ira e que suas iniqüidades e abominações prepararam um caminho para sua eterna destruição.

26 E aconteceu que Siz perseguiu Coriântumr em direção ao leste, até as fronteiras junto ao mar; e lá ele batalhou contra Siz pelo espaço de três dias.

27 E tão terrível foi a destruição entre os exércitos de Siz, que o povo começou a ter medo e a fugir diante dos exércitos de Coriântumr; e fugiram para a terra de Corior e varreram os habitantes diante deles, todos os que não quiseram juntar-se a eles.

28 E armaram suas tendas no vale de Corior; e Coriântumr armou as suas tendas no vale de Sur. Ora, o vale de Sur ficava próximo do monte Comnor; portanto Coriântumr reuniu seus exércitos no monte Comnor e fez soar uma trombeta, convidando os exércitos de Siz à batalha.

29 E aconteceu que eles avançaram, mas foram novamente rechaçados; e avançaram pela segunda vez e tornaram a ser rechaçados. E aconteceu que avançaram ainda uma terceira vez e a batalha tornou-se muito sangrenta.

30 E aconteceu que Siz golpeou Coriântumr, causando-lhe muitos ferimentos profundos; e Coriântumr, tendo perdido sangue, desmaiou e foi carregado como se estivesse morto.

31 Ora, a perda de homens, mulheres e crianças em ambos os lados foi tamanha, que Siz ordenou a seu povo que não perseguisse os exércitos de Coriântumr; portanto voltaram para seu acampamento.

CAPÍTULO 15

Milhões de jareditas são mortos em batalha—Siz e Coriântumr reúnem todo o povo para um combate mortal—O Espírito do Senhor cessa de lutar com eles—A nação jaredita é completamente destruída—Somente Coriântumr sobrevive.

1 E ACONTECEU que quando se recuperou dos ferimentos, Coriântumr começou a lembrar-se das palavras que Éter lhe dissera.

2 E viu que quase dois milhões dos de seu povo já haviam sido mortos pela espada e seu coração começou a entristecer-se; sim, tinham sido mortos dois milhões de homens fortes e também suas esposas e filhos.

3 Ele começou a arrepender-se do mal que havia feito; e começou a lembrar-se das palavras que haviam sido proferidas pela boca de todos os profetas e viu que se haviam cumprido, até então, em todos os pontos; e sua alma afligiu-se e recusou-se a ser consolada.

4 E aconteceu que ele escreveu uma epístola a Siz, pedindo-lhe que poupasse o povo; e ele renunciaria ao reino em benefício da vida do povo.

5 E aconteceu que quando Siz recebeu a epístola, escreveu outra epístola a Coriântumr, dizendo que caso ele se entregasse, de modo que pudesse matá-lo com sua própria espada, pouparia a vida do povo.

6 E aconteceu que o povo não se arrependeu de suas iniqüidades; e o povo de Coriântumr estava cheio de furor contra o povo de Siz; e o povo de Siz estava cheio de furor contra o povo de Coriântumr; portanto o povo de Siz lutou contra o povo de Coriântumr.

7 E quando Coriântumr viu que estava prestes a cair, tornou a fugir do povo de Siz.

8 E aconteceu que chegou às águas de Ripliâncum que, por interpretação, quer dizer grande, ou que excede a tudo; portanto, quando chegaram a essas águas, armaram suas tendas; e Siz também armou suas tendas perto deles; e portanto, na manhã seguinte, foram combater.

9 E aconteceu que travaram uma batalha muito sangrenta, na qual Coriântumr foi novamente ferido e desmaiou, em virtude da perda de sangue.

10 E aconteceu que os exércitos de Coriântumr pressionaram os exércitos de Siz e venceram-nos, fazendo com que fugissem deles; e fugiram em direção ao sul e armaram suas tendas num lugar chamado Ogate.

11 E aconteceu que o exército de Coriântumr armou suas tendas no monte Ramá; e era aquele mesmo monte no qual meu pai, Mórmon, ocultara para o Senhor os registros que eram sagrados.

12 E aconteceu que reuniram, de toda a face da terra, todo o povo que não havia sido morto, com exceção de Éter.

13 E aconteceu que Éter viu tudo o que o povo fez; e viu que os que eram a favor de Coriântumr se haviam unido ao exército de Coriântumr; e os que eram a favor de Siz se haviam unido ao exército de Siz.

14 Portanto estiveram, pelo espaço de quatro anos, ajuntando o povo, a fim de reunir todos os que se achavam sobre a face da terra, para que recebessem toda a força que lhes fosse possível receber.

15 E aconteceu que quando estavam todos reunidos, cada qual no exército que desejava, com as esposas e filhos—tanto homens como mulheres e crianças estando armados com armas de guerra, tendo escudos e couraças e capacetes; e estando vestidos com roupas próprias para a guerra—marcharam uns contra os outros para batalhar; e lutaram durante todo aquele dia e ninguém venceu.

16 E aconteceu que quando chegou a noite, estavam exaustos e retiraram-se para seus acampamentos; e depois de se haverem retirado para seus acampamentos, começaram a gemer e a lamentar a perda dos seus mortos; e tão altos foram seus gritos, seus gemidos e lamentos, que enchiam os ares.

17 E aconteceu que na manhã seguinte voltaram a combater e grande e terrível foi aquele dia; não obstante, ninguém venceu; e quando chegou a noite, novamente encheram os ares com seus gritos e seus gemidos e seus lamentos pela perda de seus mortos.

18 E aconteceu que Coriântumr escreveu nova epístola a Siz, pedindo-lhe que não voltasse a batalhar, mas que tomasse o reino e poupasse a vida do povo.

19 Mas eis que o Espírito do Senhor havia deixado de lutar com eles e Satanás dominava totalmente o coração do povo; porque haviam sido abandonados à dureza de seus corações e à cegueira de suas mentes, para que fossem destruídos; portanto voltaram a batalhar.

20 E aconteceu que lutaram todo aquele dia e, quando chegou a noite, dormiram sobre suas espadas.

21 E no dia seguinte lutaram até a noite chegar.

22 E quando chegou a noite, estavam embriagados de ira, da mesma forma que um homem se embriaga com vinho; e tornaram a dormir sobre suas espadas.

23 E lutaram de novo no dia seguinte; e quando chegou a noite, haviam todos caído pela espada, à exceção de cinqüenta e dois do povo de Coriântumr e sessenta e nove do povo de Siz.

24 E aconteceu que dormiram sobre suas espadas naquela noite e, na manhã seguinte, combateram outra vez e lutaram tenazmente com suas espadas e com seus escudos todo aquele dia.

25 E quando chegou a noite, restavam trinta e dois do povo de Siz e vinte e sete do povo de Coriântumr.

26 E aconteceu que comeram e dormiram e prepararam-se para morrer no dia seguinte. E eram homens grandes e fortes quanto à força dos homens.

27 E aconteceu que lutaram pelo espaço de três horas e desmaiaram com a perda de sangue.

28 E aconteceu que quando os homens de Coriântumr adquiriram força suficiente para caminhar, estavam a ponto de fugir para salvar a vida; mas eis que Siz se levantou e também seus homens; e ele jurou, em sua ira, que mataria Coriântumr ou pereceria pela espada.

29 Portanto, perseguiu-os e, na manhã seguinte, alcançou-os; e novamente lutaram com a espada. E aconteceu que quando tinham todos caído pela espada, salvo Coriântumr e Siz, eis que Siz desmaiou com a perda de sangue.

30 E aconteceu que Coriântumr, depois de apoiar-se sobre a espada para descansar um pouco, cortou a cabeça de Siz.

31 E aconteceu que depois de haver cortado a cabeça de Siz, Siz levantou-se sobre as mãos e caiu; e depois de haver feito um esforço para cobrar alento, morreu.

32 E aconteceu que Coriântumr caiu por terra e permaneceu como se estivesse morto.

33 E o Senhor falou a Éter e disse-lhe: Vai. E ele foi e viu que as palavras do Senhor tinham sido todas cumpridas; e terminou seu registro (e a centésima parte não escrevi); e ocultou-o de um modo que o povo de Lími o encontrou.

34 Ora, as últimas palavras que foram escritas por Éter são as seguintes: Se o Senhor desejar que eu seja transladado ou que eu cumpra a vontade do Senhor na carne, não importa, contanto que eu seja salvo no reino de Deus. Amém.

LIVRO DE

MORÔNI

Capítulos:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

CAPÍTULO 1

Morôni escreve para benefício dos lamanitas—Os nefitas que não negam a Cristo são mortos. Aproximadamente 401–421 d.C.

1 ORA, eu, Morôni, após haver terminado o resumo do relato do povo de Jarede, pensei em não mais escrever; entretanto ainda não pereci; e não me dou a conhecer aos lamanitas, para que não me matem.

2 Porque eis que as guerras entre eles são extraordinariamente violentas; e por causa de seu ódio, matam todos os nefitas que não negam a Cristo.

3 E eu, Morôni, não negarei a Cristo; portanto ando errante por onde posso, a fim de conservar minha própria vida.

4 Escrevo, pois, algumas coisas mais, ao contrário do que pensava, pois supus que já não escreveria; escrevo, porém, mais algumas coisas que talvez sejam úteis para meus irmãos, os lamanitas, em algum dia futuro, segundo a vontade do Senhor.

CAPÍTULO 2

Jesus deu poder aos doze discípulos nefitas para conferirem o Espírito Santo. Aproximadamente 401–421 d.C.

1 AS palavras que Cristo disse a seus discípulos, os doze por ele escolhidos, quando lhes impôs as mãos—

2 E chamou-os pelo nome, dizendo: Invocareis o Pai em meu nome, em fervorosa oração; e depois que tiverdes feito isso, tereis poder para conferir o Espírito Santo àqueles sobre quem impuserdes as mãos; e em meu nome conferi-lo-eis, pois assim fazem os meus apóstolos.

3 Ora, Cristo disse-lhes estas palavras quando apareceu pela primeira vez; e a multidão não as ouviu, mas ouviram-nas os discípulos; e a todos sobre quem impuseram as mãos, desceu o Espírito Santo.

CAPÍTULO 3

Os élderes ordenam sacerdotes e mestres pela imposição de mãos. Aproximadamente 401–421 d.C.

1 MANEIRA pela qual os discípulos, que eram chamados de élderes da igreja, ordenavam sacerdotes e mestres—

2 Depois de haverem orado ao Pai, em nome de Cristo, impunham-lhes as mãos e diziam:

3 Em nome de Jesus Cristo eu te ordeno sacerdote (ou, se fosse mestre, eu te ordeno mestre), a fim de pregares o arrependimento e a remissão dos pecados por intermédio de Jesus Cristo, pela perseverança na fé em seu nome até o fim. Amém.

4 E deste modo ordenavam sacerdotes e mestres, de acordo com os dons e chamados de Deus aos homens; e ordenavam-nos pelo poder do Espírito Santo que neles estava.

CAPÍTULO 4

Explica-se como élderes e sacerdotes administram o pão sacramental. Aproximadamente 401–421 d.C.

1 MANEIRA pela qual seus élderes e sacerdotes administravam a carne e o sangue de Cristo à igreja; e eles administravam-nos de acordo com os mandamentos de Cristo. Sabemos, portanto, que esta maneira é correta; e o élder ou o sacerdote ministrava-os—

2 E ajoelhavam-se com a igreja e oravam ao Pai, em nome de Cristo, dizendo:

3 Ó Deus, Pai Eterno, nós te rogamos em nome de teu Filho, Jesus Cristo, que abençoes e santifiques este pão para as almas de todos os que partilharem dele, para que o comam em lembrança do corpo de teu Filho e testifiquem a ti, ó Deus, Pai Eterno, que desejam tomar sobre si o nome de teu Filho e recordá-lo sempre e guardar os mandamentos que ele lhes deu, para que possam ter sempre consigo o seu Espírito. Amém.

CAPÍTULO 5

Estabelecido o modo de administrar o vinho sacramental. Aproximadamente 401–421 d.C.

1 MANEIRA de administrar o vinho—Eis que tomavam o cálice e diziam:

2 Ó Deus, Pai Eterno, nós te rogamos em nome de teu Filho, Jesus Cristo, que abençoes e santifiques este vinho para as almas de todos os que beberem dele, para que o façam em lembrança do sangue de teu Filho, que por eles foi derramado, e testifiquem a ti, ó Deus, Pai Eterno, que sempre se lembram dele, para que possam ter consigo o seu Espírito. Amém.

CAPÍTULO 6

Pessoas arrependidas são batizadas e integradas na Igreja— Membros da Igreja que se arrependem são perdoados—Reuniões são dirigidas pelo poder do Espírito Santo. Aproximadamente 401–421 d.C.

1 E AGORA falo a respeito do batismo. E eis que eram batizados élderes, sacerdotes e mestres; e não eram batizados, a menos que seus frutos mostrassem serem eles dignos do batismo.

2 Nem recebiam pessoa alguma para o batismo, a menos que se apresentasse com um coração quebrantado e um espírito contrito e testificasse à igreja que verdadeiramente se havia arrependido de todos os seus pecados.

3 E ninguém era recebido para batismo, a menos que tomasse sobre si o nome de Cristo, com a firme resolução de servi-lo até o fim.

4 E depois de haverem sido recebidos pelo batismo, de haverem sido moldados e purificados pelo poder do Espírito Santo, eram contados com o povo da igreja de Cristo; e seus nomes eram registrados, para que fossem lembrados e nutridos pela boa palavra de Deus, a fim de mantê-los no caminho certo e mantê-los continuamente atentos à oração, confiando somente nos méritos de Cristo, autor e aperfeiçoador de sua fé.

5 E a igreja reunia-se freqüentemente para jejuar e orar e para falar a respeito do bem-estar de suas almas.

6 E reuniam-se freqüentemente para partilhar o pão e o vinho, em lembrança do Senhor Jesus.

7 E eram muito cuidadosos de que não houvesse iniqüidade entre eles; e todos os que eram descobertos praticando iniqüidade e eram acusados perante os élderes por três testemunhas da igreja e que não se arrependiam nem confessavam, tinham os nomes apagados e não mais eram contados com o povo de Cristo.

8 Sempre, porém, que se arrependiam e pediam perdão com verdadeiro intento, eram perdoados.

9 E suas reuniões eram dirigidas pela igreja, segundo as manifestações do Espírito e pelo poder do Espírito Santo; porque se o poder do Espírito Santo os levava a pregar ou a exortar ou a orar ou a suplicar ou a cantar, assim o faziam.

CAPÍTULO 7

Convite para entrar no descanso do Senhor—Orai com verdadeiro intento—O Espírito de Cristo permite aos homens distinguirem o bem do mal—Satanás persuade os homens a negarem a Cristo e a praticarem o mal—Os profetas anunciam a vinda de Cristo—Pela fé são realizados milagres e anjos ministram—Os homens devem ter a esperança da vida eterna e apegar-se à caridade. Aproximadamente 401–421 d.C.

1 E AGORA eu, Morôni, escrevo algumas das palavras ditas por meu pai, Mórmon, a respeito da fé, esperança e caridade; pois desta maneira ele falou ao povo, ao ensiná-los na sinagoga que haviam construído como lugar de adoração.

2 E agora eu, Mórmon, falo a vós, meus amados irmãos; e é pela graça de Deus, o Pai, e de nosso Senhor Jesus Cristo e sua santa vontade, devido ao dom do chamado que me fez, que me é permitido falar-vos neste momento.

3 Portanto falarei a vós que sois da igreja, que sois os pacíficos seguidores de Cristo e que haveis recebido esperança suficiente para entrardes no descanso do Senhor de agora em diante, até que descanseis com ele no céu.

4 E agora, meus irmãos, julgo estas coisas a respeito de vós, devido a vossa conduta pacífica para com os filhos dos homens.

5 Porque me lembro da palavra de Deus, que diz que por suas obras os conhecereis; porque, se suas obras forem boas, eles também serão bons.

6 Pois eis que Deus disse que se um homem é mau, não pode praticar o bem; porque se ele oferece uma dádiva ou ora a Deus, a não ser que o faça com verdadeiro intento, nada lhe aproveitará.

7 Porque eis que não lhe é imputado por justiça.

8 Pois eis que se um homem, sendo mau, oferece uma dádiva, ele o faz de má vontade; portanto será considerado como se tivesse retido a dádiva; conseqüentemente é considerado mau perante Deus.

9 E, igualmente, se um homem ora sem verdadeiro intento de coração, é considerado mau, sim, e de nada lhe aproveita, porque, a esse, Deus não recebe.

10 Portanto um homem mau não pode fazer o bem; nem dará ele uma boa dádiva.

11 Porque eis que de uma fonte amarga não pode brotar água boa; nem de uma boa fonte pode brotar água amarga; portanto, sendo um homem servo do diabo, não pode seguir a Cristo; e se ele segue a Cristo, não pode ser servo do diabo.





Äàòà ïóáëèêîâàíèÿ: 2014-11-18; Ïðî÷èòàíî: 195 | Íàðóøåíèå àâòîðñêîãî ïðàâà ñòðàíèöû | Ìû ïîìîæåì â íàïèñàíèè âàøåé ðàáîòû!



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